Arquivo para 5 abril, 2009

Mascarando a verdade

abril 5, 2009

 

Os números do balanço anual corinthiano, divulgado durante a semana, são muito ruins.

Um dos itens que mascara a incompetência da atual gestão é a questão dos empréstimos bancários.

Ao anunciar que a divida do clube diminuiu os dirigentes alvinegros insultam a inteligência do torcedor.

Utilizaram-se de dinheiro emprestado e o contabilizaram como amortizador da dívida geral.

Entre empréstimos e financiamentos o crescimento é assustador.

Em 2007, logo após assumirem o poder, Andres Sanches recebeu o clube com R$ 13,1 milhões em empréstimos adquiridos.

Um ano depois, este número subiu para R$ 52,5 milhões, fora os juros.

Um escândalo.

Confira abaixo o extrato de empréstimos que o Corinthians tomou na gestão da “Contravenção e Transparência”.

Preste bem atenção nos itens BWA e “Outros”.

Bradesco

R$ 10.006.000,00

Juros: 1% a 1,85% a.m.

Banco BMG (Banco do Mensalão)

R$ 13.267.000,00

Juros: 1,9% a.m.

Federação Paulista de Futebol

R$ 5.941.000,00

Juros: 2,15% a.m.

(detalhe: A FPF cobra mais juros do que os bancos citados acima. Qual a vantagem em realizar o empréstimo ?)

Clube dos 13

R$ 18.632.000,00

Juros: 1,8% a.m.

(Valor maior do que o patrocínio corinthiano)

BWA

R$ 2.621.000,00

Juros: CDI+2% a.m.

(Antes de emprestar dinheiro ao Corinthians a BWA cobrava, na gestão Dualib, 8% pelo serviço de confecção e venda de ingressos. Após fornecer dinheiro ao clube, a juros bem maiores do que os de mercado, passou a cobrar absurdos 11% do valor bruto da bilheteria, cerca de 24% do valor líquido.)

Outros

R$ 2.043.000,00

Juros: 5% a.m.

(O clube cita, em seu balanço, empréstimos a juros extorsivos de 5% ao mês, de fontes não discriminadas. Fala-se que seriam provenientes de empresários de atletas e da contravenção penal. O que explicaria os valores cobrados, semelhantes aos das mesas de agiotas)

O GP que não terminou

abril 5, 2009

Jenson Button venceu o confuso GP da Malásia.

Mas levará apenas metade da pontuação.

Tudo pela ganância dos dirigentes da FIA, que marcaram o início da prova para as 17h locais, sem que os carros estivessem equipados com faróis.

Com a abundante chuva que cai durante a corrida, a condição da pista, aliada a pouca visibilidade ocasionada pela chegada da noite, impediram a seqüência natural da prova.

Que foi marcada por boas ultrapassagens e inúmeras entradas nos boxes.

Chovia, parava, voltava a chover.

Era absolutamente impossível arriscar um palpite.

Logo na largada Button caiu para a 4ª colocação, enquanto Rosberg assumia a ponta.

Barrichello largou bem e pulou para o 5º lugar.

De resto pouco a se comentar.

Pneus trocados a toda hora.

Alguns pilotos com mais sorte do que outros, como Timo Glock, que acabou a prova em terceiro.

Massa, ao contrário, deu azar e ficou em nono, devido a uma parada poucas voltas antes da interrupção da prova.

Que aconteceu quando faltavam 24 voltas para o termino do GP.

A FIA ainda insistiu para que a corrida recomeçasse, mas os pilotos, com toda a razão, fizeram hora até que a decisão fosse revertida.

Resta-nos aguardar a próxima etapa, e ver se a Brawn conseguirá se manter na liderança.

Confira abaixo a classificação final da prova

1°. Jenson Button (ING/Brawn), 32 voltas
2°. Nick Heidfeld (ALE/BMW)
3°. Timo Glock (ALE/Toyota)
4°. Jarno Trulli (ITA/Toyota)
5°. Rubens Barrichello (BRA/Brawn)
6°. Lewis Hamilton (ING/McLaren)
7°. Nico Rosberg (ALE/Williams)
8°.
Mark Webber (AUS/Red Bull)
9°. Felipe Massa (BRA/Ferrari)
10°. Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso)
11°. Nelsinho Piquet (BRA/Renault)
12°. Fernando Alonso (ESP/Renault)
13°. Kazuki Nakajima (JAP/Williams)
14°. Nelsinho Piquet (BRA/Renault)
15°. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari)

Estranha cortesia

abril 5, 2009

 

O empresário Eike Batista doou US$ 5 milhões para a candidatura Rio 2016.

Muito estranho.

