O Bobo da Corte no G4

agosto 18, 2014

bobodacorte

Na ultima semana, o G4, formado por dirigentes dos principais clubes de São Paulo, reuniu- se em evento de confraternização.

Teve de tudo, até Bobo da Corte.

Enquanto os dirigentes tentavam tratar sobre assuntos importantes do futebol, o vice-presidente do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, sem repertório, abusava da inconveniência.

Piadinhas com palavras “bambis”, “porcos”, “sardinhas”, mas, de interessante ou aproveitável, sequer uma colocação.

Não por acaso o clube do qual faz parte da gestão caminha para o destino do banco Panamericano, episódio que levou o dirigente – conselheiro de ambos – a ser impedido de trabalhar pela Comissão de Valores Mobiliários.

O nariz de Valdivia

agosto 18, 2014

Valdivia não merece colocar mais a camisa do Palmeiras

Uma fratura no nariz retirou o chileno Valdivia – que não se contunde em Copas do Mundo – aos 18 minutos do clássico disputado contra o São Paulo.

A versão oficial é a menos crível, e da conta de que o atleta teria se machucado na quarta-feira, em choque involuntário com o meia Wesley, em treinamento no clube.

Difícil explicar, porém, a participação de Valdivia, sem reclamar de dores, nos treinos subseqüentes.

Há quem diga que a verdade sobre o problema teria sido originada entre quinta e sexta-feira, em período de diversão, em que o fígado do atleta, atingido, teria lesionado parte do cérebro, ocasionando reações adversárias que teriam culminado na lesão nasal.

Justamente a parte do corpo do atleta mais flexível, vítima de suas sempre criativas desculpas para não jogar.

Fato é que, em sendo verdadeira a versão oficial, os médicos palmeirenses tem que ser advertidos por incompetência, razão pela qual os próprios tem a obrigação de pressionar a diretoria para que a história, inclusive a oficiosa, seja minuciosamente checada.

PCC investe nas campanhas de Andres Sanches e Luiz Moura

agosto 17, 2014

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Publicamos, recentemente, que o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, é amigo íntimo do Deputado Luiz Moura, ambos do PT, flagrado recentemente em reunião com “companheiros” do PCC, ligados ao esquema de transportes batizado de “Tattolândia”.

A vitória da dupla atende aos desejos de perpetuação do esquema que gera bons lucros a criminalidade.

Razão pela qual dinheiro arrecadado dos negócios dessa gente, através de doações de empresas “parceiras” banca a campanha de ambos nas eleições que estão por vir.

Sanches e Moura sequer fazem questão de esconder a parceria – talvez pelo público alvo a ser atingido – como podemos observar em cavaletes afixados por toda a Radial Leste, em São Paulo.

“Zona Leste somos nós” dizem nos cartazes.

O povo trabalhador, maioria no local, evidentemente, não concorda.

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EM TEMPO: Andres Sanches foi indiciado pela Justiça Federal por crimes fiscais, junto com Andre Negão, Raul Corrêa da Silva e Roberto “da Nova” Andrade, todos do mesmo grupo politico corinthiano.

Arena Palestra é esperança da WTORRE de sair do atoleiro

agosto 17, 2014

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Devendo mais de R$ 5 bilhões na praça, a WTORRE vai se segurando em operação porque, assim como outras empresas “parceiras” do Governo, como Friboi, Panamericano, etc., ajudam de alguma maneira ao PT.

Se o quadro político brasileiro virar, muitas terão enormes dificuldades de sobreviver.

Por este motivo, além doutros mais, como ineficiência administrativa notória, a construtora tem jogado suas fichas, também, no sucesso da Arena Palestra.

O estádio palmeirense é bem mais importante para a vida de Walter Torre Júnior, dono da empreiteira, do que propriamente para o clube.

Sem a Arena, a vida palestina, de tantas glórias, seria tocada normalmente, diferentemente do que ocorre com a WTORRE, que tem adiantado dinheiro em empréstimos bancários utilizando a obra como garantia.

Na ultima reunião de Conselho da empresa, aprovou-se mais R$ 40 milhões em empréstimo com o HSBC, mais um, tendo como garantia recebíveis oriundos da gestão do estádio.

