Arquivo para 23 janeiro, 2010

Tricolor vence jogando mal

janeiro 23, 2010

Em uma partida muito ruim o Tricolor venceu o lanterna, Rio Claro, por três a zero no Morumbi.

Léo Lima manteve o padrão de sua carreira e se escondeu em campo.

Não fosse por uma boa atuação de Rogério Ceni a fraca equipe do interior poderia até ter aberto o marcador.

Mas coube a Hernanes fazê-lo, após boa jogada de Washington.

O centro avante marcaria o dele, na segunda etapa, completando após falha da zaga em cobrança de falta de Marcelinho Paraíba.

Para facilitar as coisas Adrian Gonzales foi expulso e deixou o Tricolor ainda mais tranqüilo.

Deu tempo ainda para Rogério Ceni fazer o dele, batendo pênalti sofrido por Hernanes.

Valeu pelo resultado, mas o futebol apresentado, até o momento, tem tirado o sono do torcedor são-paulino.

EM TEMPO: A Lusa conseguiu segurar o empate com o Bragantino, fora de casa, com um menos e sendo novamente garfada pela arbitragem, mantendo a surpreendente liderança do paulistinha.

Vexame corinthiano – por Flávio Prado

janeiro 23, 2010

Lista de atletas da “Organização”

janeiro 23, 2010

Atenção dirigentes (poucos) e torcedores, interessados em melhorar o esporte nacional.

Confira abaixo nova relação com TODOS os atletas agenciados pela “organização” que tenta dominar o futebol brasileiro.

Utilizam como “testas de ferro” vários “empresários” de ocasião.

Entre eles, Giuliano Bertolucci, Carlos Leite, Wagner Ribeiro, Franck Henouda e Kia Joorabchian.

Israel Rolim do Carmo, outro “testa de ferro”, assina as transferências em nome da empresa “Europe Sports – Football Brazil”, conhecida como EURO SPORT.

Em um passado recente, Nesi Curi fechou uma “parceria” – antes da MSI – com esta empresa para que ela gerenciasse o Departamento de futebol amador corinthiano.

Na época, Andres Sanches, André Negão, Wando Morais e Mané da Carne comandavam o departamento.

Listarei alguns nomes – somente os que já possuem contratos profissionais – para que todos possam saber quem são os atletas com carreiras geridas pela “organização”.

Dividirei alguns – que já estão no exterior – colocando-os na relação do último clube brasileiro que tiveram contrato.

Tenho certeza que muitos deles serão esclarecedores.

O tamanho da lista apresentada – e a relação de clubes – impressiona, dando a dimensão exata do poderio dessa gente.

Corinthians, Vasco da Gama e Grêmio são os locais mais “utilizados” pela “organização”.

Justamente o “quintal” do “empresário” CARLOS LEITE.

CORINTHIANS

Souza

Morais

Willian (Shakstar Donetsk – Ucrânia)

Cristian (Fenerbahce – Turquia)

André Santos (Fenerbahce – Turquia)

Boquita

Marcello Mattos

Leandro Castan

Bill

Renato

Rafael Santos

Denis

Henrique (Vitória Setubal – Portugal)

Moradei (São Caetano)

Coelho (Atlético-MG)

Rodrigo Pontes (Botafogo – SP)

Eduardo Ramos (São Caetano)

Wellington Saci (Atlético-MG)

Mano Menezes (treinador)

SÃO PAULO

Jean

André Dias

Itamar Batista (Tigres – México)

Marlos

Oscar

Léo Lima

PALMEIRAS

Mauricio Ramos

Luis (Palmeiras B)

Max (Palmeiras B)

Diego Souza

SANTOS

Paulo Henrique – Ganso

Madson

Arouca

Rodrigo Mancha

Marcinho (Marítimo Funchal – Portugal)

Germano

Maikon Leite

PORTUGUESA

Gladstone

Fellype Gabriel

Bruno Recife

Fabrício

Simão

FLUMINENSE

Conca

Leandro Amaral

Jean Carlos (Asteras Tripolis – Grécia)