Principalmente porque sua empresa acumula R$ 500 milhões em dívidas.

Grande parte com o Governo.

Todos sabem que a chance do Brasil sediar as Olimpíadas é a mesma do Mentiroso Nato começar a falar a verdade.

Impossível não pensar em coisa errada.

Nada de bolinhas

abril 5, 2009

O Flamengo é Penta.

O Tricolor é Hexa.

Até agora a CBF não entregou a Taça de Bolinhas.

Por direito, teria que ser do Mengo.

Pelos arquivos da Casa Bandida, seria do Tricolor.

Quantos anos mais o impasse vai durar ?

Ao que tudo indica, até terminar o chá de cadeira.

Com a queda de Ricardo Teixeira

Todos tem que ser investigados

abril 5, 2009

Marcelo Teixeira será investigado pelo Ministério Público sobre os lamentáveis incidentes que causou no clássico entre Corinthians e Santos.

O presidente do Peixe ofendeu e jogou objetos em torcedores que estavam nas numeradas.

Mas a investigação não pode se limitar apenas a ele.

Dois jornalistas, da ala bandida da imprensa, acusaram um colega de profissão de atacar a torcida do Corinthians.

O que teria motivado a ação dos mentirosos ?

Um ato irresponsável que poderia ter provocado uma tragédia.

Já passou da hora dessa gente ser punida.

Falta de ética profissional

abril 5, 2009

Dirigentes não se atentam ao sistema de desporto nacional

Por Luiz Claudio Portinho Dias

http://www.conjur.com.br/2009-abr-04/dirigentes-clubes-nao-atentam-sistema-desporto-nacional?pagina=2

A concessão de remuneração direta aos atletas no desporto não-profissional, fora de dúvidas, é uma transgressão aos sistema nacional do desporto e uma prática anti-ética. Ela dispensa o dirigente de obrigações tipificadas na legislação trabalhista, assim como das vinculações com o sistema previdenciário decorrentes. Mais, ela faz com que a agremiação burle as exigências traçadas na Lei 9615 para o desporto profissional, como é o caso do registro do contrato de trabalho, da submissão a exames clínicos e médicos dos atletas (artigo 34), a contratação de seguro acidente de trabalho (artigo 45) e da elaboração e publicação de demonstrações financeiras, após auditagem (artigo 46). E, com tudo isso, ela cria categorias diversas de agremiações dentro do “desporto amador”.

Do ponto de vista da relação entre agremiações, o acirramento do nível competitivo e o desejo de vencer acima de tudo desencadearam situações de aliciamento criticáveis. Dirigentes incompetentes na tarefa de criar canteiros em suas agremiações, buscam suprir tal deficiência através do aliciamento de atletas formados em outras agremiações, geralmente prometendo-lhe o pagamento de remunerações que, como se viu, desnaturam os elementos centrais do desporto não-profissional. E aqui cabe mencionar, pela primeira vez, o princípio da “diferenciação” plasmado no artigo 2º, inciso VI, de nossa Lei do Desporto, a estabelecer tratamento específico e finalidades diversas ao desporto profissional e ao desporto não-profissional.

Com tal agir, tais dirigentes afrontam a função social e pedagógica do desporto que, sem dúvida, encontra-se muito acima dos meros anseios particulares de “vitória acima de tudo”. Na Europa, cujos povos possuem nível cultural inquestionavelmente superior ao nosso, a declaração relativa ao desporto anexa ao Tratado de Amsterdã “salienta o significado social do desporto, em especial o seu papel na formação da identidade e na aproximação das pessoas”. Formar um atleta no desporto não-profissional é, antes de tudo, imbuí-lo de atitudes, valores e princípios éticos e morais que lhe possibilitem atuar na sociedade como cidadão; transformando-o em ator não só dentro das quadras e pistas, mas também no teatro da vida.

A corroborar ao que sustentamos, Rodrigo Ferreira da Costa e Silva, especialista em Direito Desportivo pela Escola Superior de Advocacia de São Paulo, anota que, “embora o atleta não-profissional seja livre para se transferir para qualquer clube sem dar satisfação ao seu formador (…) dirigentes devem ficar atentos ao aliciarem jogadores em formação por outros clubes porque a falta de ética neste aspecto pode manchar moralmente a administração e o clube em si”. E é exatamente por atuar num campo em que não há regulamentação específica, como é o caso da situação do atleta amador, que a ética se revela postulado de suma importância a distinguir o bom do mau dirigente.

