“Todos os clubes tem problemas nas contas”.
“Vai ficar feio se não aprovarmos as contas, um vexame”
Manoel Cintra, vice-presidente do Corinthians, em vergonhoso discurso na reunião em que as contas do Corinthians foram aprovadas pelo CORI
“Todos os clubes tem problemas nas contas”.
“Vai ficar feio se não aprovarmos as contas, um vexame”
Manoel Cintra, vice-presidente do Corinthians, em vergonhoso discurso na reunião em que as contas do Corinthians foram aprovadas pelo CORI
A reunião do CORI teve resultado muito ruim.
Mesmo com o veemente questionamento às contas da gestão de Andres Sanches, realizado por alguns conselheiros, elas foram aprovadas por elásticos oito votos conta dois.
Somente Marlene Matheus e Rubão tiveram coragem de se posicionar contra números evidentemente manipulados.
Rubão chegou a colocar Valdemar Pires na parede pelo fato dele ter denunciado o desvio de R$ 600 mil para pagamento de comissões, que teriam sido maquiados no balanço.
Valdemar, covarde, se calou.
Outra situação vexatória foi os conselheiros não terem solicitado o contrato do patrocínio com a Batavo.
Vale lembrar que durante a semana vociferaram pela imprensa que o fariam.
A diretoria do clube, é claro, também não fez menção de mostrar.
Sabe que o teor do publicado neste espaço é verdadeiro.
Óbvio, não irá se comprometer.
Apenas para lembrar, antes que comentários surjam a respeito, Roque Citadini, por ser presidente do Cori, não votou.
Ele só exerce o direito em caso de empate.
Assista a cobertura do CQC para o lançamento do filme “FIEL, o filme”.
Não perca a demonstração de educação e bom humor de Andres Sanches, o presidente que tem medo.
Ele disse que se o Corinthians não tivesse caído para a série B o filme trataria do “AMANTEMENTO” do clube na primeira divisão.
Não sei o que significa, mas deve ser importante.
O promotor Paulo Castilho tem demonstrado que aprendeu bastante o ofício com o antecessor.
O negócio é aparecer na mídia.
Depois, se possível, tentar a carreira política.
Suas últimas decisões têm sido lamentáveis.
O oportunismo ao insinuar que o atleta Cristian, do Corinthians, poderia ser preso pelo infeliz gesto na partida contra o São Paulo, pelo qual ele até já se desculpou, demonstra toda a sua incapacidade para exercer o cargo que ocupa.
É mais um que utiliza-se da polícia para fins particulares, no caso, a autopromoção.
Tudo é motivo para dar entrevistas.
Seguindo a cartilha de seu professor, virou amigo das organizadas.
Recebem dele proteção especial.
Como aparecer pouco é bobagem, tratou de mandar um juiz e um promotor para acompanhar o Palmeiras no Recife.
É claro, avisou seus amigos jornalistas, para que pudesse, novamente, ser o centro das atenções.
Depois de tudo isso, ter passado o carnaval no camarote da BWA, empresa investigada pelo departamento que trabalha, virou café pequeno.
O sucessor parece estar querendo superar o mestre.
Uma verdadeira proeza.
Paulinho, o problema é mais grave. Quando ocorreu a tal reunião foi um barraco só. Ordem judicial, fugiram com o presidente,confusão,gritaria,gente em cima da mesa e tudo mais.Só nada saiu na mídia. Como pode uma reunião da Câmara dos Lordes terminar em pancadaria? Tudo foi prá baixo do tapete. Esqueceram da briga judicial. Isso ainda dará pano prá manga.
Roque Citadini, em um comentário deixado aqui no blog, lembrou bem o fato que originou a atual situação jurídica do São Paulo.
A oposição do clube tentou melar a eleição, após comprovar, na justiça, a irregularidade em que se baseia a atual decisão judicial.
Tiveram que esconder o presidente do clube, para que ele não recebesse a intimação.
Cadeiras e mesas começaram a voar, lembrando filmes de cinema pastelão.
Depois, na forçada, as eleições acabaram acontecendo.
Mas o processo continuou.
E agora a verdade veio à tona.
Resta saber se a oposição do clube terá coragem de, mesmo favorecida por decisão judicial, pela segunda vez, peitar os atuais dirigentes para que a ordem seja restabelecida.
Evidente que Juvenal Juvêncio deve recorrer novamente.
Mas não deixa de ser uma atitude constrangedora.
Porque agora, todos sabem que sua gestão, segundo a justiça, é irregular.
Será que vale a pena ?
Da FOLHA DE SÃO PAULO
Por JUCA KFOURI
Enquanto o Fenômeno, por bem ou por mal, está pelas manchetes, o Gaúcho vai desaparecendo lentamente
RONALDINHO GAÚCHO em 2004 e 2005, quando eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa, era, segundo José Miguel Wisnik, uma verdadeira antologia do futebol brasileiro.
“Ela dava o chapéu do Pelé, o toque do Romário, o calcanhar do Sócrates, a folha seca do Didi, as pedaladas do Robinho, o passe em concha do Ademir da Guia, enfim, era uma síntese de uma porção de craques”, afirma o autor do brilhante, invejável e invejado “Remédio Veneno – O Futebol e o Brasil”, livro editado pela Companhia das Letras, sucesso de público e crítica. Exagero do professor, ensaísta, músico e compositor, além de santista moldado pela areia das praias dos que viram Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe?
