Jornalismo de Faculdade vs. Jornalismo de verdade

 *Em homenagem à brilhante decisão do STF, que acabou com a obrigatoriedade do Diploma para Jornalistas, republico o texto abaixo.

Após algum tempo de observação começo a formar minha opinião sobre aprender jornalismo em faculdades do país.

É desesperador.

Conceitos ultrapassados e situações diferentes das que o profissional encontrará na realidade de seu ofício.

O atual sistema, corroborado pelas instituições, forma jornalistas da mesma maneira que uma grande montadora fabrica seus carros.

Todos fazem as mesmas coisas da mesma maneira.

A criatividade e o sentido social da profissão não são estimulados.

O aluno sai da universidade um profissional pronto para a subserviência e com medo de combater o poder.

Nas salas de aula já é condicionado a se submeter aos desejos da grande mídia em detrimento de sua função primária que é a de servir a população.

Cheguei a ouvir o conselho de que jornalista que atua com idealismo morre pobre.

Que o correto é seguir para o lado da junção de seu ofício com interesses empresariais.

Acreditem, existe até uma matéria específica sobre esse assunto: comunicação organizacional.

Recuso-me a seguir seus preceitos.

Por anos acompanhei ensinamentos de mestres do ofício.

É o que aconselho aos jovens universitários que desejam ingressar em tão nobre profissão.

Leiam muito e procurem absorver a experiência de gente que tem o que transmitir.

Na Faculdade, absorvam o que for útil e descartem a grande quantidade de informação e conceitos que fujam daquilo que considerem como correto.

A independência de idéias e atitudes é fundamental para o bom exercício do jornalismo.

Servir ao povo, combater e demonstrar as irregularidades, trabalhar pelo bem comum, transmitir as notícias e emitir nossas opiniões com isenção é o caminho a ser seguido.

Não é facil.

Mas, sem dúvida alguma, gratificante.

52 Respostas to “Jornalismo de Faculdade vs. Jornalismo de verdade”

  1. Thiago Says:

    Paulinho, dificilmente comento qualquer post no seu blog. Mas como ex-estudante de jornalismo, que desistiu desses ideais para se dedicar à educação musical, sou obrigado a concordar em gênero, número e grau.
    Pior que aprender tais coisas, é se formar com pessoas que não sabem escrever um texto minimamente coerente, ouvir de professores que não haverá TCC por que “dá trabalho”, ou ter que aguentar o omisso sindicato fazendo campanhapara que a profissão seja exercida apenas por aquelas que possuem diploma. Vergonhoso.

  2. Divanio Says:

    “Por volta dos 11 anos, quando consegui definir qual seria a minha assinatura (a mesma que uso até hoje), me senti “gente grande” e enfiei na cabeça que seria jornalista. Vivia imitando os apresentadores do Jornal Nacional, inclusive a famosa musiquinha de abertura do programa, o “ta-na-na-na-na-tan-tan”. Depois, saía pela casa entrevistando quem aparecesse pela frente. Adorava fazer reportagens sobre enchentes em favelas, brincando de imitar a voz dos moradores, indignados com a situação.

    Descobri que sou jornalista por causa de cada livro, crônica ou artigo que li. Os primeiros livros, aqueles da Coleção Vagalume, que as crianças pegam na biblioteca da escola por obrigação, pra mim foram geniais, porque me fizeram gostar da ler e, de quebra, de escrever. Se fazer redação pra maioria dos alunos era um tormento, pra mim sempre foi motivo de prazer. Além de terminar a minha primeiro, ainda ajudava as amigas a escrever a delas.

    Curiosidade, vontade de conhecer, de aprender, nunca me faltaram. E, com o passar do tempo, a própria vida foi me “empurrando” para esse caminho. Mesmo uma conversa despretensiosa com alguém quase sempre acaba virando uma entrevista. Quando me dou conta, já estou perguntando, questionando, avaliando pontos de vista e tirando minhas próprias conclusões. Parece que o texto vem automaticamente à cabeça. E aí eu penso: pôxa, essa pessoa daria uma bela reportagem. Que neura!

    Mas o pior de tudo é a obsessão pelo português. Encontrar um erro numa placa, outdoor ou num texto qualquer é algo que me deixa profundamente desconfortável. Tenho que admitir: a profissão me tornou uma pessoa extremamente detalhista e, às vezes, até chata. Quem já trabalhou com edição sabe disso.

    Ser jornalista é tudo de bom. É o prazer de deter a informação, de ampliar horizontes, de ter senso crítico, de não ficar embaraçado diante de uma pergunta qualquer. É ter assunto pra conversar com quem quer que seja. Se precisar, a gente sabe de tudo um pouco e um pouco de tudo. Ou pelo menos pensa que sabe…

    Escolhi ser jornalista porque sei a força que a comunicação tem para transformar. Como uma informação dita na hora e no lugar exatos pode mudar uma vida, uma história, a situação de um bairro, de uma classe, pode mudar o rumo de nações. Há esse “poder” em minhas mãos, em minha boca, em minha mente. Não há nada mais encantador e, ao mesmo tempo, assustador que isso.