BOTAFOGO

Lúcio Flávio

Jóbson

Renato Cajá

Somália

VASCO DA GAMA

Anselmo (Halmstads BK – Suécia)

Rodrigo Antônio (Marítimo Funchal – Portugal)

Gustavo

Bruno Meneghel (sem clube)

Jéfferson

Gilberto (Energie Cottbus II – Alemanha)

Titi

Fagner (ex-Corinthians)

Max

Ramon

Belchior

Mateus

Souza

Carlos Alberto

Enrico

Guilherme Costa

Magno

Edgar

Rodrigo Pimpão

FLAMENGO

Wellinton

Camacho

Lucas Souza

Pedro Beda

OLARIA – RJ

Vinícius

AMÉRICA – RJ

Daniel Morais Reis ( GAIS Goteborg – Suécia)

DUQUE DE CAXIAS – RJ

Geovani

ATLÉTICO/MG

Coelho (Ex- Corinthians)

Sheslon

Kleber (Marítimo Funchal – Portugal)

Wellington Saci (ex-Corinthians)

CRUZEIRO

Wagner (Lokomotiv – Russia)

Marcelo Moreno (Shakhtar Donetsk – Ucrânia/ Emprestado Werder Brehmen (Ale))

Gerson Magrão (Dynamo Kiew – Ucrânia)

Pedro Junior (Gamba Osaka – Japão)

Bernardo

IPATINGA – MG

Müller

DEMOCRATA – MG

Diego Paulista

INTERNACIONAL

D’Alessandro

Taisson

Edú

Bambam (Internacional B)

Gustavo

GRÊMIO

Perea

Cassio Ramos

Marcelo Grohe

Carlos

Pascoal

Bruno Collaço

Carlos Alexandre

Geovanne

Iago

Lucas

Roiter

Everton

Athan

Guilherme Moreno

JUVENTUDE – RS

Leyrielton

Willian

Felipe

ATLÉTICO/PR

David Ferreira

Rhodolfo

Chico

Rafael Santos (Bologna – Itália)

Renan

Schumacher (Udinese – Itália)

Gabriel Pimba

Alex Mineiro

Alex Fraga (Olimpi Rustavi – Georgia)

Eduardo Salles (Olimpi Rustavi – Georgia)

CORITIBA

Rodrigo Heffner

Leandro Silva (Benfica – Portugal)

Thiago Silvy

PARANÁ CLUBE

Marcelo Toscano

PORTUGUESA LONDRINENSE – PR

Tom (Litex Lovetch – Bulgária)

PONTE PRETA

Edilson

Evando

Márcio Mexerica

BARUERI – SP

Val Baiano

Éder

SANTO ANDRÉ

Neneca

Carlinhos

Nunes

Cicinho

Junior Dutra (Kioto Sanga – Japão)

Pablo Escobar

Rodrigão

Ricardo Goulart

Malaquias

PAULISTA – JUNDIAÍ-SP

Rafael Bracali – (Nacional Funchal – Portugal)

Elí Sabiá

Neto Baiano – (Chiba – Japão)

Felipe Azevedo

Léo (Leixões – Portugal)

SÃO CAETANO

Luan – (Toulouse – França)

Hugo

Luciano Mandí

Cascata

Vando

Lino (emprestado Ituano)

BRAGANTINO

Beto

Pedro Henrique

UNIÃO SÃO JOÃO

Michel (Vitória Setúbal – Portugal)

UNIÃO BARBARENSE – SP

José Mota (Suwon Blue Wings – Coréia do Sul)

GUARATINGUETÁ – SP

Robert

Guarú

Goeber

LINENSE – SP

Fausto

GUAÇUANO – SP

Marquinhos (ZSKA Sofia – Bulgária)

BRASILIENSE – DF

Rodriguinho

BAHIA

Paulo Roberto

SPORT –PE

Ciro

Alessandro

Daniel Paulista

Elder Granja

NÁUTICO

Michel

Reynaldo (Anderlecht – Bélgica)

