Arquivo para 25 fevereiro, 2010

A segunda derrota brasileira na Libertadores

fevereiro 25, 2010

Por JUCA KFOURI

http://blogdojuca.uol.com.br/

O São Paulo não só equilibrou o primeiro tempo com o Once Caldas, depois de primeiros aflitivos cinco minutos, como ainda saiu na frente, graças à cobrança de falta de Rogério Ceni que desviou na barreira colombiana.

O Once Caldas, de má memória para os tricolores, via cair uma invencibilidade de 17 jogos em casa pela Libertadores, 12 vitórias, cinco empates, jamais derrotado em Manizales.

Mas no começo do segundo tempo, Marcelinho Paraíba cometeu desses erros imperdoáveis, ao recuar mal uma bola nos pés de um rival que cruzou na cabeça de Uribe, que empatou, ao ganhar de Xandão pelo alto.

Aí, a pressão começou.

No minuto seguinte, bola no travessão brasileiro.

E Rogério Ceni teve de se virar, até os 26 minutos, depois que Washington perdeu gol feit,  quando Moreno fez um golaço, para botar 2 a 1 no placar, em bola roubada de Jorge Wagner, com direito a dribles em Jean e Miranda e um fulminante arremate cruzado.

Repetia-se a derrota de seis anos atrás, como Rogério Ceni e Cicinho, muito mal, por sinal, tinham sido testemunha.

Rodrigo Souto entrou no lugar de Marcelinho Paraíba , mas o São Paulo já não parecia ter forças para reagir, embora tenha se aproveitado do recuo do rival para ficar mais com a bola.

Na noite em que Rogério Ceni se transformou no maior artilheiro do São Paulo na Libertadores, o time perdeu pela primeira vez em jogo com gol dele.

Depois da derrota do Cruzeiro para o Vélez Sarsfield, também fora de casa o São Paulo caiu.

Definitivamente, o Once Caldas dá indigestão ao São Paulo.

O que importa é sediar

fevereiro 25, 2010

Do “Lance”

Por JOSÉ LUIZ PORTELLA

Escondida pelo carnaval na coluna Holofote, da revista “Veja”, apareceu nota sobre Carlos Nuzman dizendo que ele teria caído em desgraça ou, pelo menos, “perdido a graça” com as autoridades do Ministério do Esporte.

Ele rejeitara a liberação de recursos para o projeto olímpico com base em metas como contrapartida.

O ministério só libera a grana se o COB cumprir metas intermediárias.

Para evitar desperdício e prestação de contas só depois do leite derramado, quando resta apenas lamentar.

A aparente desgraça do presidente do COB contrastava com entrevista posterior, em Vancouver, para o SporTV.

Lá, o professor Nuzman se apresentava, com toda a graça, metido numa fashion – todavia mal ajambrada – jaqueta para neve, branca, colocada sobre o terno.

Parecia vestida de improviso, número maior que o seu, posta para um visual esportivo a caráter.

Contudo, Nuzman não se mostrava improvisado.

Diante da repórter, deitava falação com ar professoral e desejo – nem tanto sutil – de arremeter contra os críticos.

Puxou orelhas dos brasileiros que cobram o COB pela conquista de medalhas, dando como exemplo o Canadá, que se dava por satisfeito em sediar competições mesmo enquanto não ganhou medalhas.

Bastava “o prazer” de ser sede. Servir já seria uma honra.

Nuzman nos esfregava um Pierre de Coubertin aprimorado: “O que importa é sediar”.

O glacial Canadá nos contemplava superando-nos em tolerância e passividade.

Como se já não bastasse a maneira gentil como boa parte da imprensa brasileira o poupa, sem questioná-lo,

Nuzman, o homem da jaqueta branca, insaciável, quer mais.

Parece nos dizer, subliminarmente, que devemos nos contentar com tudo o que ele nos proporciona.

A jovem e bonita repórter, que tem feito matérias simpáticas sobre Vancouver, não estava à vontade e nem ali para questioná-lo.

Hors-concours, Nuzman desfilava em passarela sem jurados.

Nuzman não gosta de cobranças.

Gosta do financiamento público.

Recomenda aceitarmos, com resignação e alegria, aquilo que recebemos.

Balirmos com orgulho.

Se o Ministério do Esporte tivesse condicionado liberar recursos para o Pan-Americano à apresentação de metas, muito provavelmente não estaria curtindo agora essa mágoa por Nuzman não aceitar metas.

Na época, valeram as teses Brasil varonil, Todos por um ideal, sem um olhar crítico.

Nuzman precisava desesperadamente do governo para atingir suas próprias metas.

Dessas ele gosta.

Optou-se pela tolerância.

Agora, Olimpíada por fazer, só nos resta, como ovelhas tropicais, ruminarmos o novo momento olímpico: “As metas de Nuzman são as nossas metas”.