    Jornalista ganha pouco, trabalha no feriado e, mesmo assim, se mata pra fazer uma matéria bem feita. Quando o assunto vira manchete, então… não se cabe de alegria. E não vê a hora do dia seguinte chegar pra poder “lamber a cria”.

    Sou jornalista porque isso depende muito mais de vocação do que de diploma. Está no DNA e não tem como voltar atrás. É uma paixão avassaladora.

    Nasci e vou morrer assim. E ponto final. ”

    AUTOR : LUCIANA VIDAL – AUTORES.COM.BR

  3. Felipe Says:

    Engraçado que aqui no interior me parece o contrário. A faculdade te enche de ideais e vc vê um mercado viciado, sem poder ter opções de colocar em práticas suas idéias. Acho importante a academia dialogue com o mercado, sem no entanto deixar de marcar posição. Mas o diálogo é vital. Ou ficamos todos perdidos na hora de começar a trabalhar. E daí é complicado aprender que seus ideais são muito mais difíceis de serem colocados em prática do que os professores tanto falavam.

  4. Paulo Maffia Says:

    Costumo brincar que, era a favor do diploma até me formar em jornalismo; hoje sou radicalmente contra. Faculdades de jornalismo, com honrosas exceções, só ensinam com se tornar repórter da Globo; com aquele estilo amarrado, sem criatividade, sem emoção, sem vida. Também culpo muito a mentalidade de quem faz o curso: para muitos alunos só existe a Globo (hoje talvez a Record) como lugar de sonhos para trabalhar. Na minha época de aluno, quando eu dizia que queria trabalha em TV paga era vista como um ET. Quem sabe se todos nós que temos um pouco de consciência critica neste pais (dos 68% a favor do Lula), sejamos , enfim ETs.

  5. Rogerio J Says:

    Paulinho, maravilhoso o que escreveu. Sempre ouço gente dizer que tem saudades da época da faculdade. Particularmente, achei meu curso uma droga e pouco ajudou em minha formação profissional. Talvez um ou outro professor, algumas poucas aulas e nada a mais. O ensino do jornalismo no país piora na mesma velocidade com que o acesso à informação é facilitado. É aquela história: antes, apesar das difíceis condições de trabalho, saíam resultados espetaculares, maravilhosos. Hoje, se você não for seletivo naquilo que lê, corre o risco de absorver porcaria. Vivemos a geração “release”. Ainda bem que há exceções. Poucas, é verdade, mas elas existem. Os Birner (comentarista) é ótimo, a exemplo do André Kfouri (repórter de primeira). E, claro, tem aqueles monstros: PVC, o pai do André Kfouri, o Calçade (da ESPN).
    O Flávio Prado, que foi meu professor (e como professor é abaixo da crítica), já foi melhor. Hoje, é mais um garoto-propaganda, infelizmente, embora ache que esteja muito longe de ter se tornado um MN.
    Abraço forte, Paulinho e, como falei naquela crítica, curto muito o seu trabalho. Parabéns, velho!

  6. Carlos Almeida Says:

    Vou mais longe. Tirando as carreiras técnicas (medicina, direito, engenharia, etc) a escola apenas dá uma orientação ao aluno. A grande escola é a vida real e nesta só os diferenciasdos se sobressaem. Todos saem com a mesma cabeça, mas os bons atropelam os acomodados ou os que se fixam nos ensinamentos acadêmicos. Quanto ao problema organizacional, verifico, que pelo que pagam os empregadores os jornalistas para sobreviverem minimamente, tem que se virar. Uma saída, para os diferenciados é o blog. E a grande maioria, inclusive vc, procuram e aceitam a participação do patrocinador. que lhe dará uma tranquilidade financeira, para viver uma vida um pouco melhor. A grande excessão é o Juca Kfouri, que já está rico e com o cavalinho na chuva.

  7. Mauricio Savarese Says:

    Nos Estados Unidos e em alguns países da Europa ninguém pode ser só jornalista. O figura tem de começar aprendendo história ou geografia ou economia ou política ou seja lá o que for e só depois vai fazer uma espécie de curso de especialização para ser jornalista. Talvez a falta da necessidade dessa especialização contribua para os cursos universitários de jornalismo por estas bandas serem tão vagabundos e picaretas. Isso, sem dúvida, se reflete na nossa mídia escrita e televisada, ainda de tão baixa qualidade e desconectada com os problemas do Brasil. Uma pena. E não tem perspectiva de uma melhora considerável nessa nossa nação de analfabetos funcionais –incluindo nesse grupo muitos dos nossos jornalistas.

  8. Renato Says:

    Paulinho, bem-vindo à lógica mercadológica da educação: isto é, a educação tratada como uma mera mercadoria pelos empresários da educação e governantes.

    E quando os estudantes, professores e funcionários se mobilizam com razão contra esta lógica são tratados como baderneiros.

