Posts de Julho 16th, 2009

Galoucura e a cabeça de Ronaldo

Julho 16, 2009

Por JUCA KFOURI

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/

O Galo não deu a menor pelota para o tricampeão brasileiro.

Num Mineirão enlouquecido pela derrota do Cruzeiro, e com 55 mil torcedores, a torcida alvinegra foi à loucura logo no primeiro minuto, quando Miranda deu uma bobeada, Tardelli roubou-lhe a bola e fez 1 a 0.

Tinha Tardelli, tinha Júnior, tinha Éder Luís, uma porção de gente querendo acertar contas com o São Paulo.

E acertaram.

Os paulistas não ameaçaram durante todo o primeiro tempo e levaram o segundo gol, de Serginho, logo aos 7 minutos do segundo tempo.

Depois o Galo só tratou de administrar sua volta à liderança do Brasileirão.

Enquanto isso, no Pacaembu, com 25 mil pessoas, Corinthians e Sport faziam um jogo estranho.

O Corinthians mandava no jogo quando Fabiano, o genro de Vanderlei Luxemburgo que é xodó do técnico Leão que não suporta o sogro dele, de cabeça, fez 1 a 0, aos 12, em cruzamento de Élder Granja.

Nada que Ronaldo não pudesse resolver com dois raros gols de cabeça ainda no primeiro tempo.

Menos raro, no segundo tempo, foi o gol de Cristian, de fora da área, em bola que desviou na zaga, logo aos 4.

Tudo parecia liquidado, mas Vandinho, aos 18 e 22, tratou de empatar, quando o Sport passou a jogar melhor que o Corinthians, acomodado.

Para sorte do alvinegro, no exato momento em que o Sport ficava com 10 jogadores, Moradei, de fora de área, aos 34, desempatou e deu a vitória e o sexto lugar ao tricampeão da Copa do Brasil.

Campanha “Público Zero” da torcida do Bahia

Julho 16, 2009

“Nós torcedores do Bahia somos o maior patrimônio deste clube.

E antes que seja tarde precisamos mobilizar toda a massa para mostrar que merecemos MAIS.

Agora chegou a vez de fazermos eles sentirem vergonha e ver o quanto somos importantes.

Bahia x Vasco será a oportunidade de mostrarmos toda a nossa indignação e exigirmos mudanças urgentes, desde jogadores até a diretoria.

NÃO vá a Pituaçu no dia 25/07, assim transmitiremos a eles um pouco da humilhação que estamos passando.

É hora de dar um apito final nessa situação.”

Mentiras alvinegras

Julho 16, 2009

Os dirigentes do Corinthians, mesmo admitindo a veracidade da reportagem publicada no site Mídia sem Média, sobre as dívidas na contratação do jogador Souza,  mentiram ao dizer que só há duas parcelas atrasadas.

Na verdade, nenhuma delas foi paga.

O caso está na FIFA.

Raul Corrêa da Silva nas últimas semanas  fez apelos dramáticos para a diretoria do Panathinaikos a fim de reverter o quadro.

Pede realmente uma extensão do prazo.

O problema é que já descumpriu três.

A negociação não será nada fácil.

Casa Bandida “premia” mais um

Julho 16, 2009

Fernando Sarney e Ricardo Teixeira

Fernando Sarney, filho de quem é, ocupa o cargo vice presidente da CBF, e foi indiciado por formação de quadrilha.

Acusação que, aliás, faz todo o sentido.

A dúvida, na verdade, é saber qual das quadrilhas…

Vale lembrar que o Presidente da entidade, Ricardo Teixeira, já teve problemas com duas CPIs.

Roque Citadini no MSM Esporte

Julho 16, 2009

Ouça abaixo a participação do conselheiro corinthiano Roque Citadini no MSM Esporte, do site Mídia sem Média.

Ainda em fase experimental, o programa irá ao ar, sempre ao vivo, todas às segundas-feiras, a partir das 21h.

Agora você pode ouvir o Benja, no Estádio 97, depois a tabelinha entre Juca Kfouri e Vitor Birner, no CBN Esporte Clube, e terminar a noite agüentando a voz inconfundível do escriba deste blog.

http://www.midiasemmedia.com.br/podcast/3423-Roque-Citadini-fala-com-Mdia-Sem-Mdia.html

Nem Robério de Ogum está dando conta

Julho 16, 2009

V(W)anderlei(y) Luxemburgo está realmente em má fase.

Demitido do Palmeiras, devendo na jogatina, com as contas bloqueadas e imóveis penhorados.

Sem falar no IWL, com enormes problemas financeiros e de processos trabalhistas.

Seu azar é tão grande que começou a ser transmitido para outras pessoas.

Em seu blog, Madureira disse: “Eu acredito no Cruzeiro !”

Deu no que deu…

Deste jeito vai ter pai de santo desempregado no final do mês.

Por que os técnicos caem

Julho 16, 2009

Da FOLHA DE SÃO PAULO

Por JUCA KFOURI

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Até o governador de São Paulo, em seu Twitter, quer saber. E não acredita na teoria do bode expiatório

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O QUE FAZ a força dos técnicos é também a razão da fraqueza deles. Supervalorizados antes e durante a permanência nos clubes, super-responsabilizados na hora da dispensa. Simples assim.

Apesar de José Serra não acreditar, tem, ainda, uma boa dose mesmo de o técnico ser tratado feito bode expiatório, embora não seja a maior parte.

Mas é sempre conveniente ter um sangue fresco para entregar diante da sede assassina dos torcedores ditos organizados.

Quando vemos uma frenética dança de técnicos, como nos últimos dias, é inevitável que nos lembremos de que sir Alex Ferguson está há mais de duas décadas no Manchester United ou de que Lula ficou mais de 12 anos no Santos.

