Arquivo para 13 junho, 2012

Felipão dá nó em Luxa. Verdão imponente !

junho 13, 2012

Por JUCA KFOURI

http://blogdojuca.uol.com.br/

O Palmeiras de Felipão encaixotou o Grêmio de Luxemburgo no primeiro tempo no Olímpico.

Defendeu, defendeu e defendeu muito bem, além de dar umas assustadas nos contra-ataques.

Emoção de gol os gaúchos tiveram apenas uma, quando Fernando bateu uma falta que beijou a trave paulista.

No xadrez da Copa do Brasil, do intervalo esperava-se que as peças fossem movimentadas de jeito diferente pelos anfitriões.

E o Palmeiras voltou ainda melhor que o Grêmio.

Tão melhor que quebrou sua invencibilidade aos 42 minutos, quando Cicinho deu com açúcar para Mazinho, que entrara dois minutos antes no lugar de Daniel Carvalho.

Para completar, Barcos, aos 45, fechou o caixão de Luxemburgo, escorando de cabeça um cruzamento da esquerda.

O favorito dançou bonito no Olímpico.

Porque surgiu o Alviverde Imponente!

Benja arrasa com Neto na Justiça

junho 13, 2012

Em 2011, o comentarista Neto, da BAND, processou o jornalista Benjamin Back, o Benja, solicitando indenização por dano “moral” de incríveis R$ 100 mil.

Para quem conhece os hábitos do ex-jogador, valores claramente superfaturados.

A Justiça pensou da mesma maneira.

E, além de dar ganho de causa ao Benja, emitiu uma sentença absolutamente arrasadora, diria até constrangedora, para o autodenominado “craque”, que terá ainda que pagar às custas do processo.

R$ 5 mil.

Confira abaixo os principais trechos, e divirta-se, como nós.

JOSÉ FERREIRA NETO ajuíza ação de indenização por danos morais c.c. pedido de retratação em face de BENJAMIN BACK.

Alega, em síntese, que é ex-jogador de futebol e ídolo do Sport Clube Corinthians Paulista.

Atualmente, atua como comentarista esportivo na Rede Bandeirantes e na Rádio Transamérica.

O réu, por sua vez, também é comentarista esportivo em programas de rádio e redes sociais.

Sustenta que, sem qualquer motivação aparente, o réu passou a lhe ofender publicamente, tanto no programa de rádio Estádio 97 como via Twitter.

Neste último, utilizou expressões depreciativas, referindo-se ao autor como “pipoqueiro”, “desprezível”, “covarde e falso”, “sem moral”, que “dá nojo” e “não vale nada”.

No programa de rádio, ele disse que o autor não tinha moral para criticar o então jogador de futebol Ronaldo e relatou que somente foi despedido da Rede Bandeirantes a pedido do autor, porque, na época, ele bajulava o jogador Ronaldo, reiterando sua fama de “pipoqueiro”

Requer, assim, a condenação do réu ao pagamento de indenização por danos morais, estimada em R$ 100.000,00, e a retratação pública, tanto no programa de rádio como no Twitter.

O réu é citado e contesta o pedido.

Alega que as partes eram colegas na Rede Bandeirantes e que tiveram desentendimento durante a gravação de um programa, em 06/04/10.

Na oportunidade, o autor questionou a inteligência do réu, que, pouco depois, se desligou da emissora.

Traça retrospecto sobre a carreira profissional de jogador e de comentarista esportivo do autor, sempre marcada por polêmicas com outros colegas e com comportamento briguento.

Aduz que tais críticas são inerentes à liberdade de imprensa, sobretudo na crônica esportiva, que mexe com paixões e emoções.

Por fim, impugna a ocorrência de danos morais e o montante requerido pelo autor.

Requer a improcedência do pedido.

Fundamento e decido.

O pedido é improcedente.

As partes utilizam-se dos meios de comunicação para expressar suas opiniões e comentários a respeito de futebol.