Rudnei

AVAÍ – SC

Marcelinho – (Sharjah – Emirados Árabes)

Patric

Róbson

Caio

Jadson

Assis

Rafael Costa

CRICIUMA

Zulu

METROPOLITANO – SC

Diego Viana (SC Magna – Áustria)

CAMPINENSE – PB

Charles Vágner

Émerson

CEARÁ

Wanderson (GAIS Goteborg – Suécia)

Fabrício

Leandro (Zakarpatje Uzhgorod – Ucrânia)

FORTALEZA

Bismarck

Jailson

Marllon

Adailton

AMÉRICA – RN

Adalberto

Ney Santos (Vitória Setúbal – Portugal)

Aloísio

ATLÉTICO – GO

Marcão

Paulo Henrique

CORINTHIANS ALAGOANO

Cássio – (União Leiria – Portugal)

Zé Carlos – (Gamba Osaka – Japão)

PORTO ALEGRE – RS

Tavares (NK Maribor – Eslovênia)

YPIRANGA – RS

Fábio

SÃO JOSÉ – RS

Betão

NACIONAL (URUGUAI)

Santiago Garcia

DANÚBIO (Uruguai)

Diego Ifrán

RACING (Uruguai)

Quiñones

COLO COLO (Chile)

Macnelly Torres

Roberto Cereceda

UNIVERSIDAD DE CHILE

Gabriel Vargas

SANTIAGO WANDERERS (Chile)

Rubén Gigena

UNION ESPAÑOLA (Chile)

Canales

IQUIQUE (Chile)

Néstor Bareiro

ÉVERTON (Chile)

Cesar Cortés

AMÉRICA (México)

Salvador Cabañas

ESTUDIANTES (Argentina)

Mauro Boselli

BANFIELD (Argentina)

Salmerón

TOLUCA (México)

Héctor Mancilla

LANUS (Argentina)

Sebastian Blanco

NEWELL’S OLD BOYS (Argentina)

Leonel Vangioni

BOCA JUNIORS (Argentina)

Lucas Viatri

RACING (Argentina)

Claudio Bieler

HURACÁN (Argentina)

Leandro Diaz

VELEZ SARSFIELD (Argentina)

Ivan Bella

TIRO FEDERAL (Argentina)

Nicolas Rossi

CÓRDOBA (Argentina)

Gustavo Savóia

JORGE WILSTERMANN (Bolívia)

Didí Torrico

ORIENTE PETROLERO (Bolívia)

Campos

AURORA (Bolívia)

Nelson Sossa

BRUJAS DE ESCAZÚ (Costa Rica)

Lucas Gómez

ALMERIA (Espanha)

Leonardo Borzani

LITEX LOVETCH (Bulgária)

Sandrinho (brasileiro radicado em Portugal)

MALMO FF (Suécia)

Edward Ofere

DEN BOSCH (Holanda)

Aborah

MAMELODI SUNDOWNS (África do Sul)

Khenyeza

TAVRIA SIMFEROPOL (Ucrânia)

Idahor

SANTA CLARA (Portugal)

Lico (brasileiro radicado em Portugal)

HALADAS SZOMBATHELY (Hungria)

Maikel (brasileiro radicado na Hungria)

EL NACIONAL (Colômbia)

Marlon de Jesus

WIDZEW LODZ (Polônia)

Dudu Paraíba (brasileiro radicado na Polônia)

BANANTS EREWAN (Armênia)

Beto (brasileiro radicado na Armênia)

SPORTIST SVOGE (Bulgária)

Pietrobon

CHANGCHUN YATAI (China)

Ricardo Steer

Corinthians está aliciando treinadores do São Paulo

janeiro 23, 2010

É bom o São Paulo ficar de olho aberto.

Alguns funcionários do futebol amador do clube, além de serem parceiros de Giuliano Bertolucci, conversam, semanalmente, com Andres Sanches, presidente do Corinthians.

Estão indicando atletas para o Corinthians e fornecendo o contato de empresários e pais de jogadores.

