Arquivo para 4 outubro, 2009

Quem segura o Verdão?

outubro 4, 2009

Por JUCA KFOURI

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/

O primeiro tempo de Santos e Palmeiras foi equilibrado numa Vila Belmiro mais vazia do que cheia, com apenas 10.402 pagantes.

Os donos da casa foram melhores no começo e os visitantes melhores no fim.

Mas digno de nota mesmo, só duas substituições forçadas no Santos, aos 16 e 30 minutos, devido às lesões em Fabão e George Lucas, substituídos, por Astorga e Luizinho.

O Santos voltou mais perigoso no segundo tempo e construiu seu gol com a finalização de Luizinho, logo aos 9 minutos.

Foi como mexer num vespeiro.

O Palmeiras que estava meio quieto, como a própria Vila Belmiro, acordo e foi à luta.

Muricy Ramalho trocou Obina por Robert, aos 14, e deu certo bem rapidamente.

Diego Souza empatou de cabeça, aos 18, depois de cruzamento de Figueroa.

O líder do campeonato, por sinal, tem num colombiano, Armero, e num chileno, Figueroa, duas belas armas hoje, dois belos alas, alas abertos da América Latina.

Aos 27, foi a vez de Robert virar o resultado, depois que novo cruzamento de Figueroa foi desviado por Vágner Love para Diego Souza que bateu cruzado. Robert se atirou e empurrou para o gol.

O mesmo Robert que, quatro minutos depois, recebeu de Cleiton Xavier, enfiou entre as pernas do goleiro Felipe e a bola sobre para Love ampliar: 3 a 1.

O Verdão se garantiu por mais uma rodada como líder e cada vez mais tem apenas o São Paulo como rival.

Porque o Goiás fez o favor de ser goleado pelo Botafogo, no Serra Dourada, por 3 a 1, todos os gols no segundo tempo: Jóbson, aos 4, Victor Simões, aos 16 e André Lima, aos 20.

Amaral, aos 47, fez o dito gol de honra goiano.

Antes, aos 28, Harlei ainda pegou um pênalti, mal batido por Lúcio Flávio, no meio do gol.

Não vi a derrota do Goiás, só os gols, como não vi o imperdoável empate do Grêmio, no Olímpico, 3 a 3 com o valente Sport.

Também lá houve pênalti defendido pelo goleiro, pois Magrão evitou que Tcheco marcasse.

Jonas fez 1 a 0, Maxi Lopes fez 2 a 1 e 3 a 2, mas Vandinho, Paulinho e Fininho garantiram um empatão, que lamentei não ver.

O Pacaembu é uma zona

outubro 4, 2009

Estive no Pacaembu, com a equipe do Mídia sem Média, acompanhando a péssima partida realizada pelo Corinthians, que perdeu para o Atlético/PR por três a um.

Mais uma vez pude observar que existe uma farra contumaz no que diz respeito a evasão de público.

Foram quase 3 mil não pagantes.

Um absurdo.

Além disso, torcedores, que foram flagrados por nossas câmeras, assistiam a partida no setor destinado à imprensa,  gritando, ofendendo jogadores e atrapalhando quem realmente estava trabalhando.

Sem falar que um deles trajava bermuda, que não é permitido no local, motivo pelo qual um de nossos integrantes foi barrado, em partida anterior, enquanto outros torcedores conseguiam adentrar, na mesma situação, em flagrante estado de favorecimento.

Dirigentes corinthianos estavam tensos, antes da partida, com a repercussão da nota oficial do São Paulo.

Andres e Rosenberg não desgrudaram, e pareciam incomodados com o assunto.

Peço a atenção de vocês para o vídeo da cobertura do Mídia sem Média, que irá ao ar durante o dia.

Nele, além da coletiva de Mano Menezes, você assistirá uma pergunta feita por mim ao Delegado Mário Gobbi, que o deixou visivelmente “incomodado”.

Tem a ver com a decisão da juíza do DIPO de investigá-lo por possível associação com bicheiros e bingueiros.

A “ilustre” diretora social, Sra. Cacilda da Fofoca, estava presente no evento, exercendo a sua função, de avisar a todos que lá estavamos.

Vale à pena conferir.

