Arquivo para 17 fevereiro, 2009

Turma do Palmeirinha expulsou Hernanes do Corinthians

fevereiro 17, 2009

 

Hernanes foi expulso do Corinthians em 2001.

Mesmo ano em que Andres Sanches foi diretor no Futebol Amador e desviou atletas para o Palmeirinha de Porto Ferreira.

O craque Tricolor disse que foi Wando Moraes, acusado de pedofilia, seu treinador na época, que teria cometido esse ato.

Questionado se presenciou coisas erradas dessa turma, Hernanes desconversou.

Disse que o tempo já passou, preferia deixar para lá.

Os mesmos dirigentes daquela época continuam atuando no clube.

Andres Sanches virou presidente.

Wando Moraes intermediou, recentemente, a venda de André Santos, Dentinho e Renato para o SONDA.

André Negão, empresário da SORTE, é o atual “primeiro ministro”

Mané da Carne fornece produtos de qualidade “duvidosa” por preços ainda mais esquisitos.

Faz parte também da tropa de choque.

O BICHEIRO Jaça voltou a ter cargo oficial no clube.

Diretor de Futebol Amador.

Um verdadeiro “exemplo” para jovens em formação.

Passaram-se oito anos desde a dispensa de Hernanes.

Nada mudou no Corinthians

Pergunte para o Paulinho

fevereiro 17, 2009

Tenho tido pouco tempo para interagir nos comentários.

Confesso sentir falta.

Todas as terças feiras, responderei as dúvidas que ficarem pendentes nesse espaço.

Fique a vontade.

O tema é livre.

Irresponsabilidade e violência

fevereiro 17, 2009

 

“O presidente do Corinthians é um SALAFRÁRIO !”

“Não tem vergonha na cara !”

JOSÉ TRAJANO indignou-se, como todas as pessoas de bem o fizeram, com as atitudes de Andres Sanches no episódio que culminou com a barbárie do Morumbi.

Muitos foram os culpados.

A Polícia, mal preparada, não pode ser isentada.

Embora também tenha sido vítima.

Diferente dos BANDIDOS organizados.

Eles que receberam ingressos do presidente corinthiano e, desde o início da semana, falavam em realizar os atos de que foram protagonistas.

Os torcedores do Tricolor também não são santos.

Foram parte atuante desse episódio trágico.

Mas nada foi pior do que a atuação dos dirigentes e de alguns jornalistas.

O São Paulo tinha o DIREITO de fornecer apenas 10 % de ingressos para o torcedor visitante.

Diferente do que apregoou o irresponsável delegado Mario Gobbi, em programa da BAND, não foi um ato a fim de penalizar o Corinthians.

Vale para TODOS os visitantes.

O Tricolor tem sua parcela de culpa por ser o mandante e, por consequência, co-responsável pela segurança do público.

Enquanto isso, o presidente do Corinthians despejava bravatas populistas na imprensa, com a finalidade de posar de defensor da honra alvinegra.

Queria ser bem visto pelos vagabundos organizados que sustenta com o dinheiro do clube.

Disse que o Corinthians não jogará mais no Morumbi.

Evidente que não vai cumprir.

Após a barbárie soltou uma nota oficial digna de um delinqüente, que provocou a justa reação de Trajano, apoiada pelo blog.

Chamar MARGINAIS organizados de mártires é de causar asco e vergonha entre as pessoas mais esclarecidas.

Populismo barato e irresponsável.

No final, ao incitar ainda mais a violência, Sanches diz que o Corinthians vem sendo tratado como inimigo.

Não é verdade.

Seu vice-presidente de Marketing, Luis Paulo Rosenberg, teceu grandiosos elogios á Juvenal Juvêncio por suposto auxílio na questão do Pacaembu.

Pior ainda foi ler o e-mail que o vice-presidente de Esportes Terrestres, Dr. Felipe Ezabella, que envergonha a cada dia a Faculdade do Largo São Francisco, enviou para o grupo clandestino “Corinthianos Obsessivos”.

Com teor que sugere homofobia e colabora ainda mais para acirrar os ânimos, já tão exaltados.

“Como todos, sempre odiei o Morumbi, não só por ser a casa delas, como também por ser um estádio muito ruim pra chegar, sair e, principalmente, assistir aos jogos.”, disse Ezabella, em clara demonstração de preconceito e despreparo para o cargo que ocupa.

“A decisão do Andrés de não mais atuarmos no Morumbi é a que qualquer um gostaria de tomar.”, com essa declaração, Ezabella tenta justificar o ato irresponsável de Andres Sanches.

“O soco então, foi patético, nem merece mais comentários porque foi um soco que não machuca ninguém, não resolve nada e é prato cheio para TVs e Tribunais”, segundo o Dr. Ezabella, um soco que “não machuca ninguém”, é uma boa desculpa para justificar a expulsão de Túlio.

Não foram apenas os incompetentes e irresponsáveis dirigentes citados acima que merecem um enorme puxão de orelha.

Temos também a declaração infeliz de Kalil Rocha Abdala, vice-jurídico do São Paulo, que chama os corinthianos de “galinha”, na Folha de São Paulo de hoje.

Mostrando claramente que caráter nada tem a ver com posição social.

 Há também os jornalistas que se prezam ao papel de palhaços da imprensa.

Incentivadores da desgraça, visando apenas um pouco a mais de audiência.

Gente como o Dr. MENTIRA, que definha sua carreira na BAND.

Quero finalizar dizendo que assino embaixo o discurso de José Trajano no programa Linha de Passe da ESPN.

E que estou muito orgulhoso dele, por tê-lo feito.

Há vida inteligente e honesta no jornalismo brasileiro.

Dízimo fora de época

fevereiro 17, 2009

Kaká enviou 200 mil Euros para a “Igreja” Renascer.