Com tantas obrigações financeiras ligadas a arrecadação do empreendimento, alguém tem dúvidas sobre qual será a prioridade da construtora nos próximos anos, entre vender shows, que lê proporciona mais lucro e deixar o Palmeiras jogar no local ?

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Cruzeiro despreza “organizados” e estimula verdadeiro torcedor

agosto 17, 2014

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Enquanto a maioria dos clubes brasileiros facilita a vida da bandidagem “organizada”, o Cruzeiro estreita a relação entre seu torcedor verdadeiro com os jogadores da equipes, e ainda lucra com isso.

Ao pagar R$ 130, o cruzeirense tem direito a tomar café na Toca da Raposa, assistir ao treino, fazer um Tour sobre as conquistas importantes do clube, posar ao lado das Taças, e, no final, tirar fotos com seus ídolos.

Na ultima semana, mais de 200 torcedores compareceram.

Evidentemente, além do dinheiro gasto para realizar o sonho de estar ao lado do time, quem esteve no CT do Cruzeiro comprou camisas, bolas e outras recordações mais, diferentemente dos chupins, que, além de utilizar-se do nome e marca dos clubes sem destinar um centavo de royaltes, ainda os prejudicam a cada embate nas arquibancadas.

Aniversário de Citadini movimentou política do Corinthians

agosto 16, 2014

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Favorito a assumir a candidatura oposicionista à presidência do Corinthians, Roque Citadini comemorou seu aniversário numa recepção marcada pela presença de todos os grupos políticos no Parque São Jorge.

Inclusive os que apoiam ou apoiavam a atual gestão.

O caos financeiro e os desmandos do futebol alvinegro deram a tônica dos debates.

A união das lideranças oposicionistas em torno de uma candidatura única ganhou força, assim como a adesão de descontentes com o atual presidente, Mario Gobbi.

Citadini não confirma ser candidato, mas já não nega com a veemência doutrora.

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Arena Itaquera S/A aprova pagamento de R$ 60 milhões para ODEBRECHT

agosto 16, 2014

Eleições corinthianas: dinheiro do clube na campanha de Mario Gobbi

Em recente assembleia, a Arena Itaquera S/A aprovou pagamento de R$ 60 milhões para a Odebrecht, que teria adiantado o valor no intuíto de construir as estruturas provisórias da Copa do Mundo.

O dinheiro foi repassado pela TV Globo, em adiantamento de cotas do Corinthians, sob o qual incidirão juros de mercado.

Interessante notar que, além da BRL TRUST, a própria Odebrecht é acionista da Arena Itaquera S/A.

Ou seja, advogou em causa própria, com o chapéu alvinegro de garantia.

Oposição do Palmeiras articula calote em Paulo Nobre

agosto 16, 2014

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Em recentes conversas, algumas em grupos maiores, outras no pé do ouvido, líderes da oposição palmeirense garantem que não obedecerão qualquer acordo formalizado para amortizar os empréstimos do presidente Paulo Nobre ao clube.

“Que se dane, tem dinheiro fácil, emprestou porque quis”, teria dito o ex-diretor de futebol, Roberto Frizzo, segundo testemunhas, num desses encontros.

Não deixa de ser uma ingratidão.

Afinal, substancial parcela da dívida palestrina é oriunda da gestão Frizzo, Tirone e Piraci, tão ruins administrativamente que chegaram a ser comparados aos “Três Patetas”, personagens clássicos da tv americana.

Só a Várzea salva

agosto 16, 2014

protesto barueri

Da FOLHA

Por XICO SÁ

No atual estágio de pane, não há motivo algum para as separações de divisões por letrinhas, A, B, C, D

Amigo torcedor, amigo secador, é preciso abolir, imediatamente, as divisões do futebol brasileiro. Não faz mais sentido.

É tudo uma grande várzea. Sem a vantagem da várzea, onde ainda, apesar dos pesares, prevalece um certo romantismo, a republicaníssima cerveja e um churrasco à guisa de gentileza na brasa para o time da casa e, principalmente, para o adversário.