Walter Torre mentiu na coletiva do Palmeiras

outubro 4, 2009

Visita do presidente Lula – O dique seco está recebendo um investimento de R$ 439 milhões (80% da Petrobras e 20% da WTorre) e se especula que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em visita hoje a Rio Grande, iria anunciar a ampliação do aporte para até R$ 1 bilhão, possibilitando a construção de outras embarcações.

http://www.newslog.com.br/site/default.asp?TroncoID=907492&SecaoID=508074&SubsecaoID=948063&Template=../artigosnoticias/user_exibir.asp&ID=949102&Titulo=Petrobras%20direciona%20obras%20para%20dique%20seco%20em%20Rio%20Grande

— Com a decisão do governo federal de ampliar a capacidade do dique, o orçamento passou de R$ 216 milhões para R$ 439 milhões

— Deste total, R$ 340 milhões serão aplicados pela Petrobras, por meio da Rio Bravo Investimentos, e o restante pelo Estaleiro Rio Grande, controlado pela empresa paulista WTorre

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?newsID=a2008393.xml&tab=00014&uf=1

Walter Torre, proprietário da WTORRE, nova parceira do Palmeiras e da TRAFFIC, mentiu na entrevista coletiva, ao ser questionado sobre a participação de sua empresa em uma licitação considerada fraudulenta para a construção do 1º Dique Seco do País.

Disse, em vídeo que você pode conferir logo abaixo, que a obra foi toda construída com seu dinheiro, e que não houve inserção de dinheiro público.

Não é verdade.

Como você pode notar, 80 % de tudo foi bancado pela Petrobrás, o seja, dinheiro público.

Valor que dobrou, posteriormente, após um “erro”, segundo versão da WTORRE, que quase inviabilizou a seqüência das obras.

O Palmeiras está amarrando o burro no lugar errado.

As conseqüências podem ser muito ruins.

Só milagre dá título a Barrichello

outubro 4, 2009

Em um dos GPs mas monótonos do ano, a vitória, no Japão, foi do alemão Vettel.

A segunda colocação ficou com Truli, que fez boa prova, seguido pelo terceiro colocado, Hamilton, demonstrando a evolução da McLaren.

Rubinho fez uma largada cautelosa, mantendo-se na sexta colocação, mas terminou a prova em sétimo, uma posição apenas à frente de Button, que deu sorte, mais uma vez, com algumas situações de pista, que o fizeram ganhar duas posições.

Na verdade, só um milagre pode tirar o título do inglês.

Confira abaixo a classificação final da prova

1°. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), 67 voltas em 1h28min20s443
2°. Jarno Trulli (ITA/Toyota), a 4s877
3°. Lewis Hamilton (ING/McLaren), a 6s472
4°. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), a 7s940
5°. Nico Rosberg (ALE/Williams), a 8s793
6°. Nick Heidfeld (ALE/BMW), a 9s509
7°. Rubens Barrichello (BRA/Brawn), a 10s641
8°. Jenson Button (ING/Brawn), a 11s474
9°. Robert Kubica (POL/BMW), a 11s777
10°. Fernando Alonso (ESP/Renault), a 13s065
11°. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), a 13s735
12°. Giancarlo Fisichella (ITA/Ferrari), a 14s596
13°. Adrian Sutil (ALE/Force India), a 14s959
14°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), a 15s734
15°. Kazuki Nakajima (JAP/Williams), a 17s973
16°. Romain Grosjean (FRA/Renault), a 1 volta
17°. Mark Webber (AUS/Red Bull), a 2 voltas

Não completaram:

Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso), 43 voltas/batida
Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 10 voltas/abandono

Qual é o prêmio ?

outubro 4, 2009

A Federação Paulista de Futebol vai homenagear Affonso Della Mônica (Palmeiras) e Andres Sanches (Corinthians) por “relevantes’ serviços prestados ao futebol brasileiro.

Marco Polo Del Nero é o responsável pela bajulação.

Que faz todo o sentido, é claro.

O presidente palmeirense entregou o clube sem nenhum título relevante, enquanto Andres Sanches, contribuiu para a diversificação de “investimentos” no futebol, abrindo fronteiras para os excluídos, como a Máfia Russa e os contraventores penais.

Juvenal Juvêncio, campeão dos últimos três campeonatos brasileiros, e Luis Gonzaga Belluzzo, atual presidente do Palmeiras, foram “esquecidos” pela ilibada entidade.

Em minha opinião, um prêmio, de verdade.

Não acham ?