    Assim caminha a humanidade…

  9. Celso Says:

    Isto vale para as faculdades “caça-niqueis”. Duvido que Josias de Souza, Cláudio Abramo, ministrariam aulas deste tipo. Tem que frequentar faculdade que preste…

  10. Marcello Orsi Says:

    Eu penso assim também. tenho essa matéria de comunicação corporativa e fico estarrecido com o que é dito e “ensinado” as vezes até saiu da sala e vou para a biblioteca ler alguma coisa. Me sinto tratado como burro as vezes.
    Cheguei até comentar com alguns amigos meus que já são formado e eles disseram: “bem vindo ao mundo…” e ” nem tudo são flores…”
    Esse tipo de jornalismo eu não tenho vontade nenhuma de exercer.
    Que bom que tocou nesse assunto.

  11. geraldo c araujo Says:

    Gostei muito de ler este post, e também os comentários que provocou. Apenas pessoas com bom domínio do idioma quiseram se expressar e o fizeram com correção pouco usual em comentaristas de blog. Por instantes vi-me livre dos ” analfabetos fundamentais e/ou funcionais”, que enchem páginas de blogs, expressando (?) conhecimentos abaixo de rudimentares do idioma, acompanhados de opiniões preconceituosas ou simplesmente irrelevantes. Fico feliz de constatar que existem no Brasil inúmeros jornalistas que, embora pouco conhecidos – por mim, pelo menos – nem por isso deixam de dignificar a nobre profissão por que optaram.

  12. PHW Says:

    Problema não é só no jornalismo não. O ensino superior está se banalizando e já se pode considerar o diploma universitário irrelevante. Para ter diploma, hoje, só basta querer, não é mais necessário ter vocação ou até mesmo conhecimento.

    Direito, administração, pedagogia, letras, jornalismo, fisioterapia entre inúmeros cursos superiores parecem mais capim brabo, já que brotam faculdades do dia para noite e pioram cada vez mais o ensino superior.

    Mas bem, enquanto não se conscientizar que educação é coisa séria, mais profissionais/cientistas de qualidade duvidosa vão aparecer por aí.

  13. Alexandre Amaral Says:

    idem faculdades d publicidade c/ raríssimas exceções!

    Juca já até disse numa entrevista d q hj muitos alunos d jornalismo fazem tese d TCC defendendo merchandising, ou seja, uma inversão total d valores!

  14. Nelson Says:

    Tocou num ponto crucial Paulinho. A maior parte das faculdades de jornalismo tem um ensino medíocre. Como jornalista, me sinto cada vez mais decepcionado com a censura camuflada instaurada nesse país sobre ótimos jornalistas. E, infelizmente, é assim. Se não tiver moral, alguma carreira já consolidada, tem que se adaptar ao esquema pra poder sobreviver. Fora que, terminada a faculdade, se não tiver um padrinho forte no meio, como eu, fica com o diploma pra limpar o que quiser…

  15. Grazi Says:

    Nao eh so jornalismo, ou vc conhece algum medico em sp que se preocupa com saude ?? Nenhum atende sexta a tarde ou segunda de manha…estao todos muito ocupados em suas casas de praia !!! Politicos, empresarios, administradores, jornalistas ….conhece alguem que prosperou no Brasil sendo 100% honesto ?? Nao existe !!

  16. Thiago Says:

    Paulinho vc me da nauseas

  17. Paulo Says:

    O que você está fazendo é generalizar. A minha faculdade, por exemplo, do interior paranaense, prega exatamente o contrário, o que pode se tornar um problema no futuro. Concordo profundamente com o comentário do Felipe.

  18. Andre-ZL Says:

    O problema não é o curso e sim a Faculdade escolhida

  19. sergio murilo Says:

    Pronto,agora são as faculdades que estão comrropidas pelo sistema….Paulinho crie o mundo de Paulinho,esse mundo seria perfeito,pelo menos no seus conceitos.

  20. Grazi Says:

    Eu aqui em Curitiba por exemplo tudo atende aos interesses politico-financeiros do governo ou de acordo com quem tem dinheiro…na 3a DP de merces o delegado Rinaldo Ivanike cobra 5,000 reais para liberar “playboys” por conta de lacre de lanca perfume no chaveiro. Se aqui ja esta assim calcule em SP, RJ e Brasilia onde tem v maior concentracao de bandidos no continente !!!

  21. Mário Braga Says:

    Bem, antes de tudo acho que o grande diferencial da carreira de qualquer profissional não é a instituição que ele freqüenta ou os professores com quem tem aula. Na verdade, cada um tem uma infinidade de opções para seguir.

    Depende muito mais do empenho e do senso crítico dos alunos de jornalismo, mais especificamente, do que de algum fator externo. Não achar que o que é dito em sala de aula é uma verdade absoluta é um primeiro passo.

  22. flavioclesio Says:

    Paulinho ” Vannuci Neves” agora você foi lúcido em suas palavras.

    Continue assim. Quando você tem esses “insight” (Joga no google e vai ver o significado) até que você é genial!

    Parabéns pelo o Post!

  23. João Gomes Says:

    Onde você estuda?

