Arquivo para 13 fevereiro, 2010

Parabéns Portuguesa !

fevereiro 13, 2010

Estive ontem no Canindé para cobrir a partida entre Portuguesa e Corinthians.

Fiquei impressionado com a recepção preparada para a imprensa.

De longe, a melhor que presenciei.

Senti-me em casa.

Mesmo com a precariedade natural dos estádios brasileiros – no qual também se enquadra o Canindé – percebi a preocupação dos dirigentes e da assessoria de imprensa em fazer o máximo possível para facilitar o nosso trabalho.

Quem dera todos os lugares fossem assim.

Covardes dirigentes

fevereiro 13, 2010

Enquanto a Portuguesa tentava facilitar o nosso trabalho, no Canindé, a Federação Paulista de Futebol, para não perder o costume, deu vexame.

Em uma ação visivelmente direcionada por funcionário ligado ao vice da entidade, Reinaldo Carneiro Bastos – aliado do atual presidente do Corinthians – quase fui expulso do espaço reservado pela imprensa.

A ação teve início após o despreparado funcionário ter sido flagrado por este escriba conversando com a turma do “Taxinha”.

Minutos depois, fui convidado a me retirar do local com o argumento de que não estava trabalhando, “apenas” assistindo a partida.

Como se no meu trabalho, no local, não estivesse incluído “assistir” a partida e presenciar a movimentação de bastidores.

Mostrei a credencial, mas de nada adiantou.

O “direcionado” funcionário alegou que teria que me retirar porque não estava com “notebook”.

Comecei a sorrir, com o que parecia uma piada, e perguntei se além de falar bobagens ele queria me dar aula de jornalismo, dizendo com que material teria que trabalhar.

Evidentemente recusei-me a sair do local, e desafiei o “despreparado” a ousar me impedir de trabalhar, principalmente pelo fato de estar devidamente credenciado para isso.

Ele não teve coragem.

Percebeu que a pressão não havia dado certo, frustrando o público que o incentivou, e que, com a covardia habitual, se escondem por trás destes incompetentes bonecos de ventríloquo.

O cano de Robinho

fevereiro 13, 2010

Robinho continua o mesmo.

Dentro de campo, parece estar empenhado em recuperar o futebol perdido na Europa.

Fora dele, permanece sendo o garoto do “Naldinho”.

Na última semana, Robinho combinou com a produção da rádio Globo que participaria de um programa da emissora.

Jornalistas a postos, vinhetas e chamadas durante a programação e, quando chegou a hora, nada do jogador.

Nenhuma explicação, nem prévio aviso.

Faltou o respeito com todos os presentes, com a emissora e, principalmente, com o público que perdeu tempo sintonizando a programação apenas para ouvir o que tinha a dizer.

Lamentável.

Gol de dentro da Fiel

fevereiro 13, 2010

Confira abaixo um ângulo diferente do gol corinthiano, marcado por Elias, contra a Portuguesa, filmado por um leitor deste espaço.

Palavra do Magrão

fevereiro 13, 2010

Uma explosão de brasilidade

Por SÓCRATES

Convivendo lado a lado em todos os sonhos do povo brasileiro, se encontram o futebol, a musicalidade, o carnaval e a esperança de um futuro alegre, despreocupado e justo.

Nos dias de folia podemos acompanhar ao extravasamento de nossos melhores sentimentos, nesta festa que é tão a nossa cara que chega a se confundir com tudo o que nós somos.

Não existe nada comparável ao nosso carnaval – na alegria contagiante, no grau de mobilização, participação e na sua essência social e cultural através das músicas, dos enredos e dos protestos.

Três grandes polos da folia carnavalesca atraem multidões de toda parte do mundo:

Pernambuco se caracteriza pelo frevo, enfeitado por umbrelas coloridas e imensos bonecos como estandartes.

Nem no último dia oficial – Quarta-Feira de Cinzas – se preserva alguma coisa, pois um de seus blocos mais tradicionais escolheu este dia para desfilar toda a sua irreverência.

Este ano estaremos novamente acompanhando o chamado “maior bloco de carnaval do mundo”, o Galo da Madrugada, que é na verdade o encontro dos inúmeros blocos que nascem do coração dos pernambucanos – que como ninguém, vivem o carnaval.

E não tenho dúvidas de que novamente me encantarei com as suas cores e a sua essência absolutamente liberta e independente.

Na Bahia, ele nunca termina, quando arrefece, está descansando.

Terra de Jorge Amado, nosso maior cronista, os baianos inventaram um jeito todo especial para seu carnaval.