Como reflexão sobre a ação humana, a ética no desporto não-profissional se torna cada dia mais importante à própria sobrevivência e cumprimento das finalidades da prática. Mas, como sintetiza o professor e filósofo Vanderlei de Barros Rosas, “ética é algo que todos precisam ter; alguns dizem que têm; poucos levam a sério e ninguém cumpre à risca”.

Palavra do Magrão

abril 5, 2009

O vício do ‘já ganhou’

Por SÓCRATES

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=3784

Lembrei-me da final de uma Copa Sul-Americana de uns dez anos atrás, que nos mostrou com absoluta clareza um pouco daquilo que chamamos de futebol. Apesar de muitos ainda não estarem seguros do quanto é importante o comportamento emocional, a partir de um determinado contexto psicológico, para quem trabalha na presença de público, aquela partida, creio, necessariamente nos leva a uma análise que passa por aí.

Era um Palmeiras e Vasco de Romário. Foi o primeiro time que formatou a linguagem do jogo. Com meio minuto de partida, já estava claro que a diferença de conduta anímica proporcionaria vantagens absolutas ao time da casa. Entregando-se de forma consciente à sua proposta, dominou todos os movimentos. Poucos dias antes, o desempenho de alguns jogadores havia sido fator determinante da capacidade vascaína na partida da semifinal, mas naquela partida não conseguiam acertar sequer uma jogada.

Enquanto isso, o Verde passeava com fúria pelo gramado. Envolvente e constante, levou a partida conforme seus objetivos. Chegou aos três gols com facilidade. E ali o título parecia decidido. Não pelo resultado parcial em si, mas principalmente pela enorme diferença de postura. O intervalo foi pautado pelas comemorações. Sorrisos enormes demonstravam a certeza da conquista. Apesar de uma vez ou outra lembrar a todos que nada ainda havia sido decidido, na alma da equipe isto não fazia o menor sentido.

Um time que estava morto em campo, desanimado, sem vontade e acomodado poderia afrontar tamanha diferença e reverter o que fora determinado até ali? O jogo estava ganho no coração dos jogadores e do público. Era só esperar que passasse o tempo para poder dar a volta olímpica, sentida como mais que merecida por eles. E esse clima destruiu o poder do Palmeiras.

Ainda faltava um tempo de partida, mas seus jogadores haviam deixado o gramado. Mas como não poderiam, na prática, deixar de voltar a campo, pois perderiam por WO, retornaram seus corpos, mas as almas já se inebriavam na imensa garrafa de champanhe comemorativa, ainda nos vestiários.

Mesmo com as mudanças na equipe, o Vasco pouco mudou em relação ao primeiro tempo. A grande diferença estava do outro lado do campo, como se outro time agora os enfrentasse. Como a indiferença e o descuido jamais foram protagonistas de um jogo de futebol, lentamente a equipe carioca foi se aproximando do impensável. Aos quinze minutos, um gol, aos vinte, outro, aos 35 minutos, o empate. E, aos 47 do segundo tempo, o gol da vitória.

Quando reencontraram suas almas, os jogadores do Palmeiras se deram conta de que é impensável dispensá-las, mesmo que por breves instantes. Esta dissociação provoca danos irreversíveis a curto prazo, porém muito nos faz crescer ao entendermos as particularidades de cada momento que podemos viver.

Associação de clubes

Nasce uma associação de clubes formadores de atletas que, enfim, resolveram se organizar para pleitear o que lhes é de direito: verbas da Lei Piva para executar projetos esportivos. É uma atitude absolutamente esperada. A nossa estrutura esportiva está há muito tempo nas mãos de uma classe dirigente, que dela se apossou como se fosse uma herança, manipulada antes mesmo da definição do espólio. Essa classe não quer perder essa mina de ouro por nada deste mundo, mesmo realizando administrações absolutamente incompetentes e que de nada servem ao esporte.

As modificações que esperávamos que ocorressem já deveriam ter provocado um sem-número de conflitos deste tipo, entre o velho e irracional oligopólio, que usufrui de nosso esporte, e o empreendedor que tem uma visão clara da potencialidade deste. Os dirigentes utilizam seus cargos com o único intuito de promover uma festa de mordomias, de empregar seus mais próximos colaboradores, de manipular suas verbas sem controle, pois as entidades que deveriam ter este papel também fazem parte do mesmo processo, inclusive a maioria dos presidentes de federação.

Infelizmente, esta é a realidade em todos os nossos esportes e que piora quanto mais discretos eles forem. Desmoralizada é nossa realidade esportiva. Convive com esse tipo de atitude e pouco faz para torná-la transparente, para torná-la compatível com nossa imensa capacidade de formar talentos, quase sempre ao largo das estruturas oficiais. Esperamos que desta vez a vitória seja da competência e que a arcaica estrutura se desmorone.