Arquivo para 24 janeiro, 2010

Corinthians joga mal e vence, Palmeiras, melhor, empata

janeiro 24, 2010

O “catadão” do Corinthians, com Roberto Carlos sonolento, venceu o Oeste por dois a um, na Fonte Luminosa, em Araraquara.

Foi duro de assistir.

Paulo Andre fez o primeiro.

Minutos depois, Boquita ampliou ao receber ótimo lançamento de Defederico.

No final da primeira etapa o Oeste conseguiu diminuir e só não empatou porque sua equipe é muito frágil tecnicamente.

A segunda etapa foi ainda pior.

O melhor lance da partida foi o golaço- bem anulado – da equipe do Oeste, por impedimento, em falha grotesca de Felipe.

Tcheco entrou, mas ninguém percebeu.

Bill e Souza no ataque, um horror.

Jucilei no banco de Boquita ?

Só Carlos Leite pode explicar.

Uma coisa é certa.

Se o Corinthians não engrenar no paulistinha pode ter problemas na Libertadores.

Vi apenas os melhores momentos de Palmeiras e Ituano.

Pela enormidade de gols perdidos pode se deduzir que o empate do Ituano só aconteceu pelas já famosas falhas do setor defensivo alviverde.

Vitória certa, jogada fora por detalhes.

Não lembra o Brasileirão de 2009 ?

Caso Morais: Corinthians e Vasco – reféns da “organização”

janeiro 24, 2010

A negociação do jogador MORAIS do Vasco da Gama para o Corinthians é uma evidente demonstração da influência do empresário Carlos Leite nas duas equipes.

Contaremos o que de fato aconteceu.

O Vasco devia – ainda deve – uma grande quantia em dinheiro para o empresário.

Na verdade, são aqueles empréstimos que são feitos para amarrar ainda mais o rabo dos dirigentes com a “organização”.

Carlos Leite interessou-se pelo jogador Morais e pediu para colocá-lo no Corinthians, acreditando que poderia ter uma valorização – segundo ele – maior.

Mano Menezes facilitou tudo ao convencer a diretoria corinthiana.

De 18/08/2008 a 30/06/2009 o atleta ficou emprestado no Timão.

Carlos Leite conversou, na ocasião, com a cúpula vascaína cobrando parte do dinheiro que lhe era devido.

Disse que precisava negociar o atleta Morais porque já havia combinado com Mano Menezes e também com os dirigentes do Corinthians o preço de 1,7 milhão de Euros– descontados os valores de comissão para os “participes” da negociação.

Como “participes” temos todos os “facilitadores”, “indicadores” e “dirigentes”.

Sem alternativa, comprometido até o pescoço com a “organização”, o Vasco da Gama cedeu Morais para Carlos Leite e nada recebeu por isso.

O Corinthians contratou o atleta no dia 01/07/2009 e fechou contrato de trabalho até 30/06/2012.

No final, quase todos saíram felizes.

Menos os caixas dos clubes.

Um porque deixou de receber, outro porque pagou muito mais do que o atleta valia.

É o preço da submissão a essa gente.

Ricardo Gomes fala

janeiro 24, 2010

Entre na seção de “vídeos” do Mídia sem Média e assista a entrevista coletiva de Ricardo Gomes após a vitória do São Paulo, ontem, no Morumbi.

http://www.midiasemmedia.com.br/

Nosso dinheiro no bolso deles

janeiro 24, 2010

Visitando o site da Prefeitura de São Paulo encontrei a página que relaciona todos os salários e cargos de servidores do município.

Entre eles estão o de duas figuras conhecidas do Corinthians.

O Empresário da Sorte, André Negão, e o Chefe de Segurança do clube, Coronel Dutra.

Duas coisas me chamaram a atenção.

Primeiro o salário de Negão – pouco mais de R$ 3 mil – na verdade, a única comprovação de renda que possui.

Quem conhece seus hábitos sabe que esta quantia não atende suas necessidades.

Motivo pelo qual “complementa” sua renda com trabalhos “alternativos”.

Reparei também que sua carga horária é de 40 horas semanais.

Não consigo encontrá-las, levando-se em consideração os periodo em que presta “serviços” no Parque São Jorge e viaja para o exterior negociando jogadores.

