Arquivo para 29 março, 2012

Palmeiras – extrato de incompetência, malandragem e caos financeiro

março 29, 2012

Publicamos, recentemente, que o Palmeiras chegou a pagar 72% de comissões à empresários de atletas, no período em que Gilberto Cipullo comandava o departamento de futebol.

Um escândalo !

Para piorar e esconder dos conselheiros do clube, boa parte dessa “taxinha” saia dos cofres do “Clube dos 13”, num acerto com valores que o Palmeiras tinha direito a receber.

Ocultava-se, assim, a sacanagem.

Tivemos acesso ao extrato do Palmeiras com o Clube dos 13, do período entre fevereiro e novembro de 2010, onde constam todas as movimentações.

É assustador.

Até empréstimos bancários eram quitados nesse sistema.

Relacionarei, abaixo, os exemplos mais graves.

FEVEREIRO

04/02 – transferência de R$ 1,5 milhão ao Bradesco

25/02 – parcela de R$ 363,5 mil referentes a empréstimo com o BIC banco.

MARÇO

02/03 – parcela de R$ 574,3 mil referentes a empréstimo com o BIC banco.

25/03 – parcela de R$ 369,4 mil referentes a empréstimo com o BIC banco

25/03 – pagamento de parcela de comissão, R$ 5 mil, para o empresário João F. Machado.

25/03 – novo pagamento de comissão, parcela de R$ 5 mil, para o empresário João F. Machado.

31/03 – pagamento de acordo, parcela de R$ 25 mil, de comissão à  JMB Esportes.

ABRIL

Não tivemos acesso aos dados de Abril.

MAIO

03/05 – pagamento de R$ 594,4 mil referentes a empréstimo com o BIC banco.

20/05 – pagamento de parcela de R$ 25 mil de comissão ao empresário João F. Machado.

25/05 – pagamento de R$ 9,3 mil de comissão ao empresário Nilson P. Maldaner.

25/05 – pagamento de parcela de comissão para Rogon Brasil, no valor de R$ 11,7 mil.

25/05 – pagamento de parcela de R$ 11,7 mil, comissão, para a JMB esportes.

31/05 – pagamento de parcela de comissão, R$ 5 mil, para João F. Machado.

31/05 – novo pagamento de parcela de comissão, R$ 5 mil, para o empresário João F. Machado.

JUNHO

01/06 – pagamento de parcela de empréstimo, R$ 316,1 mil, ao BIC banco.

21/06 – pagamento de parcela, R$ 25 mil, de comissão ao empresário João F. Machado.

24/06 – pagamento de parcela, R$ 600 mil, para o BIC banco.

29/06 – pagamento de comissão, R$ 9,3 mil, ao empresário Nilson P .Maldaner.

29/06 – pagamento de parcela, R$ 11,7 mil, de comissão à Rogon Brasil.

29/06 – pagamento de parcela, R$ 11,7 mil, de comissão à JMB esportes.

30/06 – pagamento de parcela de comissão, R$ 5 mil, ao empresário João F. Machado.

30/06 – novo pagamento de parcela de comissão, R$ 5 mil, ao empresário João F. Machado.

JULHO

01/07 – pagamento ao TOMBENSE F.C., conhecido reduto de empresários, no valor de R$ 250 mil.

01/07 – pagamento de parcela de empréstimo ao BIC banco, no valor de R$ 321,1 mil.

20/07 – pagamento de parcela de comissão ao empresário João F. Machado, no valor de R$ 25 mil.

22/07 – pagamento de comissão, R$ 9,3 mil, ao empresário Nilson P. Maldaner.

22/07 – pagamento de parcela, R$ 11,7 mil, à Rogon Brasil.

22/07 – pagamento de parcela, R$ 11,7 mil, à JMB Esportes.

23/07 – pagamento de parcela, R$ 610 mil, ao BIC banco.

30/07 – pagamento de parcela de comissão ao empresário João F. Machado, no valor de R$ 5 mil.

30/07 – novo pagamento de parcela de comissão, R$ 5 mil, ao empresário João F. Machado.

AGOSTO

02/08 – pagamento de parcela, R$ 326,6 mil, ao BIC banco.

03/08 – pagamento de parcela de comissão, R$ 10 mil, ao empresário João f. Machado.

03/08 – novo pagamento de parcela de comissão, R$ 8,9 mil, ao empresário João F. Machado.

11/08 – pagamento de parcela ao BIC banco, R$ 505,3 mil.

20/08 – pagamento de parcela de comissão, R$ 25 mil, ao empresário João F. Machado.

25/08 – pagamento de parcela de empréstimo ao BIC banco, no valor de R$ 518,5 mil.

31/08 – pagamento de parcela, R$ 11,7 mil, à Rogon Brasil.

31/08 – pagamento de parcela, R$ 11,7 mil, à JMB esportes.