No atual estágio de pane, caríssimo Fernando Calazans, não há motivo algum para as separações por letrinhas, A, B, C, D. É tudo uma grande várzea. Como naquela velha moral de campeonatos gigantes com uma centena de agremiações; onde a Arena (o partido da ditadura) vai mal, um time no Nacional.

Por isso me espanta parte da imprensa e da torcida paranoica e conspiratória estranhando as “zebras”da última quarta-feira. Talvez os resultados tenham sido elásticos, mas zero zebra, senhores. Só vida normal futebol clube.

E se tem uma coisa boa na decadência do tal do verdadeiro e fictício futebol brasileiro é ver a tal da “elite” ludopédica no chinelo.

Que orgasmo.

E, pasme, inventando mil desculpas para derrotas inquestionáveis como os nocautes impostos pelo Mecão de Natal, a Linguiça Atômica de Bragança e pelo vovô Ceará, o melhor time do país no momento.

Que superquarta-feira genial. Naquela noite morreu, além da ideia de zebra, outra ilusão; a de que temos uma, haja aspas, elite clubística, esse vago conceito que só serve hoje em dia para a cartolagem tomar mais dinheiro ainda ou para separar, comercialmente, os times no pacote de vendas da televisão.

Como sou viciado nas partidas de todas as divisões nacionais, vos digo, com a desautoridade moral de sempre, da Série A para a C, é como naquela música cantada pelo rei do ritmo, Jackson do Pandeiro, sobre as controvérsias entre os gêneros masculino e feminino; “Se for reparar direito, tem pouquinha diferença”.

Diferençazinha de nada, com todo respeito a times que tentam fazer bonito, casos do Cruzeiro e do Ceará, por exemplo, dois que mantêm uma história estrutural de mais de uma temporada.

Profissas, mirem-se no exemplo.

E viva a várzea. Talvez esteja aí nossa ideia de renascença.

Coluna do Fiori

agosto 16, 2014

fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

Bíblia do STJD:

”Náutico e Ponte Preta cairão a tua direita, Portuguesa e o Vasco a tua esquerda. Mas tu Fluminense não serás atingido. ”

Autoria desconhecida

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Décima Quarta Rodada da Série A do Brasileirão – 2014

Sábado 09/08

Criciúma 0 x 0 Cruzeiro

Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)

Item Técnico

Aquém de não marcar e inverter lances faltosos; prejudicou o Cruzeiro em dois lances que terminaram com a redonda no fundo da rede do Criciúma. Explico:

Primeira etapa:

Assim que o atleta Marquinhos, integrante da equipe mineira, mandou a bola pro fundo da rede adversária, estranhamente, o árbitro, apontou que seu consorte Ricardo Goulart, havia cometido falta em um dos oponentes

Segunda etapa:

Quando de um ataque da equipe mineira, após a redonda bater no travessão da equipe do Criciúma, ocorreu outro lance, na seqüência, sobrou pro atacante Willian, posicionado, corretamente, mandar pro fundo da rede adversária

Item Disciplinar

Fraquinho

Domingo 10/08

Santos 0 x 1 Corinthians

Árbitro: Raphael Claus (ASP – FIFA – SP)

Árbitro Assistente 01: Rogério Pablo Zanardo (ASP-FIFA-SP)

Árbitro Assistente 02: Marcio Luiz Augusto (ESP2 – SP)

Quarto Árbitro: José Claudio Rocha Filho (CBF2 – SP)

Árbitro Assistente Adicional 01: Antonio Rogério Batista do Prado (CBF1-SP)

Árbitro Assistente Adicional 02: Leandro Bizzio Marinho (CBF1- SP)

Delegado: Wilson Seneme

Item Técnico

Do inicio ao término da primeira etapa, contenda excessivamente faltosa, no todo desta fase, Raphael Claus inverteu uma ou duas faltas, deixando de marcar outro tanto. Focado por câmera da televisiva, ao menos, em duas ocasiões, observei, a fisionomia de espanto do árbitro Raphael Claus, com o comportamento dos litigantes

Item Disciplinar

No transcurso da primeira etapa, quando da marcação da falta, estando certo ou não, Raphael Claus, foi contestado por parte dos litigantes; entre estes: Robinho, atacante santista e Cleber, defensor corintiano