A doação tem como finalidade ajudar na reconstrução do “templo” que desabou no início do ano.

Os estelionatários da Fé deixam de cuidar da manutenção do local.

E quem paga a conta são os trouxas, ou melhor, o trouxa.

Mancini no Peixe

fevereiro 17, 2009

O Santos fez um ótimo negócio ao contratar Vagner Mancini.

É o melhor treinador da nova geração.

Além disso, receberá salário de R$ 150 mil, o mais baixo entre os grandes clubes brasileiros.

Estudioso, Mancini costuma montar equipes que jogam bom futebol e aliam a técnica com disciplina tática.

Terá um enorme desafio no Peixe, que tem elenco fraco e dirigentes difíceis de lidar.

Vamos aguardar para ver no que vai dar.

Vasco investigado

fevereiro 17, 2009

A coisa vai esquentar ainda mais no Vasco da Gama.

O Ministério Público do Rio de Janeiro investigará os desmandos de Roberto Dinamite.

Espero que seja implacável em sua decisão.

A torcida vascaína não merecia ser traída por seu maior ídolo.

Palavra do Magrão

fevereiro 17, 2009

O diabo não é Deus

Por SÓCRATES

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=3382

Certa vez, ao ver determinado bigode no Palácio do Planalto, com a naturalidade que lhe é peculiar, não sei exatamente por que, lembrei de outra figura que adorou usar aquele espaço. Em vinte anos, esses dois personagens de nossa história protagonizaram momentos marcantes da nação.

Um, o presidente Collor, parece ter surgido do nada. Com um discurso populista, aproveitando o vazio provocado pelo então recente processo de redemocratização do País, soube como encantar os donos do poder desta República, tão dados à preservação de seus privilégios e responsáveis por nossos fantásticos índices de exclusão social. Arregimentou os mais importantes eleitores, que tudo fizeram para colocá-lo no Planalto. Grana e mídia, infelizmente, ainda continuam fazendo presidentes por aqui (ainda que hoje tenhamos por lá um ex-torneiro mecânico).

Além disso, sua absoluta insensatez o fez utilizar todas as formas de golpes baixos para derrotar nossos sonhos de um país melhor. A primeira aparição, nos idos de 1990, com a faixa verde-amarela, já mostrava a sua personalidade. Uma aposta que dera certo. Aposta mesmo, pois ninguém sabia do que ele seria (in)capaz. No fundo, bastava afastar o “perigo” que se avizinhara (o mesmo Lula hoje presidente). Com os olhos alterados por excesso de adrenalina, bradava ao infinito.

O primeiro ato foi fruto de uma loucura extemporânea, corroborada pela cegueira de nossos parlamentares, os quais não se deram ao luxo de analisar o conteúdo e a profundidade do descalabro. Pobre povo brasileiro, nem representado é! Ficamos com os nossos parcos 50 dinheiros, enquanto os poderosos se deliciavam com as sobras que ofertamos.

Cercou-se do que mais bruto possuíamos. Outro bigode maltratado passava insistentemente o chapéu por todas as nossas esquinas industriais. O cofre, como o seu dono, não parava de engordar.

Naqueles poucos anos, o País foi usado para fins tão escusos que mais parecia um bordel. Dos de mais baixo nível. Gradativamente, seus avalistas se deram conta de que a sangria era muito maior do que estavam preparados para suportar. Como a bancarrota era coisa de tempo, resolveram afastá-lo. E assim se fez. Desmascarado em toda a sua essência, desceu a rampa como se fosse um mártir, acusando-nos de crueldade. Como se nada de mal houvera feito.

O outro, Felipão, surgiu alguns anos depois e se fez respeitado. Desde longa data, era tido como um dos mais capazes para comandar a seleção nacional. Depois do naufrágio de duas gestões discutíveis, foi alçado à condição de comandante, com plena sanção popular – ah, se conhecesse de política como conhece de futebol! Pegou um rabo de foguete que parecia sem solução.

Depois de alguns sofridos meses em que se deparou com inúmeros problemas, viu-se tão perdido que resolveu utilizar os seus próprios métodos. Com isso, tocou em alguns interesses, que tentaram reagir de forma sôfrega. A campanha sofrida para reavaliar as suas convicções foi até certo ponto irracional. Bancada pelos mesmos donos do poder que levaram tanta gente ao purgatório quando não atendidos. Manteve-se firme, mas quase caiu do posto.

Felipão havia detectado a solução e colocara em prática um plano que passava ao largo da pequenez de algumas figuras até então soberanas. Cercado de jovens para irrigar de pureza a acomodação e aspereza dos mais antigos. Criou uma nova sociedade. Com a sua cara, o seu jeito e caráter. Apostou nessa determinada qualidade. Por isso, relevou algumas outras potencialidades clamadas pelos que conhecem do assunto.

Escolheu o caminho mais difícil, talvez o único. Pelo menos em suas teses. Quem poderá, agora, saber das possíveis consequências de outras opções? Mesmo com todas as limitações do que tinha em mãos, foi maior do que os demais. Não importa que estivessem em péssimas condições. Ele também esteve, mas conseguiu encontrar uma saída e venceu o grande desafio.

Hoje, o destino se inverte: muitos anos após, aquele que foi apeado do poder volta ao Parlamento pelo voto popular. O outro acaba de ser demitido por um clube que raramente demite seus técnicos, mesmo depois de ter tido sucesso em todas as estruturas por onde passou. O que mudou? Será que alguém se transforma como por encanto em outra pessoa absolutamente diferente? Não creio. Acredito sim na nossa eterna incapacidade de avaliar o ser humano em sua plenitude: o santo não pode virar diabo, assim como o diabo não é Deus.