Arquivo para 12 abril, 2009

Vitória importante do Corinthians

abril 12, 2009

 

O Corinthians conseguiu um grande resultado no Pacaembu.

Durante toda a partida foi a equipe que buscou mais o resultado.

O São Paulo, principalmente na segunda etapa, onde jogou grande parte do tempo com dez jogadores, esteve irreconhecível no gramado.

Mesmo assim, quase sempre, no campo de ataque, o Timão encontrava dificuldades para romper a defesa tricolor.

Mas tudo poderia ter sido diferente se, aos 6 minutos, o árbitro tivesse expulsado Ronaldo, que deu uma solada desleal em André Dias.

Durante o jogo, o Tricolor só chegava ao ataque em falhas do setor defensivo corinthiano.

Como aos 24 minutos, quando Jorge Wagner bateu falta na cabeça de Miranda que, em posição irregular, desviou de cabeça e abriu o marcador.

A festa tricolor durou apenas quatro minutos.

Elias, o grande nome do jogo, avançou pelo meio, fintou dois jogadores e tocou de bico, na saída de Rogério, fazendo um golaço.

Para não perder o costume, a zaga do Corinthians deu bobeira, aos 38 minutos, quando Chicão e Alessandro furaram em conjunto e a bola sobrou para Borges, na cara de Felipe, que fez grande defesa.

O Tricolor por pouco não fechou a primeira etapa na frente quando, aos 44 minutos, Hernanes bateu escanteio na cabeça de Miranda que testou no canto direito, em cima de Elias que, providencial, salvou em cima da linha.

O segundo tempo começou um pouco mais equilibrado.

Aos dez minutos, Elias roubou a bola no meio, tocou pra Douglas, que serviu Ronaldo, na cara do gol, mas Rogério fechou o ângulo e salvou o Tricolor.

No mesmo lance, Andre Dias trombou com Elias e foi expulso injustamente.

Daí pra frente o Corinthians se lançou todo para o ataque, embora um tanto quanto desordenado, facilitando a ação defensiva do tricolor.

Mano Meneses, que poderia fazer algo para melhorar o plano ofensivo da equipe, se omitia no banco.

Aos 15 minutos Jorge Henrique perdeu gol feito em cruzamento de Dentinho.

Três minutos depois um chute de Jorge Wagner resvalou em Chicão, e Felipe fez outro milagre.

Aos 29 minutos, Douglas arriscou despretensiosamente, Rogério Ceni tentou encaixar e quase tomou um frango histórico, com a bola escapando de suas mãos e batendo na trave.

No rebote Elias completou para fora.

Aos 36 minutos, Rogério Ceni se redimiu, em defesa a queima roupa, após batida de Elias.

Quando tudo levava a crer que o empate já era certo, Jorge Wagner perdeu a bola no meio, Cristian avançou e bateu da intermediária, fazendo um belo gol.

Um prêmio para a equipe que teve mais vontade de vencer durante toda a partida.

Pelo estilo de jogo do Corinthians, ao levar a vantagem para o Morumbi, o clube passa, em minha opinião, a ser o favorito para chegar à final.

O São Paulo terá que jogar muito para reverter este quadro.

Feliz Páscoa !

abril 12, 2009

Justa homenagem

abril 12, 2009

juliao1

Julião, ex-lateral esquerdo do Corinthians, completou 80 anos de vida.

Foi homenageado ontem no Parque São Jorge, por conselheiros e associados ligados a oposição do clube.

Campeão Paulista de 1951 e 52, além de Rio-São Paulo de 1950, 53 e 54.

Fez parte daquela lendária equipe que ultrapassou a marca de 100 gols no Campeonato Paulista.

Um feito para a época.

Vestiu a camisa do Corinthians em 251 ocasiões.

Foi convocado para a Seleção Brasileira em 1956, para a disputa do Torneio Sul-Americano.

Símbolo de raça e dedicação.

Lamenta-se apenas que a iniciativa da homenagem não tenha partido da direção do Corinthians, embora, evidentemente, não me cause estranheza.

Mesmo assim, a festa foi carregada de emoção.