Cartão Amarelo

Seis foram os advertidos com cartão amarelo; dentre estes Alison, defensor santista, que recebeu o segundo, em meu entender injustamente, no tempo de acréscimo da primeira etapa

Explico

Elias, defensor corintiano com domínio da pelota, partia pro contra-ataque, Alison,

- defensor santista, tentava alcançá-lo; no movimento das pernas do corintiano,

- dado momento, ocorreu choque, entre o solado do corintiano, com o joelho do santista;

- prontamente, Raphael Claus sinalizou falta, advertiu Alison, com o segundo, seguido do vermelho, expulsando-o do campo de jogo;

- este fato, resultou reclamações e demora para saída do santista, no mínimo, 1 minuto.

Com a saída do santista, todos esperavam que a partida fosse reiniciada com cobrança da falta favorável ao Corinthians;

Ausência de Discernimento

Ora! Quando da falta marcada pro Corinthians, seguida da expulsão do santista Alison, ocorreu paralisação de 1 minuto; este minuto deveria ser acrescido; surpreendentemente, Raphael Claus encerrou a primeira etapa. Cadê o critério?

Movimentação/Ocorrência

Por duas ocasiões Raphael Claus atrapalhou a circulação dos atletas, uma delas, resultou em choque com um dos corintianos,

- na sobra da pelota, Petros, defensor do Corinthians, tendo o árbitro a sua esquerda, e próximo, foi disputá-la;

- expressando maldade, Petros usa seu braço esquerdo, para dar um chega pra lá,

- na altura do ombro direito do árbitro, que sente o tranco, e, sinaliza; segue o jogo

Relatório

No primeiro narrar, Raphael Claus nada diz sobre o ocorrido. No entanto, no dia posterior, ou seja, na segunda feira 11/08, anexou que:

Sua opinião foi alterada após ver a partida pela TV, vez que; quando focou no lance, ficou convencido que Petros correu em sua direção, atingindo suas costas de maneira intencional

Inadmissível

Que nenhum dos seus consortes não tenha visto a conduta do corintiano Petros

– Os componentes da equipe de árbitros trabalharam com comunicadores interligados

- A ação de agressividade cometida por Petros foi aparente

3º- Com tanta parafernália a disposição; ao menos, um dos seus consortes:

  1. a) Marcio Luiz Augusto: árbitro assistente 02
  2. b) Leandro Bizzio Marinho: árbitro adicional-02
  3. c) José Claudio Rocha Filho: quarto árbitro,

Fiscais da metade do campo pertencente à equipe corintiana deveriam avisá-lo;

- se não o fizeram, por coincidência, naquele momento, os três, estavam olhando para o alto, – Né, não?

Concluindo

Estou convencido que Raphael Claus recebeu orientação de um terceiro (advogado, ou, dirigente da CA-CBF) para inserir anexo sobre a agressão que recebeu do corintiano Petros.

Punição

Em meu entender, o anexo isenta o árbitro; ao mesmo tempo, disfarçadamente, culpa todos, ou, um dos seus consortes, acima citados

São Paulo 3 x 1 Vitória

Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (ESP2- GO)

Item Técnico – Erro Principal

Com placar de 1x 0 pro São Paulo, deixou de marcar claríssima penalidade em favor do Vitória, cometida por Reinaldo, no oponente Caio; logo após, ocorreu o segundo gol são paulino

Atlético-MG 2 x 1 Palmeiras

Árbitro: Wagner de Nascimento Magalhães (ASP-FIFA-RJ)

Deixou de sinalizar claríssima penalidade máxima cometida por Tobio, defensor do Palmeiras, no oponente Luan

Política

“O que sei de Lula”, por José Maria Mayrink.

Resistiu a participar do sindicato, foi contra a aliança de trabalhadores com estudantes, menosprezou o apoio da Igreja Católica, resistiu à campanha Diretas-Já, vetou a colaboração do PT com o governo Itamar Franco, boicotou a Constituinte de 1988, criticou o Plano Real e considerou “herança maldita” os avanços sociais de Fernando Henrique Cardoso, seu predecessor. Quem construiu esse perfil, antes de chegar à Presidência da República e deixar o poder, ao fim de oito anos de mandato, com mais de 80% de aprovação popular, só pode ser considerado um conservador e é essa a avaliação do jornalista José Nêumanne Pinto no livro O que sei de Lula (Topbooks, 522 p. R$ 69), no qual chega a uma conclusão, no mínimo, surpreendente: “Lula nunca foi de esquerda”.