  24. mirela Says:

    podia me dar as desciplinas na universidade de jornalismo?? please

  25. Thaís Says:

    Oi Paulinho tenho 13 anos e meu sonho é ser jornalista,não sei se me dou bem,mas,vou correr atrás!Gostária de saber melhor como é a faculdade de jornalismo e quantos anos é.Adorei sua públicação é simplismente magnifica!Queria até fazer amizade com você pra estar me preparando pra quem sabe ser uma jornalista :)
    Te desejo tudo de bom!Beijos!

  26. Marco Antonio Cação Says:

    Concordo que a proibição era um ultraje.

    Todavia é um ultraje tão grande ou maior essa cultura de dizer que diploma universitário não vale nada. E um desrespeito incomensurável com diversas instituições de ensino sérias. Sempre se erra ao não separar joio de trigo.

  27. Luis Says:

    Voce ja eh jornalista! Parabens!

  28. Paulo Cabral Says:

    “Nas salas de aula já é condicionado a se submeter aos desejos da grande mídia em detrimento de sua função primária que é a de servir a população”.

    Baita mentira a citação acima. Já tive aulas com o excelente Claúdio Tognolli, que insiste com seus alunos que jornalismo bom é jornalista processado, pois esse é o cara que investiga, que incomoda, que denuncia, além de ensinar técnicas de jornalismo. Generalizar dessa maneira é cometer ato preconceituoso com todas as instituições de ensino do país.

    Dizer que a decisão de Gilmar Mendes e outros sete idiocratas (com excessão do ministro Marco Aurélio), foi uma decisão brilhante é de envergonhar qualquer leitor deste blog. Foi um verdadeiro espetáculo circense, com argumentos faláciosos de que a liberdade de expressão é cerceada se o cidadão não diplomado não possuir o direito de trabalhar como jornalista. E isso é pura mentira, e acho que nem preciso explicar a razão.

    Não existe essa divisão de Jornalismo de Faculdade vs Jornalismo de verdade. O que existe é jornalismo. Agora é esperar para ver como se comportará o mercado de trabalho com relação a “brilhante” decisão do STF.

    Mas uma coisa, pelo STF, já ficou clara. Chef de Cozinha e jornalista são profissões semelhantes.

    Teria sido essa também uma afirmação brilhante ?

  29. Vitor Raatz Bottura Says:

    Depende da faculdade que você está se referindo.

    Pelo visto sua escolha não foi das melhores.

  30. Carlos Nunes da Rosa Says:

    Não podemos confundir o compromisso com a verdade, a ética, o caráter…com a profissão de Jornalista….isso é dever de qualquer cidadão comum, seja ele, padre, doutor, policial, lixeiro….Sou formado em Economia e lá também ouvimos coisas que não concordamos, tive palestras com pessoas “famosas” e desprovidas de caráter….mas não me tornei um pilantra….a vida é assim…temos que filtrar o que é bom, em tudo. Mas a faculdade, o diploma é sim necessário, e explico porque…dentre muitas razões como por exemplo “a teoria” toda que se aprende, está a certificação, pois se qualquer um pode ser jornalista, onde fica a responsabilidade??? e não me venha dizer que a opinião pública vai filtrar que pra mim não cola…quer exemplos??? Andres Sanches se reelegeu….A banda Calipso é um sucesso….Lula se reelegeu…

  31. Luís Carlos Says:

    Na faculdade, a exemplo de vários outros ofícios, se aprendem, em tese, os preceitos básicos da profissão. A formação do jornalista propriamente dita é assimilada dentro das redações.

    Quanto ao ensino em si, apesar de nunca ter entrado numa sala de aula, acho que nem todas as faculdades pregam o jornalismo subserviente e mercadológico. Mas a maioria das faculdades não tem a menor preocupação com o ensino; só com a quantidade de alunos. E isso não vale apenas para as faculdades de jornalismo.

    Se na faculdade o vestibular não se faz necessário; se a faculdade só objetiva expremer o maior número de alunos possível dentro de uma sala de aula, às vezes desafiando às leis da física; e se a faculdade dá a oportunidade ao aluno que foi mal numa prova fazer outra mediante o pagamento de uma taxa, o que cobrar dela?

    Acho que a decisão do STF, respeitadas as opiniões divergentes, fará com que o futuro jornalista procure faculdades que formem pessoas cujo perfil se assemelhe àquilo que ele espera que seja o perfil de um jornalista.

    Sabedores disso, as faculdades passarão, no sentido restrito da palavra, a formar jornalistas e não a concederem-lhe um alvará para o exercício da profissão. E se não o fizerem vão engrossar as estatísticas de empresas falidas.

  32. Marcelo Pereira da Silva Says:

    Não conheço as entranhas do jornalismo o suficiente pra opinar, mas lamento profundamente o efeito que essa decisão vai ter sobre a Publicidade.

    Nossa profissão há anos busca uma regulamentação que seria extremamente benéfica ao mercado e que agora parece mais distante porque seus opositores vão enxergar no caso do jornalismo uma desculpa para sua falácia.

