Arquivo para 12 setembro, 2009

Jogou para o gasto

setembro 12, 2009

O São Paulo venceu o Avaí por dois a zero, em uma partida que prometeu muito, mas entregou pouco.

A primeira etapa foi abaixo da média.

Mesmo melhor em campo, o Tricolor não conseguia armar bons ataques.

A equipe do Avaí não era nem sombra daquela que realiza boa campanha no torneio.

O empate em zero a zero traduziu exatamente o que se viu dentro de campo.

No segundo tempo as coisas mudaram.

Pelo menos nos primeiros quinze minutos.

Logo no primeiro lance, a bola foi cruzada pela esquerda, a zaga afastou, mas Dagoberto pegou o rebote e abriu o marcador.

Logo depois o Tricolor perdeu duas boas chances de ampliar.

Mas, aos poucos, a partida ficou, novamente, monótona.

O São Paulo jogava para o gasto, e o Avaí não tinha força para empatar.

Quando tudo indicava que o placar estava definido, a bola sobrou para Dagoberto cruzar na cabeça de Hugo, que não perdoou.

Dois a zero.

Resultado justo, em uma partida decepcionante.

OBS. Desta vez a internet funcionou nas cabines do Morumbi

Paraiso dos ladrões

setembro 12, 2009

O departamento amador do Corinthians parece uma feira.

Severino divide jogador com André Campoy (testa de ferro do Presidente).

A comissão ?

15 % para cada um.

Severino divide sua parte com o bicheiro.

Campoy, nem preciso dizer.

Os atletas são alojados na residência de André Negão.

O patrão de Severino.

Desde os tempos que o pai do jogador Willian dirigia as ambulâncias que Wadih Mutran, aquele, presenteou à Negão, compradas com dinheiro público.

A relação de subserviência é de longa data.

Muitos são os rolos.

Há jornalistas renomados e conselheiros envolvidos.

Uns por ação, outros por omissão.

Até quando ?

Dinheiro pelo ralo no Palmeiras

setembro 12, 2009

Luis Gonzaga Belluzzo declarou, recentemente, que a situação financeira do Palmeiras é confortável, que a grande maioria das dívidas está sendo paga pela Timemania , e que,na verdade, o clube deve “apenas” um valor próximo de R$ 30 milhões.

No mínimo, se equivocou.

Ao analisar o balanço da equipe de Parque Antártica notei que dois grandes empréstimos foram feitos recentemente.

R$ 12 milhões, junto ao BIC Banco, e R$ 13 milhões, com o BANIF.

Somente no último mês, o clube pagou a exorbitante quantia de R$ 1,7 milhão, só em juros bancários.

Algo está errado nas finanças palmeirenses.

Incompatível, no mínimo, com a gestão de um renomado economista.

Evidente, não desconfio de sua honestidade.

Mas sua aproximação com a nefasta figura do presidente do Corinthians, em encontros cada vez mais freqüentes, pode tê-lo contagiado com o vírus da incompetência administrativa.

No mínimo, precisa se explicar.

Não acham ?

Palavra do Magrão

setembro 12, 2009

Cuidado com o andor

Por SÓCRATES

A vitória nesse jogo em Rosário bem que poderia ter sido da Argentina, e não do Brasil. “Mas como?”, perguntaria o leitor. Questionado pelos colegas do Cartão Verde, na quinta-feira passada, respondi que venceria quem fizesse o primeiro gol.

E por quê? Ora, pois! Porque, em uma partida decisiva, como sempre deve ser visto um clássico como esse, independentemente da situação em que se encontram os oponentes, o fator emocional é sempre determinante. Como é, aliás, da natureza das questões futebolísticas. E, no confronto de duas potências tradicionais e rivais ao extremo, passam a ser imprescindíveis as considerações anteriores a qualquer confronto.

