Da “FOLHA”
Por JUCA KFOURI
“Mais uma vez o cartolão da CBF entra em licença médica para ver se o clima esfria para ele”
NO AUGE das CPIs da CBF e do Futebol, na Câmara dos Deputados e no Senado, Ricardo Teixeira, decidido a renunciar, acabou por optar pelo pedido de licença médica, convencido pelo então presidente da federação carioca Caixa D’Água.
O tempo passou, as coisas se acalmaram, a seleção ganhou a Copa de 2002 e ele voltou a ser cortejado, como se nada tivesse acontecido, apesar de mais de uma dezena de indiciamentos na CPI.
Sua situação hoje é mais frágil que a de então, embora não tenha passado pela humilhação dos interrogatórios públicos no Congresso Nacional daquela época, quando esteve prestes a irromper em pranto tamanha a pressão sofrida e sua dificuldade em responder aos parlamentares que não eram da bancada da bola -hoje alguns até são.
No famoso texto do filósofo alemão Karl Marx, “O 18 Brumário de Luís Bonaparte”, é dito com todas as letras que “Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”.
É o que tudo indica estarmos vendo. Uma farsa.
Porque a menos que caia o avião de Joseph Blatter e Dilma Rousseff resolva renunciar, nada no horizonte indica que a situação do sr. Teixeira vá se acalmar, ao contrário.
Os órgãos de informação do governo federal têm farta munição sobre a vida do cartolão e, se os vazamentos são homeopáticos, não está descartada uma ação mais incisiva que ponha em risco até as idas e vindas de Boca Raton (que nome!).
Resta saber o que acontecerá na vida da CBF -e se ele continuará à frente do COL, o que soa como afronta ao dinheiro público investido na Copa, a tal que seria do capital privado, como ele escreveu na página 3 desta Folha.
Porque se federações poderosas não gostam de José Maria Marin (e quem gosta?), Marco Polo del Nero mais que gosta, controla.
E é sabido que Marin e Nero, além de não apreciarem o trabalho de Mano Menezes, jamais gostaram de Andres Sanchez.
No mesmo texto citado acima, Marx ensinou que “os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado”.
Algo de que o sr. Teixeira nem desconfia.

março 11, 2012 às 9:08 am
“Todos os fatos e personagens de grande importância na história ocorrem, POR CERTO, MUITAS VEZES E SEMPRE”. Sabem por que? Porque o ser humano é corrupto por natureza, especialmente quando possue alguma fatia de poder.
março 11, 2012 às 10:21 am
O cara de areia mijada q não terminou o Mobral deve estar fumando pacotes de cigarros ao dia por medo de perder os esquemas dele e do Mano burro na CBF
Mas, mais cedo ou mais tarde, esse Travesti irá cair, como toda a Galinhada q suja a CBF
Corintiano flagrado de calcinha por vizinho tenta fugir pulando a cerca
http://corinthiansbarbiesgirls.blogspot.com/2012/03/corintiano-flagrado-de-calcinha-por.html
março 11, 2012 às 10:43 am
E quem gosta de ter em sua equipe um treinador corrupto, envolvido até os dentes com empresários de jogadores na hora de suas convocações, além, é claro, de incompetente. Sim, porque currículo que é bom, nada. Duas séries B, uma Copa do Brasil e campeonatos estaduais. Isso é currículo de treinador de Seleção?
Outra coisa é a vida (ilícita) de Andres Sanches. Enriqueceu as custas do Corinthians, combinou voto com Dualib e nunca foi preso.
março 11, 2012 às 1:02 pm
Um acerto entre cavalheiros foi feito.
As denúncias acalmariam, e a Globo não divulgaria uma nota. Tudo acabaria bem, afinal o ricardo caga um montão!
Em 2014, é capaz desse cidadão dar o discurso de abertura da Copa, e receber aplausos entusiasmados no futuro estádio do Corinthians!
março 11, 2012 às 3:06 pm
Conta uma novidade…
março 11, 2012 às 5:19 pm
[...] A farsa do sr. Teixeira [...]