Arquivo para 31 maio, 2009

Peixe vence com tranquilidade

maio 31, 2009

O Santos venceu a equipe reserva do Corinthians sem levar grandes sustos.

No início o Timão ainda levou algum perigo em boas armações de contra-ataque.

Em um deles, aos 13 minutos, Souza lançou Lulinha que bateu de primeira, para boa defesa de Fabio Costa.

Três minutos depois o Santos abriu o marcador com Paulo Henrique, o melhor em campo, que recebeu cruzamento pela direita, bateu de primeira, Julio Cesar defendeu, mas a bola escapou e entrou por um palmo.

Daí por diante o Peixe levou a partida como quis.

Aos 29 minutos tratou de ampliar o marcador após chute de Kleber Pereira, defendido parcialmente por Julio Cesar, com Paulo Henrique completando para o fundo da rede.

O segundo tempo trouxe um Santos mais relaxado.

Por conseqüência o Corinthians passou a acreditar que dava e, aos 4 minutos, Moraes bateu cruzado, Fabio Costa rebateu e Renato completou para o gol.

Estranhamente, os atletas corinthianos se enervaram e passaram a dividir as jogadas com violência.

Aos 10 minutos Jean agrediu Madson e levou apenas amarelo.

Oito minutos depois Moraes sai na cara de Fabio Costa, que defende.

Aos 20 minutos, Léo tropeçou em Lulinha e caiu.

O péssimo árbitro Voaden o expulsou injustamente.

Sem a equipe principal e com um atleta a menos o Corinthians morreu dentro de campo.

O Santos, mesmo sem forçar muito, passou a perder gols.

Julio Cesar salvou a equipe em três oportunidades.

No final, aos 44 minutos, Madson, completando cruzamento da direita, deu números finais à partida.

A vitória foi ótima para o Peixe e coloca o Corinthians em alerta.

Será que vale a pena entrar com uma equipe tão desfalcada em um Campeonato difícil como o Brasileiro ?

Se ganhar a Copa do Brasil, talvez.

Tricolor goleia o Cruzeiro, Palmeiras tropeça

maio 31, 2009

Por JUCA KFOURI

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/

No Morumbi, com 51 mil torcedores que trocaram mantimentos por ingressos, o panorama foi bastante parecido no primeiro tempo, embora São Paulo e Cruzeiro tenham jogado com seus titulares.

Mas também numa partida equilibrada e com o São Paulo estreando Marlos, que foi bem, o primeiro tempo terminou com 2 a 0, gols de Washington e Borges, aos 11 e 32, para os paulistas, que até bola na trave levaram dos mineiros.

Que não se conformaram com a derrota parcial e voltaram agressivos no segundo tempo, com Athirson no lugar de Magrão.

O São Paulo tentava apenas controlar a vantagem e caçava Kléber impiedosamente.

Wellington Paulista saiu e entrou Zé Carlos.

Washington saiu para entrar Dagoberto, porque a bola só ficava nos pés do Cruzeiro, que queimou sua última troca ao fazer entrar Eli Carlos no lugar de Athirson, aos 28.

O Cruzeiro esbarrava na muralha tricolor e não levava perigo.

E foi Dagoberto que num contra-ataque, pela direita, chutou cruzado e liquidou o jogo: 3 a 0.

Então, quem diria, Hernanes entrou em campo, no lugar de Marlos, que estreou bem.

O Palmeiras fez um primeiro tempo bisonho em Barueri e não saiu do 0 a 0 com o fraco Grêmio.

Obina começou jogando.

E o Palmeiras ainda deu sorte, porque o árbitro Paulo César de Oliveira deixou de dar pênalti claro de Pierre em Fernandinho, aos 17 minutos.

No segundo tempo, em Barueri, o time da casa resolveu ficar um pouco mais atrevido e, de fora da área, obrigou Marcos a fazer duas defesas.

Aos 11 minutos, no entanto, Diego Souza pegou pela direita e enfiou na medida para…Obina.

Ele recebeu, invadiu a área e soltou o pé para fazer 1 a 0 e marcar seu primeiro gol em 2009.

