O Rio é um mar de cocô

abril 19, 2015

A nuzmania e os hermidas

Da FOLHA

Por MARILIZ PEREIRA JORGE

Não há o que temer. Como diz o presidente do COB, ‘as águas nos locais de competição são iguais para todos’

Eu moro em frente ao Canal de Marapendi, na Barra da Tijuca, numa rua arborizada, com ciclovia de ponta a ponta. Para chegar até a praia, uso uma balsa que faz a pequena travessia entre a minha rua e o Posto 7. Acho tudo bucólico.

Numa manhã qualquer, lá fui eu para um mergulho, e as margens do canal estavam brancas, coalhadas de garças, perduradas nas árvores. Pensei ser um sinal de recuperação, de que a água do canal estava mais limpa, e que havia peixe de sobra dando bobeira para as garças famintas.

Aparentemente havia mais peixes. Mas eram os peixes de sempre acostumados com a água fétida e suja. Tinha chovido tanto nos dias anteriores que o lodo havia se movido e obrigado os peixes a subirem mais perto da superfície numa busca desesperada por oxigênio.

As garças aproveitavam para se refestelar num banquete injusto. Para os peixes era “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Num segundo, garças pareciam urubus chafurdando na desgraça alheia.

Um surfista, que estava na balsa, me contou que mora ali há 30 anos, e atravessava o canal nadando com a prancha. Hoje, tem medo que a água respingue dentro do barco e ele pegue hepatite.

O Canal de Marapendi, para quem não sabe, faz parte do Complexo Lagunar de Jacarepaguá. Como muitos sabem, deveria ser limpo até a Rio-2016, segundo um compromisso assumido pelo governo do Rio.

Não há mais tempo hábil, informam. Um jogo de empurra-empurra, onde um órgão põe a culpa em outro pelo fracasso da ação, que, no final das contas, tem dois grandes perdedores: os atletas que vêm competir e os moradores que sonham em aproveitar esses espaços.

O Rio de Janeiro é uma piada triste. Uma cidade deslumbrante, cercada por um mar de cocô por todos os lados.

Fala-se muito da Baía da Guanabara, mas eu não consigo me lembrar de nada que possa estar na mesma frase envolvendo água e Rio de Janeiro, que não inclua as palavras poluição e esgoto.

Certa vez, saltei de asa delta da Pedra Bonita. Passada a dor de barriga, veio o susto. Uma língua negra horrorosa invadia e tomava a orla da praia de São Conrado. Cada vez que passo pela Niemeyer e vejo o mar coalhado de gente surfando só consigo pensar numa coisa: surfistas de “merda” –não por causa dos surfistas, mas pela qualidade da água das ondas dali.

O mesmo “fenômeno” acontece no quebra-mar da Barra da Tijuca. Dia desses, os jornais publicaram uma foto aérea da nojeira toda avançando desde a Lagoa da Tijuca e do Canal do Joá até a praia. As pessoas fazem esporte nessas águas imundas. Vejo gente esquiando, praticando stand up paddle. Meu estômago embrulha. Vão engolir cocô.

No começo dessa semana, mais uma notícia de mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas. Ouvi no rádio técnicos dizerem que não se trata de poluição. Quem essa gente quer enganar? Biólogos afirmam que faltou oxigênio para os peixes porque a quantidade de esgoto lançado na Lagoa é enorme.

Piora. Dizem que isso pode acontecer durante a Rio 2016. Mas não há o que temer. Como o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, já nos tranquilizou, “as águas nos locais de competição são iguais para todos”. Ou seja, estamos todos, cidadãos e atletas, na merda.

Ministério Público pede indiciamento de Fernando Haddad (PT) por acordo entre Corinthians e BRL TRUST

abril 18, 2015

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Em 2014, o associado do Corinthians, Rolando Wohlers, popularmente conhecido como Ciborg, ingressou no Ministério Público de São Paulo (municiado de farto material comprobatório) com pedido de investigação sobre o acordo entre Corinthians, Prefeitura e a empresa BRL TRUST, que propiciou a construção do estádio em Itaquera.

O inquérito, nº 14.0695.0000619/14-7, encontrou elementos suficientes para pedir indiciamento do Prefeito Fernando Haddad (PT) por infração ao Art. 11 da LIA (Lei de Improbidade Administrativa) 8429/92:

“Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional e dá outras providências.

Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições.”

São partes no processo todos os outros referidos acima.

Caberá agora ao judiciário decidir se os elementos apresentados pelo MP são suficientes para que a ação prossiga, com a possibilidade de investigação mais profunda sobre Corinthians, BRL TRUST e demais parceiros.

Corinthians (em contenção de despesas) será gestor do Bragantino

abril 18, 2015

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Durante toda a gestão Andres Sanches, desde 2007, com menor ímpeto, depois, a partir da administração Mario Gobbi, o Bragantino (reconhecido quintal de empresários) foi parceiro informal da diretoria do Corinthians.

Era um troca-troca de jogadores, com clara intenção de favorecer intermediários e também dirigentes alvinegros.

Poucos vingaram, a grande maioria deu prejuízo.

Bastou a entrada do novo presidente, Roberto “da Nova” Andrade, um invertebrado, que recebe ordens diretas de Sanches, por intermédio do ex-bicheiro e agora vice-presidente Andre Negão, para que os negócios fossem retomados.

