Arquivo para 17 maio, 2008

Palavra do Magrão

maio 17, 2008

Da Carta Capital

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=940

 

Sócrates

Proximidade infeliz

Temos pela frente a última chance de o nosso basquete chegar às Olimpíadas. Nas outras oportunidades, demonstramos, muito mais que incompetência, uma tremenda imaturidade, pois o time tinha todas as condições técnicas de já ter conseguido uma vaga. Essa incapacidade, que já dura alguns anos, e o desempenho pífio no Mundial de Atletismo mostram com clareza a real situação do nosso esporte de alto rendimento no cenário mundial. 

Muita gente chegou a clamar em altos brados destacando nossa campanha no Pan-Americano, ignorando que enfrentamos equipes que em nada estavam privilegiando aquela competição. Os melhores atletas dos adversários ficaram de fora para, exatamente, preparar-se para os torneios mais importantes.

Nós nem mesmo sabemos o que buscamos. Há alguns anos, uma boa soma de recursos é colocada nas mãos de nossos administradores esportivos para ações indefinidas. Precisamos mesmo é de movimentos que nos ofereçam a perspectiva dos objetivos a ser alcançados. Não interessa em uma política de Estado o resultado esportivo em si, e sim o grau de mobilização da sociedade. Só a partir daí poderemos entender a maior valorização do esporte competitivo.

Não dá para imaginar, e isso é histórico, boas representações nacionais sem grandes atletas. E de onde virão os atletas? Virão de uma estrutura que permita, estimule e dê a todos acesso à prática desportiva. Dessa multidão sairão os mais bem-dotados, mas isso nem de longe é feito ou mesmo pensado. O que importa é ter os recursos na mão para utilizá-los de acordo com interesses pontuais ou menores.

Sempre que se discute algum tipo de renúncia fiscal para financiar projetos esportivos, os mesmos eternos administradores esportivos tentam se aproximar do governo. É cada vez mais freqüente vermos nosso ministro do Esporte (aliás, como o anterior) cercado por eles. Será que é tão importante essa vizinhança? Não creio. Até porque eles jamais se interessaram pelo esporte em si. Querem, sim, ganhos para sua gente.

No futebol, por exemplo. Diga-me uma única iniciativa da Confederação que tivesse como objetivo a propagação da prática esportiva. Uma única que estimulasse a formação intelectual de nossos jogadores. Nenhuma! Por tudo isso gostaria de lembrar ao ministro que ele deveria ter cuidado com quem anda. Que deveria estar atento à formulação de um projeto que atendesse aos interesses do País, e não de poucos.

 Quando a gente adquire certa projeção, por conquista ou por indicação, atrai para perto toda sorte de interessados. Alguns vêm atrás de uma pequena quantia de dinheiro para a subsistência imediata e outros querem emprego, mas a maioria quer mesmo é te explorar de todas as maneiras possíveis. Raramente se aproximam pessoas do bem, interessadas em te auxiliar em alguma dificuldade. Reconhecer quem é quem no meio da multidão nem sempre é fácil.

Neste caso, porém, está claro com quem ele está se relacionando. Basta buscar nos anais do Congresso Nacional o resultado das CPIs que investigaram nosso esporte. Ele pode argumentar que estes contatos são importantes por culpa dos cargos que estas pessoas ocupam, mas gostaria de saber qual é o objetivo destes encontros. Que eu saiba não se discute algo relacionado com o futuro do nosso esporte. No mais das vezes, o que se oferece ao ministro são comendas de parco valor ou convites para acompanhá-los em jantares ou passeios turísticos. E aplaudir uma eterna reeleição. É muito pouco.

Ó ministro, largue mão dessa gente! Você tem coisas mais importantes para fazer. O trabalho que existe pela frente para um dia sonharmos com algo estabelecido com resultados concretos, social e esportivamente, é longo e difícil. Não dá para ficar perdendo tempo com esses eventos sociais que não levam a lugar nenhum. Que não oferecem nenhum ganho em relação ao que todos esperam. Existem pessoas, grupos e organizações com propostas muito mais interessantes. É só abrir a agenda para quem quer que o País melhore. Não esses aí.

 É só avaliar o tal do legado do Pan-Americano no Rio de Janeiro. O que sobrou para a população carioca do gigantesco investimento que foi feito? Absolutamente nada. Nem mesmo podem utilizar os equipamentos esportivos construídos. Muitos deles abandonados à própria sorte. Será que isso é lógico para um País tão injusto e uma Nação com tão pouco acesso ao conhecimento e à saúde?

 Só não vê quem não quer.

Um olhar sobre a história

maio 17, 2008

Por Vladir Lemos

http://blogdovladir.blogspot.com/

Os dias têm me insinuado que ver o tempo passar e não se render ao saudosismo é um desafio dos grandes, muito maior do que esse que o Corinthians acaba de encontrar ao iniciar sua saga pela série B. O futebol é uma boa prova disso, mas não é a única. Tá cheio de gente por aí, debruçada sobre as referências do passado como se ele ainda fosse possível. E o pior, é que essa insistência em comparar épocas distintas só ajuda a deixar ainda mais evidente a pobreza vista nos gramados atuais.