Os trios elétricos, nascidos com Dodô e Osmar, e perpetuados por centenas de bandas que passam o ano inteiro a exportar esta forma de ser, são a mais pura expressão do jeito baiano de ser, com muita festa e pouca pressa.

Tive a oportunidade de acompanhar o Chiclete com Banana em plena performance, sobre uma dessas carretas de puro som e fiquei impressionado com o apelo popular que sua música provoca.

Os chicleteiros, como são chamados os fãs da banda, formam uma comunidade imensa que acompanha os seus ídolos onde estes estejam; em Fortaleza, Aracajú ou no interior de São Paulo.

Bell, o líder do grupo, comanda o público com muito discernimento e carisma o que o faz o grande nome do axé – como é conhecido o ritmo que entoam.

Estar junto a eles me fez recordar vários momentos semelhantes que tive o privilégio de vivenciar em muitos estádios por este mundão afora.

A multidão se acotovelando em busca de espaço para dançar e para acompanhar aquele som mágico é muito parecida com a que comparece a uma final de campeonato para vibrar com seu time, a diferença é que aqui todos são vencedores.

Inventaram também o carnaval fora de época, chamando-o de antecipado quando vizinho ao oficial e de micareta quando não, possibilitando que outras localidades e um número maior de pessoas pudessem ouvi-los sem competir com Salvador.

Já o Rio de Janeiro é berço do samba e de suas tradicionais escolas.

O desfile na Marquês de Sapucaí é um espetáculo fantástico, imperdível e inesquecível onde milhares de pessoas- desfilam os sonhos e a labuta de todo um ano.

Seus enredos dissertam sobre a história, cultura, imaginário e política, tornando-se um verdadeiro meio de comunicação de massa para expressar os sentimentos de nosso povo.

O futebol está presente em cada passo dado por um sambista; harmonia e evolução representam a unidade tão comentada e valorizada nos esportes coletivos; camarotes têm motivos e decoração com o tema e uma gigantesca bola imaginária sempre invade a avenida como que homenageando o país do futebol e do samba, que tanto se infiltraram em nossos corações que deles já não podemos prescindir.

São Paulo, no entanto, que um dia foi vista como túmulo do samba pelo poeta Vinicius de Moraes, muitas vezes chega a se equiparar ao Rio de Janeiro em seus desfiles anuais.

Não em riqueza ou esplendor, mas sim em alegria e mobilização popular.

Principalmente quando está na avenida a grande representante do dueto futebol e carnaval: Os Gaviões da Fiel.

Alguns anos atrás estive com eles no desfile do grupo de acesso — uma espécie de segunda divisão do samba — e uma multidão tomava conta das arquibancadas sem se importar se era ou não o grupo principal.

Senti-me como em um clássico com estádio pleno; uma explosão de alegria contagiante, uma paixão incomparável.

Neste ano, então! Centenário do clube que representa, a festa será inesquecível e lá nos encontraremos.

Embora saibamos que não se vive só de festa, esperamos que esta explosão de brasilidade persista para sempre em nossa cultura, que estimule o resgate da cidadania e que possibilite mais justiça social.

Para tanto necessitamos desta vontade de viver para que possamos rapidamente mudar o que é preciso.

Ministro da tapioca cala para manter boquinha

fevereiro 13, 2010

Do YOUPODE

A foto oficial do ministro. De boca fechada.

http://youpode.com.br/blog/alguemmedisse/2010/02/13/ministro-cala-para-nao-perder-boquinha/

No dia 1º de fevereiro, esse blog postou o seguinte texto com o título “Qual será a posição do ministro?”

“Esse blog enviou, essa manhã, as assessoras de imprensa do ministro Orlando Silva -  Maria José Mundin e Marcia Oliveira Gomes  – as seguintes perguntas para serem respondidas pelo ministro do Esporte:

1. O que o senhor achou da contratação do ex-premier Tony Blair para ser consultor das Olimpíadas de 2016?

2. Qual a sua opinião sobre o ex-primeiro-ministro da Grã-Bretanha?

3. Quando o senhor embarcou para Londres, já sabia dessa agenda com Tony Blair, ou foi surpreendido?

4. O senhor comunicou ao seu chefe, o Presidente Lula, de que participaria desse encontro?

5. Os dirigentes de seu partido, o PCdoB , foram informados previamente?

6. O sucesso das Olimpíadas depende da consultoria de Blair?

7. Pelo o que diz o governador Cabral, um grupo de empresários pagará as despesas dessa assessoria. Não existe nenhum outro item mais relevante, no orçamento, que poderia se pago por esse grupo de empresários?