Agora, porém, de maneira oficial.

O clube anunciará, nos próximos dias, que se tornou gestor do Bragantino.

Ou seja, responsável por todas as despesas e prejuízos eventualmente ocasionados.

Marquinhos Chedid e o semelhante Andres Sanches já bateram o martelo e selecionam jogadores.

Alguns atletas do elenco do Braga serão mantidos, mas a grande maioria, dispensados, para dar lugar a encostados do Corinthians que estavam no Sub-23 (equipe B), no Flamenguinho de Guarulhos (equipe C) e também àqueles que rodam o Brasil e o Exterior (mais precisamente a Ilha da Madeira – com contrato a vencer, filho de conselheiro).

A tão propagada contenção de despesas (que atingiu, pelo que se vê, apenas funcionários mais humildes e outros que a direção queria dispensar, mas não tinha coragem sem a referida desculpa), e o discurso de encerramento de atividades do cabide de empregos “Flamenguinho” cedeu espaço para a pressão, evidente, dos que sobrevivem de esquemas no Parque São Jorge.

Se não tiverem apego ao cargo, mas sim ao desejo de contribuir com o Corinthians, assim que anunciada, oficialmente, mais essa “obra” da Renovação e Transparência, espera-se que dirigentes contrários à gastança (entre os quais um que sempre se opôs ao grupo) entreguem seus cargos, evitando manchar a história com a participação, por omissão, de mais um descalabro.

Governo de São Paulo grava comerciais com depoimentos de jogadores contra o racismo

abril 18, 2015

racismo

O Governo de São Paulo bancou iniciativa da Coordenação de Políticas para a População Negra, da Secretaria de Estado e Defesa da Cidadania, que gravou 17 depoimentos de jogadores contra práticas racistas em estádios de futebol.

“São Paulo contra o Racismo” será o nome da campanha.

Entre os atletas, estão:

Bruno Henrique, Fabio Santos e Gil (Corinthians), Arouca, Cristaldo e Vitor Hugo (Palmeiras), Elano, Ricardo Oliveira e Gabriel (Santos), Rogério Ceni, Ganso e Luis Fabiano (São Paulo), Marcelo Lomba, Ivam Quaresma e Biro-Biro (Ponte Preta).

TCU contesta contrato privado para construir Vila Olímpica

abril 18, 2015

Vila Olímpica terá 31 prédios residenciais

Tribunal de Contas encontra indícios de superfaturamento em contrato que transforma Vila dos Atletas dos Jogos Rio 2016 em condomínio de luxo, enquanto famílias da Vila Autódromo são removidas do local pela prefeitura do Rio

FATO ONLINE 

Por AFONSO MORAIS

Ao mesmo tempo em que a prefeitura do Rio de Janeiro posiciona seus tratores para remover centenas de famílias da comunidade Vila Autódromo para dar lugar ao Parque Olímpico, em Jacarepaguá, o Tribunal de Contas da União (TCU) contesta o contrato privado firmado entre o Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 e o consórcio formado pelas empreiteiras Carvalho Hosken/Odebrecht para construir a Vila dos Atletas que ficará no mesmo local. Após o megaevento esportivo, o empreendimento passará a ser um condomínio de luxo chamado Ilha Pura.

Para o órgão fiscalizador, a Vila dos Atletas que está sendo construída na Barra da Tijuca, região que mais cresce na cidade, pouco difere dos demais empreendimentos imobiliários erguidos naquela área. Segundo o relatório de monitoramento TC 010.138/2014-5, obtido pelo Fato Online, as vilas “geralmente são planejadas para revitalizar ou criar novos polos de desenvolvimento”, citando o exemplo de Barcelona (1992) e Sydney (2000). Como a vila brasileira foi projetada, diz o documento, trata-se de uma “opção política” que deverá ser avaliada posteriormente.

“Logo, a medida adotada pelo presidente do comitê fragiliza ainda mais a posição da União”.Auditoria do TCU

O TCU questionou alguns pontos no contrato particular de abertura de linha de crédito para a construção da Vila dos Atletas e reclama da omissão do CoRio 2016, presidido por Carlos Arthur Nuzman, para esclarecer as questões e, com isso, evitar prejuízos ao erário.

De acordo com o órgão fiscalizador, foram identificados riscos ligados à falta de transparência da entidade organizadora em relação a determinados itens que podem levar ao aumento do déficit operacional do CoRio 2016. “Logo, a medida adotada pelo presidente do comitê fragiliza ainda mais a posição da União”.

Prejuízo

Conforme revelou o Fato Online nesta quinta-feira (16)o TCU teme que a União pague algo em torno de R$ 1,8 bilhão para compensar um eventual prejuízo dos organizadores do Jogos Olímpicos, como determina a Lei 12.035/09 (Ato Olímpico).

Entre os pontos nebulosos levantados pelos auditores, estão os valores gastos na edificação, valor mensal do aluguel, valor e aumento da desmobilização, e destinação final (propriedade) da estrutura do imóvel e dos bens móveis.