Repórter, editor de política, escritor, e atualmente, articulista de O Estado de São Paulo, com mais de 40 anos de profissão, Nêumanne conta, com conhecimento de causa e informações privilegiadas, a história de Luiz Inácio Lula da Silva – a ascensão admirável do menino retirante que fugiu do sertão pernambucano, do operário metalúrgico do ABC paulista, do militante sindical que ajudou a derrubar a ditadura militar e do três vezes candidato a presidente e depois titular do Palácio do Planalto. Paraibano de Uiraúna, cidade natal também da deputada Luíza Erundina, ele sabe o que custou a trajetória daquele que é, em sua opinião, o maior político brasileiro de todos os tempos.

“Meu objetivo, ao escrever esse livro, foi descobrir o homem atrás do mito”, revela Nêumanne, um pesquisador incansável que consultou biografias, conferiu entrevistas, ouviu testemunhas e revirou lembranças de seus tempos de repórter, para contar os bastidores da carreira de Lula, um personagem fascinante que ele pretende ter analisado com isenção e justiça, apesar da opinião contrária daqueles que não deverão perdoá-lo por estar contando o que sabe. “Os áulicos de Lula certamente encontrarão na revelação desses incidentes motivos para execrar esse livro, da mesma forma que já condenam o autor, mas não mudarão o fato inexorável de que, como ele mesmo narrou, delatou camaradas menos aptos para levar vantagem pessoal pecuniária no princípio de sua vida profissional”, prevê Nêumanne.

Há revelações inéditas, fatos inconfessáveis, conclusões incômodas. “Descobri que Lula, filho de um canalha e uma santa, um sujeito de sorte cavalar, consegue construir em cima dos equívocos, não dos acertos”, afirma Nêumanne, ao explicar que, apesar de falhas e defeitos, seu protagonista se tornou um “fenômeno fantástico de popularidade porque as pessoas se identificam com ele”. O jornalista lembra que Lula recebeu Leonel Brizola com hostilidade quando o político gaúcho voltou do exílio e que nunca negou sua admiração pelo governo do general Ernesto Geisel. Quem organizou a greve dos metalúrgicos do ABC, acrescenta Nêumanne, foi Frei Betto e não Lula – uma afirmação que o frade dominicano considera exagerada.

Amigos e companheiros de luta do operário-presidente poderão discordar, mas será difícil rebater o autor. “Poucas pessoas armazenaram tanta informação sobre apolítica brasileira”, observa na Apresentação do livro o professor Leôncio Martins Rodrigues, lembrando que “mais do que simples repórter, descobridor e narrador de fatos, Nêumanne é um analista capaz de aprofundar e conectar os eventos particulares a situações mais gerais, às teorias e interpretações sobre o Brasil”. Os fatos narrados, acrescenta o cientista político, são fatos que  Nêumanne viveu. O autor conhece os personagens e, em alguns casos, esteve presente na cena dos acontecimentos que narra.

Paralelamente à biografia de Lula, em parte baseada em obras de outros biógrafos, como Denise Paraná e Audálio Dantas, além de entrevistas do próprio biografado, Nêumanne rememora o cenário da política e a atuação de políticos brasileiros no contexto das últimas décadas, da ditadura de Getúlio Vargas aos primeiros meses de governo de Dilma Rousseff.

A construção de Brasília, o golpe de 1964, o quadro econômico e as denúncias de corrupção ocupam páginas de análise lúcida e competente. Os assassinatos de petistas ligados a Lula, como Celso Daniel no ABC e Toninho (Antônio da Costa Santos) em Campinas, são tratados com apurada técnica de reportagem. Outro destaque é o perfil que o autor traça de personagens como José Alencar, Duda Mendonça e José Dirceu.