  33. Eduardo Says:

    Bom dia,
    Como jornalista formado em 2006, em minha opinião a decisão do STF é um retrocesso para a profissão e para o jornalismo como um todo. Acredito que a não exigência do diploma colabora para acentuar a informalidade trabalhista que se implantou no setor. Concordo que os cursos de jornalismo são deficientes e que o simples fato de alguém se formar não quer dizer que será um bom jornalista. Assim como ocorre com médicos, advogados, administradores, publicitários etc..
    Creio que a discussão teria que ser no sentido de melhorar os cursos de jornalismo e consequentemente melhorar a qualificação profissional de repórteres, editores, colunistas etc.. Aos que dizem que jornalistas possuem um sindicato fraco, constatação que eu concordo, devem levar em conta que a decisão do Supremo em nada ajuda na mudança desse quadro. A falta de exigencia de um diploma, no meu modo de ver, pode implicar em um processo de desprofissionalização do setor, que poderá a levar a perda dos poucos parâmetros profissionais conquistados como teto salarial entre outras.
    Não consigo enxergar em que a não exigência do diploma pode ajudar a melhorar a qualidade do jornalismo. Essa não obrigatoriedade irá afastar os maus profissionais ou apenas aumentar a desqualificação e falta de conhecimento de quem trabalha com jornalismo? Se hoje vemos profissionais que escrevem mau, sem conhecimento histórico e poucos informados trabalhando em diversos veiculos, como será agora? Sem falar que um jornalista deve ter noções técnicas de redação, edição, fotografia, saber analisar o que é ou não noticia..Ou seja, técnica, aspecto que se aprende em um curso, que deveria ser aperfeiçoado, melhorado e não apenas extinto.
    Enfim, na minha opinião, não sei o que há para se comemorar.

    Abraço

  34. Ribamar Bianchini Says:

    Paulinho, discordo de você e de outros que concordam com essa aberração que os juízes do tribunal cometeram, eles simplesmente jogaram no lixo o esforço de milhares de pessoas que gastaram tempo e dinheiro para sentar numa cadeira de faculdade e agora sabem que qualquer zé mané pode ser o que eles lutaram com muito suor para ser e conquistaram esse direito de forma digna, dentro do conceito da lei, isso é um estímulo a vagabundagem, vadiagem, é como ganhar um jogo no tapetão, sei que tem pessoas boas no meio e não são formados mas essa ação dá direitos iguais a todos os aventureiros de plantão, lamentável a posição do STF que deu mais uma bola fora, daqui a pouco vamos ver pedreiro fazendo cirurgia do coração no Incor. Paulinho, mas não era você que até poucos dias atrás questionava esse mesmo tribunal de araque? Abraços!!!

  35. Francisco Says:

    Paulinho.

    Vá a faculdade, estude os modelos retrógrados, ultrapassados e que formam maus jornalistas. Forme-se um Jornalista-carro!

    Aí, continue estudando, desenvolva uma monografia sobre novos modelos de desenvolver jornalismo, citando outros países e sistemas. Com isso defenda seu mestrado.

    Somente então, com toda base e conhecimento que você pode buscar nas universidades brasileiras, estrangeiras, livros, relatórios, trabalhos científicos de pessoas que dedicam a vida para que o trabalho jornalístico evolua, você pode afirmar, em uma banca de defesa de seu Doutorado, que:
    “A independência de idéias e atitudes é fundamental para o bom exercício do jornalismo”

    Você terá a chance de propor um novo modelo de jornalismo crítico e auto-sustentável.

    Se você quer criticar o sistema, o mínimo dos mínimos que deve fazer é conhece-lo e ter uma proposta para torná-lo melhor, e o único jeito de faze-lo é atendendo aos moldes sociais capitalistas, como todo e qualquer profissional o faz! Destaque-se: Todos!

    Achei execrável e infundada sua defesa à decisão do STF.

  36. Fernando Silva Says:

    A falta de regulamentação na profissão faz com que profissionais sub-capacitados entrem no mercado a custo baixo, baixando o nível do jornalismo brasileiro.

    Sou publicitário e a falta de regulamentação apenas prejudica minha profissão.

    Fico feliz por ti Paulinho, sei que és um grande profissional e que merece esse reconhecimento, mas a medida de extinguir a necessidade do diploma é muito ruim para o jornalismo brasileiro.

    Fui dormir publicitário e virei jornalista:

    http://www.blogdotitan.wordpress.com

  37. William Says:

    Pois é muitas faculdades querem mesmo eh arrancar seu dinheiro , e conhecimento que é bom nada ! basta pagar em dia que você tem seu diploma .

  38. Marcos Araujo Says:

    Se uma pessoa tem boa oratória, conhece o código penal brasileiro, sabe interpretar as leis, por que não pode exercer a profissão de advogado mesmo sem diploma? não é a mesma coisa de jornalista sem diploma?

