Arquivo para 17 janeiro, 2009

Corrupção e vergonha no Corinthians

janeiro 17, 2009

“Ele vinha aqui…vestia a camisa…”

Osmar Motos, ex-vice presidente do Palmeirinha, sobre Andres Sanches torcer e vestir a camisa da equipe criada para homenagear o Palmeiras.

corinthianspalmeiraslivro1 

Foi enorme a repercussão do caso Palmeirinha.

Antes e depois da publicação.

Desesperados, dirigentes corinthianos ventilaram entrar na justiça para impedir que fosse ao ar.

Desistiram acreditando que a publicidade seria ainda maior.

Após a exibição, perplexos, não sabiam o que fazer.

Até o bajulador “mor”, diretor de 9º escalão, ficou sem palavras.

No dia seguinte, sob ordens, passou o vexame de ter que desmentir o que as imagens comprovavam.

Chegou a ser patético.

Por muito menos a cabeça de Clodomil Orsi foi pedida pelos vendidos comandados por Edu dos Gaviões.

Recebi varias ligações.

Alguns órgãos de imprensa tentavam se inteirar sobre o ocorrido.

Até o líder do poder paralelo, André Negão, me ligou.

Evidentemente não estava feliz com o teor da reportagem.

Ao seu lado estava a ilustríssima Cacilda da Fofoca, pronta para destilar o seu veneno.

Alguns dos entrevistados já foram devidamente “avisados” para se calarem, com a delicadeza habitual dos discípulos de Mané.

Típico dessa gente que há anos infelicita o Corinthians.

Em homenagem a todos eles e para facilitar a vida de quem não conseguiu assistir o vídeo, transcrevi as principais frases.

Confira abaixo.

 

Anderson Santos (atleta desviado das categorias de base)

“Ladeira…Adailton Ladeira” (sobre quem era o treinador do Palmeirinha)

“Isso mesmo…” (Sobre o presidente do Corinthians ser arrendatário da equipe)

“Fui emprestado (Paulista de Jundiaí)… voltei depois.. na época do João Havelange…”

“Na época fui para o Palmeirinha a convite do Ladeira, mas o empresário era o Andres Sanches”

“Quando cheguei ao Palmeirinha, o Andrés era o empresário que bancava tudo por lá.”

“Ele (Andres) investia e depois fazia negócio com os jogadores que se destacavam.”

O Andrés falou: “Fica tranqüilo, se você não ficar ai tenho outros clubes para te colocar…”

 

Nesi Curi (ex-vice presidente)

*Vale lembrar que Nesi Curi era o patrão de todos que pertenciam ao futebol amador do Corinthians.

Mané da Carne, Andres Sanches, André Negão, Jaça, Eli Werdoo, Adailton Ladeira, Wando Morais…

Conselheiro:  Em 2000 o Senhor mandou o Andrés embora porque ele desviava jogadores para o Palmeirinha ?

Nesi Curi: Foi

Conselheiro: De onde era o time mesmo?

Nesi Curi: De Porto Ferreira

Correu a onda de que ele era amigo e sócio desse que está ai, o Antonio Carlos.

 

João Carlos Bellini (presidente do Palmeirinha)

“Ele tocou uma época aqui ..ele tocou o futebol por um ano…teve um pessoal…patrocinou…”

 

Ricardo Furquim de Almeida (torcedor do Palmeirinha)

“Que eu saiba ele (Andres) contribuía…” (para o Palmeirinha)

Vinha dinheiro para o clube e tinha um administrador que ele trouxe…”

“Trouxe o treinador também” 

“O treinador era o Adailton Ladeira’

 

Regina Célia (ex-funcionária, mora dentro do clube)

“Conheci …eles estiveram aqui…” (sobre Andres e sua turma)

“Com certeza” (sobre Andres financiar a equipe)

“Com certeza…sempre traziam jogadores…”

 

Minatel (ex-goleiro)

“Indiretamente nós, palmeirenses, adorávamos essa historia de corinthiano ajudar o Palmeirinha…”

“Isso dava até arrepio nos corinthianos daqui…”

“Que o Andres trouxe bastante jogador para cá, isso trouxe…”

“Ninguém faz nada sem interesse…”

“O interesse era realmente fazer uma ponte aqui…”

“De alguma forma, indiretamente, ele torcia pelo verde de Porto Ferreira , é claro…”

 

Liberato Bruno Filho (ex-diretor de futebol na época de Andres Sanches)

“Em 2000 eu era diretor de futebol do Palmeirinha.”