31/08 – pagamento de parcela de comissão, R$ 5 mil, ao empresário João F. Machado.

31/08 – novo pagamento de R$ 5 mil a João F. Machado.

SETEMBRO

01/09 – pagamento de parcela de empréstimo, R$ 332,2 mil, ao BIC banco.

02/09 – novo pagamento ao TOMBENSE F.C, reduto de empresários, no valor de R$ 200 mil.

02/09 – no mesmo dia, nova parcela, também de R$ 200 mil, ao TOMBENSE F.C.

02/09 – pagamento de parcela de comissão ao empresário João F. Machado, no valor de R$ 10 mil.

02/09 – João F. Machado, o recordista de recebimentos, é agraciado, no mesmo dia, com outra parcela de comissão, desta vez de R$ 8,9 mil.

10/09 – transferência de R$ 1 milhão ao BIC banco.

10/09 – pagamento de parcela, R$ 513,9 mil, ao BIC banco.

22/09 – pagamento de parcela de comissão, R$ 10 mil, ao empresário João F. Machado.

22/09 – novo pagamento de parcela de comissão, R$ 8,9 mil, ao empresário João F. Machado.

22/09 – pagamento de parcela de comissão ao empresário Nilson P. Maldaner, no valor de R$ 8,9 mil.

23/09 – pagamento de parcela, R$ 630, 8 mil, ao BIC banco.

30/09 – pagamento ao Internacional de Porto Alegre, de R$ 260 mil, referente a parcela da aquisição do jogador Edinho.

30/09 – pagamento de parcela, R$ 11,7 mil, a Rogon Brasil.

30/09 – pagamento de parcela, R$ 11,7 mil, a JMB esportes.

30/09 – pagamento de parcela de comissão, R$ 5 mil, ao empresário João F. Machado.

30/09 – pagamento de parcela de comissão, R$ 5 mil, novamente, ao empresário João F. Machado.

30/09 – para não perder o costume, pagamento de parcela de comissão, R$ 25 mil, ao empresário João F. Machado.

OUTUBRO

01/10 – pagamento de parcela ao BIC banco, no valor de R$ 337,6 mil.

11/10 – pagamento de parcela, outra, ao BIC banco, no valor de R$ 522,7 mil.

25/10 – pagamento de parcela de comissão ao empresário João F. Machado, no valor de R$ 10 mil.

25/10 – novo pagamento de parcela de comissão ao empresário João F. Machado, no valor de R$ 8,9 mil.

25/10 – pagamento de parcela de comissão, R$ 8,9 mil, ao empresário Nilson P. Maldaner.

29/10 – pagamento de parcela, R$ 11,7 mil, a Rogon Brasil.

29/10 – pagamento de parcela, R$ 11,7 mil, a JMB esportes.

29/10 – pagamento de parcela de empréstimo, R$ 650 mil, ao BIC banco.

29/10 – pagamento de parcela de comissão ao empresário João F. Machado, no valor de R$ 5 mil.

29/10 – novo pagamento de R$ 5 mil para João F. Machado.

29/10 – Nova parcela, desta vez de R$ 25 mil, a João F. Machado.

NOVEMBRO

08/11 – pagamento de parcela de empréstimo ao BIC banco, no valor de R$ 347,3 mil.

09/11 – novo pagamento de parcela de empréstimo ao BIC banco, no valor de R$ 531,1 mil.

19/11 – remessa de dinheiro ao BIC banco, no valor de R$ 300 mil.

25/11 – novo pagamento de parcela ao BIC banco, de R$ 651,5 mil.

30/11 – pagamento de parcela de comissão ao empresário João F. Machado, no valor de R$ 5 mil.

30/11 – pagamento de parcela ao empresário João F. Machado, de R$ 5 mil.

30/11 – novo pagamento de parcela de comissão, R$ 25 mil, ao empresário João F. Machado.

Corinthianos são censurados no Pacaembu

março 29, 2012

Não é de hoje que recebemos reclamações de torcedores corinthianos, insatisfeitos com o que ocorre nas numeradas do Pacaembu, em dia de jogos do clube.

Alegam que sempre os mesmos, cerca de 20 pessoas, entre os mais de 200 dirigentes, conselheiros e “aspones” que recebem ingressos gratuitos da diretoria, agem como se fossem “leões de chácara” no local.

“Não se pode criticar o time ou os dirigentes que os bandidos já vem com seguranças querendo bater.”, disse um dos relatos.

“Tem um gordão, com cara de bobo, que vive ofendendo e intimidando torcedores que, diferentemente deles, pagam R$ 200, R$ 300, R$ 500 por um ingresso.”, complementou.

O fato é que realmente há uma espécie de blindagem nos estádios alvinegros, uma censura imposta pela truculência, não apenas nas numeradas, mas também em boa parte da arquibancada.

Nos lugares mais caros, regida por pessoas próximas à diretoria, que não pagam ingressos, e ofende quem verdadeiramente gera lucro ao clube.