Nêumanne dá a Lula o título de “perdoador-geral” dos escândalos que estouraram em sua administração e chama o assessor especial Marco Aurélio Garcia de “bajulador-geral” da República. “Quem conhece Lula – como eu conheço – sabe muito bem que ele não mudou tanto assim desde que emergiu no país como líder dos sindicalistas do ABC paulista até seus dias de apogeu no poder republicano”, afirma o jornalista, ao criticar a política externa adotada pelo ex-presidente com relação a Cuba e ao Irã, com assessoria de Garcia e do ex-chanceler Celso Amorim. Embora considere seu texto imparcial, Nêumanne não resiste à ironia, ao lembrar a formação de poucos estudos de Lula. “Noço guia universal”, escreve o jornalista, referindo-se ao ex-presidente.

Dilma Rousseff, na qual Lula apostou seu futuro, abrindo mão de uma eventual e provável reeleição, é a personagem central no Epílogo. Um atraso na publicação do livro, que deveria ter sido lançado em dezembro – após a eleição de Dilma, mas antes de Lula descer a rampa do Planalto – acabou dando melhor fecho à história.

O que parecia mais especulação ganhou consistência, ao se completar em seis meses de governo. Ao registrar mudanças de rumos, ou pelo menos de estilo, na administração federal, Nêumanne transcreve os elogios que Dilma fez a Fernando Henrique na comemoração dos 80 anos do ex-presidente, a quem definiu como “acadêmico inovador” e “político habilidoso”, sem mais referência à “herança maldita” da qual Lula falava na campanha eleitoral.

1

Caso Alstom

2

Finalizando

“Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão…”

Bezerra da Silva

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-15/08/2014

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

Indiciamento de corinthianos expõe perigo de entregar gestão do clube a quem não pode comprovar patrimônio

agosto 15, 2014

andres e bandidagem

Na última semana, quatro “caciques” da atual gestão do Corinthians, todos do grupo “Renovação e Transparência”, foram indiciados pela Justiça Federal por crimes fiscais que lesaram os caixas alvinegros em quase R$ 200 milhões.

Andres Sanches, Roberto “da Nova” Andrade, Raul Corrêa da Silva e André Negão.

Ontem o Blog do Perrone demonstrou que tanto pelo Estatuto do clube quanto pelo Código Civil há meios do Corinthians ser ressarcido pelos dirigentes, desde que associados e conselheiros se disponham a ingressar com ação contra os supostos criminosos.

Horas depois da postagem, Romeu Tuma Junior, membro do Conselho Alvinegro, disse que tomará as medidas cabíveis.

Porém, será quase impossível, mesmo com a condenação, reparar os danos terríveis ao caixa alvinegro.

Sanches declarou na Justiça Eleitoral possuir pouco mais de R 1 milhão de patrimônio, sendo que, a primeira vista, nem mesmo esse montante pode ser comprovado, adequadamente.

Roberto “da Nova” Andrade é gerente de Concessionaria de automóveis, ou seja, oficialmente não possui recursos.

Ambos, mesmo notoriamente tendo realizado negócios lucrativos, para si próprios, no futebol do Corinthians, desde 2007, por razões óbvias, não podem contabilizar qualquer entrada de dinheiro referente ao assunto, fator que inviabiliza cobrança judicial.

André Negão vive há anos na informalidade, com único rendimento “oficial” declarado de  3 mil mensais, cargo que perdeu, há dois anos, e que o obrigou a ingressar no ramo controverso de “desmanches” de automóveis.

De todos, apenas Raul Corrêa da Silva, responsável por mascarar as dívidas nas últimas duas gestões, teria como justificar alguma origem de recursos, mesmo assim, absolutamente insuficientes para ressarcir os valores que o Corinthians teria que receber.

Nem o presidente do clube, delegado Mario Gobbi, se incluído na contenda, teria como arcar com a condenação, recebendo “oficialmente” pouco mais de R$ 10 mil mensais de salários, apesar de ostentar padrão de vida semelhante aos de seus colegas que se deram bem no DETRAN.

O deplorável quadro acima serve para exemplificar a temeridade de alçar ao poder de um clube com a Receita anual que tem o Corinthians pessoas despreparadas administrativamente e que não possuam padrão de vida condizentes com a responsabilidade a ser assumida.