Não. Em 2004/2005, de fato, Ronaldinho Gaúcho era tudo isso. A ponto de outro mestre, Tostão, admitir a hipótese de vê-lo, na Copa do Mundo que se aproximava, no nível de Pelé, de Mané Garrincha, de Diego Maradona. E talvez ninguém como Tostão para poder dizê-lo, não só porque jogou com Pelé e Mané como porque, ainda por cima, vê futebol e escreve sobre futebol de modo a despertar os mesmos sentimentos que Wisnik causa com seu já clássico “Remédio Veneno”. E, se Tostão ousou na previsão que não se concretizou, porque a bola é impiedosa com quem a trata com soberba ou se imagina mais importante do que ela, diagnosticou, também com a precisão de doutor versado nas coisas da mente, o luto que se abateu sobre Ronaldinho desde a malfadada Copa da Alemanha, quase três anos atrás. Ronaldinho não digeriu até hoje aquela perda e não entendeu por que tudo escapou por seus dedos.
Ele não deve nem mesmo saber quando foi que começou a jogar mais para os cinegrafistas e fotógrafos do que para seu time. Aqueles mesmo olhos incapazes de fitar o interlocutor numa simples conversa, mas que olhavam para um lado enquanto ele metia a bola no outro, perderam a naturalidade. E o que era gracioso, surpreendente e imarcável, passou a ser previsível, forçado e comum. O que foi sem que ninguém explicasse como era, deixou de ser, do mesmo modo, sem que houvesse uma explicação para o vazio.
Vazio que deve inundar a alma do craque -há tão pouco tempo a apenas um degrau da imortalidade, mas hoje, ao cair das alturas, transformado só em mais um, miseravelmente descartável.
Por JUCA KFOURI
http://blogdojuca.blog.uol.com.br/
Coerente ao priorizar a Libertadores, o Grêmio foi a Santiago e venceu por 2 a 0 a Universidade do Chile, gols do zagueiro Léo, aos 31 do primeiro tempo e de Maxi Lopes, aos 21 do segundo.
Uma vitória categórica.
Incoerente ao desprezar o Independiente, o São Paulo perdeu em Medellin por 2 a 1, gol de André Lima, que diminuiu ainda no primeiro tempo.
É verdade que o São paulo teve possibilidades de empatar no segundo tempo, mas ficou nelas, até porque o árbitro não validou outro gol, legal, de André Lima, por impedimento inexistente.
O Grêmio, como o São Paulo, está garantido nas oitavas de final da Libertadores.
E já tem 13 pontos, um a mais que o Libertad, do Paraguai, que tem 12 com os mesmos cinco jogos e que o Boca Juniors, mas os argentinos em quatro partidas.
O São Paulo tem apenas 10 nos mesmos cinco jogos.
Que o tricolor paulista não se arrependa, mais adiante, da escolha que fez.
A Copa do Mundo de 2010 terá, enfim, uma transmissão de bom nível.
A ESPN Brasil acertou-se com a Rede Globo, detentora dos direitos, e junto com a BAND e a Sportv também cobrirá o evento.
É a certeza de que assistiremos às partidas sem narradores ufanistas e, principalmente, com comentários de jornalistas sérios, sem compromisso com os poderes que cercam o evento.
Além disso, trocar o Caio pelo PVC, é como sair do deserto direto para um “Oasis” de água potável.
Não tem preço.
O jogo entre Corinthians e Misto foi daqueles que nunca mais serão lembrados.
Sem técnica, pouca vontade, contra um adversário abaixo da linha do horrível.
Fez o suficiente para evitar a partida de volta ao vencer por dois a zero.
Pênalti sofrido por Souza, convertido com maestria por Chicão, e um belo chute de Andre Santos, para fechar o marcador.
Missão cumprida, agora é pensar no Tricolor.
Com Ronaldo de volta, para alegria da Fiel.
O Palmeiras jogou muito mal no Parque Antarctica.
Empatou com o Sport, que passou a segunda etapa inteira com dez jogadores, demonstrando, mais uma vez, que V(W)anderlei(y) Luxemburgo tem problemas para fazer suas equipes tirarem vantagem deste tipo de situação.
Fez o primeiro gol, em um pênalti que não existiu, convertido por Keirrison.
Depois, desorganizado, tentou atacar, mas sucumbia perante a boa marcação da equipe de Nelsinho.
Conseguiu marcar um gol, que foi mal anulado, e depois, no final da primeira etapa, levou o castigo, quando Wilson empatou a partida, aproveitando mais uma falha da defesa palmeirense.
O ex-corinthiano, pouco inteligente, foi expulso no minuto seguinte, por levantar a camisa no momento da comemoração.
O segundo tempo foi um jogo de gato e rato.
Palmeiras no ataque e Sport, com muita raça, se defendendo.
Luxemburgo gritava, mas de pratico nada contribuía.
Jogadas pelo meio facilitavam a vida pernambucana.
Quando furava o bloqueio, a equipe palmeirense parava nas mãos de Magrão, em uma sucessão de defesas milagrosas.
Agora a situação do Verdão realmente está complicada.
Tem que vencer todas as suas partidas.
Para não passar o vexame de uma eliminação na primeira fase da Libertadores.