Eu sei, os saudosistas já devem estar de veias estufadas, bradando algo como: “Quem esse moleque pensa que é? Diz isso porque não viu Pelé jogar!”. Tá certo, não vi mesmo, mas que culpa tenho por não ter nascido antes?

Saibam que isso não me alegra nem um pouco. Ao tocar no assunto, quase não me perdôo, por jamais ter perguntado ao meu pai, se um dia, ele me levou a um estádio em que se apresentava o Rei. Ainda que minha memória não tenha gravado um único flash do acontecido, a confirmação me confortaria, não tenho a mínima dúvida.

Saudosistas, fiquem calmos, ninguém será capaz de apagar o virtuosismo e a elegância de um Nilton Santos, de um Didi ou de um Zizinho. Ninguém será capaz de ameaçar aqueles que através da bola ganharam outra dimensão.

E olha, dizer que nunca pude ver Pelé jogar, não é uma verdade absoluta. Lembro muito bem do dia em que o CT do Santos foi inaugurado. As traves virgens aguardavam, claro, o Rei. Ainda posso ver a cena. Pelé chegou, segurou a bola. Mirou a luz do sol. Indicou o melhor lugar para o batalhão de fotógrafos e cinegrafistas. E, então, soltou a bola no chão e, narrando seus próprios movimentos, a chutou de encontro à rede. Deu até Jornal Nacional, lógico. E eu nunca mais esqueci aqueles segundos. Acho até que não seria muito diferente se o craque em questão fosse um Pagão ou um Mané Garrincha.

Fazer o quê? Nessa vida não se pode tudo.

Mas, esta semana, ao ler o artigo escrito por José Miguel Wisnik para a revista PIAUÍ, intitulado “São Vicente e Pelé”, vivi o inverso desse sentimento de limitação temporal. Nas palavras do ensaísta e professor de Literatura, embarquei num passeio delirante pelo futebol da Baixada Santista da década de cinqüenta e sessenta. E nelas encontrei o Continental, o Beija-Flor, o Itararé. Times que eu vi jogar, como o Paulistano, onde o clima era sempre de rivalidade pura. Esses esquadrões cravaram nas minhas lembranças lances inesquecíveis, e gols que alegraram muitos domingos.

Então, em silêncio comigo, inundado por uma saudade imensa, pensei. Talvez não os tenha visto no auge, mas vi, ô se vi.

Atentado ao jornalismo

maio 17, 2008

O blog é solidário ao jornalista Edson Ferraz, da TV Diário de Mogi das Cruzes, afiliada da Rede Globo.

Edson sofreu um atentado a tiros, quando retornava para São Paulo.

O veículo em que estava foi cercado por um Voyage.

Dois covardes encapuzados começaram a atirar.

Felizmente o jornalista nada sofreu.

Edson fez uma reportagem denunciando 13 policiais bandidos acusados de lavagem de dinheiro, corrupção e roubo.

Entre eles até delegados de policia.

Gente que tem por obrigação proteger um povo e que dele se aproveita da maneira mais covarde.

Parabéns Edson Ferraz, conte com meu apoio.

Deu Vasco no clássico lusitano

maio 17, 2008

Por Alberto Helena Jr.

http://ultimosegundo.ig.com.br/esportes/opiniao/alberto_helena_jr/

VASCO LEVA BACALHAU DOURADO

No clássico de São Januário, quem levou o bacalhau dourado foi o Vasco: 3 a 1, na Lusa.

Não que a Portuguesa tivesse sido presa fácil, não. Tanto, que, no primeiro tempo, o jogo esteve até que parelho. Mas, com a entrada de Edmundo, no segundo, o Vasco soltou-se e soube se aproveitar de passar a jogar com um a mais em campo.

Aliás, não foi à toa que os dois gols decisivos para a vitória, já que Diogo reduzira de pênalti, foram de Edmundo, que começa a formar com Leandro Amaral, autor do primeiro tento cruzmaltino, uma dupla de ataque de meter medo em qualquer defesa.

Corinthians vence, e só.

maio 17, 2008

O Corinthians passeou em campo contra o Gama.

E não significa que fez uma boa partida.

Longe disso.

Era evidente a fragilidade da equipe de Brasília.

Sem muito esforço o Timão foi perdendo gols.

Até que Herrera, sempre ele, abriu o marcador.

O segundo tempo foi ainda pior.

Douglas dava mostras de que sua habilidade pode ser útil para a equipe, porém falta-lhe ainda um pouco de dinâmica.

Foi difícil de assistir a segunda etapa.

Poucas oportunidades, um adversário quase inexistente, futebol abaixo da média.