Um deles já foi demitido do Tricolor.

Mas continua a realizar o serviço sujo, através de intermediários.

Andres já pediu para Bertolucci indicações de quais atletas, que estão no Tricolor, podem ser encaixados no Corinthians.

A intenção é prejudicar o São Paulo e, evidentemente, proporcionar lucro à “organização”.

Farra do dinheiro público

janeiro 23, 2010

O “Assessor Executivo III” da PRODAM, Coronel Waldir Rapello Dutra, trabalha ao mesmo tempo no Corinthians – como chefe de segurança – e no órgão municipal.

Assim como o Empresário da Sorte, André Negão, que “oficialmente”, trabalha em outro cargo municipal, no Centro Esportivo Thomaz Mazzoni, embora esteja o tempo inteiro dentro do Parque São Jorge.

Há ainda o caso do delegado Mário Gobbi, denunciado diversas vezes por irregularidades no Detran, que mais uma vez foi “afastado”, esta semana, do local onde estava designado, por novas suspeitas de corrupção.

Todos recebem dinheiro público, mas, na verdade, trabalham no Corinthians.

Dos três, Waldir Dutra e André Negão possuem indicações de cargo questionáveis.

Oriundas de favorecimento dentro de Prefeitura de São Paulo.

Não trabalham – quando comparecem no local, apenas cumprem “tabela” – recebem dinheiro de nosso bolso – e ainda fazem o que fazem no Parque São Jorge.

Negão, mais esperto, possui cargo não remunerado no Timão, embora todos saibam o que faz para receber.

Já o Coronel Dutra, colocou uma empresa para cuidar da segurança do clube, em nome de “alaranjados” e é remunerado por isso, infringindo, para não perder o costume, mais uma regulamentação de cargo público.

Evidente, todos no Corinthians sabem disso, mas não tem coragem de se pronunciar.

Quem sabe até pagarem a conta de luz algo possa acontecer…

Vamos esperar…

Palavra do Magrão

janeiro 23, 2010

Uma surpresa agradabilíssima

Por SÓCRATES

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=5904

Ao contrário do que todos nós conhecemos das despedidas, sempre tristes e melancólicas, no futebol elas podem gerar uma euforia muitas vezes desconcertante para quem não conhece o meio.

Quando estamos em um ambiente desfavorável ou desconfortável, a saída torna-se inevitável para que possamos voltar a sorrir e a sentir prazer naquilo que fazemos, o que é especialmente verdade nas manifestações artísticas, sejam elas quais forem.

E só a aproximação dessa possibilidade já nos leva a uma “viagem” mais que saborosa. É o que vimos em Wagner Love, que demonstrou nos treinamentos da pré-temporada, ainda no Palmeiras, talvez muito mais futebol do que em todo o ano passado, quando voltou ao futebol brasileiro. Além da animação decorrente das férias, que fazem um bem danado a qualquer atleta, a possibilidade de mudar de ares o tornou mais leve, livre da pressão que tanto o afetou em 2009.

Love pôde desfilar todo o seu potencial nos primeiros dias do ano, o que acabou provocando dúvida na cabeça dos dirigentes alviverdes quanto a negociá-lo com o Flamengo ou não. Este sentimento de euforia teria, porém, seus dias contados, caso o clube paulista reavaliasse sua posição e lutasse pela permanência do jogador.

Está claro que ele já estava com a cabeça e o coração na Gávea, o que inviabilizaria um desempenho positivo e persistente durante toda a temporada que ora se inicia, mantida a mesma camisa. Isso sem contar com a perspectiva de maior suporte profissional, pois o time carioca é o atual campeão brasileiro e sem dúvida lutará pelo título mundial de clubes.

O inverso dessa euforia é o desânimo. Há alguns meses, quando Ronaldinho Gaúcho, o mais brilhante atleta brasileiro desta geração, declarava a sua expectativa em relação a uma possível convocação para a próxima Copa do Mundo, ainda que preterido pelo treinador nas últimas convocações, eu afirmava que quem o visse jogar naquele momento nem de longe poderia imaginar o que ele já jogou. E pior: aparentemente não queria mais ser o craque de então.

