Arquivo para 8 abril, 2012

Corinthians “goleia” no Pacaembu. Palmeiras tropeça em Campinas

abril 8, 2012

Após sofrer um pouco na primeira etapa, mas dominar completamente a segunda, o Corinthians venceu o Paulista pelo habitual placar de um a zero.

Gol do sempre esforçado Willian.

Disputará a primeira colocação com o São Paulo, que é favorito, pois enfrentará o fraco Linense, em Lins, na última rodada, enquanto o Timão terá que ir a Campinas para o sempre tradicional embate contra a Ponte Preta.

Enquanto isso o Palmeiras, ao perder a quarta colocação para o Guarani, na derrota por três a um, pode fazer a mesma partida, daqui duas semanas, novamente em Campinas.

Resultado que só não é deveras desastroso porque tirando o mando de campo, ninguém terá vantagem de empate, mesmo tendo chegado à frente na colocação.

Coisas da Federação Paulista.

Enquanto isso, se jogar com seriedade, o Peixe deverá manter a terceira colocação e, mesmo focado na Libertadores, é ainda o grande favorito ao título do paulistinha.

Feliz Pascoa !

abril 8, 2012

Citadini descobre falcatrua e obriga Araçatuba a devolver R$ 188 mil para a Prefeitura

abril 8, 2012

Por decisão do TCE, em relatório condenatório do Conselheiro Roque Citadini, o Araçatuba, equipe do interior de São Paulo, terá que devolver aos cofres públicos R$ 188 mil recebidos indevidamente da Prefeitura.

Segundo o relatório de Citadini, por decisão do então Prefeito Jorge Maluly Neto (afastado do cargo por irregularidades, com direitos políticos cassados), o “Tigrão” recebeu repasses de um convenio do qual não poderia ter participado.

O dinheiro teria que obrigatoriamente ser destinado à entidades de prestação de serviços de assistência social, médica e educacional, no qual não se enquadram a equipe interiorana.

Um dos aparentes beneficiados pela verba, o presidente do clube, Nei Giron, esbravejou durante a sessão, e foi tratado pelo conselheiro do TCE como “impertinente e inepto”.

Na verdade, segundo soubemos, é bem pior do que isso.

Empresário de jogadores, tem se utilizado do Araçatuba para viabilizar sua vida financeira e política, embora, nas últimas eleições para vereador, em 2008, teve resultado pífio, não conseguindo se eleger.

Este foi apenas um, entre tantos casos, de má utilização de dinheiro público que existem por ai.

Dinheiro que deveria, por lei, ter sido aplicado em educação e saúde, mas que tomou sabe-se lá que destino.

Pelo menos, desta vez, os “espertos” caíram do cavalo, e terão que devolver, com juros, tudo que indevidamente pegaram da população.

Banco do Brasil cobra calote de Geraldo Jabur, o mentor da estátua de Andres Sanches

abril 8, 2012

Advogado que se diz consagrado, embora com clientes nada nobres, como é o caso dos irmãos Cravinho, Geraldo Jabur parece ter os mesmos hábitos daqueles que vivem à sombra do ex-presidente corinthiano Andres Sanches.

O do calote.

Não bastasse o ex-assessor do presidente, o vulgo Mané da Carne, que deve para Deus e o Capeta, Jabur, o mentor da estátua de Sanches, foi negativado, na última sexta-feira, pelo Banco do Brasil.

Três são os contratos não honrados.

R$ 53.652,50, R$ 15.401,66 e R$ 7.487,38.

Um total de R$ 76.541,54.

Irrisório e incompatível com o discurso do próprio, no Parque São Jorge, embora, muito do que se conta por lá, até no site oficial, nem sempre tem se revelado verdadeiro após algumas apurações.

Não duvidamos que, nos próximos dias, como num passe de mágica, tal pendência possa deixar de existir.

Afinal, o esforço para agradar os que podem lhe ajudar tem sido realmente muito grande.

Muricy está muito à frente da concorrência

abril 8, 2012

É louvável e muito inteligente a intenção do treinador Muricy Ramalho, do Santos, de eliminar a concentração das equipes que dirige.

Demonstração que aprendeu, e muito, com a derrota sofrida contra o Barcelona, não apenas na maneira de armar a equipe, que agora retém mais a posse de bola, mas também na preparação, já que o sistema de prender jogadores inexiste no clube catalão há algum tempo.

Concentrar não faz ninguém jogar melhor, pelo contrário, acaba por enervar um cidadão que claramente está num local contrariado.