No banco, Vanderlei Luxemburgo assumiu aquele ar que só os gênios são capazes.

Porta arrombada, quatro minutos depois foi a vez de Keirrison, de primeira, se aproveitar de um cruzamento da direita

Em seguida, no entanto, sentado, Pedrão diminuiu, mandando a bola no ângulo.

Era a noite dos artilheiros…

Marquinhos e Ortigoza entraram aos 24 nos lugares de Mozart e Obina, saudado pela pequena torcida alviverde presente ao estádio.

Luxemburgo poupava seus mais recentes reforços, ambos longe de melhor condicionamento físico.

E não é que, aos 28, Marcos saiu jogando mal com o pés, a bola sobrou para Thiago Humberto que viu Pedrão livre para empatar?

É…

Armero saiu para Jefferson ir ao ataque, só que ele virou uma avenida, sendo driblado com facilidade.

E chovia, chovia canivetes em Barueri.

O Palmeiras completava sua quinta partida seguida sem vencer.

Para piorar, aos 36, Wendel foi expulso.

O jogo era uma correria só, sem técnica, lá e cá, porque tudo era possível.

Divertido de se ver, se você não é palmeirense, principalmente porque os anfitriões, com um a mais, estiveram sempre mais perto do terceiro gol.

O 2 a 2 foi ótimo para o time de Barueri e, novamente, muito ruim para o Palmeiras.

A farra do CT

maio 31, 2009

negãogravahelicopetro

Joaquim Grava e André Negão são os responsáveis pela reforma do CT do Parque Ecológico.

O orçamento inicial é de R$ 18 milhões.

Evidente que custará muito mais.

Grava é médico e Negão é Empresário da SORTE.

Por que motivo foram “escalados” para esta empreitada ?

Simples.

São os homens de Andres Sanches.

Aqueles que fazem e não contam.

Mas de vez em quando deixam rastros.

O blog pegou Grava comprando produtos superfaturados para o departamento de futebol.

Com documento assinado por ele comprovando a compra.

Mesmo assim nada aconteceu.

E o poder deles aumenta a cada dia.

Grava praticamente ocupa o lugar de Antonio Carlos no Departamento de Futebol.

André Negão continua com seus “serviços” lucrativos no futebol amador.

Conselheiros e diretores, felizes com as regalias, fingem não ver nada.

Ingressos grátis e churrasco na piscina são o suficiente para que se calem.

Além de covardes, são baratos.

Uma vergonha.

Clube dos Honestos*

maio 31, 2009

*Clique na foto para ampliar

MNeturma

O Morumbi respira

maio 31, 2009

São Paulo venceu a disputa política para ser a sede da abertura do Mundial 2014.

Mas foi por muito pouco.

O Morumbi, ainda com ressalvas, permanece como o estádio escolhido para representar o Estado.

Mas como foi informado dias atrás, terá que se adequar às normas da FIFA.

O custo das reformas exigidas é altíssimo.

Se não conseguir captar parceiros para a obra, o estádio do Tricolor dará lugar a uma segunda opção.

Muito provavelmente a ser construída na Capital.

As outras sedes já são de conhecimento público.

Todas elas garantidas por seções de “beija-mão” dos políticos locais com Ricardo Teixeira.

É preciso realmente que estreitem estes laços.

A CPI, após o torneio, será inevitável.

O melhor que pode acontecer

maio 31, 2009

Da FOLHA DE SÃO PAULO

Por JUCA KFOURI

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Está a cada dia, a cada jogo mais claro que o Palmeiras precisa levar um choque para não nos frustrar

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QUE O palmeirense desculpe e não imagine que o que lerá aqui é coisa de quem não gosta do Palmeiras. Que se lembre, ao menos, de toda a confiança e esperança aqui depositadas quando Luiz Gonzaga Belluzzo assumiu o comando do Palestra Itália. Confiança que se mantém, esperança que se reduziu. E por quê? Porque o professor Belluzzo caminha celeremente para ser mais uma vítima da estrutura carcomida do futebol, capaz de triturar até gente da melhor qualidade, em todos os sentidos, como ele.