Percebíamos que ele entrava em campo para demarcar território como um grileiro qualquer em terras de outrem e por ali ficava o tempo todo sem esboçar uma única investida em espaços estranhos, como se esses não existissem ou lhe causassem alergias intratáveis.

Quando estava com a bola nos pés, continuava fazendo das suas. Mas os lances de gênio se limitavam a alguns excelentes lançamentos, caso algum dos seus companheiros resolvesse se mexer para recebê-los. Caso contrário, insistia em dribles corriqueiros, quase sempre para o lado, passes para trás ou em alçar bolas para a área, como se estivesse enfadado da rotina de jogadores de alto nível. Com aquela postura acomodada, ou melhor, resignada, creio que ele não queria e fazia uma força imensurável para não ser convidado nunca mais a jogar em time nenhum, muito menos na seleção brasileira.

Difícil entender, mas era isso o que eu via todo o tempo em que ele entrava em campo desde que chegara ao Milan. Era uma pena. Por outro lado, ele nos dava a exata noção do que a falta de ambição e perspectiva pode provocar em um ser humano.

Quem o viu jogar no domingo 17 na vitória de seu time teve, porém, uma agradável surpresa. Nada melancólico ou acomodado, ele mexeu-se o tempo todo, marcou, pediu para jogar, comandou a equipe e criou um sem-número de jogadas lindíssimas que, não fora o exagerado preciosismo, lhe teriam possibilitado uma tarde de cinco gols ou mais – uma exceção das mais raras no futebol italiano.

Parecia outra pessoa, outro jogador. Revigorado, eufórico, animado e em êxtase, ele nos proporcionou instantes de extraordinária beleza, demonstrando que tenta desesperadamente retornar aos seus melhores tempos de Barcelona, cuja torcida o tratava como um verdadeiro deus.

Pode ser que toda essa transformação tenha como pano de fundo uma carência incontrolável, irrefreável de voltar a defender a seleção. Para mim, no entanto, o sentimento em questão é mais profundo: uma incansável disposição para retomar o posto de o melhor do mundo que acredita ainda seja dele.

Pretensão dispensável, mas absolutamente razoável para quem já esteve no topo. Que essa euforia permaneça o tempo possível para que possamos usufruir o pouco que ainda resta de arte no futebol atual e que permanece em pés “gaúchos”. A alegria, o prazer, o Milan e a seleção nacional também agradecerão por mais momentos mágicos como os de domingo.

Grêmio Prudentino – a farsa

janeiro 23, 2010

Por PAULO DE TARSO BRONDI*

De início, devo esclarecer que o comentário que segue é despido de qualquer viés político, sobretudo. Ele vem, sim, de um apaixonado por futebol, que, na companhia do saudoso pai (que por quase 20 anos foi Promotor de Justiça em Presidente Prudente), por muitas vezes acompanhou os jogos de futebol na cidade; que jogou na Acae, na escolinha do Luis Carlos, no San Fernando etc.

Pois bem. Nas últimas semanas li e ouvi que o time de futebol Grêmio de Barueri, pertencente ao empresário Walter Sanches, está deixando sua cidade de origem, que lhe dá o nome, e se mudando para Presidente Prudente.

Como prudentino de nascimento, e apaixonado por futebol, vejo a manobra como uma verdadeira e triste farsa, a fim de encobrir a incompetência de várias gestões da Administração Pública da cidade e atender a um descarado e vergonhoso jogo político e de interesses, sempre sob a batuta do “deus dinheiro”.

Ora, por anos a fio, a nossa cidade deu de ombros para o esporte em geral, e, também, para o próprio futebol. Isso explica, pois, o fato de que, desde o fim do Corinthians-PP, ainda no lumiar da década que passou, a cidade não possui um time capaz de representá-la, com alguma dignidade, nos campeonatos estaduais (talvez, nem com o Corintinha). Houve, desde então, algumas tentativas, malsucedidas, diga-se, de se levantar o esporte na cidade. Surgiram, então, o Prudentino, o Presidente Prudente e, mais recentemente, o Oeste Paulista, que caiu de divisão no ano de 2009 (quarta divisão).

