Arquivo para 26 setembro, 2009

Danilo, atlético palmeirense, o nome do jogo!

setembro 26, 2009

Por JUCA KFOURI

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/

Palmeiras e Atlético Paranaense fizeram um primeiro tempo equilibrado, até com Marcinho levando mais perigo a Marcos do que o ataque paulista levou a Galatto.

Com quase 24 mil pagantes, o Palestra Itália sofreu.

Mas a fase alviverde é boa mesmo e se o time sentiu muito a falta de seu pensador, Cleiton Xavier, o clube fez bem em pagar R$ 100 mil de multa para escalar o emprestado zagueiro Danilo, que é do Furacão.

Porque foi de Danilo, entre outras coisas, que partiu um chutão, no fim do primeiro tempo, para o chileno Figueroa aparecer nas costas da zaga paranaense e abrir o placar.

Figueroa que já tinha mostrado serviço ao entrar no lugar de Wendel, na partida diante do Cruzeiro.

Se o 1 a 0 não era o espelho da partida, injusto também não era.

Só que o Furacão começou o segundo tempo ainda mais perigoso, com Marcinho outra vez, logo no primeiro minuto, dando um sustaço no líder.

E aos 17, aí sim, justiça: escanteio pela esquerda, o zagueiro Chico subiu, cabeceou e a bola, por ironia, desviou exatamente em Danilo e empatou: 1 a 1.

Em seguida, o goleiro Marcos evitou que Marcinho virasse o jogo.

Mas, aos 25, Figueroa bateu escanteio rasteiro pela direita e Danilo, sempre ele, desempatou: 2 a 1.

Aos 37, Paulo Baier, que jogou muito bem, arrematou na pequena área e adivinhe quem salvou, na linha fatal: sim, ele, Danilo.

O estádio enlouqueceu, com razão, porque o líder ganhava um jogo que estava complicadíssimo.

E tinha cada vez mais a cara de Muricy Ramalho, a cara de quem ganha mesmo quando o adversário joga melhor.

E a cara de São Marcos que, se não chegou a fazer milagres, salvou pelo menos duas bolas que seriam do empate rubro-negro.

O São Paulo e o Inter que se virem, neste domingo, contra Corinthians e Flamengo, respectivamente.

Vergonha e indignação

setembro 26, 2009

Por ZEZÉ PERRELA

A partida entre Cruzeiro e Palmeiras entrou para a relação dos grandes absurdos do futebol brasileiro em 2009. Não há como aceitar que os escabrosos erros cometidos pela arbitragem de Evandro Rogério Roman sejam considerados normais e aceitáveis em um só jogo. Causa ainda mais perplexidade o fato de ser apenas uma equipe penalizada: coincidência ou má intenção?

Ao se falar desse árbitro, só resta imaginar que se trata de uma pessoa leviana.

E são os acontecimentos que nos levam a pensar assim. Por mais absurdo que isso possa fazer parte da história do futebol brasileiro, mesmo após o escândalo envolvendo o árbitro Edilson Pereira de Carvalho.

No Campeonato Brasileiro de 2009, na partida entre São Paulo e Cruzeiro, dia 31 de maio, no Morumbi, Evandro Rogério Roman teve sua primeira atuação caótica e reprovável em nossos jogos. No primeiro tempo, validou um gol escandaloso do atacante Washington, depois que o jogador do time paulista puxou pela camisa o volante Henrique. Nesse mesmo jogo, Roman ainda confirmou um gol marcado pelo Dagoberto em posição de impedimento e deixou de punir a perseguição ao atacante Kléber, que sofreu quatorze faltas. O desempenho de Evandro Rogério nessa partida foi reprovado por toda a crônica esportiva.

Diante de erros tão estapafúrdios, o presidente da Comissão de Arbitragem, Sérgio Corrêa, reconheceu a lastimável performance do senhor Roman e anunciou o afastamento do mesmo do Campeonato Brasileiro. Mas, pasmem: Evandro Rogério ficou longe dos campos por apenas uma rodada.

Para surpresa ainda maior, o responsável pelo quadro de árbitros da CBF designou a volta de Evandro Rogério Roman ao apito em partidas do Cruzeiro no jogo frente ao Grêmio, no Estádio Olímpico, no dia 2 de agosto. E, para a nossa incredulidade, esse senhor voltou a ser lesivo contra o clube mineiro ao expulsar dois de nossos atletas em lances considerados normais no futebol, segundo a imprensa nacional.