Daí o vatícinio terrível, que nada tem de quanto pior melhor, teoria que nem mesmo na ditadura brasileira fez a cabeça deste colunista: mas o melhor que pode acontecer ao Palmeiras, agora, é ser eliminado da Libertadores pelo Nacional. Para que Belluzzo se liberte, sem trocadilhos sem graça. Se liberte da gastança desenfreada e nem sempre bem explicada de seu verdadeiro primeiro-ministro, Gilberto Cipullo.

Se liberte de uma comissão técnica que, faz tempo, só tem custo e nenhum benefício, como até as ruas próximas ao Parque Antarctica estão cansadas de saber. Se liberte de um treinador que agora deu para acusar a torcida alviverde de ser pouco participativa, além de alimentar um doentio complexo de perseguição. E de ver são- -paulinos e corintianos em sua sombra quando foi ele quem tirou Keirrison para fazer entrar Jumar e avalizou Obina, para não falar de Capixaba, Mozart e por aí afora. E se liberte de uma parceria que, aos poucos, de adiantamentos em adiantamentos, até para pagar os nababescos salários do treinador, torna-se sócia majoritária de um clube que se perde também nas promessas de uma arena que caminha para virar picadeiro, como já aconteceu em outro Parque. Belluzzo anda envenenado pelo ambiente do futebol, refém das mazelas que envolvem os ditos torcedores organizados, irritado com as críticas que viram manifestações “fascistas”, por mais corretas que sejam, ferido ainda pela tal “mídia alviverde”, aliada nos tempos de oposição a Mustafá Contursi. Contursi que tem velhos correligionários como Antonio Corcione e Mauro Marques entre os que hoje apoiam os situacionistas, no velho estilo das alianças que infelicitam o país há mais de 500 anos.

Belluzzo veio para mudar isso, consciente que sempre foi da necessidade de um choque, de uma ruptura em busca da modernidade, alicerçada por uma sólida erudição que não pode se limitar a apontar a ignorância alheia, mas que deve respaldar a mudança bem fundamentada. Nem que o custo seja o da política realista, pés no chão, que não permita grandes conquistas imediatas, mas a construção de alicerces suficientemente bem estruturados que possibilitem ao Palmeiras ser no século 21 o que foi no 20. Porque só está faltando ouvir Belluzzo juntar sua voz à dos cartolas que atribuem à Lei Pelé o estado falimentar de nosso futebol. Por isso, o melhor é cair fora da Libertadores. Porque, enquanto o sonho persistir, nada mudará. E, se for realizado, apenas sedimentará tudo o que está errado.

Presente do Madureira

maio 31, 2009

obina-na-ultima-vez-palmeiras

Robinho quer voltar para o Peixe

maio 31, 2009

Robinho está jogando sua carreira no lixo.

De tanto desrespeitar as equipes por onde passou já não é mais bem visto pelos clubes europeus.

Jogador habilidoso, mas que some nos momentos decisivos.

Esta é a sua fama no velho continente.

De promessa de jogador genial, tornou-se uma realidade triste, quase uma decepção.

Desnorteado, Robinho implora para voltar ao Santos.

Foi o único lugar em que brilhou realmente.

Marcelo Teixeira abriu as portas, mas só tem interesse se o jogador conseguir convencer sua equipe a emprestá-lo.

Resta saber que Robinho retornaria ao Peixe.

O menino que encantava a todos e vivia sorrindo ?

Ou o homem mal orientado e descumpridor de palavra ?

Palavra do Magrão

maio 31, 2009

Par perfeito

Por SÓCRATES

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=4206

Um excelente exemplo de par perfeito no mundo esportivo é algo difícil de acontecer. Como Zico e o Flamengo, Rogério Ceni e o São Paulo ou Marcos e o Palmeiras. Principalmente nos dias de hoje, quando a fidelidade para com o clube anda tão em baixa que a maioria dos atletas mal tem tempo de conhecer o nome dos companheiros. Sinal dos tempos, meus caros!