Afirmo, assim, que Presidente Prudente, com seus mais de 200 mil habitantes, não tem, há décadas, um time de futebol à sua altura. Nesse tempo, outras cidades menos expressivas, como Mirassol e Monte Azul Paulista, dez vezes menores, pasmem, conseguiram levar seu nome à divisão maior do Estado.

Mas, não bastasse, o esporte em geral na capital da Alta Sorocabana anda em frangalhos. Nosso time de basquete há anos se classifica para jogar a primeira divisão do Estado, mas não a disputa. Por que? Porque não possui verbas para tanto. E já tivemos a Prudentina, que abrigou uma certa jogadora de nome… Hortência.

O atletismo? Piorou. Perdemô-lo para Bragança Paulista, pelo menos o que tínhamos de melhor. Perguntem para o Claudinei Quirino.

Por isso, a nova empreitada, largamente noticiada na imprensa, cheira-me a politicagem, a um jogo de interesses, que outra coisa não é senão um engodo. E o povo prudentino parece se iludir com isso. Não, não devemos nos deixar iludir. Tudo não passa de uma encenação. Esse monstrengo, essa mutação, chamada Grêmio Barueri (ou Prudentino), não nos pertence. É simplesmente um filhote de interesses políticos e econômicos, que se alimentará pela falsa imagem de ser um produto genuinamente nosso. Mas não é.

É, pois, com muita surpresa que leio uma declaração do senhor Milton Carlos de Mello, o Tupã, alcaide prudentino, na reportagem sob o título “Em Prudente, Barueri divide futebol e política”, da Folha de SP do dia 21/01/2010, neste sentido: “A população prudentina é apaixonada por futebol.” Nada mais equivocado, pois dizer que prudentino é APAIXONADO por futebol beira as raias da heresia.

Sim, porque nosso elefante branco, o Prudentão (que por jogo de interesses, também, recebeu o nome de Eduardo José Farah), pouquíssimas vezes abrigou mais de 2 ou 3 mil pessoas em jogos de times da cidade, mesmo quando estes realizavam uma campanha razoável no campeonato (raridade nos últimos tempos). Lembro-me, com desalento, que o finado Corintinha, nos seus últimos anos, levava nada mais que 300, 400 ou 500 “testemunhas” em seus jogos. Ultimamente, o OPEC, quiçá, nem isso levou.

Outra heresia é pensar que, agora, Prudente estará definitivamente no mapa de nosso futebol, como igualmente afirmou o citado mandatário local. Ora, já não estava sob as luzes dos holofotes quando abrigou inúmeros clássicos, mormente nos últimos tempos? Mas, isso, nos chamados “grandes jogos”. Pergunto: quais grandes jogos o novo time trará a Prudente? Nenhum, garanto. Copa Sul-Americana? Uma piada.

Se seus donos pensam que conseguirão angariar grandes bilheterias na nova cidade, coitados, enganam-se esplendidamente. Nos primeiros jogos, quem sabe, mas depois… Para exemplificar, vejam o público pagante na partida contra o Palmeiras: 10.032 pagantes. Pífio.

Porque a Presidente Prudente de hoje não está nem aí para o futebol, ou para qualquer outro esporte. Pensem e reflitam: quantos jogadores de nível revelamos para o futebol? Nenhum, pelo que me lembre. Isso denuncia a falta de estrutura da cidade, carcomida por anos de governos coronelistas. 

Revelar talentos do futebol definitivamente não é da nossa tradição. Se algum dia foi, já nem mais nos lembramos. Por isso, pensar que um time de aluguel, que até dono tem, representará a cidade nos gramados a fora é uma teratologia. É, repito, mera ilusão. Enfim, uma gigantesca farsa.

