Estive no Pacaembu, com a equipe do Mídia sem Média, e pude comprovar o quanto alguns dirigentes corinthianos temem a verdade.
Sofremos tentativa de intimidação, e até de agressão.
Contarei, nas linhas abaixo começando pelo final.
SAINDO ESCOLTADO
Chegando ao local determinado para a entrevista coletiva do Corinthians, pude notar que a farra era geral.
Muitos torcedores tiveram acesso a um setor do Estádio, onde só pudemos entrar, assim como outros profissionais, com a credencial de imprensa.
Entre eles, estava um diretor de piscinas, conhecido pela sua canalhice e bajulação, em troca de migalhas, jogadas pela turma de André Negão.
Quando me viu no local, disse: “Você aqui ? Não acredito…”, e passou reto, sem a “coragem” habitual que possui apenas atrás dos teclados.
Para completar a covardia, passou a ligar para outros torcedores, e dirigentes do clube, na ânsia de armar uma emboscada, esperando minha saída.
Na verdade, um bandido, com carteirinha de diretor, no espaço da imprensa, e praticando o vandalismo, com o aval de Andres Sanches.
Fui alertado pelo Fredy Junior, da Rádio Jovem Pan, que havia uma grande movimentação de torcedores me esperando do lado de fora.
Wanderley Nogueira, também da Pan, tratou de ir atrás do policiamento, e pediu que eu permanecesse no local.
Estava com outros dois integrantes do MSM, sem poder sair do local de trabalho, vítimas de mais um ato covarde.
Conseguimos sair, minutos depois, com a ajuda do Sargento Rafael, e dos Soldados Panaochi, Honório e Jesus, do 2º Batalhão de Choque.
Contamos também com a colaboração da assessoria de imprensa do Pacaembu, que nos atendeu em todo o momento, comandada pela Sra. Letícia.
O medo da verdade continua incomodando os bandidos do Parque São Jorge.
Na próxima partida estaremos lá, cumprindo nossa missão, mais uma vez.
Doa a quem doer.
INTIMIDAÇÃO E “ELOGIOS” DO DESVIADOR DE ATLETAS
Severino, pai do jogador Willian, ex-Corinthians, encontrou-me, na entrada da área VIP do Pacaembu, e chegou bufando, quase sem respirar.
“Sabe quem eu sou ?” disse o desviador.
“Claro, é o Severino”, respondi.
“Sou aquele que você chama de quadrilheiro” exaltou-se o empresário de atletas.
“É verdade, porque será, hein ? Será que é porque você desvia jogadores da base ? Ou porque você me disse, no Velório do pai do Fran, que o André Negão negociou jogadores do Corinthians para a França ?”, respondi novamente.
Foi quando chegou o conselheiro Mané da Carne, e o tempo fechou.
Severino passou a gritar, fazer perguntas, e me “elogiar”.
Porque, na verdade, ser chamado de “safado”, e “mau caráter”, por gente desta estirpe, evidentemente, enriquece o meu currículo.
Logo depois, foram embora, Mané da Carne e Severino, o primeiro, tentando amansar o segundo.
Como se a brabeza dele fosse me impedir de contar a verdade.
Realmente, além de desviador, demonstrou ter pouca inteligência.
Coitado do Willian.
DIRIGENTES EM FUGA
Quando cheguei à porta da Área Vip, a intenção, é claro, era de entrevistar dirigentes corinthianos, que nunca imaginariam me encontrar naquele local.
O primeiro a chegar foi Luis Paulo Rosenberg.
Tratou-me com cordialidade.
Mas respondeu-me, com argumentos difíceis de acreditar.
Disse que participou da transação de De Federico, a pedido do Andres, por se tratar de uma negociação mais “rebuscada”.
Mas quando questionado quem indicou o jogador, saiu pela tangente e disse que eu teria que perguntar para o Mario Gobbi.
Ou seja, pergunta difícil, quem responde é o “não rebuscado”
Perguntei também sobre o pagamento dos 10 % para a tal empresa ligada ao Huracan.
Enrolou, mas nada respondeu, nem o nome da tal empresa.
Logo depois, estava com uma garotinha, creio que sua filha, Rosenberg teve que encerrar o bate-papo, para ocupar o seu lugar no Estádio.
Você poderá acompanhar o áudio, em breve, no Mídia sem Média.
Após ter encontrado Rosenberg, meio que de surpresa, surgiu Luis Bussab, secretário de Andres Sanches.
Ele, de maneira ridícula, passou a ligar para os dirigentes alvinegros, e informar que não entrassem na Área Vip, porque o “Paulinho” estava na porta.
Foi o que aconteceu.
A partida já havia sido iniciada, e André Negão, Andres Sanches, etc., aguardavam o “ok” de Bussab para passar pelo local.
Chegou a ser vergonhoso.
Desavisado, ou tentando arriscar, surgiu Raul Corrêa da Silva.
Ao notar minha chegada, disse: “Não falo com você”, e “elogiou-me”, baixinho, ao lado de outra garotinha.
É compreensível.
Como explicar as inúmeras irregularidades da qual seu departamento é parte atuante ?
Depois desta tentativa, entrei para assistir a partida.
* Apenas para constar: Osmar Stábile assistiu a partida, ao lado de Edgard Soares, na cabine do “Futebol Interior”. Que coisa…