  39. Bruno Melo Says:

    Eu concordo com boa parte do você disse, mas esse discurso só não me desce por uma coisa: você acha que a precariedade da educação universitária é restrita ao jornalismo? Antes de me formar em jornalismo, também fiz direito. Você não tem ideia do que existe por aí, caro Paulinho, ou talvez saiba. E as faculdades de medicina que estão sendo criadas em diversos cantos do país, tens ideia do que se trata? E quantas de engenharia podremente existentes? Sabe quantas existem de administração para apenas arrecadar dinheiro? Acho que ao menos você tem uma ideia. Por isso é que esse argumento não engulo. Temos que discurtir a qualidade da educação, a fiscalização do MEC, a estrutura modelo que temos etc. Temos que discurtir a nossa forma de ensino sim, mas não creio que a partir disso devemos considerar que a formação acadêmica não é necessária. E pode ter certeza que si os ministros que votaram contra a exigência do diploma tivessem ao seu lado um juiz não formado em direito, não o respeitariam. Disso não tenho a menor dúvida. Abraços.

  40. Laurye Borim Says:

    Perfeito o que você disse.
    Conheço o Paulinho e sei exatamente o por que que ele tem essa opinião:
    Ele estuda em uma das piores faculdades de São Paulo – pra não falar do Brasil. Ele está acostumado com professores, estrutura e alunos que não fazem parte de um bom padrão.
    Eu também sei disso, porque já estudei lá. Mas tive a feliz oportunidade de sair.

  41. Laurye Borim Says:

    Fiz uma citação sobre seu post:
    http:// criandoacasos.wordpress.com

  42. Alguns comentários relevantes « Criando acasos Says:

    [...] http://blogdopaulinho.wordpress.com/2009/06/19/jornalismo-de-faculdade-vs-jornalismo-de-verdade/#com… [...]

  43. MARCIO , o xará! Says:

    Faculdades particulares ensinam como ganhar dinheiro e só! Os cursos de direito e medicina estão rebaixados a isso. Nas federais ainda´há alguma esperança!

  44. Oswaldo Says:

    O fim da exigência do diploma para jornalistas fez a profissão cair em um abismo tão grande que nem sabemos quando chegaremos ao chão.
    Seu texto traz uma aberração logo no texto “Jornalista de faculdade X Jornalismo de verdade”, pois você joga no mesmo balaio todos os jornalistas formados (que para mim sempre serão verdadeiros jornalistas) como deficientes e fora do “jornalismo de faculdade”.
    Concordo que realmente muitas universidades não conseguem oferecer cursos de jornalismos decentes. Mas não seria mais interessante lutar para melhorar esses cursos do que eliminar a necessidade de formação? Outra coisa, existem sim faculdades com cursos muito bons, com professores que atuam na área e tem ampla experiência e capacidade.
    Dizer que “O aluno sai da universidade um profissional pronto para a subserviência e com medo de combater o poder”, além de ser um clássico “lugar comum”, é totalmente falta de propósito. Me formei e garanto que não tenho tais características. Termos como “desejos da grande mídia” soam típico de alunos sem experiência em redação e com uma visão totalmente distante da realidade. Afinal, o que seria esse “monstro” chamado “grande mídia” que precisa ser combatido? Reflita, se não fosse o “monstro da grande mídia e seus interesses”, alguém saberia o que foi o Mensalão? E o Impechmant do Collor, ocorreria? Será que teríamos as Diretas Já? Talvez ainda estivéssemos na Ditadura…Ou seja, meu caro, não existe o “lado negro da força”. Sinto desaponta-lo em suas convicções fora do tempo, mas é sim possível fazer jornalismo de boa qualidade, respeitando princípios de ética e atendendo os “interesses da população” estando em um jornal de bairro ou no maior jornal da país. Tudo depende das pessoas envolvidas.
    Óbvio que o mundo corporativo tem seus problemas, mas até onde eu sei ganhar dinheiro não é pecado. E quem opta por trabalhar na área de jornalismo empresarial, seja em departamentos de comunicação de empresas ou em assessorias de imprensa, são tão jornalistas quanto você e também contribuem para a sociedade. Nesse sentido, não é absurdo uma disciplina chamada “Jornalismo organizacional”.
    Você fala que as faculdades “fabricam” profissionais “mecanizados” e fora da realidade da redação. Mas suas observações mostram que você também não conhece a realidade da redação. No bom e no mau sentido. O que mostra o quão é perigoso o fato de não se necessitar de diploma para exercer uma profissão tão complexa. É isso. Antes para ser jornalista era necessário estudar, buscar conhecimento, saber técnicas, se formar e crescer. A partir de hoje, basta abrir um blog na internet. Vamos comemorar…..

  45. Kathia Says:

    Olá Paulinho. Acredito que em qualquer profissão a faculdade seja diferente da realidade, não só no jornalismo.
    “Cheguei a ouvir o conselho de que jornalista que atua com idealismo morre pobre. Que o correto é seguir para o lado da junção de seu ofício com interesses empresariais.”
    Os meios de comunicação também têm ideologias, assim como os jornalistas. Apesar de achar incorreto enquanto jornalista, pense: se vc fosse dono de um jornal ou revista, ia querer alguém escrevendo contra você mesmo? Ou escrevendo contra um cliente seu?
    Se você responder que aceitaria isso numa boa sem demitir o jornalista, terá, no mínimo, que ter muito dinheiro para bancar a revista/jornal sem publicidade, pois todos os clientes ou clientes em potencial iriam ter medo de anunciar no seu veículo de comunicação.
    Quanto ao diploma, como estudante, me sinto desrespeitada, assim como se sentiria um médico, advogado ou o que quer que fosse. Acredito

  46. Kathia Says:

    (Continuação)… Acredito que o diploma não forma jornalistas de qualidade, mas forma JORNALISTAS, pessoas que, de certa forma, estudaram e batalharam muito para obtê-lo.
    E as conquistas até agora, e o sindicato? Não quero pensar que vou estudar 4 anos da minha vida inutilmente.