Os números previstos no orçamento do CoRio 2016 para custear despesas com a “vila olímpica e outras vilas” também levantaram suspeitas. Pelo que mostra o relatório, o montante previsto para investir nas respectivas vilas, no Dossiê de Candidatura, era de R$ 758,4 milhões. O valor corresponde a aproximadamente um terço do custo atual estimado para a construção do empreendimento, que alcançou R$ 2,33 bilhões.

Outra questão que atraiu a atenção dos auditores foi a alteração da modalidade do contrato de locação para usufruto. Inicialmente, a construtora Carvalho Hosken ofereceu garantia ao Comitê Olímpico Internacional que cobraria pelo aluguel das vilas, no máximo, US$ 18,9 milhões. No entanto, após a mudança do modelo do acordo, as duas partes decidiram constituir usufruto gratuito por dezessete meses.

Diante de tal situação, o TCU decidiu recomendar ao Ministério do Esporte que verifique “minuciosamente” as despesas do CoRio 2016, os aspectos econômicos do contrato de usufruto do condomínio Ilha Pura para sediar a Vila dos Atletas. Segundo eles, foi firmado contrato de usufruto no qual se pagará quase seis vezes mais.

No relatório os auditores ressaltam que “a carta de garantia oferecida pela empreiteira Carvalho Hosken ao COI, por ocasião da candidatura, estabeleceu o valor máximo de US$ 18,9 milhões (R$ 45,8 milhões no câmbio de 25/9/14) para locação da Vila dos Atletas, enquanto que o valor estimado a ser pago pelo usufruto à empresa controlada por essa empreiteira é de R$ 254,9 milhões”.

Para surpresa do TCU, o CoRio 2016 enviou apenas dados parciais e se negou a apresentar as informações completas. A justificativa do comitê: “Não é possível fornecer cópia dos mesmos (sic), uma vez que todos têm cláusulas de confidencialidade que impedem a sua divulgação”.

A Comissão do CoRio 2016, segundo a Corte de Contas, “impediu o exame de elementos que compõem o déficit amparado pela garantia, pois neste consiste em uma equação na qual contribuem as despesas e as receitas operacionais”.

Os técnicos argumentam que, entre outras coisas, o fato de os Jogos Rio 2016 terem gerado uma lei federal (o Ato Olímpico) motivou a fiscalização por parte do tribunal. Além disso, explicam, o “que se pretende é preservar o patrimônio pessoal da União, o interesse público primário”.

O relatório de acompanhamento do tribunal TC 010.138/2014-5 diz ainda: “A União, na condição de garantir todos os valores pecuniários não adimplidos pelo Comitê Rio 2016, não pode estar impedida por cláusula contratual – estipulada entre credor e devedor – de verificar os negócios jurídicos para os quais está impelida a satisfazer obrigação, caso o devedor principal (comitê) não a cumpra”.

Governo minimiza

O secretário-executivo do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, minimiza a desconfiança do TCU e explica que a diferença entre os valores discriminados na carta de garantia da Carvalho Hosken para o COI se trata “da valorização imobiliária que aconteceu no Rio de Janeiro” no período.

Ricardo Leyser acredita em lógica diferente e considera que o estudo do TCU representa uma “perda de perspectiva”. Segundo ele, “uma vila que para construir custaria cerca de R$ 13 bilhões, o comitê organizador tá gastando apenas R$ 250 milhões”.

Ele também diz conhecer todos os contratos e promete enviar o quanto antes ao TCU. “O ministério está confortável com o valor e conhece plenamente os contratos e as planilhas. E vamos informar ao tribunal os dados, que são simples”.

“O ministério está confortável com o valor e conhece plenamente os contratos e as planilhas”Ricardo Leyser

Para o gestor, o modelo de contrato de usufruto é simples e mais transparente. “A construtora vai no banco, pega um financiamento, e vai construindo. Quando o prédio tá pronto, transfere esse financiamento pro comprador que assume os juros dali pra frente”, explica.

Segundo ele, as taxas do financiamento da Caixa Econômica oferecem mais transparência. “É um valor super fácil de auditar porque é só custo financeiro do financiamento imobiliário para construir a vila. A gente sabe exatamente quanto é”.

O Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 foi procurado, mas não retornou até o fechamento da reportagem.

Vila dos Atletas

O Parque Olímpico é resultado de uma Parceria Público-Privado (PPP) no valor de R$ 1,4 bilhão. Lá, entre outras instalações, ficará a Vila dos Atletas. Em um terreno de 800 mil metros quadrados, estão sendo construídos 31 prédios residenciais com 3.604 apartamentos de dois, três e quatro quartos, divididos em sete condomínios, para abrigar 18 mil competidores. Depois do encerramento dos Jogos, passará a ser um condomínio privado chamado Ilha Pura.

Para o professor Orlando Santos Júnior, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a PPP é um arcabouço complexo porque o poder público passa a ter interesse na valorização imobiliária “por aumentar o preço do potencial construtivo” da região. Segundo o doutor em planejamento urbano, a lógica da PPP é privatizar a gestão do espaço público. “Quanto mais o mercado imobiliário se valoriza, mais lucrativo é para a prefeitura. A subordinação do espaço público ao mercado é de alto risco”, alerta.

Coluna do Fiori

abril 18, 2015

fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

“A vaidade é um princípio de corrupção”.