Antigamente, encontrávamos muito pouca migração de jogadores de alto nível e em alguns casos só de pensar na possibilidade do ídolo de um grande clube se transferir para o rival já seria motivo para verdadeiras guerras entre torcidas e pensava-se até em excomungar os dirigentes envolvidos – acredito que não poucas vezes dom Paulo Evaristo Arns deve ter tido impulsos nesse sentido refreados por sua formação teológica.

Isso ocorria simplesmente porque os atletas permaneciam muito tempo vestindo uma única camisa. Com isso, não havia a mínima possibilidade de uma passagem fria, distante e pouco afetuosa com seus contratantes. O amor se instalava imediatamente, às vezes, ou, o mais comum, gradativamente.

Por isso se fala tanto no tal de “amor à camisa” nos dias de hoje, quase como um saudosismo. Muita coisa se alterou, porém, de lá para cá, o que na maioria das vezes impede que esta afeição se estabeleça. Temos, no entanto, neste século caracterizado pelo individualismo, alguns exemplos do mais alto teor de fidelidade. Alguns já citados acima e um, em particular, extremamente peculiar, dado o resultado alcançado.

Falo de Juninho e do Lyon, clube que o recebeu em solo francês e onde conquistou um inédito heptacampeonato, invicto até o presente ano. Ano em que se despede, para talvez retornar à sua terra natal. Para um clube de tão poucas tradições, como era o Lyon até a sua chegada, esse feito é extraordinário. Dá para imaginar o apreço que os torcedores e moradores daquela bonita e agradável cidade têm em relação ao Juninho e sua família.

A despedida, neste caso, é muito dolorida e certamente toca profundamente o coração dos envolvidos. Um amor “de fato” nascido no seio de uma relação e de um ambiente profissional. Caso raro e extremamente sugestivo. O acordo para permitir a sua saída precoce, já que ainda tinha um ano de contrato, só se viabilizou por causa dessa afetividade criada e potencializada nos anos de convivência. Algo para refletir e que pode ser estendido a qualquer contexto que se pretenda quando se discutem as relações humanas e suas consequências. Nada equivale a isto.

Novos protagonistas

Os árbitros brasileiros têm sido frequentemente (novos) protagonistas dos domingos de futebol, como foi o caso do juiz que apitou São Paulo e Palmeiras há poucos dias, cuja atuação beirou o colapso. Um pênalti em Diego Souza que ele não deu, mesmo a metros do lance, é um caso a se pensar em profundidade, porque não pode ser cegueira ou incompetência.

O chute no tornozelo do atacante palmeirense que o zagueiro Miranda deu, além de demonstrar falta de fundamentos preciosos do defensor, que a mídia insiste em endeusar, foi capaz de tirar os dois pés de Washington do chão, jogando por terra, além da possibilidade do gol, qualquer alusão, por menor que fosse, a uma cena teatralizada.

Impossível não ver, impossível não interpretar como falta, e inadmissível que o pênalti não tenha sido marcado. Ele, no entanto, mandou o jogo correr como se nada tivesse acontecido, muito menos o gesto faltoso. É por estas e outras que continuamos imaginando o quanto de manipulação poderá existir no resultado de uma partida de futebol, enquanto esta continuar sendo objeto de avaliação por parte de um único indivíduo, como se fosse infalível.

Volto mais uma vez a um tema fundamental: por que não utilizar recursos eletrônicos e/ou mais de um árbitro nas decisões capitais. Só pode ser porque uma única cabeça possui muito mais possibilidade de errar e, o que é pior, esta eventualidade é defendida por um processo ideológico irracional que diz que o futebol só é o que é por causa da ocorrência desses percalços.

Mas, deixando os discutíveis juízes de lado, pudemos ver uma partida em que os goleiros fizeram o show (novos protagonistas, também). Muito por suas qualidades. Mas muito mais por inabilidade dos atacantes do futebol de hoje em dia, que insistem em contrariar a regra de que dentro da área tem que ter jeito e não força, além de deixarem de olhar para os arqueiros antes de concluírem as jogadas — erro crasso de fundamento básico. Culpa, lógico, da falta de capacitação de quem tenta ensinar futebol aos nossos meninos.