8. O senhor não seria mais útil às Olimpíadas de 2016 se fosse detentor de um mandato popular, como o de deputado federal, já que seria na Câmara o porta-voz natural dos interesses olímpicos do país?”

Passados 13 dias, o ministro Orlando Silva nada respondeu, embora tenha, com certeza, recebido as perguntas.

O ex-presidente da UNE se comporta mais como um secretário de Sergio Cabral, do que como um ministro do Presidente Lula. E por isso ele não responde. Na verdade, ele não tem o que dizer.

Político sem voto, Orlando Silva de Jesus Junior, que adotou, políticamente, o nome do “Cantor das Multidões”, decidiu pegar a boquinha das Olimpíadas e está feliz da vida.

Conseguiu um emprego que vai até 2016 – isso é mais do que o mandato de um governador ou de um presidente. E o melhor, sem ter a chateação de prestar contas a quem quer que seja.

Aliás, prestar contas nunca foi o forte do ministro.

Até o episódio dos cartões corporativos, pouco se ouvia falar nele. Até o dia em que foi descoberta a farra dos cartões, quando chegou a pagar uma tapioca de R$ 8,30, com dinheiro dos cofres públicos.

A tapioca foi a ponta do iceberg.

Depois, viu-se que, dentre todos os ministros, ele tinha sido o terceiro que mais utilizara o cartão.

Só em um jantar em São Paulo, na região dos Jardins, o  ministro pagou uma conta de R$ 485,05, em um restaurante, onde o valor médio de uma refeição é de R$ 150,00. O pior é que, nesse dia, não constava de sua agenda nenhuma atividade em São Paulo.

Certo dia, a agenda dizia que o ministro ficaria em Brasília em despachos internos. Mas ele gastou nessa data R$ 196,23 em uma churrascaria do Rio. Descobriu-se que ele pagara hotel para a esposa, a filha e a babá, durante um final de semana na cidade sede das Olímpiadas de 2016.

Menos de 24 horas depois que a colega Matilde Ribeiro foi exonerada, por uso abusivo do cartão, Orlando Silva, em pleno sábado de Carnaval, convocou a imprensa para fazer um anuncio em tom solene: estava devolvendo aos cofres publicos, de uma só vez, não apenas a tapioca, mas tudo o que havia gasto com o cartão de crédito corporativo: R$ 30.870,38.

E assim salvou o pescoço.

Pode-se dizer que isso nada tem a ver com a visita que ele fez a Tony Blair.

Tem sim, pois assim como ele falseava o cartão – tanto que devolveu tudo o que gastou – ele falseia o governo a quem serve, e falseia o seu próprio partido, o PcdoB.

Quando Orlando Silva foi chamado a depor na CPI dos cartões, o ministro reclamou das distorções da imprensa:

“Tomei a decisão de recolher aos cofres públicos todas as despesas utilizadas por mim com os cartões corporativos. Foi uma atitude política, um gesto político, que refletiu a minha indignação. Eu percebi que havia uma escalada na distorção de informações que envolvia a minha própria reputação e a minha família. O meu patrimônio é minha família e minha história política. Não poderia tolerar ataques à minha honra, minha ética”.

Para que não houvesse novas “distorções” sobre o pensamento do ministro, esse blog enviou as perguntas.

E por que ele não responde?

Porque teria que discordar de Sergio Cabral. E isso ele não faz, pois quer a boquinha de autoridade olímpica durante os próximos seis anos?

Quem se dispõe, por livre e espontânea vontade, a tomar chá com Blair, além de sorrir para fotos e apertar a mão de um facínora, está disposto a tudo.

Ter Tony Blair como consultor das Olimpíadas será muito ruim.

Mas ter Orlando Silva como gestor das Olimpíadas do Rio será péssimo.

O Rio não merecia isso.

Apesar de jovem, o ex-presidente da UNE representa o que existe de mais atrasado na política brasileira.

O ministro também é o responsável pela requisição do Palácio Gustavo Capanema, onde quer instalar o seu gabinete de trabalho, quando estiver morando no Rio.

Até Carlos Nuzman já tirou o corpo fora. Disse que não conhecia as instalações e nada tinha a ver com essa idéia.

Já o ministro continua calado.

Se perder o emprego terá de disputar votos para que possa continuar na vida pública.

E eleição, pelo jeito, é o tipo de esporte que Orlando Silva prefere distância.

Sem futebol em São Paulo

fevereiro 13, 2010

Por JUCA KFOURI

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/

Não houve futebol no Canindé, porque é impossível haver futebol no sol das 15 horas em pleno verão.