Machado de Assis

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Divulgado

Na quinta feira 09/04, o presidente da Comissão Especial de Arbitragem de Futebol – CEAF, em conformidade com seu principal assessor, concomitantemente, presidente do SAFESP, anunciou que: Flavio Rodrigues de Souza, Flávio Rodrigues Guerra, Guilherme Ceretta de Lima, Luiz Flávio de Oliveira, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, Marcelo Rogério, Raphael Claus, Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral, Tiago Duarte Peixoto e Vinícius Furlan – foram os árbitros selecionados e participarão dos “sorteios” nas fases quarta de final, semifinal e final.

Patrocínio na camisa dos árbitros nas finais da Série A1 do Paulistão 2015

1

Rompante

Indagado sobre a possível negativa da Federação Internacional de Futebol em relação ao patrocínio na camisa dos árbitros, o latinha esculpida nos ombros que preside a CA-FPF, respondeu: A FIFA manda lá; aqui, nós decidimos que haverá patrocínio até a partida final.

Por Que Não Te Calas

Pouco após, algum iluminado da diretoria da FPF se ligou sobre a asneira dita pelo presidente da comissão de árbitros, soltou comunicado dizendo que havia ocorrido mal entendido

Regulamento da FIFA

A permissão do logotipo da empresa patrocinadora é nas mangas da camisa dos árbitros, ao mesmo tempo, proibitiva para patrocinador das equipes

Manda Quem Pode

Conforme determinação da FIFA, na segunda feira 12/04 a diretoria da FPF propalou o fim do patrocínio

Abandonados

Por autocrítica, medo ou pressão, pouco antes do afamado “sorteio” para as partidas da semifinal, sem nenhuma justificativa, os membros da CEAF excluíram o nome dos árbitros Flavio Rodrigues Guerra e Rodrigo Guarizo Ferreira Amaral

Indago

Com a exclusão dos dois árbitros e “sorteio” de dois para a semifinal, ficaram dois para o “sorteio” da primeira partida referente à final, restando somente um pra final. Ora! O Estatuto do Torcedor determina sorteio para definir o árbitro das partidas oficiais, portanto: de que forma o todo poderoso presidente da CEAF, igualmente, seu principal assistente, obedecerá ao inserido na lei?

SAFESP

Dois fatos danosos ao todo da categoria não contestados pela diretoria do sindicato:

1º – Ter concordado que o patrocinador da camisa do Palmeiras fizesse o mesmo na camisa dos árbitros; se não concordou, não contestou, nesta toada, quem cala consente

2º –  Não ter prestado publicamente solidariedade aos árbitros que foram afastados dos “sorteios” das duas refregas da semifinal

Quartas de Final da Série A1 do Paulistão 2015

Sábado 11/04

Corinthians 1 x 0 Ponte Preta

Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza

Árbitro Assistente 01: Vicente Romano Neto

Árbitro Assistente 02: Carlos Augusto Nogueira Junior

Quarto Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral

Item Técnico

Na primeira fase da contenda, por volta do trigésimo sexto minuto, Vicente Romano Neto, assistente 01, prejudicou a equipe da Ponte Preta, por ter sinalizado posição de impedimento do atacante Renato Cajá, no instante que dominou a bola, mandando-a pro fundo da rede corintiana

Responsabilidade

No acima, através imagem da TV, verifiquei que o árbitro estava posicionado corretamente, ou seja: na diagonal, pouco antes da linha e próximo do bico da grande área; como também, que seu assistente Vicente Romano Neto, situava-se na linha do lance; por este motivo, o assistente, deve ser punido.

Outra vez

Minutos após, Vicente Romano Neto, na metade do campo e na linha lateral que vigiava; na cara dura, quando de uma disputa ocorrida no seu nariz, assim que a bola ultrapassou a linha, inverteu lateral favorável ao Corinthians, sinalizando que era da Ponte Preta, prontamente, Emerson Sheik olhou nos olhos do sempre politicamente correto Vicente Romano Neto, reclamando com razão

Item Disciplinar

Deveria e poderia ter advertido Emerson Sheik com o segundo amarelo, quando de entrada maldosa em um dos oponentes; fato que provocaria sua expulsão

Concluindo

Salvo pequenos detalhes, considerei aceitável o trabalho do árbitro Flavio Rodrigues de Souza, como também, do assistente: 02

São Paulo 3 x 0 Red Bull Futebol e Entretenimento Ltda.

Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza

Os representantes das leis do jogo não influíram no resultado; trabalho aceitável

Domingo 12/04

Palmeiras x Botafogo

Árbitro: Marcelo Rogério

Item Técnico

Dois dos principais momentos:

1º – Acertou por ter sinalizado impedimento do atacante botafoguense que chutou a redonda pro fundo da rede palmeirense

2º – Apesar de ter sua visão coberta pelo costado do botafoguense, deixou de marcar a penalidade máxima cometida por Gimenez no

– instantes que empurrou seu oponente Dudu, vez que, poderia e deveria ter feito por avaliação, ou então, através o comunicador, ter

– perguntado pro assistente que trabalhava naquela metade do campo; se o fez, pode ter ouvido que nada ocorreu; resposta que não

– elimina sua inteira e total responsabilidade

Item Disciplina

Marcelo Rogério errou e feio por ter advertido com cartão amarelo o defensor botafoguense Vitor, no ato da agressão praticada no