  47. Marcelo Abdul Says:

    Jornalista não se faz na faculdade.

    Isso é bem claro.

    Mas não sei o que essa decisão do Supremo pode acarretar.

    Afinal de contas o jornalismo tem que ser exercido com ética e responsabilidade.

    E alguns desses preceitos não se aprendem na prática.

    Todos podemos ver o que alguns jornalistas fazem por aí fazendo merchans e fazendo programas que beiram a irresponsabilidade.

    Temo que sem uma estrutura adequada de ensino vários profissionais sem formação usem da má fé para destruir reputações.

    A decisão do STJD é temerária. Deixa o jornalismo como uma profissão subalterna.

    Acho que o efeito será completamente o oposto do que muitos desejam.

    Haverá cada vez mais empregados preocupados em manter o emprego do que jornalistas com uma postura ética adequada.

    O mercado coorporativo ditar as regras do que é certo ou errado é uma temeridade.

    Acredito que as faculdades e cursos de jornalismo deverão se aperfeiçoar porque queiram ou não, a educação em qualquer área de trabalho é fundamental.

  48. Luca_Jornalista Says:

    Todos nós HUAHUAHUAHUA

  49. Marcos!100%tricolor6-3-3 Says:

    Caro Paulinho, quem vai a faculdade não deve ir atrás de diploma, vai atrás de uma carreira.. e acho que um curso superior é somatório a capacidade do jornalista.. já a ética
    não se aprende em sala de aula nem no curso de jornalismo nem mesmo em curso de medicina por exemplo!…. ética pra mim é genética, é pessoal ou se tem ela na alma ou não se tem, …vc não vai aprender na faculdade nem encontrar na prateleira do supermercado e muito menos pode ser adaptada ao interesse individual de cada um.
    Não acredito que todas os cursos sejam ruins mas, tenho certeza que muitas matérias são conflitantes com o exercício da profissão e desnecessários para a formação …
    Acho Paulinho que a falta de obrigatoriedade para exercer a profissão pode ser um bem visto que a informação estará com quem estiver próximo a ela… mas pode ser um mal…. visto que a informação poderá estar também sendo divulgada sob a ótica distorcida de um qualquer…e para o profissional isso pode significar uma desvalorização de sua atividade… inclusive com perda de salário…
    Acredito ainda que para vc Paulinho por ser um Jornalista nato, possuir a ética jornalista “impressa” em seu DNA, um curso de jornalismo não seja essencial a sua capacidade mas mesmo assim pode ser um fator de aprimoramento… pois mesmo nas piores experiências há o que se aprender… e um curso universitário nunca é demais pra uma pessoa que queira crescer profissionalmente… esse curso só será desnecessário quando o “fator MN” se tornar característica em 100 % dos alunos formados…. enquanto isso não ocorrer…. ainda há esperança!!!!!!!!

  50. daianny Says:

    tenho quinze anos e já decidi a faculdade que vou fazer .
    jornalismo não é tudo isso que vocês falam não é universidade e não professor que vai fazer o jornalismo parar de ser algo monotomo e sim nós
    criatividade quem cria e você e não onde você vai trabalhar.
    de algo menos improvável você pode tornar – se provável basta você querer

  51. Priscila Says:

    Sou uma jovem e apenas estou na 3ª série do Ensino Médio .
    Sempre quis ser jornalista , acho incrivel essa profissão e como alguém comentasse aqui , acredito também que a comunicação tem de uma certa forma, o poder até mesmo, mudar as pessoas .
    Chegando em pleno o ano do meu vestibular , me vem essa dúvida intrigante : Será jornalismo mesmo o que quero fazer ? Será mesmo que serei feliz sendo jornalista ? Será que tenho vocação para me formar em jornalismo ?
    Tantas perguntas que muitas vezes não tem respostas .
    Eu não quero me trancar num curso de 4 anos para depois simplesmente o diploma em que tenho na mão ser inútil , ao ponto de muitas pessoas também serem consideradas jornalista sem ao menos terem frequentado o curso de jornalismo . Pode até parecer egoísmo da minha parte , pois que seja então , sei que sou burra e preciso do diploma para dizer : Eu sou jornalista !
    Mas, por enquanto não acho as respostas para essas dúvidas angustiantes , continuarei a visitar blog/site , ler textos como esse , pois ele me ensina, por mais difícil que seja, a não desistir do Jornalismo com letra maiúscula .