Palavra do Magrão

outubro 4, 2009

A plena expressão do futebol

Por SÓCRATES

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=5171

Com a bola dominada, ele invadiu a área adversária. Tinha à sua frente apenas mais um defensor. Com o destemor dos que possuem sabedoria, em nada diminuiu sua marcha. A segundos do encontro definitivo, tocou levemente a bola para o seu lado esquerdo, desviando implacavelmente do obstáculo humano que se lhe apresentara.

Agora tinha o paraíso a seu dispor. Desesperadamente, o goleiro abandona a zona de proteção, para tentar imobilizar o agressor e impedir a sua mais fragorosa derrota. Não contava com o altruísmo do inimigo. Este, com um simples gesto, oferece a dois companheiros a chance de definir a jogada. Infelizmente, não o conseguem. Seria o desfecho plausível para a plasticidade de todas as ações realizadas, mas ficou no ar a bela impressão.

Essa sequência foi executada outro dia por um jogador de destaque em todas as qualidades descritas: simplicidade, generosidade, discrição e eficiência. Paulo Henrique Ganso, meia do Santos e paraense, como eu, é a plena expressão do que é o futebol. Em um time sem grandes estrelas individuais, ele chama a atenção pela forma como cose o novelo coletivo.

É a chama de solidariedade tão necessária nos esportes coletivos. É a referência suprema das ações de todos os vizinhos. E por isso é tão fundamental. Talvez poucos se deem conta de sua importância, mas quem observa esse jogo com os olhos dos atentos não pode evitar se impressionar com os resultados provocados por seus pés. Desde já o coloco no pedestal dos grandes craques que certamente ele um dia será. E para mim, sem dúvida, é a maior revelação deste Campeonato Brasileiro.

Imaginem jogadores desse quilate sendo mal aproveitados. Ou repousando em um banco de reservas qualquer, por pura falta de imaginação de seu treinador. Ou colocado em uma posição ou função que exija em demasia de seu físico, não sobrando tempo nem energia para fazer o que mais sabe: pensar e criar, provocando assim um ritmo dominante para sua equipe, com o objetivo de acuar o adversário e levar seu time a se aproximar mais facilmente da vitória.

É duro, não é? Pois esta é a mais pura realidade em nosso esporte bretão. Temos um sem-número de treinadores sem a mínima sensibilidade para enxergar que em suas mãos repousa um talento, um craque do mais alto quilate. E passam horas a tentar ensiná-los aquilo que estão cansados de saber: como encaminhar com maestria a pelota que, amestrada, faz deferência à sua delicadeza ao tratá-la de “meu amor”. Pois é, uma dupla formada ainda neste começo de ano demorou a encontrar a melhor forma de jogar junto.

Muitas vezes os via tão distantes que seria impossível esperar que eles um dia se tocassem ou trocassem um par de passes. Mas eis que por um acaso do destino um homem simples e desconhecido do chamado grande público é alçado à posição de comandante. E este surpreendente homem, que já os acompanhava de há muito, resolveu colocá-los próximos, livres e soltos, com toda a liberdade de que necessitavam.

Fez-se uma revolução na alma dos dois e na de quem mais com eles jogava. O time se tornou forte, robusto, apoiado nos pés desses dois gigantes, que libertos extravasaram as suas potencialidades pelos gramados deste imenso país afora, levando sua equipe à ponta da tabela com muitas chances de buscar o tão sonhado título. O homem simples e até simplório foi substituído, mas sua obra persiste de tão clara e fulgurante. Esse homem se chama Jorginho, a quem o Palmeiras deve a sua impagável ascensão. Desde já o coloco como o mais importante treinador da temporada 2009 do futebol brasileiro.

Ele, Jorginho, soube escalar seus mais talentosos jogadores. Enquanto pouco tempo antes os dois atletas se esforçavam para realizar tarefas hercúleas que pouco somavam às necessidades da equipe, com a mudança de posicionamento coube-lhes a gloriosa função de fazer o time atuar para produzir qualidade de jogo e respeito dos adversários.

Não há milagre nessa história. Só um pouco de bom senso e uma visão sensitiva correta para as coisas do futebol. Quem só sabe correr e marcar deve ser estimulado a tal e exigido como tal, porém, quem sabe conduzir uma equipe e tem como principal característica a arte e a beleza de seu jogo não pode ser trancafiado em locais inviáveis para tal. Diego Souza e Cleiton Xavier devem a Jorginho a oportunidade de mostrar a que vieram e as suas convocações para a seleção brasileira. E isso não é pouco, não!