Confira abaixo o momento do “parabéns pra você”

O que leva um jornalista a ser assessor de imprensa do Comitê Olímpico Brasileiro ?

abril 12, 2009

 

O texto baixo, escrito por Alberto Murray, que luta bravamente contra os desmandos de Carlos Arthur Nuzman e Orlando Silva Junior, é absolutamente irrepreensível.

Fala de jornalistas que se prestam ao papel de porta-vozes de entidades com pouca ou nenhuma honestidade.

Para complementar, relacionei alguns jornalistas, assessores de imprensa, que se enquadram no perfil descrito brilhantemente por Alberto Murray.

CBF – Rodrigo Paiva

COB – Empresa TEXTUAL (www.textual.com.br)

Ministério do Esporte – Julio Bittencourt

Por ALBERTO MURRAY

http://albertomurray.wordpress.com/

A mesma pergunta acima vale para qualquer órgão similar, na área esportiva, ou não. Eu me pergunto porque um Jornalista aceita uma posição dessa. Será a falta de emprego? Será porque realmente acredita na causa da entidade e de seus dirigentes? Ou porque o salário é irrecusável? E, mesmo nesta hipótese, vale à pena prender-se aos ditâmes do órgão, perder a liberdade de escrever, por dinheiro?

No caso do Comitê Olímpico Brasileiro (”COB”), atualmente, ser assessor de imprensa,  marca a fogo a alma de um repórter. O COB passa por uma séria crise de imagem. Leva paulada de todo lado, todas muito bem fundamentadas e fruto do caminho que os seus dirigentes traçaram para a entidade.

Assessorar jornalísticamente o COB é escrever textos “chapa branca”; é submeter seus artigos ao crivo de pessoas que não têm interesse na crítica; é ser obrigado a seguir um padrão de reportagem fantasioso, puramente laudatório, até mesmo patético. É comum ver a assessoria de imprensa do COB escrever um texto sobre determinado assunto, enquanto todo resto da mídia especializada descreve a mesma questão de forma diametralmente oposta.

Além de perder a liberdade profissional, o assessor de imprensa, nessas circunstâncias, acaba fazendo papel ridículo. Não só pelos textos benevolentes a que está obrigado a produzir diante dos maiores escândalos, mas porque é seu ofício sair em busca de conversas com seus Colegas, tentando convencê-los do “inconvencível”.

Não sei como deve sentir-se um profissional assim, sujeito dia e noite à obrigação de falar e escrever bem de algo, ou alguém, que notoriamente não merece elogios.

Um dia o COB muda de presidente, ou resolve romper o contrato, como fica a imagem desse Profissional no mercado? Qual será sua credibilidade para criticar, ou até continuar falando bem, do próprio COB? Ou de qualquer outra coisa?

Eu sempre achei que a função do Jornalista é a de provocar a crítica. E para isso não pode estar atado às amarras de qualquer poder.

Se eu fosse jornalista, não faria propaganda de nada, não aceitaria ser assessor oficial de entidades como o COB e, acho eu, teria como prazer supremo derrubar o Presidente da República, qualquer que fosse ele.

Lei Antifumo: Parabéns São Paulo !

abril 12, 2009

Por BONI

http://bloglog.globo.com/boni/

Estão de parabéns o Governador José Serra e a Assembléia Legislativa de S. Paulo.

Por mais hipocondríaco que eu seja, não quero uma morte inglória como a de fumante passivo, o fumante de segunda mão.

Agora os que não tiverem força de vontade para se livrar desse maldito vicio ou pelo menos não conseguirem se segurar por algumas horas, serão gloriosamente expulsos dos restaurantes e lugares públicos ou então irão para o xadrez, onde também será proibido fumar. 

Fui personagem, há alguns anos, de um episódio curioso em Nova Iorque.

Eu jantava no Nobu, famoso  restaurante nipo-peruano, sucesso internacional do chef Nobu Matsuhisa, quando um cliente ao lado pediu um cinzeiro para fumar.

Com a recusa do garçon que explicou que era proibido fumar e que o restaurante tinha que cumprir a lei, o cliente acendeu um cigarro e começou a jogar a cinza dentro do pires de shoyo.

O garçon chamou o Richard, gentil e polido gerente e sócio do Nobu.