  52. ANDRE CAMPOS LOCUTOR COMERCIAL Says:

    FALANDO SÉRIO,TUDO QUE LI,PUDE OBSERVAR ALGO DE IMPORTANTE,,MUITOS QUEREM SER JORNALISTAS E PROCURAM NAS FACULDADES ALGO QUE POSSA LHE ACRESCENTAR PARA QUANDO ESTIVEREM PRATICANDO SEJAM RECONHECIDOS,E OUVIDOS POR TODOS,PRIMEIRO,SÓ FAZ BEM TELEVISÃO QUEM VEM DO RÁDIO E NASCE DENTRO DAQUELAS PAREDES CINZAS E ACUSTICADAS,O CARA QUE FAZ JORNALISMO,SEM ANTES TER UMA EXPERIENCIA NO RÁDIO,É FIM DE CARREIRA,,E MAIS MUITOS QUEREM SER,,SÓ QUE TEM UM DETALHE MEUS QUERIDOS AMIGOS,QUERER NÃO É PODER,,UM BOM COMUNICADOR JÁ NASCE,TÁ NA VEIA,E É POR ISSO QUE VEJO TANTA GENTE RUIM NA TELEVISÃO,E RÁDIO TAMBEM,,,É MUITA PANELINHA,,E QUEM INDIQUE( QI )JÁ ESTOU NA LOCUÇÃO COMERCIAL HÁ 20 ANOS,SOU FORMADO EM RÁDIO E TV,GRAÇAS AO DOM QUE DEUS ME DEU,E,EU COM MUITA HUMILDADE VENHO EXERCITANDO E TRABALHANDO MUITO PARA QUE TUDO AQUILO QUE FALO,SEJA NO RÁDIO,NA TV,OU EM QUALQUER OUTRO LUGAR,,VENHA SER AGRADAVEL AOS QUE VEEM,E OUVEM,,ME DESCULPE A MODÉSTIA,MAIS TEM MUITA GENTE RUIM OCUPANDO O LUGAR DE QUEM REALMENTE TEM O DOM NA VEIA,,E É TRISTE,SABER QUE VOÇE PODERIA ESTAR OCUPANDO O LUGAR DE MUITOS QUE FAZEM DA COMUNICAÇÃO UM LIXO,,TEM GENTE QUE QUANDO FALA DÁ VONTADE DE DESLIGAR O RÁDIO,OU A TV NA MESMA HORA,,PORQUE? NÃO TEM NA VEIA A ASSINATURA DO PAI QUE NOS DESIGNOU PARA A TAL TAREFA,,E ISSO NÃO SOU SÓ EU QUE DIGO,MUITAS PESSOAS QUE EU CONHEÇO,DIZEM VER HOJE UMA COMUNICAÇÃO POBRE,LOCUTORES,E APRESENTADORES QUE TEM PÉSSIMA DICÇÃO,PORTUGUES BURRO,E CHULO,,PESSOAS QUE NÃO EXERCITAM E NEM SE PREOCUPAM EM ARTICULAR A BOCA,QUE É O CANAL PRINCIPAL DA COMUNICAÇÃO,,FALAM DE QUALQUER JEITO,DE BOCA FECHADA,PARECE QUE TEM UMA BATATA ENROSCADA NA GARGANTA,,,SER UM BOM COMUNICADOR,OU JORNALISTA QUE SEJA,É NECESSÁRIO TODOS OS DIAS ACORDAR PELA MANHÃ,E PELO MENOS 30 MINUTOS EXERCITAR A BOCA,FAZER UM TRAVA LINGUA DECENTE,CUIDAR DA GARGANTA NÃO MAXUCANDO A MESMA,POIS SEM A VÓZ NÃO SE FAZ COMUNICAÇÃO,,CUIDAR,,CUIDAR,,CUIDAR,,LER MUITO,,LER BASTANTE,,E CONSULTAR O NOSSO AURÉLIO TODOS OS DIAS,POIS TODOS OS DIAS APRENDEMOS COISAS NOVAS,,DESCULPEM O JEITO DE ME EXPRESSAR,É QUE FICO INDIGNADO COM TANTA GENTE RUIM FAZENDO LOCUÇÃO,REPORTAGENS,E APRESENTAÇÃO,,DÁ ATÉ ANSIA,,,GRAÇAS A DEUS HOJE ESTOU MUITO BEM NA PROFISSÃO,,ONDE FAÇO MINHA LOCUÇÃO JÁ PROCUREI CRIAR UMA IDENTIDADE COM O CLIENTE,E POSSO OUVIR DELES,NÃO SÓ ELOGIOS,MAIS TAMBEM PARABÉNS PELO SEU TRABALHO,É MUITO AGRADAVEL TE OUVIR,,MAIS SABE QUAL É O SEGREDO,,,EXERCICIOS,HUMILDADE,E SE IMPORTAR MUITO COM QUEM ME HOUVE,,SE ELES NÃO APROVAREM O SEU TRABALHO DE COMUNICAÇÃO,,SAIA DO BARCO MEU AMIGO,,E DE LUGAR PARA QUEM REALMENTE NASCEU COM O DOM E TÁ SELADO NA VEIA,,UM ABRAÇO A TODOS,,ASS: ANDRÉ CAMPOS LOCUTOR COMERCIAL.

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