Mesmo assim, a Comissão de Arbitragem e seu presidente parecem gostar de brincar com a cara de pessoas, clubes e torcidas. Para a partida contra o Palmeiras, quando o Cruzeiro pode ter jogado suas últimas esperanças de conseguir uma vaga na Copa Libertadores de 2010, pela terceira vez no Campeonato Brasileiro foi designado esse mesmo árbitro. De novo quero perguntar: apenas coincidência?

Poderia ser, caso Rogério Roman tivesse sido correto em suas marcações e se mostrado imparcial. Mas não foi o que vimos. Desta feita, pelo menos três pênaltis claros deixaram de ser marcados a favor do Cruzeiro. Novamente perdemos um jogo importantíssimo com esse cidadão no apito. De forma capciosa, o senhor Roman já nos tirou nove pontos nessa disputa. Mas, muito mais grave do que seus desacertos é a suspeita que fica no ar em relação à idoneidade dessas pessoas que têm poderes no futebol.

O cheiro de armação e manipulação parece estar novamente presente na cabeça de todos que acompanharam a partida. Suspeita que se torna ainda mais fundada depois que, na semana passada, a imprensa denunciou que o senhor Sérgio Corrêa tem despachado todas as sextas-feiras da sede da Federação Paulista de Futebol. Se for verdadeira essa acusação, tal postura nos parece gerar constrangimentos e ser antiética.

Também é inaceitável ouvir o senhor Sérgio Corrêa dizer que está fazendo uma grande reciclagem na arbitragem do futebol brasileiro e que os resultados vão surgir em 2014. Ora, quer dizer que até lá, o principal campeonato nacional, mostrado para diversos países do mundo, vai servir de laboratório?

O presidente da Comissão de Arbitragem, que inegavelmente persegue o Cruzeiro Esporte Clube, se mostra uma pessoa despreparada, sem competência, omissa e de pulso fraco. Ao anunciar hoje uma nova punição ao Evandro Rogério Roman, esperamos que esse senhor não fraqueje como em outras oportunidades e retorne com o apitador para o futebol.

Em pelo menos duas outras ocasiões, o mesmo juiz já foi punido pela Comissão. Em 2003, por ter tido uma arbitragem calamitosa em jogo entre Corinthians e Goiás pelo Campeonato Brasileiro, e em 2008, por “erros generalizados em lances básicos” na partida entre Londrina e Engenheiro Beltrão, segundo o próprio Sérgio Corrêa.

Aliás, será que também não chegou a hora de a Comissão passar por uma reciclagem e ser presidida por uma pessoa que realmente entenda de arbitragem, que tenha coragem para tomar decisões, que seja isenta, coerente, que saiba punir, cobrar e dar exemplo?

O senhor Sérgio Corrêa está longe de ter esse perfil.

Atenciosamente,

Zezé Perrella

Presidente do Cruzeiro Esporte Clube”

NOTA DO BLOG: Perrela, em minha opinião, fala uma enorme bobagem quando insiste que houve armação na partida entre Cruzeiro e Palmeiras.

Evidente que o árbitro Evandro Roman é péssimo.

O erro, evidente, é de quem o escala.

Perrela acerta quando diz que Sergio Corrêa despacha da FPF semanalmente.

É uma vergonha,  e dá margem a este tipo de comentário.

Luis Gonzaga Belluzzo é um homem incapaz de se submeter a estes tipos de sacanagens.

É honesto.

Perrela, em seu comentário irresponsável, acaba por colocar o presidente palmeirense em uma situação em que, evidentemente, ele não merece estar.

Sua critica tem que ser direcionada aos medíocres que compõem a comissão de arbitragem, que permitem apadrinhados como Evandro Roman continuarem a infelicitar o torcedor brasileiro com suas atuações lamentáveis.

Há verdades no desabafo do presidente cruzeirense, e são nelas que devemos nos atentar.

E descartar, sem dúvida, as injustiças e exageros.

Bandido na Casa Bandida

setembro 26, 2009

Atenção Casa Bandida do Futebol !

Há um funcionário, de nome Miltinho, cobrando R$ 80 mil para que jogadores sejam convocados para as equipes de base da Seleção Brasileira.

É difícil acreditar que os treinadores, todos cariocas, não tenham conhecimento do fato.