Ingresso Mandrake: torcedor é desrespeitado no Pacaembu

fevereiro 25, 2010

Ontem a farra dos ingressos em jogos do Corinthians veio à tona.

Comandada por dirigentes corinthianos, com a conivência da empresa Ingresso Mais, que tem como proprietário “oficial”um ex-sócio da BWA, embora todos saibam que, de fato, pertence a Luis Paulo Rosenberg.

http://blogdopaulinho.wordpress.com/2010/01/14/rosenberg-ganha-ate-nos-ingressos/

Milhares de ingressos foram negociados de maneira duplicada e não fizeram parte da contabilização final.

O Pacaembu estava abarrotado, mas somente 32 mil pessoas foram anunciadas.

“Estranhamente” o maior dos problemas ocorreu nas entradas mais caras, de R$ 200 e R$ 500 reais.

Torcedores gritavam, uma senhora precisou ser atendida, muita gente exigiu o dinheiro de volta, mas nada aconteceu.

Rosenberg ordenou que procurassem outros lugares vagos e disse também que não poderia resolver o problema naquele momento.

Falou que era “piada” devolver o dinheiro.

Quanto a Andres Sanches, imitou o marido da mulher que ciceroneava no estádio.

“Não estou sabendo, nem vi nada”, repetiu.

Uma vergonha.

Imprensa descumpre a lei

fevereiro 25, 2010

Alguns jornalistas deram péssimo exemplo, ontem, no setor de imprensa escrita do Pacaembu.

Enquanto a lei anti-fumo proíbe que o cidadão fume em locais fechados ou que tenham cobertura, alguns deles pareciam verdadeiras chaminés no setor.

Muitas foram as reclamações.

Enquanto proibe-se o profissional, em um país tropical, de poder trabalhar de bermuda, permite-se que ele descumpra a lei, faltando com o respeito ao companheiro não fumante.

Navio sem ratos

fevereiro 25, 2010

O navio do centenário está zarpando, mesmo após o retumbante fracasso de vendas.

Aqueles poucos que pagaram terão que conviver com os convidados da diretoria corinthiana.

Para evitar o vexame, quase todos os pacotes foram distribuidos  gratuitamente .

Bicheiros, bingueiros e torcedores organizados estarão perambulando, pelo local, bêbados e com a educação habitual.

O prejuízo poderá ser ainda maior.

Há noticias de que alguns ratos, no porão, desistiram de embarcar, preocupados em não e misturar com essa gente.

Perfeitamente compreensível.

Promotor promete endurecer com bandidos organizados

fevereiro 25, 2010

Encontrei o promotor Paulo Castilho na área VIP do Pacaembu.

Aproveitei para cobrar-lhe uma posição mais firme com relação à violência das facções criminosas organizadas e lhe perguntei: “O que mais falta acontecer para que vocês fechem de vez as torcidas organizadas ?”

Ele me deu razão e disse: “Minha paciência esgotou-se com essa gente. Tomei uma decisão hoje, não terão mais escolta policial nos trajetos. Daqui por diante sofrerão dura investigação e, tenho certeza, prisões serão realizadas. Paulinho, se não acabarmos com eles, não tenho dúvida, eles acabarão com o futebol.”

O blog espera que não seja mais um daqueles discursos no “estilo” Fernando Capez, e que, da verdade, estas ações sejam implementadas.

Estaremos, como sempre, acompanhando e cobrando.

Suada e importante vitória

fevereiro 25, 2010

Acabo de chegar do Pacaembu, onde o Corinthians sofreu para vencer o Racing por dois a um, de virada.

Impossível deixar de comentar o espetáculo magnífico proporcionado pela torcida corinthiana, que transformou o Pacaembu num infernal caldeirão.

Nem o primeiro gol dos uruguaios, após vacilo do capitão Willian – que não jogou bem – esfriou o animo dos presentes no estádio.

Em compensação era nítido o nervosismo dos atletas corinthianos, dificultando ainda mais a busca pelo resultado.

Tcheco, tão criticado nos últimos jogos, fazia sua melhor partida pelo Timão, e parecia ser o único a não ter sentido o gol adversário.

Foi dele o brilhante passe para que o motorzinho Elias empatasse a partida.

Na segunda etapa, mesmo voltando melhor, o Corinthians não jogava bem.

Até que a expulsão de um uruguaio, na já cansada defesa adversária, proporcionou, enfim, os espaços que o Timão não conseguia encontrar.

Minutos depois, em lance semelhante ao primeiro gol alvinegro, Elias, novamente, marcou e aliviou a Fiel.

Daí pra frente foi só garantir a importante vitória, que deixa o Corinthians como líder de sua chave, com direito a pequenos “shows” de Ronaldo no final.