“O Andrés achou por bem montar uma equipe para fazer um celeiro com a finalidade de promover jogadores”

“O Palmeirinha cedia as instalações e ele assumiu a parte financeira, comissão técnica, jogadores…”

“O Anderson deixou saudade…ele pertencia ao juniores do Corinthians

“Com a chegada de Andres e Ladeira ele (Anderson)veio para cá…”

“Hoje se encontra no Vasco da Gama.”

 

Osmar Motos (ex-vice-presidente do Palmeirinha)

“Ele trouxe toda a diretoria do Corinthians, o Ladeira…vários jogadores…”

“Ele bancou todos os jogadores…”

“Ele vinha aqui…vestia a camisa…”

“Esse Fernando (ex-diretor corinthiano) faz aquele empresário falso…ilude a família, cobra uma taxa…”

“Ele usava o nome do Andres, envolvia os pais , pegava dinheiro e usava em benéfico próprio…”

“Deu balão em mim…”

Luta contra a corrupção do COB

janeiro 17, 2009

 

Muitos foram os pedidos.

O blog vai postar uma lição de cidadania.

Pare o que estiver fazendo.

Assista o depoimento de Alberto Murray Neto, membro do COB, no Senado Federal.

Um exemplo a ser seguido.

Paulistinha caro…

janeiro 17, 2009

“Sou carne de pescoço e vou ser tetra paulista”

V(W)anderlei(y) Luxemburgo

 

Matematicamente falando, temos uma comissão técnica de R$ 1 milhão mensais.

R$ 12 milhões ao ano.

Se conseguir vencer o Paulistão, serão duas conquistas.

Patrocínio fechado com a Samsung: R$ 15 milhões por ano.

Vale a pena ?

Só amenidades no intervalo

janeiro 17, 2009

Repórteres de rádio terão dificuldades para trabalhar no Campeonato Paulista.

A FPF determinou que apenas os profissionais de BAND e Rede Globo terão autorização de entrevistar atletas dentro do gramado.

O restante terá que se virar com o que sobrar, na porta dos vestiários.

Uma decisão que visa proteger as emissoras de TV.

Não vejo como algo justo.

Até porque as melhores perguntas costumam ser feitas pelos repórteres de rádios.

Os da TV, por medo ou imposição da chefia, ficam apenas nas amenidades.

Mais dois anos para Muricy

janeiro 17, 2009

Enquanto o Palmeiras insiste em manter a raposa perto do galinheiro o São Paulo renovou o contrato de Muricy Ramalho.

Serão mais dois anos de vínculo, sem multa contratual e com um pequeno reajuste.

Decisão inteligente.

Muricy é o melhor treinador do país, além de ter caráter a toda prova.

Diferente de muitos picaretas que atuam no futebol.

Palavra do Magrão

janeiro 17, 2009

O brilho de Marta

Por SÓCRATES

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=3160

Nosso País é realmente privilegiado em matéria de futebol. Historicamente, sempre tivemos os melhores jogadores do mundo e até hoje eles estão por aí, espalhados por todo o planeta. O que nunca imaginei é um dia aparecer uma jogadora do porte da Marta, meia-esquerda da seleção feminina nacional.

É uma atleta excepcional. Tem todas as qualidades dos gênios desse esporte: excelente visão de jogo, habilidade, talento, dribla muito bem e chuta como poucas. Quem acompanha o futebol feminino pode até apontar a norte-americana Mia, por muitos anos na seleção nacional de seu país e por duas vezes ganhadora do troféu de melhor do mundo, como a maior de todos os tempos. Ou a alemãzinha que abocanhou o prêmio por três vezes, antes que Marta o tomasse nos braços. Eu não penso assim.