Recentemente o filho de um bicheiro, no Corinthians, zagueiro, foi convocado por este esquema.

Não foi o primeiro.

A corrupção é pulsante no futebol brasileiro.

Estamos aqui para alertá-los.

Sacanagens de um diretor do Corinthians

setembro 26, 2009

Duílio Monteiro Alves é diretor Cultural do Corinthians, e já teve prisão solicitada pela Policia Federal por diversos crimes.

Compra de sentença de juízes, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, entre outros.

Adilson Monteiro Alves é seu pai.

Participou da Democracia Corinthiana, mas nada aprendeu naquele período.

Junto com o filho locupletou-se nas Máfias de Bingos, além de ter se utilizado da fama para ocupar um cargo de Deputado, de maneira oportunista e sem escrúpulos, beneficiando a si próprio e seus parceiros.

Descobri, esta semana, que a falta de caráter destes dois não parou por aqui.

A “famiglia” possui outros atos de desonestidade rolando na justiça.

O advogado de um ex-funcionário do Bingo Circus, pertencente ao clã Monteiro Alves, entrou em contato com o blog.

Seu cliente, até hoje, não recebeu o que lhe é devido.

Funcionário dos mais humildes (ajudante de cozinha) é apenas mais um dos que eles prejudicaram.

O Bingo tem a razão social de “Feedbak promoções e Consultoria Empresarial Ltda”.

Está em nome de Duílio Monteiro Alves, Adilson Monteiro Alves, Adriano Monteiro Alves e Ciro Monteiro Alves.

Foi declarado insolvente pela justiça.

Já foi quebrada a personalidade jurídica da empresa e os sócios estão respondendo diretamente pela obrigação.

Mas o ex-funcionário não consegue executá-los.

Com a maior cara de pau, a “Famiglia” Monteiro Alves, retirou tudo o que possui de seus nomes.

Não há saldo bancário, nem propriedades.

Não consta que ficaram pobres, muito pelo contrário.

Ostentam carrões, freqüentam lugares caros, entre outras extravagâncias.

O que nos leva a crer que utilizam-se de LARANJAS para gerir seus rendimentos e negócios.

Fato gravíssimo, levando-se em consideração o passado desta gente e, principalmente, o cargo que um deles ocupa no Corinthians.

Do que vive oficialmente o BINGUEIRO Duílio Monteiro Alves ?

No clube, não possui, ou não deveria possuir, renda alguma.

Eles realmente ultrapassam todos os limites da falta de caráter.

É nas mãos desta gente que o Corinthians está sendo gerido.

O futuro, realmente, é triste.

Pobre País…

setembro 26, 2009

A cara de pau de Lula, Presidente do Brasil, chega a impressionar.

Questionado sobre uma possível derrota da candidatura brasileira como sede das Olimpíadas de 2016, ele veio com a seguinte pérola:

“será a primeira vez que se derrota uma cidade sem explicação”

Sem explicação ?

Bem, para quem não enxergou o mensalão, apoiou José Sarney, se juntou a Collor de Melo, as deficiências da cidade devem ser difíceis de serem notadas.

Além, é claro, da Farra do Pan, de que o “Chefe”, naturalmente, não foi informado.

Pobre Brasil…

Ele deu sorte…e os outros ?

setembro 26, 2009

“Foi a pior experiência da minha carreira. Estava em um clube que queria se mostrar grande, mas que, na verdade, não é. É um clube que não tem estrutura alguma. De campo, de tudo. Não tem nem comparação com o São Paulo. Sofri muito nessa época”.

“Quando fui acertar minha rescisão, um dirigente me disse: Pega essa grana que você está recebendo e investe em estudo, porque você não tem futuro no futebol. E eu quase acreditei nele”.

André Dias relata, nestas duas declarações (que peguei do blog do Benja), o quanto sofreu em sua passagem pelo Flamengo.

É mais um dos indícios que mostram os motivos pelo qual o futebol do Rio de Janeiro encontra-se em estado tão lamentável.

Profissionais desqualificados que não conseguem enxergar um mínimo de futebol em sua frente.

Gente que só pensa em dinheiro no bolso, mesmo que parar isso tenha que prejudicar o clube para o qual presta serviço.

O zagueiro tricolor deu sorte.

Foi para um clube que lhe deu suporte e apoio.

Mas poderia sim, ter encerrado a carreira.

Quantos jovens foram prejudicados da mesma maneira, e não tiveram o destino de André Dias ?