Richard pediu para que o homem apagasse o cigarro.

Como ele resistisse o gerente ordenou ao garçon que retirasse a vasilha suja de cinza, misturada ao shoyo e pedindo que o fumante se retirasse, mesmo sem pagar a conta.

Mas o suicida era teimoso.

Levantou-se e deu uma bofetada no gerente.

Como caía, lá fora, uma neve fina a mulher do infeliz tinha um guarda-chuva e levantou-se também atingindo o garçon com uma bela guarda-chuvada.

Havia um biombo de bambú e o sujeito jogou o biombo no chão.

Não demorou um minuto e os japoneses que serviam e preparavam os “sushis” partiram para cima do cara.

Sem agredi-lo, imobilizaram o cara com uma incrível habilidade nipônica e o colocaram no olho da rua, junto com a esposa, debaixo da neve, uma vez que o guarda-chuva dela se quebrara.

Passado algum tempo o cliente voltou com a polícia queixando-se de agressão.

O gerente alegou que não agrediu e sim foi agredido.

Eu fui chamado como testemunha.

Fomos todos para a rua ao abrigo do toldo do restaurante. Os policiais, extremamente educados, queriam saber porque o Richard não os havia chamado antes de colocar o viciado na rua.

Richard e o garçon explicaram que o cara estava agressivo e que além de um tapa na cara do Richard o garçon teve um guarda chuva quebrado na sua cabeça.

E que diante da agressividade ele foi retirado para proteção dos outros clientes.

Os policiais pediram mais duas testemunhas que se apresentaram voluntariamente.

Anotou nossos nomes e documentos, as nossas declarações e recolheu o casal ao camburão , informando que iriam para delegacia,  indiciados  não por fumar, mas por agressão e que  só sairiam mediante fiança.

O caso terminaria por aí se eu no dia seguinte não tivesse aceitado um convite para almoçar no restaurante de uma amiga.

Quando entrei, que surpresa: lá estava o casal.

Me olharam muitíssimo até que ele, também amigo da dona, perguntou a ela quem era eu.

Ela explicou e ele veio a minha mesa: -O senhor estava ontem no Nobu?

Disse que sim.

Ele se desculpou pelo incidente e voltou para a mesa.

Não fumou.

Não agrediu ninguém.

A impertinência dele deve ter custado caro. 

Aqui no Brasil a lei anti-fumo  é Federal e existe desde 1996.

No Rio é cumprida com rigor em todos os bons restaurantes, mas não nos bares e discotecas.

Está na hora de penalizar esses estabelecimentos.

Em São Paulo os restaurantes de boa comida também não permitem o fumo, já os frequentados por gente que vai para ver e ser vista, sem se importar com a qualidade, fazem vista grossa para os clientes  infratores.

Daí, talvez, a necessidade de uma lei Estadual mais completa.

Quando os fumantes alegam que estão sendo cerceados na sua liberdade eu, para ser dramático, costumo argumentar que é a mesma liberdade que teria alguém de entrar no restaurante com uma pistola e tentar o suicídio. 

A vida é dele, me dizem.

Ele tem a liberdade de fazer o que quiser com a própria vida.

Não é bem assim.

A bala certamente atingiria inocentes que estariam ao lado.

E suicídio é crime como é um crime fumar.

Não é que eu não goste de fumantes.

Tenho muitos amigos e até parentes idiotas que fumam.

Na prática é que eu tenho alergia e meu nariz entope.

E eu não quero ter enfisema, câncer e outros males sem ter tido culpa.

Além do mais o cheiro de fumo tira o perfume e o sabor de bons pratos e bons vinhos.

Fumantes vocês também estão de parabéns.

Agora, com a nova lei, possivelmente vão se livrar desse sujo e danoso hábito.

Agradeçam ao Governador e a Assembléia.

Palavra do Magrão

abril 12, 2009

Neymar, a bola da vez

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=3853

Por SÓCRATES

Quem trabalha com futebol sabe que é extremamente complicado conviver cotidianamente com a emoção que o esporte desperta. Ao contrário de outras profissões, em que a qualidade é valorizada de forma regular e progressiva, com um tempo mínimo para a demonstração da capacidade de um indivíduo. No futebol, a valorização pode ocorrer já na primeira apresentação. E provocar uma brutal transformação na vida do profissional, que vai dormir desconhecido e acorda endeusado.