O Brasil fez primeiro e venceu. Mas o que aconteceria se a Argentina marcasse primeiro, o que não seria nenhum absurdo já que jogara melhor até ali? O que ocorreria com a nossa seleção? Manteria a qualidade do seu jogo diante da pressão de estar atrás no marcador?

Acredito que não, até porque este time passou algumas vezes por algo semelhante nestas mesmas eliminatórias e não soube como se manter equilibrado. Portanto, a vitória provavelmente iria lustrar o ego dos argentinos, diferentemente do que acabou acontecendo. E quem estaria enganado acerca de sua seleção neste instante seriam eles.

Nosso time está pronto. Ponto. Só porque não temos nada melhor. Ainda não me convenceu por inteiro, como ocorreu com alguns que só veem o resultado e jamais o desempenho. Este time pode, com a mesma formação, jogar mais do que sempre fez. Tem um potencial inexplorado extraordinário.

Será que temos de nos contentar com pouco se podemos ter mais? Eu não. Continuo esperando crescimento, pois sei o que nos espera daqui a um ano. Mas parece que criticar na vitória é crime por estas bandas. Que fiquem com o que têm.

Um péssimo exemplo desta, digamos, irritação com as opiniões mais exigentes vem dos mais altos escalões do comando- do nosso selecionado. Quando questionados sobre episódios corriqueiros em uma partida de futebol, nem sempre se sentem confortáveis a analisá-los, como se obrigação não tivessem com a opinião pública. É óbvio que as perguntas nem sempre são suficientemente inteligentes, mas, como diria Vicente Mateus, quem “está na chuva é para se queimar”.

É desnecessário, portanto, dizer que determinadas reações são um disparate sem sentido. No jogo contra a Argentina, como é de opinião coletiva, a defesa adversária, antes mesmo do início da peleja, já provocava arrepios en nuestros hermanos, pois sua fragilidade estava escancarada na história pregressa de alguns de seus integrantes.

Um deles, por sinal, esteve por aqui sem obter sucesso. Muito pelo contrário, foi um tremendo fiasco, como qualquer corintiano, mesmo tendo eventualmente nascido na Argentina, deve se lembrar bem. Pois é, um zagueiro como esse fez parte da equipe argentina que afrontou a seleção brasileira no último final de semana, e mais uma vez provou suas limitadas aptidões para o ofício. E depois, nossos comandantes não querem que essa realidade venha à tona, como se estivéssemos enfrentando o maior dos esquadrões. Doce ilusão de quem nunca espera cérebros ávidos por questionamentos.

O time argentino de sábado talvez seja o mais fraco jamais visto em partidas de Copa do Mundo. Esta pelo menos é a minha opinião e de outros mais que acompanham o futebol dos vizinhos de há muito. Com isso, e contra toda a tradição envolvida nesse clássico, seria natural dizer que a vitória nacional não passou de obrigação de quem é melhor (ou se arvora em ser). Não devemos respeitar, contudo, o tremendo passado dos que conosco dividem as maiores considerações positivas sobre o melhor futebol do planeta.

Inclusive porque tiveram sob sua malha um craque da expressão de Maradona, que mais que um gênio ofereceu-nos fantasias evidentes daquilo que consideramos de mais belo e precioso nesse esporte. Ainda que, de certa forma, arrogante em suas disputas pelo título de maior jogador da história ou tenha se mostrado até aqui como um treinador algo perdido no comando da sua seleção. O que de forma alguma significa não possuir qualidades para ser um grande comandante. Seria uma temeridade, neste momento, afirmar isso.

Até porque ele tem se apresentado absolutamente íntegro, mesmo em situações extremamente desfavoráveis, como depois da derrota para o Brasil. Algo impensável para alguns dos integrantes da nossa seleção. Finalmente, poderíamos dizer que hoje estamos melhores que os argentinos, o que não nos transforma em semideuses para as batalhas que advirão. Principalmente nas terras de Nelson Mandela.