– palmeirense Valdívia, neste episódio, de conformidade com as leis do jogo, Vitor deveria receber o cartão vermelho

Santos 3 x 0 XV de Piracicaba

Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima

Item Técnico

Sinalizou corretamente as duas penalidades máximas sofridas e convertidas em dois, dos três gols, da vitória santista

Item Disciplinar

Admissível

1ª Fase da Copa do Brasil 2015

Quarta Feira 15/04

Santos 1 x 0 Londrina

Árbitro: Igor Júnio Benevenuto (CBF-FMF)

Itens técnico/disciplinar

Trabalho aceitável dos representantes das leis do jogo

Copa Libertadores – Grupo II

Danúbio (URU) 1 x 2 São Paulo

Árbitro: José Argote (VEN)

Itens técnico/disciplinar

Sem problemas, jogo ruim; nada exigiu dos representantes das leis do jogo

Política

2

O besteirol do candidato ao Supremo Tribunal Federal é mais indecifrável que o “dilmês”

À primeira vista, o parágrafo abaixo transcrito parece pinçado da mais sofisticada antologia do dilmês erudito. Depois de meia dúzia de releituras, bate a suspeita de que o trecho de um artigo do advogado Luiz Edson Fachin é o embrião de um novo subdialeto concebido em dupla pela filósofa de hospício Marilena Chauí e pelo poeta onanista Tarso Genro. Tão indecifrável quanto o espanto linguístico inventado por Dilma Rousseff, o fachinês lembra um rascunho da bíblia que acabou no lixo porque nem Deus entendeu o palavrório de hospício. Confira:

“Partindo-se de uma análise crítica que arrosta a primeira modernidade – entendida como o legado eurocêntrico de um sistema patriarcal, codificado e arrimado em um Estado-Nação – a segunda modernidade – identificada em uma sociedade econômica regulada por leis próprias, na qual os direitos fundamentais deixaram o campo do debate da efetividade para consubstanciar umhiperconsumo das ideias destacadas da cidadania e da democracia –, buscar-se-á investigar como a complexidade do real e a mácula do aparente convivem sob uma Constituição dirigente, que proclama a emancipação do indivíduo e funda uma ordem pautada em princípios democraticamente erigidos.

Com isso, pretende-se demonstrar que entre os significados da equidade, democracia e direitos humanos entroniza-se a compra e venda que tudo transforma em mercadoria, fazendo-se premente a construção de um novo direito, pautado em novos códigos e novos discursos, estruturados em uma principiologia axiológica de índole constitucional.” (FACHIN, Luiz Edson. Entre duas modernidades: a constituição da persona e o mercado. Revista de Direito Brasileira, v. 1, p. 101-110, 2011).

Fachin foi indicado por Dilma para a vaga aberta no Supremo pela partida precoce de Joaquim Barbosa. Na sabatina a que será submetido pelo Senado, só escapará da reprovação caso um parlamentar oposicionista se disponha a desmontar a farsa com dois disparos letais. O primeiro seria a leitura em voz alta desse besteirol de rábula de hospício. Ninguém vai entender nada ─ nem Fachin. O segundo consistiria na exibição do vídeo em que o candidato a ministro capricha na discurseira de cabo eleitoral do PT. Todo mundo entenderia tudo.

O Supremo vai sendo progressivamente degradado pela politicagem. Mas ainda não virou palanque. Nem liberou o uso de uma estrelinha vermelha para enfeitar a toga.

Autoria do jornalista Augusto Nunes

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Finalizando

Aos canalhas que são maioria dos políticos deste corrupto e corrompido Brasil, brasileiro; sigam na pratica as palavras do Presidente dos EUA – Barack Obama:

“Meu trabalho não é representar Washington para vocês, mas representar vocês para Washington.”

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-18/04/2015

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

O estranho desejo da FPF de pagar R$ 2,5 milhões por camarotes que utiliza de graça no “Fielzão”

abril 17, 2015

bastos fpf

O novo presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, além de extremamente próximo, em amizade e atitudes, do ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, sempre foi conhecido nos bastidores do esporte – principalmente entre os clubes de menor porte – como “negociador” de arbitragens (no pior sentido do termo).

Em “esperta” amarração de contratos, o agora Deputado Federal pelo PT, além de responsável pela comercialização de tudo que se refere ao “Fielzão”, é também representante, com direito a voto, dos interesses da construtora no negócio.

Ou seja, o Corinthians, mesmo que quisesse, não poderia afastar Sanches do estádio.

Eis que, mesmo sabedora de que todos os seus dirigentes nunca foram barrados em qualquer evento realizado pelo Corinthians (na verdade, mesmo quando não convidados são recebidos com honras de estado), sempre fazendo uso da gratuidade, a Federação Paulista de Futebol decidiu comprar dois camarotes no Fielzão.

O orçamento já foi enviado, e o preço cobrado é de R$ 2,5 milhões (R$ 1,25 milhão cada).

Levando-se em consideração que a FPF e seus convidados, sem colocar a mão no bolso, teria direito a utilizar os espaços que agora pretende comprar, e que o dinheiro da entidade, em tese, pertence a todos os outros clubes filiados (que também possuem camarotes – cada qual no seu padrão – sem propostas da entidade), fica difícil não acreditar em favorecimento (ao clube e também ao amigo Andres Sanches).