Com relação ao Coronel Dutra, o valor de seu rendimento é pornográfico, levando-se em consideração sua capacidade – reduzida – e também a “pouca” – ou quase nenhuma – freqüência ao local de trabalho.

Dutra recebe quase R$ 10 mil mensais.

No último mês recebeu seu salário, embora estivesse na Europa por dez dias.

Das duas, uma.

A Prefeitura e seus comandantes aprovam as aparentes irregularidades ou estão tomando “bola nas costas” dessa gente.

Dependendo da atitude tomada – daqui por diante – saberemos qual é a resposta.

Abaixo você confere dados OFICIAIS da Prefeitura de São Paulo

ANDRE LUIZ DE OLIVEIRA

Cargo: Coordenador Equipamento de Esportes (cargo em comissão)

Salário: R$ 3429,68 (R$ 2818,10 + R$ 611,58 (Demais elementos de remuneração))

Local de Trabalho: Unidade Centro Educacional e Esportivo Thomaz Mazzoni

Jornada: 40 horas

WALDIR RAPELLO DUTRA

Cargo: Assessor Executivo III (cargo de confiança)

Salário: R$ 9521,44

Local de Trabalho: PRODAM

Jornada: Não especificada.

Relações perigosas

janeiro 24, 2010

Da “FOLHA”

Por TOSTÃO

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As relações de jornalistas com atletas, técnicos, dirigentes e clubes são conflitantes e, às vezes, pouco profissionais

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NESTA SEMANA , Roberto Carlos, com raiva, fez duras críticas a Galvão Bueno por causa do “episódio da meia”, no gol da França que eliminou o Brasil da Copa do Mundo de 2006. A maior parte da imprensa, e não apenas Galvão, criticou o jogador e viu, no lance, mais que um erro técnico.

Depois de ver a jogada por 1 milhão de vezes, ainda não sei se havia, ou não, um posicionamento defensivo combinado. Não sei também por que Roberto Carlos estava abaixado na entrada da área, mesmo se fosse ali seu lugar. Certamente, o baixinho Roberto Carlos não deveria ser o jogador para acompanhar o grandalhão Henry. Seja o que for, é injusto culpar o lateral-esquerdo pela eliminação. A França foi melhor.

A revolta de Roberto Carlos com Galvão Bueno me faz pensar sobre as relações entre jornalistas e jogadores, técnicos e dirigentes.

Quando jogava, havia, mais que hoje, jornalistas que não só assumiam as paixões pelos clubes como também apenas defendiam e exaltavam seus times. Existia, em Minas, um colunista que só falava do Atlético, outro, só do Cruzeiro, e um terceiro, só do América.

Em um clássico entre Atlético e Cruzeiro, dei um drible em meu marcador, que ficou de joelhos no gramado. O colunista atleticano, amargurado com a derrota, escreveu que o jogador do Atlético deveria ter me dado um soco para salvar a honra do clube.

Deve ser por essas colunas clubísticas, e por outros motivos, que dirigentes do Corinthians não se conformam com a imparcialidade e independência do corintiano Juca Kfouri     nem os do Cruzeiro aceitam minhas críticas, ainda mais que fui atleta do clube. Quando elogio, com motivos para isso, devem achar que é minha obrigação.

No passado, havia, mais que hoje, jornalistas, principalmente os que faziam a cobertura de um mesmo clube, que se tornavam amigos de jogadores e técnicos. Recebiam informações privilegiadas e, em troca, poupavam suas fontes de críticas. Alguns se tornavam tão íntimos que passavam a ser, extraoficialmente, quase assessores de imprensa. Havia até os que organizavam, depois das partidas, festinhas e encontros para seus amigos famosos.

Hoje, como a TV Globo domina a audiência, tudo o que faz tem enorme repercussão.

Por ser famoso e porta-voz da emissora, transfere-se para Galvão Bueno tudo o que se fala de importante nas transmissões das partidas. Além disso, Galvão não deixa os outros falarem.

A TV Globo não faz excelentes trabalhos e dá ótimos furos somente porque tem competência e ótimos profissionais, além de privilégios. Também porque os jogadores, técnicos e dirigentes adoram aparecer na Globo. Cria-se um vínculo com a TV. Mas quem decide se haverá elogios ou críticas é a audiência. Os atletas, de excessivamente elogiados, passam a ser duramente criticados, como na eliminação do Brasil na Alemanha, em 2006. Daí a revolta de Roberto Carlos.

