“Andres (Sanches) ladrão, fora do Timão!”, associados fazem ex-presidente correr escoltado do Corinthians

maio 24, 2015

manifestação contra andres

“Ãããããooooo, Fora Dualib Ladrão!”, em 2007, foi a última vez em que havia se escutado um presidente do Corinthians ser tratado como meliante no Parque São Jorge.

Meses depois, o mandatário renunciou.

Ontem, durante Assembleia Geral realizada na sede do Timão, com objetivo de adequar o Estatuto alvinegro a fim de possibilitar o recebimento de benefícios fiscais, o fato voltou a se repetir.

“Andres ladrão! Fora do Timão!”

“Aqui não é PT!”

Esta, entre outras manifestações (faixas, inclusive), entrelaçadas com gritos de “Filho da puta”, “Safado”, foi a maneira com que dezenas de associados do Corinthians receberam o Deputado Federal Andres Sanches (PT), no Ginásio em que era realizada a votação.

Por razões óbvias, não se tratavam de torcedores “organizados” – a quem o ex-presidente compra frequentemente – mas, na maioria, jovens corinthianos de diversas composições, entre os quais até membros da atual gestão, caso de Leandro, do Departamento Cultural (tocado pelo subserviente Donato da “Erva”).

Os cartazes, além de tratar a diretoria do Corinthians como corrupta, lembravam a utilização, para fins pessoais, das categorias de base, questionando (apesar da óbvia resposta), também, o atual mandatário, Roberto “da Nova” Andrade:

“Quem é o presidente ?”

Depois de flutuar, por anos, na fama (indevida) de grande dirigente, enquanto, na verdade, sugava os recursos do Corinthians para preencher bolsos particulares (o atual diretor de finanças, em entrevista, garantiu que o caixa do clube, hoje, é muito pior do que o herdado da gestão Dualib), Sanches, após a constatação dos desvios de conduta (fora e dentro do clube) que jogaram o Timão numa espécie de “areia movediça” financeira, enfim, terá que se explicar.

Porém, diferentemente dos protestos contra Dualib, financiados por dinheiro iraniano para viabilizar a ascensão ao poder deste grupo, que, comprova-se agora, queria apenas assaltar (com mais voracidade) o Corinthians, as manifestações de ontem, no Parque São Jorge, foram realizadas de maneira espontânea e indignada.

Surpreendido e acuado, Sanches partiu para o “bate-boca”, e se deu mal.

Teve que sair do Parque São Jorge escoltado, humilhado, sob gritos de “ladrão”, ao lado de seu fiel escudeiro (também parceiro de maus-feitos), o vice-presidente André Negão, que, em brincadeira dos que lá estavam, teria saído “branco” do ginásio.

Escondido, em cena patética, também fugiu, mas “á francesa” (amedrontado), o terceiro nome do ‘triunvirato”, o conselheiro Mané da Carne, não sem antes certificar-se que as manifestações não mais o atingiriam.

Por fim, entre correligionários e ex-colaboradores de Sanches, permaneceram no Parque São Jorge a conselheira Cacilda “da fofoca”, que, em desespero, quase chorando, ofendia a tudo e a todos, em clara defesa daquele que lhe provém o sustento e o ex-diretor financeiro Raul Corrêa da Silva, atacando as gestões que ajudou a maquiar.

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O secretário-menor

maio 24, 2015

feldman e del nero

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

“Walter Feldman está apenas no papel dele ao defender e ganhar a confiança de seu novo chefe”

O SECRETÁRIO-GERAL da CBF, Walter Feldman, escreveu que não responderia às minhas ofensas [texto publicado na seção “Tendências/Debates”, pág. A3 do domingo, dia 17, em que Feldman defende a direção da CBF e critica este colunista].

Nem poderia respondê-las, porque ofensas não houve.

O fato de lembrar que ele já serviu a Mao, à Albânia, ao PMDB, ao tucanato, a Kassab, a Marina e, agora, a Marco Polo Del Nero não deveria causar nele tamanha espécie.

Nem vou mais me deter em sua insinuante carreira, que começou por Pequim e frutificou, enfim, no edifício José Maria Marin.

Fabuloso mesmo foi, depois que Nero ocupou por dois anos a vice-presidência da CBF, Feldman argumentar que, 101 anos depois de ser fundada, a entidade organizará o Primeiro Congresso do Futebol.

Note, não é o segundo ou o terceiro, mas o primeiro!!!