EM TEMPO: para deixar claro, a iniciativa de cobrança não partiu da diretoria do Corinthians (o que seria acertado), mas a de pagamento, com intermediação de Andres Sanches, (compra de camarotes) da Federação Paulista de Futebol.

Árbitro Thiago Peixoto, que apitará Corinthians vs. Palmeiras

abril 17, 2015

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Governo cria grupo para elaborar Leis do Sistema Nacional do Esporte. Presidente do Flamengo é o único ligado ao futebol

abril 17, 2015

george hilton

O Ministério do Esporte acaba de criar um Grupo de Trabalho com a finalidade de elaborar Projeto de Lei de Diretrizes de Bases do Sistema Nacional do Esporte.

Foram convocados a participar das discussões:

– Eduardo Bandeira de Mello (presidente do Flamengo)

– Cassia Damiani, Ivan Alves Soares, Ricardo Nascimento de Avellar Fonseca, Andréa Nascimento Ewerton (representando o Ministério do Esporte)

– Lars Grael (presidente da comissão nacional de atletas)

– Ana Moser (ex-atleta)

– Hortência (ex-atleta)

– Álvaro Cotta Teixeira da Costa (presidente da Federação Mineira de Basquete)

– Kouros Monadjemi (Liga Nacional de Basquete)

– Representante do COB (a ser definido)

– Andrew Parsons (presidente do Comitê Paralímpico brasileiro)

– Jorge Steinhilber ( Conselho Federal de Educação Física)

– Paula Korsakas (Rede Esporte pela Mudança Social)

– Simone Rechia (Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte)

– Rubens Xavier Martins (Representando gestores municipais de esporte e lazer)

– Leila Gomes de Barros (Secretária de Esportes – DF)

– Marcio Jardim (Fórum Nacional de Gestores Estaduais do Esporte e Lazer)

– Edson Garcia (Federação Nacional dos Clubes Esportivos)

– Paulo Wanderley Teixeira (Confederação Brasileira de Judô)

– Representante da Comissão Desportiva Militar Brasileira

– Maria Luiza Souza Dias (SESC)

– Fernando Mezzadri (UFPR)

– Wladimyr Vinycius de Moraes Camargo (Confederação brasileira de clubes)

A coordenação ficará a cargo de Cassia Damiani, Diretora do Departamento de Planejamento e Gestão Estratégica do Ministério do Esporte.

É nítida, na lista apresentada, a presença de gente importante para as discussões, como Ana Moser e Lars Grael, mas também doutros, absolutamente irrelevantes, certamente escolhidos por questões de “agrado” político.

Não se sabe, também, as razões do principal esporte do Brasil, o futebol, ter apenas um representante, nem os critérios para que a escolha tenha recaído no presidente do Flamengo (nada contra o dirigente), sem que outros clubes tenham-no escolhido para representá-los.

As reuniões, despesas e demais gastos serão bancados pela população, razão pela qual espera-se resultados relevantes, não apenas discussões (como, lamentavelmente, costumam acontecer) desprovidas de conteúdo prático e modificativo para o atual estado de gestão do esporte, claramente ultrapassado e inadequado.

Senador Romário detona negócios suspeitos de Marco Polo Del Nero

abril 17, 2015

romario

“Esses caras são corruptos. Espero que o Ministério Público e a Receita façam uma devassa na CBF. Uma operação dessa não se explica. O cara vende uma cobertura e ganha outra parecida. Além de corruptos, são mágicos”

“A CBF tem que passar por um processo de transparência. Espero que apareça um juiz como o [Sérgio] Moro para investigá-los e colocá-los na cadeia”

(ROMÁRIO sobre as compras de coberturas na Barra da Tijuca, absolutamente suspeitas, efetuadas pelo presidente da CBF)

Advogado “gavião” mente para tenta livrar marginal da “organizada” de punição, mas se dá mal

abril 17, 2015

vergonha

O marginal Carlos Roberto de Britto Junior, vulgo “Neguinho”, conselheiro da facção criminosa Gaviões da Fiel, é acusado de diversos crimes, tais quais um “singelo” duplo homicídio de palmeirenses em briga de torcidas, pelo qual está proibido de frequentar estádios de futebol.

Tem ainda que, em dia de jogos, apresentar-se em quartel da Polícia Militar.

Eis que a “figura” achou-se no direito de se “indignar”, e ingressou com pedido de “habeas corpus”, utilizando do advogado “Gavião” Ricardo Cabral (o mesmo da quadrilha de Oruro), habituado a mentir por essa gente.

Novo ferro.

Por decisão lúcida do desembargador Willian Campos, tudo permanecerá como está.

A OAB fosse um órgão sério (há tempos deixou de ser, como comprova o caso CARF) e um advogado de hábitos lamentáveis como Ricardo Cabral além de não mais estar trabalhando, deveria ser processado por difamar a profissão.

CONFIRA ABAIXO TRECHOS DAS MENTIRAS CONTADAS PELO ADVOGADO “GAVIÃO”, E DIVIRTA-SE:

“O advogado Ricardo Cabral impetra a presente ordem de habeas corpus, com pedido expresso de liminar, em favor de Carlos Roberto de Brito Junior, alegando constrangimento ilegal por ato do M. Juiz de Direito da 2ª Vara do Júri do Foro Regional de Santana, comarca de São Paulo, que aplicou ao paciente medidas cautelares, dentre elas a proibição de assistir jogos do Corinthians, devendo recolher-se ao 2º Batalhão de Choque da Capital.”

