Arquivo para 14 junho, 2008

Afonso, gato ?

junho 14, 2008

Denúncia grave envolve o atacante Afonso, queridinho de Dunga.

Ele teria dois passaportes.

Em um deles sua idade seria de 27 anos.

No outro consta que ele tem 29.

Um advogado, que não teve seu nome ainda divulgado, é quem fez o alerta.

As informações serão investigadas e, se comprovadas, o gancho promete ser grande.

Empresários, pais e atletas coniventes com essa situação existem aos montes no Brasil.

Até quando ?

Complexo de vira-lata

junho 14, 2008

Por Vladir Lemos

http://blogdovladir.blogspot.com/

Este mês de junho tem sido um grande remake. E pouquíssimas datas na história do futebol brasileiro merecem tanta reverência quanto essa que se avizinha, redonda como a própria bola. Os 50 anos de 58!Nossa primeira Copa do Mundo. O ponto alto foi 29 de junho.

Mas a sensação que tenho é que estamos vivendo a antítese daqueles dias. Nosso escrete perdeu o brilho.Andamos descrentes, mesmo que os nomes daqueles heróis ainda soem retumbantes. Nilton Santos, Djalma Santos, Vavá.

Meio século depois cá estamos nós, ressabiados de ter que enfrentar o Paraguai, em Assunção. Já ouvi até que, na fase atual, um empate contra a Argentina, no Mineirão, seria bom resultado. Ah! Se fossem outros tempos.

O futuro do futebol campeão do mundo em 1958 se encheu de cifras, de contratos, de liberações negadas. Capitalizamos cada glória. Demos à seleção brasileira um ar de “internacional”. A transformamos em um produto com categoria suficiente para ser sensação em qualquer canto do planeta. Criamos números para justificar o argumento de que nosso futebol está cada vez maior. Ainda que não seja exatamente nos campos.

Antes, vestiam nossa camisa os que representavam a fina flor da bola. Agora, os melhores estão longe do time, e não lhes falta futebol. No passado nosso jeito de jogar deslumbrava a nação. Era uma outra maravilha do país que se revelava o país da bossa.

Não, não vou me render à exaltação barata. Nada de ilusão. Mesmo lá, em outros tempos, a seleção nem sempre era espetacular, nem sempre tinha tempo para treinar.Mas, tanto ontem, quanto hoje, de repente, renascia e derrotava o maior rival. Aconteceu, por exemplo, na Copa Roca, em 1957.

Nelson Rodrigues até escreveu sobre o momento do time: “Sem treino, sem nada, resolveu dar um banho na Argentina. E nós sabemos que um craque patrício zangado é uma força incontível…”

Atualmente, o Dunga é que faz o papel do zangado.Isso enquanto os craques patrícios estão cada vez mais distantes de terem motivos para se zangar.

Vivemos uma época de derrotas inéditas. Perdemos pela primeira vez nas eliminatórias. Perdemos pela primeira vez para a Venezuela. Tornamos evidente nossa desconfiança..

Cartão Verde da TV Cultura

junho 14, 2008

 

Assista abaixo os melhores momentos do programa Cartão Verde da TV Cultura.

Contou com a participação de Vladir Lemos, Vitor Birner, Sócrates e Xico Sá.

 

Mais uma vitória corinthiana na Série B

junho 14, 2008

 

O Corinthians cumpriu sua obrigação no Pacaembu.

Goleou o péssimo Brasiliense.

Nem foi preciso muito esforço.

Virou a primeira etapa vencendo com o gol marcado por Willian.

Perdeu algumas oportunidades e jogou um futebol razoável.

A segunda etapa manteve o mesmo ritmo, com o Brasiliense se abrindo um pouco mais, buscando o empate e por conseqüência o espaço para o contra-ataque corinthiano aparecendo.

Aos 20 minutos, Herrera, sempre ele, fez dois a zero.

Quatro minutos depois, o mesmo Herrera tenta jogada e é derrubado.

Chicão bate e converte o terceiro gol.

Tudo muito fácil.

Aos 44 minutos, Douglas faz boa tabela com André Santos, que carrega a bola e faz um belo gol em batida cruzada.

Pouca gente viu, mas o Brasiliense ainda faria seu gol de honra no minuto final.

Na Série B o Corinthians sobra.

Não consigo enxergar adversários.

Somente vítimas.

Tricolor ressurge no Brasileirão

junho 14, 2008

O São Paulo acordou no Campeonato Brasileiro.

Para tristeza dos que tentam, há tempos, derrubar Muricy Ramalho.

O Mengão caiu com dignidade.

Esteve sempre buscando a vitória, mas a eficiência do ataque tricolor foi decisiva na partida de hoje.

Foi uma bela partida.

Na primeira etapa, em que o Mengo foi melhor, o vencedor foi o São Paulo.

Que marcou aos 22 minutos, com Borges.

No segundo tempo o Flamengo deu esperança ao seu torcedor logo aos 11 minutos, em penalidade batida por Ibson.

Daí por diante o Mengão atacava, mas quem marcava era o Tricolor.

Que desempatou aos 16 minutos, mais uma vez com Borges.

Minutos depois Aloísio fez o terceiro em bom cruzamento de Richarlyson.

Valente, o Mengo não se fez de rogado e diminui o marcador em pênalti sofrido por Obina, que Ibson bateu, Rogério Ceni defendeu, mas no rebote o atacante completou para as redes.

O Maracanã empurrava o Flamengo que foi com tudo para tentar o empate.

Mas no ultimo minuto, Eder Luiz, com um golaço, deu números finais para a partida.