Como todo oportunista, o secretário-menor da CBF escolheu para bater em quem rende junto ao chefe. Levou pela proa duas cipoadas de dois dos mais importantes jornalistas do país, Alberto Dines e Mário Magalhães, mas nem deve ligar.

“Estes vermelhinhos os conheço bem, doutor Nero, deixe que eu lido com eles”, ele deve ter dito.

Mas não há como negar que o nosso especialista em vitamina D, de Desfaçatez, tem verve.

Diz que ama o futebol e eu não. Mesmo assim Feldman me convidou para almoçar antes de sua posse e me perguntou se eu achava que ele era “ladrão”!

Tudo porque havia escrito aqui, numa notinha de rodapé, que da Marina Silva para a CBF Feldman havia dado uma demonstração do que era a “nova política”.

Ah, eu também mandara por um companheiro à Comissão de Esportes da Câmara o seguinte texto:

“Primeiramente, eu quero me desculpar pela ausência, mas uma cirurgia em uma das minhas netas me segura em São Paulo.

Gostaria muito de estar com todos, para poder apoiar o presidente do Flamengo e divergir do diretor da CBF.

O futebol brasileiro precisa mudar, e não para Boca Raton (EUA), como se mudou o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Precisa mudar seu modelo de gestão, profissionalizar-se, deixar de ser objeto de escândalos de corrupção ou de vexames como o 7 a 1, de cuja responsabilidade o atual presidente da CBF não pode se eximir, porque eminência parda na gestão de Marin, tão breve como pernicioso.

Haverá quem diga que a MP é anticonstitucional. Errará em português e em latim. Melhor que qualquer rábula, o STF já decidiu, por unanimidade, que autonomia não significa soberania.

Ademais, adere quem quer à MP, e até os leigos sabem que em contratos de negociação de dívidas é legítimo que os credores imponham condições aos devedores.

Urge que os clubes brasileiros se transformem em sociedades empresariais e assumam a gestão de seus campeonatos, deixando à CBF a gestão da seleção, como acontece no Primeiro Mundo do futebol.

E será fundamental que uma agência reguladora, uma autoridade pública esportiva, tenha o nome que tiver, desde que independente, assuma o papel de fiscal das relações entre os setores público e privado no futebol nacional.

Eu espero compreensão por minha ausência. Mas quem é avô certamente me entenderá”.

Feldman respondeu dizendo que só ser avô nos aproxima…

Clube dos Cafajestes ?

maio 24, 2015

fernando, paulo e andres

A foto acima levou este jornalista a recordar-se de um filme (comédia) que fez enorme sucesso em seu período de adolescência: “Clube dos Cafajestes”.

O trio destacado, porém, não tem feito a torcida do Corinthians sorrir.

À esquerda temos o empresário Fernando Garcia, que surrupiou os melhores jogadores da base do Timão, mantém outros nos profissionais (exige até a escalação), e, nas horas vagas, ainda “empresta” dinheiro ao Timão, em ação com indícios de agiotagem.

Tudo isso em desrespeito ao Estatuto alvinegro, que impede conselheiros (como Fernando) de fazer negócios no Parque São Jorge.

No centro está o irmão de Fernando, o dono da Kalunga, Paulo Garcia, espécie de ‘idiota” endinheirado (pelo menos é assim que o tratam no Corinthians), responsável pelo financiamento de campanha do Deputado Federal Andres Sanches (PT), de quem, segundo se fala, seria também sócio (nem tão oculto assim) em transações de jogadores.

Desnecessário apresentar, na outra ponta,  o ex-presidente do Corinthians, de currículo, indiciamentos e condenações absolutamente conhecidas.

Detalhe: a fotografia foi tirada na sexta-feira (22), um dia após a condenação das contas de campanha, pelo TRE-SP, de Andres Sanches (PT), por não conseguir comprovar origem de recursos de suas doações.

cafajeste

Luxa, diante do espelho

maio 24, 2015

luxemburgo

DA FOLHA

Por TOSTÃO

“Luxemburgo continua com o mesmo discurso de 20 anos atrás. Muitas coisas mudaram, e ele não percebeu”

Na entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, Luxemburgo quis mostrar uma sabedoria e uma credibilidade que não tem. Foi contraditório, às vezes, incompreensível. Faz o mesmo discurso de 20 anos atrás, quando era o mais vitorioso técnico de clubes do Brasil, embora não tenha sido campeão da Libertadores.