Por tudo que Marta pôde nos oferecer nos últimos anos em seu clube e na seleção brasileira, avalio que ela sempre foi a melhor. E isso se torna ainda mais claro quando entendemos que durante muito tempo a nossa equipe possuía um nível inferior ao das principais adversárias, e mesmo assim ela se destacava absurdamente.

Quando chegamos ao mesmo patamar das rivais, tudo ficou claro e a nossa Pelé não deu chance a mais ninguém. Em três vezes consecutivas, foi escolhida como a melhor jogadora do mundo, o que não é para muitos. Ou melhor, é só para ela, incluindo os marmanjos. Pelo menos por enquanto. E é mais que merecido: Marta é uma daquelas jogadoras que nos levam a deixar tudo o que estamos fazendo para acompanhá-la. É um brilho para os olhos e para a sensibilidade dos amantes do futebol.

Torço para que Marta possa se manter durante muitos anos nos campos da vida, para que os garotos de hoje, em vez de idolatrar os pernas-de-pau que inundam os nossos gramados, tenham a possibilidade de se empanturrar do verdadeiro futebol.

Temos de acreditar!

A expressão no rosto dos vencedores da São Silvestre, nos últimos quilômetros da corrida, deu-nos uma perfeita ideia do esforço despendido para obter a vitória. Naqueles momentos, muito mais que capacidade física, descobrimos o efeito da vontade de vencer em nossos desempenhos.

É o grande diferencial em relação aos adversários. Mesmo que, eventualmente, algum deles pudesse ter mais potencial físico, não poderia enfrentar tamanha determinação – palavra muito em voga no vocabulário dos jogadores de futebol, ainda que poucos levem em conta o que ela representa. Se soubessem que sem ela nunca nos é permitido alcançar objetivos às vezes distantes, não a desprezariam tanto.

Há, sem dúvida, muito trabalho nas costas de quem chega ao pico, mas é inegável que as condições emocionais e psicológicas potencializam nossas capacidades. São elas que nos permitem ultrapassar os nossos próprios limites. E isto vale para qualquer atividade.

Quando queremos, quando buscamos, quando lutamos, temos muito mais chance de sucesso. Que estes exemplos possam nos iluminar neste ano que nasce tão cheio de esperança. Fora o comodismo! Viva a determinação por melhores resultados. Eles com certeza virão. É só acreditar.

Planejamento de carreira

Após a definição do caso Bosman pela Corte da Comunidade Européia e a queda do “passe” aqui no Brasil, tornou-se delicada, algo merecedor do cuidado de todos os atletas, a definição do tempo de contrato e eventuais transferências. A estratégia e o planejamento da carreira do atleta passaram a ser de grande valia para todos.

Tomaremos como exemplo a decisão que há alguns anos tomou Roberto Carlos, antigo lateral do Real Madrid e da seleção brasileira, de declinar do convite do Chelsea, da Inglaterra, para defender as suas cores. Isso não deve ter envolvido apenas questões econômicas, mas principalmente a perspectiva daquilo que poderia acontecer nos anos posteriores. Um fato que gera muita insegurança para quem joga na Europa é não possuir passaporte comunitário, estando aí sujeito à legislação de cada país aceitar um determinado número de não-comunitários.

Roberto era um desses. Tentando isolar as outras variáveis, acredito que um atleta como ele possuía, à época, uma chance única de jogar na Inglaterra: caso participasse de mais de 75% dos jogos da seleção do seu país em um único ano. Assim, ele teria a possibilidade de ser contratado por um clube inglês. Como foi o caso de Gilberto Silva e de Kléberson, logo após a Copa da Ásia. Hoje, com a crise econômica instalada nos grandes times do planeta, dificilmente um convite como aquele voltaria a acontecer. E, muito mais dificilmente, seria rejeitado.