Claro que há quedas e quedas, algumas mais justificáveis que as outras, umas normais, outras não.

Nas recentes, por exemplo, gente como Carlos Alberto Parreira, Vagner Mancini e Márcio Bittencourt caiu pelos motivos clássicos, os maus resultados do Fluminense, do Santos e do Náutico.

Já Vanderlei Luxemburgo caiu por provocação, porque quis testar se mandava mais que o presidente do Palmeiras e se deu mal, talvez por viver num mundo sombrio em que a gentileza seja confundida com tibieza.

E Muricy Ramalho caiu por desgaste na relação, porque, desgraçadamente, permanecer durante três anos à frente do mesmo clube parece o máximo que se admite por aqui, uma façanha por si mesma.

De todos os que se mantêm, Tite é o que corre maior risco neste fim de semana de Gre-Nal, embora a direção colorada garanta que não, o que será digno de elogios se, de fato, vier a se confirmar, pois raramente trocar de treinador é a solução.

Mas é por ganharem muito, exageradamente muito, por serem tratados como mágicos, por se darem e receberem uma catedrática importância que não têm, que a corda arrebenta para o lado deles.

Porque de mágicos se exigem mágicas, de professores se esperam aulas, de salários exagerados se cobram resultados compensadores. E cartolas, como se sabe, por mais bobagens que cometam, não caem. Ao contrário, batem recordes de permanência nos cargos.

E tudo isso apesar de sabermos como são circunstanciais as situações que fazem deles bestas ou bestiais, Mano Menezes que o diga.

Não fosse tudo que cercou a “Batalha dos Aflitos”, eis que o Grêmio não teria cumprido sua obrigação de subir e ele teria sido demitido, para provavelmente vagar por clubes menores.

Mas um árbitro fraco e jogadores fortes operaram uma reviravolta que permitiu, em seguida, que Mano chegasse ao improvável vice-campeonato da Libertadores.

Pronto! Daí para o Corinthians foi um pulo e não é preciso dizer mais nada, pois ele é hoje do pelotão de frente dos técnicos brasileiros.

Como Dunga, que, sem nunca ter sido técnico, aos trancos e barrancos, entre gritos e sussurros, caneladas e sacadas, curte uma estabilidade que seus colegas invejam.

Porque assim é o futebol, invariavelmente decidido por acasos que viram méritos indevidos ou culpas injustas deles, os técnicos.

Até daqui a pouco !

Julho 16, 2009

O corpo pediu descanso.

Não costumo atende-lo, mas desta vez serei benevolente.

Por este motivo o blog será atualizado nas primeiras horas da manhã.

Desde já, agradeço pela compreensão.

Estudiantes tetra em pleno Mineirão

Julho 16, 2009

Por JUCA KFOURI

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/

Um jogo de xadrez.

Mas com uma tensão que tabuleiro algum jamais passou perto.

Cruzeiro e Estudiantes se estudaram, se respeitaram, se temeram e se agrediram.

O primeiro tempo no Mineirão não chegou a ter uma chance clara de gol, embora por três vezes os cruzeirenses tenham sido obrigados a se desdobrar para evitar um tiro final que poderia ser fatal.

O Cruzeiro chegou menos, raras vezes conseguiu ser rápido e sofreu com a marcação argentina desde a saída de bola.

Verón comandava o time de La Plata melhor que qualquer brasileiro liderava a equipe de Belo Horizonte.

E nem mesmo a torcida cruzeirense encontrava ânimo para empurrar o time.

O segundo tempo começou com os mesmos jogadores do primeiro.

Pena que o país inteiro não pudesse ver o jogo, o mais nobre da temporada das Américas.

Não só porque a CBF não homenageia O JOGO, ao marcar outras seis partidas para a mesma noite, como, também, porque a própria TV não valoriza o que tem nas mãos.

Ora, a decisão da Libertadores era para ser a única atração da noite, como acontece na Europa com a final da Liga dos Campeões.

Mas, não.

Aqui chegaram ao requinte de adiar um jogo entre Corinthians e Fluminense para rivalizar com a primeira partida das finais da Libertadores.

E é claro que o torcedor prefere ver seu time a ver qualquer outro, valha o que valer o jogo do outro.

Só que, assim, quem perde é o JOGO, sua liturgia, seu encanto, seu drama, sua emoção.

Emoção que chegou ao auge logo aos 6 minutos, quando Henrique chutou da intermediária, a bola desviou em Desábato e morreu, ou melhor, foi viver no fundo da rede argentina.

Então, o Mineirão pegou fogo.

Por apenas cinco minutos, porque Fernández empatou ao complementar jogada pela direita da defesa brasileira.

E o time brasileiro sentiu o golpe, ficou meio grogue, e permitiu que os argentinos tomassem as rédeas da partida.

Ramires pouco fazia, Athirson entrou no lugar de Wagner e, aos 27, de cabeça, Boselli, fez 2 a 1, aproveitando-se de uma cobrança de escanteio de Verón, que era xingado pela torcida.

Wellington Paulista sai e entra Thiago Ribeiro que, aos 41, mandou uma bomba no travessão.

A torcida pedia raça, mas ela mesma era subjugada pelos 3 mil hinchas no Mineirão.

O Estudiantes era tetracampeão, com toda justiça.

E mantinha uma maldita escrita recente: os brasileiros não ganham decisões contra times estrangeiros, mesmo com o direito de jogar a segunda partida em casa, como aconteceu com Palmeiras e Santos e Grêmio diante do Boca Juniors e com o Fluminense contra a LDU, além do São Caetano, batido pelo Olimpia.