Teclado de computador:
Q W E R T Y U I O P ´[
Repare no posicionamento das letras “E” e “I”.
Erro de digitação ?
V(W)anderlei(y) Luxemburgo foi demitido do Palmeiras.
O estopim de sua saída foi a tentativa de desqualificar o jogador Keirrison.
Um gesto que deixou a diretoria do clube sem saída.
Se não o demitissem teriam que lhe entregar a presidência do clube.
Mesmo que demorada, foi uma decisão que deve retirar o Palmeiras das trevas em seu departamento de futebol.
Não há como um local dirigido por Luxemburgo ser adepto de práticas honestas.
A missão de Luis Gonzaga Belluzzo jamais alcançaria êxito com o Madureira dando as cartas.
Hoje é um dia de festa para o torcedor palmeirense.
O rato, finalmente, foi expulso da cozinha.
Tivemos confusão esta semana no Reino do Esgoto, em Itaquera.
Um atleta, apadrinhado de Mané da Carne, foi dispensado por Afonso Harmonia, ligado ao esquema André Negão-SONDA-Severino.
Teve de tudo.
Mané da Carne esbravejando e a mãe do garoto sendo retirada da sala de Afonso, pela segurança, após tentar agredi-lo.
No “Esgotão” as coisas funcionam assim.
Só tem moleza quem é amigo do contraventor.
O restante fica com o que sobrar.
Fernando Carvalho, vice-presidente do Internacional, demonstra que pouco se diferencia das tranqueiras que habitam o futebol brasileiro.
A incitação à violência, que vem realizando durante a semana, é absolutamente criminosa.
No melhor estilo Eurico Miranda, tenta a todo custo intimidar a arbitragem.
Deveria se preocupar em fazer a sua equipe jogar futebol.
Coisa que, de uns tempos para cá, não vem acontecendo.
Carvalho provou recentemente que sua palavra vale tanto quanto a de Luxemburgo, ao dizer que “peitaria” Ricardo Teixeira e, pouco depois, lamber seus sapatos, como a grande maioria dos acovardados cartolas brasileiros.
A melhor alternativa para o Corinthians é ignorar este tipo de atitude.
Demonstrar, dentro de campo, sua verdadeira força.
Já que, fora dele, não há muito o que comemorar.
A morte de Michael Jackson foi noticiada, em primeira mão, por um site de internet.
Somente algumas horas depois a grande mídia confirmou a informação.
Pesquisas revelam que mais de 50% dos norte-americanos tem como principal fonte de informação os blogs e sites da Web.
O hábito do consumidor de notícias está realmente se modificando.
A busca pela agilidade e praticidade proporcionadas pela internet, aliadas à vantagem de poder ter sempre à mão o site de seu jornalista predileto, tornam a busca pela notícia mais prazerosa e qualificada.
Os sites e blogs, quase sempre, trabalham com uma liberdade inimaginável nas grandes corporações jornalísticas.
Enquanto o formato televisivo é o mesmo de décadas atrás, a web vem se renovando a cada ano, com a criação de ferramentas que proporcionam ao jornalista uma maior interação com seu público, além de facilidades na realização de seu trabalho.
Em breve o telespectador poderá acessar seu site predileto ao toque do controle remoto, em sua própria televisão, prática que pode enterrar de vez o ultrapassado jeito de transmitir informação.
Somente quem se adequar a este novo mundo sobreviverá em um meio tão disputado.
Da FOLHA DE SÃO PAULO
Estudo realizado por 25 países mostra que o esporte está à mercê da prática
Um dos indicativos de que a modalidade mais popular do mundo está vulnerável, cifras irracionais ajudam a encobrir crime financeiro
ANDRÉA MICHAEL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Documento do Gafi, organismo internacional de combate à lavagem de dinheiro, obtido pela Folha aponta que o status dado pelo futebol, a inexistência de parâmetros para valores de negociação dos jogadores e a imagem criada de que o esporte salva craques e suas famílias da carência social são pontos que favorecem o uso da modalidade como instrumento para a lavagem de dinheiro.