É realmente para se pensar.

Palavra do Magrão

setembro 26, 2009

Sobre medos e medrosos

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=5090

Por SÓCRATES

O futebol, apesar de ser um esporte muito particular, por permitir que o pior vença ou que um pequeno detalhe defina o vencedor, tem sua lógica. Essa coerência tem estreita relação com o comportamento das equipes litigantes. Sempre de acordo com o viés psicológico que pende ora para um lado, ora para o outro, proporcional que é à confiança que demonstra em determinado momento esta ou aquela equipe.

No jogo em Salvador, domingo, o Palmeiras começou muito mal, talvez pela sentida ausência de Diego Souza, seu melhor jogador, que, queiram ou não, dá equilíbrio e ritmo ao time. Com isso, o adversário tomou conta de todos os espaços que seu estádio permitia, tanto dentro quanto fora do campo de jogo, já que sua torcida era a única que se manifestava.

E facilmente chegou ao primeiro gol em mais uma falha de Marcos, o goleiro campeão do mundo em 2002, que depois de várias lesões e intervenções menos conservadoras, aparentemente ainda não se livrou por completo das dores nos punhos. Estruturas estas que parecem padecer ao extremo, o que explicaria em parte por que evita espalmar boa parte das bolas que são endereçadas ao gol que defende.

Ora, com seu principal atleta fora da equipe e sua maior referencia moral, histórica e afetiva falhando de forma inusitada, não foi nenhuma surpresa vermos o líder do campeonato se apequenar assustado e encolhido como cego em tiroteio e lagrimejando como recém-nascido.

Em casos como este, principalmente por estarem expostos à avaliação dos expectadores presentes (além dos milhares que os veem pela tevê mundo afora), os jogadores com menor capacidade de administrar a imensa responsabilidade de vestir uma malha tão tradicional se escondem nas próprias limitações, que, não tendo quem as proteja, transparecem por inteiro para desespero de seus portadores.

É nessas situações que percebemos quem é quem em um campo de futebol.

É muito fácil para algum jogador de futebol mediano atuar quando tudo rema a favor ou quando se está vencendo com facilidade um oponente qualquer.

Entretanto, são os mesmos que, se pudessem, evitariam estar em campo quando de uma derrota acachapante ou nos períodos de jejum prolongado de vitórias, muitas vezes inventando contusões e consequentemente ausências frequentes para permanecerem escondidinhos nas macas do departamento médico de seus clubes, medrosos que são.

Medrosos são também aqueles que, estando em cargos de comando e, portanto, possuidores do poder decisório, não tomam as necessárias atitudes quando estas envolvem atletas renomados por uma vasta trajetória de conquistas. Evitam assim produzir reações incontroláveis na opinião pública, que poderiam pôr em risco o próprio posto de trabalho.

Principalmente quando a razão dessa eventual posição a ser assumida é tratada como segredo de Estado. Com isso, estimulam a depreciação do produto que está sob sua responsabilidade somente para se preservar, abandonando o máximo objetivo que rege os esportes coletivos e a sociedade como um todo, que é o bem-estar geral.

Assim como medrosos são os que se escondem em pretensas capacitações, descascadas publicamente ao se arvorarem de ser os maiores, ou aqueles que explodem em violentas reações só por causa de uma insuspeita insegurança que os acompanha como um ombudsman irrefutável arrasando seus cérebros subdesenvolvidos e carentes de ego acarinhado.

Bem, já deu para perceber que o diagnóstico que dou como causa de uma derrota como esta em Salvador é puro medo. Sem exagero. É só lembrar do comportamento dos dois jogadores que deveriam assumir o cargo de líder em situação tão especial. Um errou quase tudo que tentou realizar e o outro nem sequer isso se dignou a fazer: escondeu-se.

Como é que uma equipe como esta pode pretender alcançar o topo do mundo do futebol? Difícil, não é? Sorte dos “verdes” que quase todos estão se comportando como tal. A tremedeira anda à solta neste Campeonato Brasileiro, o que pode abrir brecha para mais um título são-paulino, ou espaços imensos para um grupelho de pequenos times que podem se meter a besta e tentar beliscar o caneco.

No primeiro caso, um prêmio ao conhecimento e à boa educação de seu novo treinador. No segundo, uma lição bem brasileira de que, com talento, competência e oportunidade, pode-se chegar longe. Mais do que se possa imaginar.