Além das “organizadas”, que deixam bem claro que qualquer manifestação de repúdio ao poder será devidamente espancada.

Sócia cobra calote de ex-jogador Palhinha

março 29, 2012

Fernanda Rachid, sócia do ex-jogador Palhinha, que fez sucesso no São Paulo nos anos 90, está indignada.

Juntos eram proprietários da P9 Clínica Estética, na Mooca, em São Paulo.

Diz que foi enganada não apenas pelo ex-jogador, mas também por sua esposa, Karina Gaberlotti, que também consta do contrato social.

“(…) me deixaram na mão com diversos problemas. Eles fizeram de tudo para colocar meu nome no contrato da clínica. Realizei alguns investimento na clínica e o dinheiro que ali coloquei simplesmente SUMIU. Todos sabem que o PALHINHA, ex-jogador do São Paulo, era um dos sócios, e o mesmo foi para o exterior e não deixou qualquer contato…”

Desesperada, Fernanda faz um apelo:

“Palhinha tem um compromisso de estar no Brasil, para participar do Navio Tricolor nos dias 19 á 21 de Abril, desta forma quero pedir aos amigos que caso alguém tenha alguma informação dele e de sua esposa Karina Gaberlotti,  entrem em contato comigo pois os mesmos tem algumas dividas para assumir e pagar.”

Tomara, consiga ser atendida.

Eike Batista – o “X” da questão

março 29, 2012

Eike Batista, o encantador de serpentes, sobre para 8ª colocação no ranking dos homens mais ricos do mundo.

Sem produzir absolutamente nada.

Enquanto isso, os investidores de suas ações amargam prejuízo de R$ 1,02 bilhão, somente no último ano.

E a tendência é perder mais.

A “fortuna” de Eike é contabilizada em papéis que valem o que o boato do momento alardeia, não pagam dividendos, e pode inexistir de uma hora para outra.

Basta o mercado se cansar das promessas, muitas, e resolver cobrar os produtos que, até o momento, as tais empresas “X” não tem a menor condição de entregar.

Num ano o príncipe dos papéis cai do trono e se transforma no sapo do petróleo imaginário.

E ai, diferente de outros “incêndios”, não há “bombeiro” que possa dar jeito na situação.

Cúmplices do terror

março 29, 2012

Da “FOLHA”

Por JUCA KFOURI

“Não há mais como ser compreensivo ou esperançoso: as autoridades têm culpa nas mortes”

GOVERNO FEDERAL, pela inação do Ministério do Esporte, e os governos estaduais e municipais são, como os organizadores dos jogos de futebol pelo Brasil afora, culpados pelo estado de violência gerado pelas gangues uniformizadas que, mais que afastar os torcedores comuns, afetam a vida cotidiana dos cidadãos brasileiros.

Já são quase duas décadas de barbárie sem que medidas eficazes sejam adotadas, embora haja exemplos a imitar, como os da Inglaterra.

Surpreendente, por isso, o tom ainda complacente do editorial desta Folha anteontem, sob o título “Pacificar o futebol”.

A banalização da violência com os encontros marcados pelas gangues uniformizadas para matar ou morrer não pode ser mais ignorada como se fosse novidade. Falham a inteligência, a prevenção, a repressão e a punição, com o que as autoridades, mais que um atestado de incompetência, merecem o rótulo de cúmplices, acovardados ou interesseiros, dos marginais impunes.

A ninguém, nessas esferas, pode se dar o direito de ignorar como se dão os embates e quem são os responsáveis, quando virou segredo de Polichinelo que há torcidas organizadas que agem até em associação com o PCC, ocultando armamento pesado para a organização criminosa. Sim, PCC!

Existe uma legislação que é ignorada pelos responsáveis pela organização das partidas, o Plano do Jogo, exigido pelo artigo 17 do Estatuto do Torcedor.

Plano que deve ser publicado nos sítios das federações estaduais e sobre o qual mentem os que dizem cumpri-lo.

E ninguém cobra, nem mesmo o Ministério Público, parceiro da demagogia e das medidas inócuas, como proibir a presença de faixas e fardamentos ou quando propõe extinguir uma torcida que volta no dia seguinte com outro nome.

A escalada da violência não deixa dúvidas: nos últimos dez anos, foram 42 mortes; nos últimos cinco, foram 28, e nos últimos dois, foram 14, ou seja, uma escala crescente.

Mortes que nem comovem, porque causadas por quem se junta para matar ou morrer. Mas que têm efeito devastador sobre os cidadãos que pagam altos impostos pela garantia de ir e vir com segurança.

A minoria que causa tal terror é conhecida das autoridades e permanece impune, por medo e cumplicidade, aliada dos que contratam alta tecnologia para identificá-la, em concorrências que subvencionam a velha corrupção que campeia neste meio.