Arquivo para 23 dezembro, 2011

Alex Muller responde ao Blog do Paulinho

dezembro 23, 2011

Publicamos, ontem, o vídeo em que o Dr. Joaquim Grava demonstrou irritação com o Blog do Paulinho.

http://blogdopaulinho.wordpress.com/2011/12/22/joaquim-grava-incomodado-com-o-blog-do-paulinho/

Na mesma postagem emitimos opinião sobre a conduta do jornalista Alex Muller, da BAND, no episódio.

Recebemos, hoje, sua resposta.

E, como é de praxe neste espaço democrático, a tornaremos pública.

Confira abaixo.

Por ALEX MULLER

Paulinho, nunca cumprimentei alguém por falsidade ou interesse.

Nas poucas vezes que te encontrei fiz o que faço com todos e quem me conhece sabe, ou seja, trato bem as pessoas, independente de quem seja, do trabalho que faça, do estilo que tenha ou das opiniões sobre fatos e pessoas.

Portanto, se me achou covarde pelo que você interpretou, tem total liberdade de achar isto.

Mas reitero que, na verdade, o que disse é que qualquer um pode ter um blog e não podemos nos responsabilizar pelo que os outros escrevem, não?

Ou você já se responsabilizou por algo que escrevi e vice-versa?

E em nenhum momento falei que você não é jornalista formado ou algo do gênero.

O que tentei falar é que infelizmente, no Brasil, qualquer um pode curtir uma de jornalista mesmo sem ser, mas não falei que era o seu caso, até porque não sou eu que tenho que dizer e nem tenho como saber quem é ou não formado.

Inclusive, conheço vários ótimos repórteres que não têm diploma.

Agora finalizando o assunto, se você acha por bem tachar-me profissionalmente do que for, tacha-me.

Mas espero que respeite minha conduta de vida pessoal, jamais teria o mal caratismo de cumprimentá-lo falsamente.

Sou um homem que honra e preza a honestidade e não a falsidade.

Alex Müller.

Corinthians paga campanha de Mario Gobbi

dezembro 23, 2011

Associados do Corinthians, este jornalista inclusive, receberam, nos últimos dias, cartas do presidente do clube fazendo campanha para a eleição do candidato Mario Gobbi.

No selo, a parceria entre Corinthians e Correios.

Demonstração que é do dinheiro dos sócios que estão sendo retirados os valores das postagens.

Mais uma pequena sacanagem, dentre tantas, realizadas por um grupo que nem se deu ao trabalho de esconder o ato, tamanha é a certeza da impunidade.

Avaliação: qual o programa esportivo da tv aberta em que você menos acredita ?

dezembro 23, 2011

Corinthians e Flamengo – caixinha ou taxinha ?

dezembro 23, 2011

Pouco tem se falado da imoral “caixinha” de R$ 20 milhões, aceita pelos presidentes de Corinthians e Flamengo para “ajudar” a Rede Globo na manutenção dos direitos de transmissão do Brasileirão.

Dinheiro utilizado para prejudicar não apenas outros clubes, que poderiam ter conseguido contratos melhores em suas negociações, mas os próprios, que tinham em mãos ofertas maiores da emissora concorrente.

Discute-se menos ainda se, de fato, estes valores entraram no caixa dos respectivos clubes.

Tudo indica que não.

Até porque, como seriam discriminados, se há um contrato em vigor, com valores reais, provavelmente os que devem ser indicados no balanço ?

Investigações precisam ser feitas pelos conselheiros para que possamos saber se a “caixinha” não se transformou em “taxinha”, beneficiando apenas os bolsos de Andres Sanches e Patrícia Amorim.

O corinthiano é amplamente conhecido por esses hábitos.

Com relação a presidenta do Mengão, o simples fato de fechar os olhos para as escancaradas negociatas de Luxemburgo a qualificam para qualquer negociação financeira obscura.

A Copa do Mundo já tem seus perdedores

dezembro 23, 2011

Da “FOLHA”

Por GUILHERME BOULOS

“O exemplo de Itaquera não deixa dúvidas: os preços de compra e aluguel dos imóveis dobraram, e quem paga essa conta em geral são os pobres “

A grande euforia pela escolha do Brasil como sede da Copa de 2014 não tardou muito em gerar desilusão. Logo apareceu o incômodo problema de quem iria pagar a conta.

E veio a resposta, ainda mais incômoda, de que 98,5% do gordo orçamento do evento será financiado com dinheiro público, segundo estudo do TCU. Dinheiro que faz falta no SUS, na educação e na habitação popular. Por sua vez, a Fifa impõe contratos milionários com patrocinadores privados e o presidente do todo-poderoso Comitê Local é Ricardo Teixeira. A transparência dos gastos está em xeque.

Esses temas têm sido amplamente tratados pela grande imprensa. Mas há outra dimensão do problema -não menos grave- que é pouco abordada. Trata-se das consequências excludentes dos investimentos da Copa nas 12 cidades que a abrigarão. Três anos antes de a bola rolar, esta Copa já definiu os perdedores. E serão muitos, centenas de milhares de pessoas afetadas direta ou indiretamente pelas obras.

Somente com despejos e remoções forçadas já há uma estimativa inicial de 70 mil famílias afetadas, segundo dossiê de março deste ano produzido pela relatora da ONU e urbanista Raquel Rolnik. Os números podem chegar a ser bem maiores. Talvez por isso sejam tratados pelo governo como caixa-preta.

A desinformação facilita que qualquer processo de remoção receba o carimbo da Copa e, deste modo, seja conduzido em regime de urgência, passando por cima dos direitos mais elementares.

Na maioria dos casos, não há qualquer alternativa para as famílias despejadas. Quando há, são jogadas em conjuntos habitacionais de regiões mais periféricas, com infraestrutura precária e ausência de serviços públicos.

Quem sorri de orelha a orelha é o capital imobiliário. As grandes empreiteiras e os especuladores de terra urbana se impõem como os grandes vitoriosos. Levantamento do Creci-SP mostra que em 2010 houve uma valorização de até 187% de imóveis usados em São Paulo; a rentabilidade do investimento imobiliário superou a maior parte das aplicações financeiras. Para esse segmento a Copa é um grande negócio.

O exemplo de Itaquera não deixa dúvidas: os preços de compra e aluguel dos imóveis dobraram após o anúncio da construção do estádio. A conta costuma ficar para os mais pobres. Isso quando não se paga com a liberdade ou com a vida.

Na África do Sul, durante a Copa de 2010, foi criada, por exigência da Fifa, uma legislação de exceção, com tribunais sumários para julgar e condenar qualquer transgressão. O Pan do Rio foi precedido de um massacre no Morro do Alemão, com 19 mortos pela polícia. Despejos arbitrários, manter os favelados na favela e repressão exemplar aos transgressores, eis a receita para os megaeventos. Receita essa que mistura perversamente lucros exorbitantes, gastos públicos escusos e exclusão social.

GUILHERME BOULOS é membro da coordenação nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), militante da Frente de Resistência Urbana e da CSP Conlutas.