(…)É necessário que se faça uma análise da conduta que permeia as vidas profissionais do autor e do réu, assim como suas personalidades e seus modos de agir.

Pois bem.

O autor, é sabido, sempre foi figura envolta em polêmicas, seja na época de jogador, seja como comentarista de futebol.

(…)Cuida-se de uma linha atual de profissionais da imprensa, que se notabilizaram por criar um certo tipo de personagem(…)

(…)Gabam-se de “dizer o que pensam”, não demonstrando grande preocupação com eventual repercussão negativa que isso possa causar.

Não vai, aqui, nenhum tipo de crítica a tal espécie de profissional da imprensa.

Trata-se apenas de uma constatação.

Há quem os aprecie e há quem não os aprecie.

(…) Ora, se isso é verdade, é de causar estranheza que, ao ser criticado com a mesma dureza e ousadia com que atua, o autor se sinta moralmente abalado.

(…)Assim, quando o réu utiliza as expressões que usou é certo que não se dirige ao homem José Ferreira Neto, mas sim ao personagem “Neto”, que, aliás, é o único que o público conhece.

Com efeito, quando qualquer do povo escuta críticas ao autor, como aquelas feitas pelo réu, jamais pensa no cidadão José Ferreira que, aliás, sequer conhecem -, mas no comentarista “Neto”.

Mesmo que os termos utilizados pelo réu tenham sido realmente excessivos, eles se dirigiram a esse personagem, ao comentarista “Neto” e ao modo como ele age.

(…) Ressalte-se que ao autor, acostumado à crítica dura e ao ambiente nem sempre amistoso em que atua, não é lícito sentir-se moralmente ofendido quando atingido pelas mesmas armas que costuma utilizar.

(…)É evidente que ao utilizar os termos “pipoqueiro”, “desprezível”, “covarde e falso”, “sem moral”, que “dá nojo” e que “não vale nada”, o réu referiu-se ao comentarista Neto, não à sua pessoa.

(…)Enfim, quem escolhe a linha de conduta profissional que o autor escolheu não pode, de maneira incongruente, sentir-se ofendido quando outro age de maneira análoga.

Assim, pela análise do contexto em que foram externadas as opiniões do réu, conclui-se que não houve quer a ilicitude, quer o abalo moral. Os fatos permaneceram dentro da esfera de agudeza que marca as condutas profissionais de parte a parte.

Ante o exposto, JULGO IMPROCEDENTE o pedido, nos termos do art. 269, inciso I, do Código de Processo Civil.

Em razão da sucumbência, arcará o autor com o pagamento das custas e despesas processuais e de honorários advocatícios, que fixo, por equidade, em R$ 5.000,00. P.R.I.C.

Libertadores e Copa do Brasil imperdíveis

junho 13, 2012

Teremos hoje dois confrontos de arrepiar, tanto na Libertadores quanto na Copa do Brasil.

O Palmeiras joga a vida contra o favorito Grêmio, no Sul, tentando, ao menos, um improvável empate, para então tentar decidir na partida de volta.

Não que os gaúchos sejam uma grande maravilha de equipe, é que os paulistas sequer possuem uma.

O jeito é jogar no melhor estilo Chelsea, torcendo e rezando pro um dia iluminado de Marcos Assunção.

Já na Vila, o favoritismo total é do Santos.

Embora, diferentemente do Palmeiras, o Corinthians, sem jogadores brilhantes, possui uma equipe compacta, e difícil de ser batida.

Se Ganso jogar, em condições de ao menos se movimentar, dificilmente o Peixe sairá com resultado negativo.

Porém, se sua eventual presença não passar de blefe de Muricy Ramalho, mesmo com o genial Neymar em campo, o Corinthians pode sonhar.

Para então, depois, decidir em São Paulo, com a Fiel em campo, num lotado e ensurdecedor Pacaembu.

Corinthians: diretor da base mente em reunião

junho 13, 2012

Conforme publicamos, dias atrás, um grupo de associados reuniu-se com o diretor das categorias de base do Corinthians, o dono de estacionamentos, Fernando Alba.