Mesmo assim a defesa corinthiana falhou novamente em uma jogada aérea.

O Gama, meio que sem querer, empatou a partida.

O sufoco durou pouco porque Douglas resolveu arriscar um chute de fora da área e fez um golaço.

No final, Acosta ampliou.

Não há motivos para comemorações efusivas.

Futebol ruim, adversário ainda pior.

Valeu pela vitória.

E só.

Nenê do Posto abre o jogo

maio 17, 2008

 

Confira, no blog do Birner, a entrevista que realizei com Nenê do Posto.

Ex-dirigente corinthiano abre o jogo sobre as mazelas do departamento de futebol profissional do clube.

Fala ainda sobre a relação entre as organizadas e Andres Sanches.

Não perca !

Pagamento integral

maio 17, 2008

A saída de Luxemburgo realmente foi benéfica para o Peixe.

Milagres começaram a acontecer. Jogadores estão renovando contratos por valores menores do que recebiam.

A economia é grande.

Não quero acreditar que isso seja ocasionado pelo motivo dos atletas não terem que “doar” parte de seus vencimentos para o Madureira.

Ele não faria isso

Os 30% de Antonio Carlos

maio 17, 2008

Antonio Carlos, amigo de Andres Sanches e V(W)anderlei(y) Luxemburgo, demonstra a cada dia o seu caráter.

Primeiro jogador brasileiro a ser condenado por racismo.

Suas tramóias reveladas por um ex-dirigente do clube.

E agora o passado voltando à tona.

O blog recebeu a informação de que Antonio Carlos está fraudando o Corinthians.

Na época em que era jogador ele realizou uma transferência entre Corinthians e Roma.

A equipe italiana pagou os 15% a que tinha direito.

O atleta se calou.

E fez pior, acionou o Corinthians na justiça e recebeu novamente o valor que o Roma já havia lhe pago.

R$ 1,5 milhão levados dos cofres corinthianos.

Seus “amigos” coniventes, sabem de tudo.

Mas se calaram.

Quando você pensa que já viu de tudo…

maio 17, 2008

Marcílio nega negociação de vaga na Série C com Joinville

http://www.clicrbs.com.br/clicesportes/jsp/default.jsp?tab=00003&newsID=a1863788.htm&subTab=00011&uf=2&local=18&l=&template=&section=noticias

Presidente do marinheiro afirmou que não houve contato com o JEC

Patricia Zomer – patricia.zomer@santa.com.br

O desespero de disputar a Série C do Brasileiro fez com que o Joinville sugerisse a compra da vaga que pertence ao Marcílio Dias. O presidente do Marinheiro, Marlon Bendini, negou que houvesse qualquer negociação.

Em reunião realizada na quarta-feira à noite, no Estádio da Arena, dirigentes, conselheiros e torcedores do JEC reuniram-se para discutir uma maneira de levar o time à competição. Não chegaram a nenhuma conclusão, mas mostram-se dispostos a qualquer negócio.

O presidente do Conselho Deliberativo, o prefeito Marco Tebaldi, sugeriu a compra da vaga que o clube não conseguiu conquistar em campo. Tebaldi disse que o JEC deveria negociar a vaga, oferecer R$ 50 mil, R$ 100 mil e, não, ficar apenas esperando uma ação do presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim de Pádua Peixoto Filho.  

A secretária do Conselho, Helenice Zattar, insinuou que um possível acordo com o Marcílio Dias teria sido efetivado se as informações não tivessem vazado. Pois, se o Marinheiro desistisse da disputa, o tricolor entraria na Série C como vice-campeão da Copa Santa Catarina.

De acordo com o Marcílio Dias, não houve qualquer negociação.

— A diretoria do Joinville nunca nos procurou para nenhum tipo de negociação, até porque nós não aceitaríamos. A vaga é conquistada em campo e não fora dele — disse Bendini.

O Marcílio Dias chegou a pensar em desistir da vaga, pois não havia recursos para assumir as despesas da competição. Mas o prefeito de Itajaí, Vôlnei Moratoni, se comprometeu a conseguir os recursos para o Marinheiro disputar a Série C.

A farra da Copa do Mundo de 2014

maio 17, 2008

Começou a farra da Copa de 2014.

E ainda faltam seis anos.

A Ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), apresentará ao “companheiro” Lula um projeto para melhorar as instalações das principais cidades brasileiras.

O custo é baixo.

Apenas R$ 38,5 BILHÕES.

Claro, não haverá corrupção.

A farra dos mosquitos

maio 17, 2008

O “Pan” das Maravilhas terminou quando a Rede Globo deixou de realizar suas reportagens a respeito.

O que sobrou foi a verdade.

E ela não é nada boa.

Superfaturamentos, obras inacabadas, corrupção e Dengue.

Sim, conseguiram até contribuir para que a doença indesejada se proliferasse.

O mosquito agradece.