Essa dinâmica tem as suas vantagens e desvantagens. Ao mesmo tempo que isto pode acontecer como por encanto, o grau de exigência é exagerado. Provoca a obrigação de se comprovar semanalmente a capacidade ou, no caso brasileiro, a cada três ou quatro dias.

Quando se vive num ambiente em crise de relacionamento ou quando a necessidade de vitórias é urgente, alguns parâmetros passam a ser fundamentais para os obstáculos serem ultrapassados. As diferentes realidades provocam reações radicalmente opostas, exigem muita competência para ser bem assimiladas. Nesse instante, torna-se fundamental saber separar o personagem encarnado no campo de futebol do ser humano que somos.

O personagem é uma figura virtual, habitante do imaginário das pessoas, com múltiplas características não humanas, além de ser impiedosamente massacrado por opiniões, críticas e exigências. Estas, independentemente do gênero, devem ser analisadas somente como tal, não devendo ser transferidas para o “ator”, pois, se isso ocorrer, os danos serão muito maiores, visto que nos é impossível administrar tamanha carga de obsessão.

Saber conviver com essa dicotomia é uma arte que poucos dominam com maestria. Para entender um pouco destas particularidades, todas as pessoas envolvidas com futebol deveriam assistir aos dois filmes Boleiros, de Ugo Giorgetti, que nada mais são do que uma aula de antropologia e da realidade social desses indivíduos.

E é aí que entra a recente história do garoto Neymar. Antes de completar 17 anos, é tratado como craque consagrado, quando, na verdade, ainda usa “fraldas”.

Tentei imaginá-lo antes do seu primeiro clássico com casa cheia. O rosto de menino observando o horizonte distante, sem perder de vista os objetivos traçados. Sabe-se lá o que se passa por aquela cabeça. Que sensações fluiriam por aquelas artérias plenas de hormônios em absurdas concentrações? A ansiedade pelo instante que não tardaria a chegar se materializava nas contrações musculares que a face não conseguia controlar.

Lembrou-se das muitas vezes em que sentiu vontade de largar tudo e viver uma vida normal de menino. Mas a paixão pelo futebol sempre falou mais alto. Lesões decorrentes da falta de habilidade dos beques adversários jamais o abandonaram. Poderiam ter definido um futuro diferente a ele. A musculatura agredida e incomodada pelos frequentes traumas retraía-se em muitas situações, negava-se a responder aos comandos cerebrais.

Contrapondo-se ao desespero que insistia em reaparecer ciclicamente, pairava certa dose de confiança, vinda não se sabe de onde. Ali, na solidão do pensamento, surdo ao delírio da multidão que o esperava, podia se dar conta de que muita coisa ainda estava por vir. Levantou a fronte, passeou pelo gramado da vida.

Seus gestos são os de quem tem afinidade com a bola, ainda que ela o conheça há muito pouco tempo. Ainda não se deu conta de que para se aproximar da perfeição devemos ser simplesmente simples.

Não é titular absoluto do time do Santos, mas falta pouco. O tempo que hoje lhe é exigido não representará quase nada no futuro. A beleza que irradia e vicia é o dogma a ser verbalizado. Principalmente porque estamos carentes de conviver com a grandiosidade dos pequenos gestos.

O garoto de 17 anos terá, como sempre, de escorregar pelas tíbias maledicentes dos bárbaros zagueiros, perigosamente mais experientes. Terá de suportar a irracionalidade e a virtualidade do novo mundo, absorver grandes provações e também limitar gigantescos estímulos.

Sentado no banco de reservas ou assumindo a camisa 11, começa a conviver com as incoerências da nova vida. Contudo, o fato de ter tempo para assimilar o turbilhão dos últimos poucos meses lhe garante uma possibilidade ímpar de amadurecer. Sua pouca idade não será empecilho para o desafio, mas um impulso para os caminhos que ele deverá trilhar. Não tenho dúvida de que será brilhante.