Que foi digna da grandeza de São Paulo e Flamengo.

Não foi um desastre para o Mengo.

Mas foi essencial para o Tricolor.

Sem honestidade e competência nada acontece.

junho 14, 2008

Vamos analisar com racionalidade a atual situação corinthiana.

Alguns torcedores, sedentos por verem  a equipe reencontrar o seu caminho de glórias, preferem tapar o Sol com a peneira.

Mesmo que a equipe tivesse conquistado a Copa do Brasil não há como alterar a verdade.

Não se esqueçam que Dualib foi o presidente que mais títulos deu ao Corinthians.

E todos sabem o quanto isso custou.

O esquema atual é ainda pior.

Nunca se viu tanta sacanagem como na atual gestão.

Em quase todos os departamentos.

Andres Sanches fechou acordos políticos que o impedem de intervir em alguns setores, ou seja, tem que fingir que não vê e deixar tudo rolar solto.

Seus amigos de futebol amador comandam o clube de maneira “oficiosa”.

Ambos com extensa ficha criminal.

Mané da Carne e André Negão.

No departamento de futebol colocou seu braço direito, conhecido pela “honestidade” com que desempenhou seu cargo de Delegado no DETRAN de São Paulo.

Seu amigo de infância, Antonio Carlos, braço direito de Luxemburgo, completa a equipe.

Até seu assessor de imprensa, Olivério Junior, vivia em transações futebolísticas.

Mano Menezes sofria tendo que conviver com essa gente.

No futebol amador teve até diretor alugando carro de um vice-presidente, Roberto da Nova.

Além do chiqueiro habitual que é o setor.

Empresários que servem de testa de ferro para o presidente.

Alias um habito de Andres também utilizado em sua vida pessoal.

A cada dia um projeto de marketing surgia.

Muitos deles mentirosos, outros ineficazes.

O relacionamento promiscuo de integrantes das organizadas com o presidente é de causar repulsa.

Nem seus seguidores mais próximos aprovam o expediente.

Muitos são os problemas.

Que não seriam resolvidos com o título da Copa do Brasil.

Ficaríamos felizes, é claro, mas e depois ?

A corrupção tem que ser extirpada do clube.

E ainda tem o caso da Salamandra.

Mas esse é um capitulo que será contado mais adiante.

Acordem torcedores corinthianos.

Não se iludam com falsas promessas.

Não existe milagre.

Sem honestidade e competência o destino será sempre o mesmo.

Dualib é o exemplo.

Melhor nem ver

junho 14, 2008

http://blog.estadao.com.br/blog/tutty/

 

por Tutty Vasques, Seção: Caidaço s 19:50:05.

Dunga devia proibir a Seleção Brasileira de assistir os jogos da Holanda pela Eurocopa na TV.

Pode dar uma certa sensação de impotência na rapaziada, sei lá!

Melhor ler do que ser cego…

junho 14, 2008

 

“Afinal, mesmo reconhecendo que a equipe não atuou tão bem como vinha atuando; mesmo reconhecendo que o árbitro teve influência decisiva no resultado; mesmo lamentando os fatores extra-campo, capitaneados pela diretoria do nosso adversário; ainda assim, perdemos o título por conta de um critério de desempate que, em verdade, não desempata o confronto mas que, por estar previsto no regulamento, não pode ser agora questionado.”

Andres Sanches, presidente do Corinthians

A imprensa e os corruptos

junho 14, 2008

Do Observatório da Imprensa

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=489JDB012

Por Alberto Dines

Estranhamente, a imprensa também não se mobiliza para discutir a decisão do TSE, que não vai impedir a candidatura de cidadãos com ficha suja na Justiça.

Cada vez mais monotemática e cada vez menos abrangente, nossa imprensa está perdendo uma nova oportunidade de ajudar o saneamento político do país. Na terça-feira (10/6), o Tribunal Superior Eleitoral decidiu por quatro a três que um cidadão processado pode candidatar-se enquanto não for condenado em tribunal. Quem provocou a decisão foi o tribunal regional da Paraíba, que solicitava o embargo de candidatos com a ficha suja.

Na quarta-feira (11), só o Globo destacou a decisão do TSE e, na quinta, só o Globo manteve o assunto na primeira página, comentou o retrocesso do tribunal em editorial e na coluna de Merval Pereira. Nos jornalões paulistanos o silêncio, exceto no espaço do Estado de S.Paulo onde Dora Kramer expõe a sua dose diária de indignação. Enquanto isso, duas siglas míticas, a CNBB e a OAB, voltaram a juntar-se para protestar contra a decisão do TSE apoiadas por uma série de ONGs ligadas ao Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.

É compreensível o interesse do Estadão e da Folha nos casos da venda da Varig e da ressurreição da CPMF, mas a degradação do Poder Legislativo é uma questão de Estado, prioritária, antecede as demais. Enquanto nosso Legislativo, em todos os seus níveis, admitir parlamentares sem os atributos mínimos de decência, continuaremos a assistir à incessante exibição de escândalos e ilícitos.

Maus elementos

A qualificação moral dos representantes do povo é essencial para a qualidade da nossa República. As eleições municipais estão aí e, caso prevaleça a última decisão do TSE, teremos em outubro quase 60 mil novos vereadores no país (59.591), muitos dos quais deveriam estar há muito na cadeia.

Convém lembrar que o número anterior era de quase 52 mil vereadores, mas a generosidade dos deputados federais ampliou recentemente a brecha para a eleição de mais maus elementos nas gaiolas de ouro.

O assunto é grave, urgente, e a mídia não pode minimizá-lo.