Um dirigente de um dos times da cidade, o Presidente Prudente – que também naufragou, por falta de apoio -, disse àquele mesmo jornal: “Dificilmente os empresários de Prudente vão investir no Barueri. Aqui é difícil arrumar patrocínio.” Ele está errado? Não, porque, realmente, o grande empresariado da cidade está se lixando para o nosso esporte, incluindo o futebol. Isso explica, certamente, porque há anos – desde o fim da saudosa Prudentina – não temos um time na primeira divisão do Estado.

E não teremos agora, porque não estamos autenticamente representados.

Mas, o que fazer, num país que tem se acostumado a viver em seguidas e grandes farsas, construídas amiúde pela classe política e econômica dominantes. E, sempre, às custas do povo, que parece não querer enxergar aquilo que o envolta.

Assim, promovem-se Pan-Americanos, Copas e Olimpíadas com o nosso suado e parco dinheirinho, sob o pilantresco (permitam o neologismo) argumento de que “tudo trará novos ares ao país e oportunidades ao povo”. Cometem-se os maiores pecados em nome dele: Povo. É a miserável “opinião de massa”, praga predominante atualmente, ante a própria falta de opinião que nos assalta. Assim, levantam-se construções faraônicas e engendram-se transações nababescas, que, por anos a fio, consumirão os recursos que se destinariam ao falido sistema de saúde, ao inexistente sistema de segurança pública, enfim, ao melhor aparelhamento das instituições do Estado. Enquanto isso, milionários ficam mais ricos, corruptos zombam da honestidade e milhões mínguam e morrem às ocultas neste país-continente.

É o que ocorre na distante Presidente Prudente. Para esconder seguidos anos de incompetência na área esportiva, e para, claro, promoção pessoal perante o povo-eleitor, os políticos prudentinos – ou alguma parte deles – enfiam-nos goela abaixo a ideia de que, agora, Prudente (re) nasce para o mundo futebolístico. Mal sabem no que se metem, pisam ovos; ou sabem, talvez, mas fecham convenientemente seus grandes olhos bons. É o jogo do “Vale Tudo”.

O povo prudentino, “apaixonado por futebol”, no entanto, não percebe que tudo isso envolve a grande peleja da politicagem e do dinheiro fácil. Mal sabem que, se tudo for por água abaixo – e, particularmente, espero que vá -, simplesmente os donos do “novo onze prudentino” arrumarão suas trouxinhas e partirão a um novo rumo, adotando outra cidade para estabelecerem seu empreendimento. Quem sabe, daqui alguns anos, o Grêmio Prudentino, que outrora foi Grêmio Barueri, partirá num rabo de foguete e será, então,  o Grêmio Venceslauense ou Francana ou Araraquarense etc. Mas, nunca, deixará de ser um time de aluguel, nem nunca será um time genuinamente prudentino. Será, tão somente, um produto artificial, cujo gosto não me agrada.

Infelizmente, nós prudentinos vimos soçobrar, sem nada fazer, outros que bem poderiam melhor nos representar, trazendo a verdadeira identidade da cidade, como o Corintinha, o Prudentino (Cavalo do Oeste), o Presidente Prudente.

Mas, e agora, vamos abraçar algo que não nos pertence originalmente, para ficarmos órfãos depois, alçando aos céus pessoas que poucos se importam com nosso esporte, a não ser com seus próprios e mesquinhos interesses? É melhor não.

Tristemente, o futebol prudentino conseguiu ir mais a fundo no grande buraco em que já se encontrava.

Portanto, acordemos população prudentina. Não sejamos cegos. Não aceitemos essa mentira que nos querem impingir. Podemos ser mais, muito mais. Não nos curvemos perante a incompetência e os interesses alheios.

Ao fim, reconheço que, por ora, minha opinião caminha solitária, mas ainda espero que a nação prudentina – pelo menos a sua parte séria, que não é levada pela “opinião de massa” -, levante-se e diga não a essa farsa.

Grêmio Prudentino? A mim não engana.

*Paulo de Tharso Brondi, 25 anos, é Funcionário Público