“Assevera ainda que, considerando a tabela de jogos, o paciente permanecerá aquartelado por cerca de 24 horas semanais, em nítido cumprimento antecipado da pena. Informa que ele não mais frequenta jogos de futebol, pois tem responsabilidades pessoais como família, trabalho e estudo.”.

(nota do blog: desculpem-me, mas hahahahahahahahahhahahahahahhahaha)

“Diz que a aplicação da medida cautelar é extra petita, pois extrapolou o pedido do Ministério Público, bem como a Federação Paulista de Futebol possui mecanismos hábeis para proibir e impedir determinado torcedor de ingressar nos estádios de futebol, não havendo necessidade de medida coercitiva de reclusão no Batalhão da Polícia Militar.”

(nota do blog: hahahahahahahahahahahahahahahahahaha)

Nero na CBF

abril 17, 2015

feldman e del nero

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

É fogo no boné do guarda, diria o narrador. O futebol brasileiro segue nas mãos dos mais sombrios

NENHUM PERFIL de Marco Polo Del Nero, que hoje assume formalmente a presidência da Casa Bandida do Futebol, estaria completo sem a informação definidora de seu estilo: pôs detetive atrás da namorada.

Importa pouco quantas namoradas teve ou terá. Importa saber a que ponto pode chegar. Espionará, ou espionou, ou espiona, também seus adversários?

Conheci Nero quando ele advogava para Eduardo Farah, então presidente da FPF, nos anos 90.

Ambos foram mal sucedidos em tentar que me retratasse do que havia escrito sobre o cartola.

Achei-o subserviente e sem brilho. Hoje percebo que a subserviência era apenas método para apunhalar o chefe cuja maleta carregava no fórum em que nos encontramos.

Farah dizia que reinava absoluto na federação porque seus dois vice-presidentes, Nero e Reinaldo Carneiro Bastos, viviam como gato e rato, embora sem se desgrudar, em permanente vigilância.

Eles dividiam e Farah reinava, segundo o próprio, sabe-se lá se com razão ou não, porque há controvérsias sobre as relações de Nero, o novo imperador, e Carneiro, agora no comando da FPF.

Posto que, ainda como Farah contava, deveria ter ocupado já em 2003, quando Nero os surpreendeu rompendo o acordo que o trio fizera para que o mais moço, e não o mais velho como diz o estatuto da FPF, assumisse o cargo.

Na manhã do dia em que Farah anunciou sua renúncia, Nero avisou que sua família, num jantar na noite anterior, ao ser comunicada do acerto, não havia concordado em vê-lo passado para trás e exigira, sempre segundo o traído Farah, “que honrasse as calças”. Dito e feito.

O resto é sabido. Nero se aproximou de Ricardo Teixeira de quem Farah era desafeto e construiu a ponte para chegar ao trono, gozando das benesses generosamente concedidas pelos amigos de Teixeira, como mais uma formidável reportagem de Sérgio Rangel revela em detalhes.

Aí, como diz o poeta, fez-se do amigo próximo, distante, e à medida que a distância aumentou, prevaleceu o provérbio lusitano: brigam as comadres, desdobrem-se as verdades.

Nero assume a CBF com um gol contra semelhante à gota d’água que obrigou Teixeira a se escafeder do país: o perfil feito pela “Vejinha” que o deixou nu como o da revista “piauí” sobre o ex-presidente, devidamente enfraquecido pelas reportagens que valeram o Prêmio Esso aos seus autores desta Folha.

O ex-genro de João Havelange, ao chegar ao topo, era um ilustre desconhecido, caído de paraquedas na capitania hereditária que infelicita nosso futebol.

Nero, não. Tem uma extensa folha de desserviços prestados ao futebol paulista, um dos coveiros da rica história escrita pelos clubes do interior. Além da parceria com José Maria Marin, cujo resultado mais eloquente obteve no Mineirão, graças aos alemães.

Se não bastasse, como Marin, Nero carrega o passado de extrema direita, membro do Comando de Caça aos Comunistas (CCC) nos tempos de estudante durante a ditadura. 8 a 1!

Governo Fora das Leis

abril 17, 2015

0a7d6-pt_corruptos

Da FOLHA

Por REINALDO AZEVEDO

“Pode um presidente cometer um crime para se reeleger e não ter de responder por isso no novo mandato?”

A gente percebe a escalada da crise quando se estreita a distância entre um pico de tensão e outro. Sem que houvesse razão para tanto, é bom que se diga, o governo ameaçou comemorar, ainda que discretamente, a suposta baixa adesão aos protestos de domingo… O PT, por exemplo, em seu site, menosprezou os “apenas” (?) 250 mil nas ruas. Ainda que o número estivesse certo (não está), não custa lembrar que, cinco dias antes, os companheiros mal conseguiram lotar uma Kombi no protesto contra a terceirização e em defesa do governo Dilma. O suspiro de falso alívio mal durou 24 horas.