Entre as práticas mais comuns, encabeça a lista o investimento de dinheiro sem origem definida em um time com dificuldades financeiras, exatamente como aconteceu na parceria MSI/Corinthians, atualmente na Justiça. Há o alerta de que a origem do dinheiro pode ser de tráfico de drogas, de armas ou simplesmente destinado a, depois de “esquentado”, corromper pessoas que têm destaque político no país -as chamadas PEPs, Pessoas Politicamente Expostas.
A análise da propensão do setor para se prestar à lavagem teve seu documento final aprovado na última quinta, na reunião ordinária do Gafi em Lyon (França). A entidade é presidida pelo brasileiro Gustavo Rodrigues, que também comanda a unidade de inteligência financeira do Brasil, o Coaf.
Não existe uma contabilidade sobre quanto o futebol lava por ano. Mas o documento do Gafi aponta que o seu mercado mundial movimenta 13,8 bilhões anuais, dos quais somente 4,2 bilhões se destinam a salários. Tudo o mais, em tese, pode ser alvo de desvios, pois é dinheiro transacionado a título de regalias para o atleta, indenizações a clubes, pedágio para governos, entre outros itens.
O estudo do uso do esporte como instrumento de lavagem começou em 2008 e teve a participação de 25 países, entre europeus, sul-americanos e asiáticos, além da Austrália.
Razões para o futebol ter sido o foco do trabalho: é o esporte mais popular do mundo, tem 5.000 federações associadas oficialmente, aglomerou um bilhão de espectadores na última Copa e existem 38 milhões de jogadores oficialmente cadastrados. “O estudo é mundial, mas, se você olhar, as tipologias apresentadas refletem muito bem a situação do Brasil”, diz Rodrigues.
Colhidas as respostas dos questionários distribuídos, as principais razões apontadas para a vulnerabilidade do setor à lavagem de dinheiro são:
1) Mercado de fácil penetração, porque qualquer um pode se tornar um agente;
2) Diversidade de regulamentação entre os países, o que permite ao interessado escolher o que melhor lhe oferece condições para oficializar os ganhos de uma negociação;
3) Irracionalidade das somas envolvidas, que não obedecem a qualquer critério, o que viabiliza conduzir negociações totalmente fora de valores plausíveis e, ainda assim, não dispor de padrões legais para questioná-las eventualmente;
4) O papel social do futebol, já que, em regra, promover a ascensão social de um craque e de sua família traz benefícios e é orgulho para a comunidade.
“O apelo social é muito importante, mas as autoridades devem estar atentas para que isso não mascare um crime grave, como a lavagem de dinheiro”, afirma Bernardo Mota, do Coaf, que há dez anos acompanha essa discussão.
Complexo, o documento descreve, sem dar nomes, 17 casos por meio dos quais a prática da lavagem pode se materializar. Começa pelo investimento em atletas de um país de fundos estrangeiros instalados em paraísos fiscais.
Outra tipologia bastante explorada é a figura do atravessador, comum no Brasil. O fato de as cifras envolvidas não terem parâmetro e o negócio poder ser fechado em qualquer lugar do mundo facilitam a lavagem.
Na página 20, de um total de 39, o documento é categórico em afirmar: “Estimar o valor de uma transação para um jogador é um trabalho inócuo, pelo fato de que largas somas estão envolvidas, geralmente acompanhadas de uma transação para o exterior, o que torna difícil aferir a destinação final dos recursos. A supervalorização do jogador pode corresponder à técnica de lavagem de dinheiro similar, no caso do comércio, ao oferecimento desmedido de benefícios.”
Também há destaque para times endividados que assumem a figura de atravessador e colocam a sua taxa de sucesso a ser ganha no negócio como pagamento de dívidas. O dinheiro que entra para tirar a agremiação do vermelho é de uma terceira negociação, que só precisava de uma oportunidade para esquentar quantias obtidas de forma ilícita e que circulavam na rede internacional.