O jornalista tem de estar perto da fonte e das notícias e, ao mes- mo tempo, ter um distanciamento crítico.

Não tenho nenhuma pretensão de ditar regras, ainda mais que não sou jornalista. Sou um colunista. Apenas observo e opino.

Blatter tenta amordaçar jornalistas em 2010

janeiro 24, 2010

Por ANDREW JENNINGS*

http://www.transparencyinsport.org/Blatter_threat_to_ban_critical_reporters/blatter_threat_to_ban_critical_reporters.html

Domingo 24 de janeiro de 2010

As críticas à FIFA crescem na África do Sul sobre os preços enormes que estão sendo cobrados pelos ingressos, viagem e quartos de hotel para a Copa do Mundo.

Os “Policiais do Pensamento” de Sepp Blatter (presidente da FIFA) já entraram em ação, ameaçando proibir os jornalistas que se atrevem a contar esta história “trazendo descrédito para a FIFA”.

Thabo Leshilo, chefe do comitê de “liberdade de imprensa” dos jornais Sul Africanos diz: “É um absurdo o que a FIFA está fazendo”

Há também a revolta pelo fato de que os jornais serão proibidos de vender cópias a menos de 800 metros dos estádios – pratica comum nos jogos locais. Este comércio é uma importante fonte de renda para pobres sul-africanos – que nunca serão capazes de pagar os bilhetes da Copa do Mundo.

Os jornalistas estão preocupados porque serão proibidos de comunicar qualquer incidente “estranho” envolvendo funcionários da FIFA, equipes do Mundial – ou nome de seus hotéis.

O comentarista Sul-Africano Gill Moodie informou na semana passada, “Imagine os membros de uma Seleção ficando bêbados em um bar. Imagine um membro da equipe levando prostitutas em seu quarto de hotel? Ou, poderia ser uma boa notícia: um jogador sensibilizado pelo sofrimento de um funcionário de hotel pobre promete ajudar a colocar seus filhos na escola. Você não pode escrever uma notícia dessas sem o nome do hotel e o comentário do gerente, não terá credibilidade para os leitores”

O porta-voz da FIFA Pekka Odriozola insiste, “A Liberdade de imprensa será garantida. Isso é muito importante para nós e você será capaz de cobrir a Copa do Mundo, nas melhores condições possíveis.”

“Nós nunca tivemos qualquer problema antes. Eles foram examinados por organizações internacionais. Realmente, não há nada a temer. “

Mas o alemão Thomas Kistner repórter de esportes do Süddeutsche Zeitung, Munique discorda. “Os meios de comunicação alemães estavam preocupados com os termos e condições da FIFA antes da Copa do Mundo 2006. A Associação Mundial de Jornais, ameaçou processar a FIFA para proteger a liberdade de imprensa”.

FIFA, que há muito abandonaram o slogan “Para o bem do jogo” nunca teriam arriscado um confronto com os poderosos meios de comunicação alemães em 2006.

Professor Anton Harber, ex-editor do Mail & Guardian de Joanesburgo, disse, “FIFA baniu as pessoas que tentam ganhar a vida à volta dos estádios, eles nos fizeram desviar dinheiro em estádios de desenvolvimento da fantasia, e tivemos de desistir de todos os tipos de direitos para o mês eles vão estar no controle das nossas cidades.

‘Isso é tudo muito legal por causa do grande evento. Mas se criarem confusão com a nossa liberdade de expressão, como parecem querer fazer, com a sua lista de restrições aos jornalistas que se candidatam ao credenciamento, eles terão um problema em suas mãos. Nós não iremos desistir de nossos princípios constitucionais”.

*Andrew Jennings é um dos mais corajosos e brilhantes jornalistas do mundo

Tradução: Google e Paulinho

Cosa Nostra

janeiro 24, 2010

Assista a trecho de uma reunião da cúpula do Governo Lula, chefiada por José Dirceu.

O vídeo é do início da gestão do atual presidente.

Assim como “Corleone’, Dirceu encarna bem o “padrinho”

Note que “aquele” que “não vê, escuta ou sabe de nada” passa atrás “dele” em um dos momentos da gravação.