Na terça, dia 14, Leandro Colon, desta Folha, detonava a bomba: a Controladoria Geral da União (CGU) amoitou informação e provas de que a SBM havia pagado propina a funcionários da Petrobras. O início da investigação propriamente, que poderia ter-se dado no dia 29 de agosto do ano passado, foi postergado para 17 de novembro, já selado o destino das urnas. A CGU, como reza a sua página na internet, é um braço da Presidência, cuja titular é Dilma. Toda a hierarquia incidiu na Lei de Improbidade Administrativa, que pode resultar em cassação de mandato.

Raiou o dia 15, e lá estava na cadeia João Vaccari Neto, o tesoureiro do PT. Há pouco mais de dois meses, ele e Dilma compareceram a um mesmo evento, aplaudindo os 35 anos de fundação do partido, que veio à luz em 1980 prometendo “mais ética na política”. Vaccari teve participação ativa nas duas campanhas eleitorais da presidente. Há ali uma mistura de fios desencapados com nitroglicerina. Qualquer movimento brusco, buuummm!!!

A notícia da prisão de Vaccari chegou pouco depois de o Planalto ter tomado ciência de que o ministro José Múcio, do Tribunal de Contas da União, decidira acatar parecer dos técnicos e recomendar que se investiguem as chamadas “pedaladas fiscais”, com o que concordaram os seus pares na própria quarta. Para maquiar as contas, o primeiro governo Dilma retardou desembolsos devidos à CEF, ao Banco do Brasil e o BNDES. Esses entes tiveram de arcar com o custo de políticas públicas federais apelando aos próprios recursos, o que caracteriza uma forma de empréstimo ao Tesouro, pratica vedada pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

É crime de responsabilidade. Rodrigo Janot, com a anuência de Teori Zavascki, faz uma leitura rasa da Constituição e assegura que Dilma não pode ser processada por atos anteriores ao mandato em curso. É? Tal dispositivo da Carta antecede o estatuto da reeleição. Duas perguntas para a dupla: a) então um presidente pode cometer um crime para se reeleger –dar pedaladas fiscais, por exemplo– e não terá de responder por isso no curso do novo mandato?; b) a eleição acontece em outubro; a posse, só em janeiro. Um reeleito, portanto, tem uma janela de dois meses para delinquir contra a responsabilidade, doutores? Que diabo de leitura é essa?

Que Janot mantenha a sua interpretação obtusa –ao menos até que um dos legitimados para tanto recorra contra ela com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. Independentemente da Lei de Responsabilidade, a pedalada fiscal também atropelou a Lei da Improbidade Administrativa.

Dilma deve lamentar como nunca o malogro daquela sua lojinha de bugigangas. Poderia ser hoje uma próspera empresária. O negócio não deu certo. Virou presidente do Brasil.

Corinthians se classifica no empate com o San Lorenzo no Fielzão

abril 16, 2015

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No clássico entre duas das melhores equipes da América Latina, assistido por 40.744 pagantes (41.107 presentes -recorde do Fielzão), o Corinthians manteve a invencibilidade ao empatar em zero a zero com o San Lorenzo, pela Libertadores.

A primeira etapa foi disputada palmo a palmo, equilibrada, com a vibração de uma final de campeonato.

Sheik raçudo e Renato Augusto, inspirado, pelo Timão, além de Romagnoli pelo San Lorenzo, eram os melhores no gramado.

Vagner Love, de longe, o pior.

O Corinthians tinha a iniciativa do ataque, enquanto os argentinos levavam sempre perigo nas bolas alçadas, principal deficiência da equipe alvinegra.

Três boas oportunidades foram criadas dos pés de Renato Augusto, uma delas numa batida linda, de fora da área, bem defendida pelo goleiro.

Outra em bate-rebate dentro da área, que Jadson concluiu à esquerda da meta.

Na segunda etapa, o Timão tentou iniciar pressionando, mas, aos poucos, o jogo foi novamente se equilibrando.

Aos 15 minutos, Tite perdeu a paciência com Vagner Love – que errava todos os lances – e colocou Danilo em seu lugar.

Para alívio do Corinthians, aos 20 minutos, Romagnoli, destaque argentino, cansado, saiu para a entrada de Alan Ruiz.

Com o passar do tempo, o ritmo do jogo, apesar de brigado, diminuiu, com ambas as equipes encontrando dificuldades em criar oportunidades para abrir o marcador.

Somente aos 41 minutos, em batida de falta, Jadson levou perigo ao gol adversário.

Um minuto depois, Sheik saiu para a entrada de Mendoza.

No final, o empate manteve a tranqüilidade da participação corinthiana no torneio, enquanto o San Lorenzo, em situação complicada, não depende mais apenas de suas forças para conseguir a vaga à próxima fase.

Muricy Ramalho vence mais uma batalha

abril 16, 2015

muricy

BOLETIM MÉDICO DO HOSPITAL SÃO LUIZ SOBRE MURICY RAMALHO

O Hospital São Luiz, Unidade Morumbi, informa que o ex-técnico do São Paulo Futebol Clube, Muricy Ramalho, foi operado esta manhã para retirada da vesícula por cálculo.

A cirurgia, realizada pela equipe do Dr. Alexander Morrell, foi um sucesso e o paciente passa bem.

No momento, não há previsão de alta.


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