Arquivo para 11 março, 2012

Ouvidos resistentes

março 11, 2012

Emerson Sheik, que na verdade se chama Marcio, disse que foi enganado no caso do contrabando de carros em associação com a Máfia Israelense e também com bicheiros do Rio de Janeiro.

Luis Paulo Rosenberg, PHD em economia, falando ao “Juca Entrevista”, da ESPN Brasil, também foi vitima de uma quadrilha, segundo o próprio, no caso da falência do Banco Pan-Americano, do qual era Conselheiro responsável por zelar pelos recursos dos sócios minoritários e também pelas auditorias.

Andres Sanches diz ser empresário e nega ter recebido um tostão sequer em transações de jogadores (150) realizadas pelo Corinthians nos últimos anos.

Ricardo Teixeira diz que revolucionou o futebol brasileiro e fez a administração mais transparente da história da CBF.

Roberto Dinamite diz que depositar dinheiro do Vasco, com ordem por escrito assinado pelo próprio, numa conta das Ilhas Cayman em nome de seu sócio foi apenas um mal entendido.

Juvenal Juvêncio diz que o terceiro mandato, na verdade, é o segundo, porque o primeiro inexiste por ter sido cumprido num estatuto anterior.

Arnaldo Tirone diz que é um empresário de sucesso e que os mais de 20 leilões sofridos por sua lanchonete nada têm a ver com má-gestão, tendo então dinheiro suficiente para não se locupletar no Palmeiras.

V(W)anderlei(y) Luxemburgo diz que vive apenas de seu salário e que não pega dinheiro de jogadores de futebol.

Mano Menezes diz que suas convocações levam em consideração apenas critérios técnicos, e que os times da Ucrânia são muito competitivos.

Etc, etc, etc, etc, etc…

Devem, todos, estar falando a verdade, não é ?

Duas versões: quem pagará as arquibancadas móveis do “Fielzão” ?

março 11, 2012

Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente do Corinthians, repetiu ontem, no programa “Juca Entrevista”, da ESPN Brasil, o mesmo discurso que tem feito no Conselho alvinegro.

Disse que o responsável pelo custo das cadeiras adicionais (cerca de 20 mil) a serem colocadas no “Fielzão” para adequá-lo às exigências da FIFA será integralmente bancado pelo Governo.

Porém, em explicações prestadas ao MPSP, na última semana, local em que inverdades ditas poderiam lhe prejudicar pessoalmente, o dirigente corinthiano mudou o discurso.

Assinou documento garantindo que os custos das referidas arquibancadas serão integralmente bancados pelo Corinthians.

Onerando ainda mais os cofres alvinegros.

Ou, na pior das hipóteses, deixando-o ainda mais endividado.

A grande questão agora é saber para quem Rosenberg deixou de falar a verdade.

Para o Conselho do clube e, por consequência, ao programa do Juca, ou ao Ministério Público de São Paulo e seus promotores.

A farsa do sr. Teixeira

março 11, 2012

Da “FOLHA”

Por JUCA KFOURI

“Mais uma vez o cartolão da CBF entra em licença médica para ver se o clima esfria para ele”

NO AUGE das CPIs da CBF e do Futebol, na Câmara dos Deputados e no Senado, Ricardo Teixeira, decidido a renunciar, acabou por optar pelo pedido de licença médica, convencido pelo então presidente da federação carioca Caixa D’Água.

O tempo passou, as coisas se acalmaram, a seleção ganhou a Copa de 2002 e ele voltou a ser cortejado, como se nada tivesse acontecido, apesar de mais de uma dezena de indiciamentos na CPI.

Sua situação hoje é mais frágil que a de então, embora não tenha passado pela humilhação dos interrogatórios públicos no Congresso Nacional daquela época, quando esteve prestes a irromper em pranto tamanha a pressão sofrida e sua dificuldade em responder aos parlamentares que não eram da bancada da bola -hoje alguns até são.