Logo de cara, o dirigente foi surpreendido por dezenas de cópias de publicações deste espaço, nas mãos de algumas pessoas, servindo como base a muitos dos questionamentos.

Situação esta que nos envaidece, mas que lhe ocasionou profundo nervosismo.

Como esperado, tentou sair pela tangente em diversas respostas, faltou com a verdade na maior parte do tempo, e, no desespero, partiu para a já tradicional ação de desqualificar os denunciantes.

Ao ser perguntado sobre os conselheiros que mantém jogadores na base, com nomes sendo citados, como o do “culto” Mané da Carne, respondeu com claro temor: “quem souber de algum conselheiro com jogador é só ir à Comissão de Ética e fazer a denuncia, que será investigada”.

Um jeito “malandrinho” de fugir à responsabilidade, e até cínico, diria, de fingir que nada sabe nada sobre o assunto.

Sem contar que se tem algo inexistente na referida comissão é a tal da “ética”, sobrando, porém, bajuladores políticos.

Disse que não nomeia dirigentes por “facção ideológica” dentro do clube (pausa para os inevitáveis risos), e que as personalidades de Doni “Bob Cuspe”, ex-office boy do “Fora Dualib”, Flavio Furlan, “capacitado” filho adotivo de Joaquim Grava, médico do clube e Afonso Armonia, ex-roupeiro do Palmeiras, ocupam cargos de direção no departamento por absoluta competência.

Pois é.

Os resultados pífios dos últimos anos, além das declarações de ex-ídolos do clube, como Rincon e Vampeta, não corroboram com suas explicações.

Faltou ainda com a verdade, novamente, ao dizer que Severino, pai do jogador Wilian, não possui jogadores no clube.

Não só os tem como relaciona, sem o menor pudor, na página de sua empresa na internet.

O goleiro Danilo, por exemplo, faz parte do “cast”.

Escorregou, porem, o Sr. Alba, quando disse, meio sem querer, que Severino estava apresentando, naquele dia, um jogador ao clube, como se fora a primeira vez.

Recebeu ainda reclamação de conselheiros dizendo que jogadores da escolinha “Chute Inicial”, de responsabilidade do clube, estariam sendo desviados por empresários de futebol para diversos clubes, entre eles o São Paulo.

Claro, como de costume, Alba disse não saber de nada, e que iria averiguar.

Para finalizar, o dirigente corinthiano, segundo informações de presentes, mentiu ao dizer que tinha dois processos abertos contra este jornalista.

Nunca teve.

Na verdade, a declaração fazia parte de sua estratégia para fugir do árduo assunto que certamente o incomodava.

A “ética” da República no caso Orlando Silva Jr.

junho 13, 2012

Não podia se esperar nada diferente do tal Comitê de Ética da Presidência da República que não a absolvição do ex-Ministro do Esporte, Orlando Silva Junior.

Mesmo com dezenas de evidências, provas e testemunha o acusando de crimes gravíssimos contra o erário.

A “ética” dessa gente é muito diferente da maioria da população.

Passa pelo bolso e, por vezes, em acordos inenarráveis nos fétidos bastidores de Brasília.

E o PCdoB, partida que abriga essa gente, ainda tem a coragem de comemorar, sem op menor constrangimento.

Mesmo sabedor de tudo, e até por saber de tudo.

O “inocente” Marconi Perillo

junho 13, 2012

De maneira absolutamente improvável, para não dizer dissimulada, o Governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), disse à CPI que investiga o bicheiro Cachoeira, que, mesmo tendo encontrado com o “empresário” em três oportunidades, não sabia de suas práticas ilícitas.

Chega a ser constrangedor.

Quando até as árvores do Estado sabem da informação, sua “ignorância” oficial sobre o assunto nos remete a duas conclusões.

Está mentindo deslavadamente para fugir da condenação (hipótese mais provável), ou é absolutamente incompetente para exercer o cargo que ocupa (o que também não deixa de ser verdade).