Então, no primeiro tempo, Felipe falhou feio e a Lusa fez 1 a 0, num verdadeiro gol contra de goleiro.

O Corinthians empatou com Elias, no segundo, quando também não houve futebol digno desse nome: 1 a 1.

Injustamente, o violento zagueiro Domingos foi expulso de campo.

Injustamente porque ele não deveria nem entrar em campo de futebol, a menos que seja do tal futebol americano.

Injusto também foi o empate, porque o Corinthians mereceu vencer e ainda mandou uma bola na trave no último segundo de jogo.

Em Itu, no primeiro tempo, que foi o que vi, também não houve futebol pelo mesmo motivo já explicado em relação ao Canindé.

Lá, Rogério Ceni fez o gol, de pênalti e sem paradinha, da vitória do São Paulo sobre o Ituano: 1 a 0.

Em tempo: a Lusa é mesmo fabulosa.

Com o mando de campo, sob um calorão danado, o time jogou todo de preto e deixou o rival jogar todo de branco…

Pano pra manga

fevereiro 13, 2010

O caso do atleta Lucas Piazon vai dar ainda muito o que falar.

Na semana passada apresentou-se ao Corinthians, levado pela turma de Giuliano Bertolucci.

Treinou em Itaquera e seria “escondido” no Nacional da Capital, que tem parceria com a equipe “B” do clube.

É para lá que foram deslocados os treinadores dispensados pelo Tricolor e contratados, posteriormente, pelo Corinthians.

Ontem o São Paulo registrou, na CBF, o contrato que realizou com o jogador, válido por três anos.

O nome de Lucas já saiu até no BID da entidade.

Nova discussão está no ar.

Primeiro porque o Tricolor registrou um documento que havia alegado, em sua defesa anterior, não existir.

Depois porque o atleta diz que não assinou documento algum.

Se for verdade, a CBF se compromete ao aceitar documento possivelmente irregular.

Uma coisa é certa, o rolo é grande e será resolvido apenas com a apresentação de toda a papelada.

Daí, quem estiver mentindo, que arque com as conseqüências.

Em tempo: Advogados do Corinthians estão participando da defesa do atleta, portanto, é bom desconfiar de suas atitudes.

Boris Berezovsky é acusado de assassinar Badri Patarkatzishvili junto com a viúva

fevereiro 13, 2010

Do KAVKAZCENTER

http://kavkazcenter.com/eng/content/2010/02/12/11413.shtml

12 de fevereiro de 2010, 13:20

Joseph Kay, que perdeu julgamentos em tribunais europeus e é acusado de se apropriar dos bens do empresário Badri Patarkatzishvili

Junto com seu advogado Emmanuel Seltzer, que aparece em todos os seus assuntos, ele trouxe uma ação no tribunal de Nova York.

Neste processo Kay observou que, dois anos atrás, no dia 12 de fevereiro de 2008, Gudavadze Inna, viúva Patarkatzishvili, e Boris Berezovsky, junto com várias outras pessoas, incluindo a própria ex-mulher de Kay, planejaram o assassinato de Badri Patarkatsishvili.

A ação foi movida contra 56 pessoas, embora mais da metade deles não são nomeados.

“A ação está cheio de acusações absurdas. Kay declara que Inna Gudavadze é culpada do assassinato de Badri Patarkatzishvili e usando seu dinheiro poderia interromper a investigação da justiça britânica.”

Kay se apega no veredicto do tribunal da Geórgia, que o declarou “gerente” temporário do património Badri Patarkatsishvili. Ao mesmo tempo, ele fica em silêncio sobre  as decisões tomadas pelos tribunais do Reino Unido, Gibraltar e Lichtenstein.

Kay afirma que Gudavadze o deixou traumatizado por participar do assassinato de Badri Patarkatsishvili. Badri ajudou-o constantemente com o trabalho e as finanças e agora ele foi deixado sem essa ajuda.

Enquanto isso, a família de Badri Patarkatzishvili disse que não irá responder essas declarações absurdas, mas, após a interposição do recurso no tribunal de Nova York ofereceu-lhes os seus advogados para negociar.

“Estamos completamente certos de que Kay roubou bens e dinheiro de nossa família. Nós vamos oferecer a luta legal contra a Kay. Nós não vamos poupar energia e recursos que a família é proprietária até que obter justiça e tomar o último centavo que roubou”, a declaração diz.