No famoso texto do filósofo alemão Karl Marx, “O 18 Brumário de Luís Bonaparte”, é dito com todas as letras que “Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”.

É o que tudo indica estarmos vendo. Uma farsa.

Porque a menos que caia o avião de Joseph Blatter e Dilma Rousseff resolva renunciar, nada no horizonte indica que a situação do sr. Teixeira vá se acalmar, ao contrário.

Os órgãos de informação do governo federal têm farta munição sobre a vida do cartolão e, se os vazamentos são homeopáticos, não está descartada uma ação mais incisiva que ponha em risco até as idas e vindas de Boca Raton (que nome!).

Resta saber o que acontecerá na vida da CBF -e se ele continuará à frente do COL, o que soa como afronta ao dinheiro público investido na Copa, a tal que seria do capital privado, como ele escreveu na página 3 desta Folha.

Porque se federações poderosas não gostam de José Maria Marin (e quem gosta?), Marco Polo del Nero mais que gosta, controla.

E é sabido que Marin e Nero, além de não apreciarem o trabalho de Mano Menezes, jamais gostaram de Andres Sanchez.

No mesmo texto citado acima, Marx ensinou que “os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado”.

Algo de que o sr. Teixeira nem desconfia.

Reforma de gramado da Vila gera suspeitas de favorecimento

março 11, 2012

Oposicionistas do Santos estranham o fato do gramado da Vila Belmiro ter sido reformado e reinaugurado duas vezes no período de um ano.

Alegam que a empresa responsável pelo serviço não passou por critério de concorrência e foi escolhida por quem queria levar vantagem sobre as obras.

“Ninguém consegue informação alguma com a diretoria, muito menos avaliar o processo de contratação dessa empresa. Os documentos simplesmente não são mostrados quando solicitados. Demonstraram incompetência, tanto que, meses depois, tivemos que reformar novamente…”, disse um dos opositores.

Situação que contrasta com o discurso de modernidade e transparência de LAOR, que, aparentemente, serviu apenas para suas eleições.

Tostão fala sobre Messi e Neymar

março 11, 2012

(trecho da coluna de TOSTÃO, na FOLHA de hoje)

No meio de semana, Messi e Neymar deram show. Os dois correm com a bola, sem deixá-la escapar, mesmo entre vários defensores. O cientista brasileiro Miguel Nicolelis, em seu livro “Muito Além do Nosso Eu”, escreveu, baseado em inúmeras experiências científicas, que, para o cérebro dos grandes craques, a bola é uma extensão do pé. A bola não cola no pé. Ela faz parte do corpo.

Quando Messi e Neymar iniciam uma jogada, que vai resultar em um belíssimo gol, os dois não planejam o que vão fazer nem sabem explicar, depois, o que fizeram. Para isso, além de muita criatividade e habilidade, é necessário ter muita técnica. Não existe arte sem técnica nem ciência sem improvisação e fantasia. A expressão humana não é apenas racional, técnica, nem apenas existencial.

Fiori já está no quarto

março 11, 2012

Dezesseis dias depois, o ex-árbitro e colunista deste espaço, Euclydes Zamperetti Fiori, continua internado no hospital, recuperando-se de problemas cardíacos.

Ontem, porém, após visita-lo, encontrei-o com aspecto bem mais animador do que das vezes iniciais.

Fiori reagiu bem à cirurgia de colocação de um “stent” e, dois dias atrás, saiu da UTI para um quarto privativo.

Aguarda agora a possibilidade de colocar um marca-passo, possivelmente na próxima terça-feira, cirurgia que havia sido descartada, mas que, por precaução, terá realmente que ser realizada.

Muita gente do mundo da arbitragem e também seus colegas policiais o tem visitado, diariamente, situação esta que, sem dúvida, tem contribuído para a recuperação.

Voltaremos a informar seu quadro de saúde, neste espaço, assim que boas novas surgirem, desde já agradecendo, por ele, as várias manifestações de solidariedade e carinho.