Muricy, aos poucos, tem implantado o sistema.

Reduziu de dois para um dia o período no hotel e já fala em tornar facultativa a presença, ou seja, quem quiser, concentra, senão, apresenta-se no dia da partida.

É o caminho para algo que os visionários atletas da maravilhosa “Democracia Corinthiana” se atentaram, 30 anos atrás.

Liberdade necessária, punindo-se, é claro, a libertinagem.

Sim, porque sempre existem os que se aproveitam do sistema para levar vantagem, mas, aos poucos, sendo diagnosticados, serão expurgados naturalmente do convívio com as equipes.

Taxinha Santeiro

abril 8, 2012

Após ler nosso texto, que comparava o mito de Roque Santeiro à gestão de Andres Sanches no Corinthians, nosso leitor, Robespierre, resolveu fazer uma paródia sobre a música tema da novela, original de Sá e Guarabira.

E até que saiu interessante.

Confira abaixo.

Taxinha Santeiro

Dizem que Taxinha Santeiro,

Um dirigente e nobre empresário,

Abandonou sua empresa e sofreu,

Mas sei que tem grana na conta corrente, vinda da taxa indecente,

Na negociação que ele promoveu.

E no ABC do Taxinha

O que diz o A, o que diz o A,

O A diz “adeus” ao Kia,

O que diz o B, o que diz o B,

O B é o bicheiro amigo,

O que diz o C, o que diz o C,

Coitado do corinthiano infeliz.

O D diz que Taxinha Santeiro, não pode ver a Gaviões em pranto,

Com a grana do clube pagou a organizada e correu.

Mas sei que ele é indecente, tem safadeza com empresário e dirigente,

Até o delegado escolheu.

Abaixo a versão original

Marin de Dirceu

abril 8, 2012

Da “FOLHA”

Por JUCA KFOURI

“Por incrível que pareça nada é mais crível que a nova aliança que surge em nosso futebol”

SEGUNDO O BLOG de Josias de Souza, José Maria Marin e José Dirceu jantaram juntos em Paris e de lá voltaram no mesmo voo da Air France.

Marin, agora presidente também do Comitê Organizador Local da Copa, e Dir­ceu, consultor para toda e qualquer obra, porta de entrada eventual para o cartola no governo federal.

Ambos foram flagrados na esteira do aeroporto de Guarulhos na manhã do último dia 2, o que permite dizer que saíram da França no 1º de abril, por mais que pareça mentira.

Mas parece mentira mesmo?

Parece nada.

Faz todo sentido. Para o cartola e para o consul­tor, que não se dá conta de que parcerias que tais não ajudam a melhorar a imagem de quem se queixa de ter sido cassado injustamente e luta para recuperar seus direitos políticos.

Porque Marin precisa reabrir em Brasília as portas que Ricardo Teixeira fechou. E Dirceu joga o jogo do poder, pragmático, dane-se a cor do gato, importa que coma o rato. Ou o deixe vivo, bem vivo, se interessante for.

E Marin parece ser, como Boris Berezovsky também parecia quando o russo e o ex-ministro da Casa Civil tricotaram perigosamente nos tristes tempos da MSI/Corinthians.

O fenômeno faz parte não de duas faces da mesma moeda, mas da moeda que cai em pé para não distinguir também os petistas dos tucanos, a velha Arena e a parte podre do MDB.

Todos na mesma lama, envolvidos com o que há de pior, seja no futebol, no jogo do bicho, bingos, tráfico de influências, empreiteiras ou mega-agências de propaganda. O poder!

E, é claro, a Copa do Mundo no Brasil se presta a que quem esteja por cima nade de braçada nesta onda, tenha a origem que tiver, seja das lavanderias ou das cachoeiras, importa que jorrem.

O inconfidente Tomás Antônio Gonzaga, autor do célebre poema “Marília de Dirceu”, pagou caro por seu idealismo, entre a prisão e o desterro.

Já Marin jamais foi chegado a ideal algum, a não ser ao de se dar bem e tem obtido inegável sucesso. Já Dirceu deixou para trás quaisquer veleidades do gênero, convencido de que a burguesia precisa ser vencida por dentro e que o melhor meio é juntar-se a ela, com um sorriso nos lábios.

Como se fosse o John Wayne da piada em que o ator se encontra cercado de índios por todos os lados e alguém lhe pergunta como fez para se safar: “Virei índio também”, responde o cowboy.