A família de Patarkatsishvili usará o julgamento em tribunal de Nova York para estabelecer a legalidade dos veredictos sentenciado no tribunal da Geórgia. “Nós não poderíamos fazê-lo mais cedo e, agora, esta nova ação de Kay nos dá essa oportunidade”, a família do falecido empresário diz.

Uma das pessoas mais ricas da Geórgia, o judeu Badri Patarkatsishvili, morreu repentinamente no dia 12 de fevereiro de 2008, em sua mansão perto de Londres. Segundo os médicos, a causa da morte foi a doença isquêmica do coração, embora ele nunca teve problemas com o coração.

Poucos meses antes de sua morte, o empresário começou a participar ativamente na política, declarou a criação de um partido de oposição na Geórgia e ofereceu a sua candidatura para a eleição presidencial.

Um áudio escandaloso foi então divulgado para a imprensa britânica, alegando que as autoridades da Geórgia mandaram matá-lo.

Tradução: Google e Paulinho

ONG “Atletas da Cidadania” cobra resultados imediatos de Lula

fevereiro 13, 2010

Do MÍDIA SEM MÉDIA

Por MÔNICA FORMIGONI

Raí pede ajuda à imprensa

Há pouco mais de dois anos, a ONG Atletas da Cidadania, presidida pelo ex-jogador de futebol Raí Souza Vieira de Oliveira, acompanha e cobra ações efetivas do Governo Federal, para o cumprimento da Lei da Aprendizagem.

A Lei estabelece que toda empresa de médio e ou grande porte deve contratar adolescentes entre 14 e 24 anos de idade, através de um contrato especial de duração de, no máximo, dois anos.

Segundo a RAIS (Relação Anual de Informação Social), em 2008, o país encerrou o ano com 133.937 contratações. Em 2009 o número foi para 170.426. Em conversa com o MsM, Raí falou sobre o assunto:

“O nosso trabalho foi dar visibilidade à causa da Lei da Aprendizagem. Apesar de estar longe da meta, saímos de 56 mil para 170 mil em pouco menos de 2 anos. É muito, mas ainda pouco para o potencial de contratação em todo o país. Continuamos acompanhando os passos do Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da nossa participação no Fórum Nacional da Aprendizagem. Nossa postura com o Governo será a mesma: cobrar as ações necessárias para que a Lei seja efetivada, acompanhando de perto as ações em Brasília.”

Apesar de ter aumentado o número de jovens aprendizes contratados, o país não chegou nem perto da meta de 800 mil vagas por ano. Crescimento ínfimo e muito distante se a Lei da Aprendizagem fosse cumprida rigorosamente.

“Duas coisas são fundamentais. Primeiro, a fiscalização, para garantir o cumprimento da Lei, mas, principalmente para garantir a qualidade do tipo de aprendizagem que o jovem está passando, para promover um trabalho decente, conforme estabelece a Organização Internacional do Trabalho. A segunda coisa, encaminhar o Projeto de Lei que entregamos em 2008.”

“Em dezembro de 2008, o presidente Lula e o ministro do Trabalho, Carlos Luppi, estabeleceram a meta de 800 mil vagas. O projeto está na Casa Civil e faço aqui meu apelo para que ele seja encaminhado com urgência, ainda este mês. Se o projeto for aprovado serão geradas aproximadamente 400 mil vagas, já que as administrações de municípios, estados e o governo federal poderão contratar jovens aprendizes.”

“Aproveito para pedir para que o Presidente Lula encaminhe este Projeto de Lei o quanto antes. Mais de 1 ano passou. Estamos atrasados e precisamos correr, se quisermos garantir um desenvolvimento para a juventude com oportunidades de formação, educação e trabalho”, completou Raí.

Para finalizar, o campeão do mundo e presidente da ONG, fez um pedido à imprensa:

“Divulgar todos os meses os dados da aprendizagem e nos ajudar a divulgar esse assunto! A Lei do Aprendiz não é só uma oportunidade de trabalho para os jovens, mas uma chance de futuro.”

Carnaval com panetone

fevereiro 13, 2010

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello garantiu o carnaval do povo brasileiro ao impedir que “Panetone” Arruda saísse da cadeia.

E colocou em desespero àqueles que possuem ligações com o desonesto, temerosos que comece a contar tudo o que sabe.

Enquanto o povo brasileiro sorri, feliz, com a rara decisão de prender um governador corrupto, há os que ficaram “tristes” com o acontecimento.

Um deles se disse ontem “escandalizado” com as imagens de Arruda roubando.

Meses antes, a mesma pessoa havia dito que não tinha visto nada demais nas imagens.

Pois é.

Mas hoje é dia de folia.

O momento de responder é nas urnas.

E está próximo.