Sem limites: PT utiliza morte de Eduardo Campos para promoção política

agosto 15, 2014

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Copa Libertadores “na” América pode ser a salvação financeira dos clubes sul-americanos

agosto 15, 2014

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Ótima a iniciativa do novo presidente da CONMEBOL, Juan Angel, de discutir com as confederações a possibilidade de ampliar a moribunda Copa Libertadores da América, com a participação de clubes dos EUA.

Nos últimos anos, o nível técnico das equipes – inclusive dos campeões – foi baixíssimo, sem contar a “organização” precária da maioria das praças esportivas.

Porém, só há uma maneira da ideia prosperar, elevando o torneio sul-americano, quem sabe, a níveis, pelo menos fora dos gramados, do que se observa na Champions League europeia: ceder a gestão aos americanos, ficando a CONMEBOL com a parte técnica, ou seja, regulamento, etc.

Faz-se necessário, também, retirar o rótulo de “café com leite” dos mexicanos, e, por consequencia, das equipes americanas, permitindo que, em sendo campeões, possam disputar o Mundial de Clubes no final do ano.

Com o traquejo americano de transformar o esporte em negócio lucrativo, e organizado, resta a CONMEBOL ser contida para não atrapalhar, beneficiando os clubes, que, com a profissionalização do torneio lucrarão mais em todos os sentidos, seja no financeiro ou na credibilidade da conquista.

Conselheiro do Corinthians, que cobra comissão de jogador, tenta esconder processo, mas Justiça não permite

agosto 15, 2014

jaça

No último dia 24 de julho tornamos publica a Ação movida pelo conselheiro do Corinthians, Jacinto Antônio Ribeiro, o Jaça, cobrando comissão pela transação do jogador Rosinei, atualmente no Atlético/MG.

A audiência, que decidirá os rumos financeiros do negócio, está marcada para dia 09 de setembro, às 15h, na 2ª Vara Civil do Fórum do Tatuapé.

http://blogdopaulinho.wordpress.com/2014/07/24/conselheiro-do-corinthians-cobra-comissoes-de-rosinei-ex-jogador-do-clube/

Temeroso pelo fato de estar, flagrantemente, infringindo Estatuto do clube, Jaça, para impedir exposição do andamento processual, solicitou “segredo de justiça”, alegando ter problemas pessoais com o Blog do Paulinho.

O pedido foi negado:

“Trata-se de ação privada e pretensos problemas pessoais do autor não têm o condão de afastar o princípio de publicidade dos atos processuais. Demais disto, bem de ver que pretensa repercussão do feito não afasta a necessidade de publicidade dos atos. Justo pelo contrário, impõe, com ainda mais rigor, a maior transparência possível. No mais, aguarde-se a realização da audiência.”

Empresário de Anselmo cobra R$ 660 mil do Palmeiras na Justiça. Negociação é nebulosa

agosto 15, 2014

anselmo

Em janeiro de 2012, o Palmeiras emprestou o obscuro jogador Anselmo, oriundo de sua equipe “B”, para o São Caetano.

Seis meses depois, negociou-o para o Gênoa.

Até hoje não se sabe por quais valores, nunca divulgados pelo clube.

Porém ação judicial de cobrança, aberta pelo empresário do atleta, Roberto Sodré, começa a esclarecer a questão.

Na Federação Italiana, o Gênoa alega ter pagado R$ 2 milhões no negócio.

10% ficou com o São Caetano, sabe-se lá por quais razões.

Sobrou R$ 1,8 milhões.

20% teriam sido destinados ao jogador.

Restam agora R$ 1,4 milhões.

Há ainda a parte do empresário, cobrada na Justiça, que seria de R$ 660 mil.

Em sendo quitados, sobrariam para o clube R$ 740 mil de R$ 2 milhões.

Além de ser evidentemente um negócio ruim, resta ainda a nebulosidade de saber qual valor, de fato, ingressou nos caixas palestrinos.

Qualquer diferença, por razões óbvias, seria bem suspeita.

Vale lembrar que a negociação foi uma das tantas realizadas pela gestão Tirone/Frizzo, que infelicitou o clube antes da ascensão de Paulo Nobre ao poder.


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