Esse longo tempo, em que Luxemburgo e outros treinadores foram tratados como supertécnicos, foi, paradoxalmente, uma época medíocre, de regressão do futebol brasileiro.

Predominava o excesso de faltas, de simulações, de violência, de chutões, de jogadas aéreas, com partidas tumultuadas e truncadas. O jogo ficou mais feio e ineficiente. Proliferavam os volantes brucutus, um para proteger os zagueiros e mais um de cada lado, para a cobertura dos laterais. As equipes dependiam, ofensivamente, do avanço dos laterais e de um único meia, responsável pela armação das jogadas.

Enquanto isso, os europeus, preocupados com a qualidade do espetáculo e em faturar mais, melhoraram os gramados, o conforto e a segurança nos estádios. A violência diminuiu, dentro e fora de campo.

As partidas passaram a ser menos faltosas e menos violentas. Formaram-se duplas pelos lados, entre os laterais e os meias. Armadores brilhantes, que marcavam e apoiavam, com pouca força física e que eram pouco valorizados, como Xavi, Iniesta e outros, passaram a ser os grandes craques do futebol mundial.

Os técnicos brasileiros que mais se destacavam nessa época, como Luxemburgo, Felipão e outros, são os que têm tido mais dificuldade de assimilar as mudanças que houve no futebol mundial e que, recentemente, chegaram ao Brasil, com Mano Menezes, no Grêmio, Tite, no Corinthians, campeão mundial de clubes, seguidos por Marcelo Oliveira e outros treinadores.

Um dos motivos disso é que os técnicos mais vitoriosos de um período acham que o que deu certo tem de ser repetido. Querem ser mais importantes que a ciência.

Anos atrás, Luxemburgo disse que seu maior problema no Real Madrid foi ter se sentido um Zé Mané, inibido, não ter imposto o prestígio que tinha no Brasil. Imagino que sentiu falta da badalação de grande parte da imprensa.

Na entrevista, Luxemburgo defendeu, com veemência, uma grande ajuda do governo aos clubes, uma mamata oficial, e colocou as contrapartidas como algo secundário, a serem discutidas. Ao ser contestado, mudou o discurso e falou da importância de o clube dar alguma coisa em troca. Foi novamente contraditório ao ser contra a decisão do Flamengo de colocar no estatuto punições duras para dirigentes irresponsáveis, o que faz parte do projeto do governo para refinanciamento das dívidas.

Luxemburgo costuma criticar a imprensa por criticá-lo, quando quer ser, além de um técnico, um gestor. Argumenta que a mesma imprensa elogiava Alex Ferguson por ter as duas funções. A grande diferença é que Ferguson conquistou, com o tempo, credibilidade.

Hoje, Luxemburgo é apenas um técnico comum, bom, como tantos, embora não perceba. Diante do espelho, deve dizer: “Eu sou o Luxa, o supertécnico, o superestrategista, o que tem o melhor projeto”.

Novo procedimento para comentar no Blog do Paulinho

maio 24, 2015

troll

A partir de agora, para comentar postagens do Blog do Paulinho, o leitor tem que estar cadastrado, e logado, numa das seguintes mídias sociais:

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Mundo real e mundo do Futebol: Andres Sanches (PT) e o vexame dos sete a zero do TRE-SP

maio 23, 2015

andres-areia-mijada.jpg

Desde que emergiu, com a ajuda (e financiamento) do iraniano Kia Joorabchian, da anônima posição de subalterno das categorias de base do Corinthians para a condição de presidente do clube, o cartola Andres Sanches tem se aproveitado bastante das benesses proporcionadas pelo peculiar mundo do futebol.

Num sistema que permite tudo, praticamente sem punição, o alvinegro (que faz de tudo) enriqueceu.

Saiu, sem comprovar como, de uma residência de aluguel na Zona Oeste para um (entre vários) apartamento de luxo no Tatuapé ou, vez por outra, em Miami (onde montou até negócio – gerido pelo filho).

Sua vida, evidentemente, foi facilitada por um perspicaz entendimento sobre suas limitações, além da escolha de aliados “das antigas” (para serviços mais complicados) e novatos (que fechavam os olhos para os desmandos, na ânsia de ascensão ao poder no Parque São Jorge).

Sanches entregou, então, a gestão do Corinthians nas mãos de Luis Paulo Rosenberg, do estádio, nas do presidente Lula, e da imprensa a Oliverio Junior, precisando, apenas, nas entrevistas, passar como se fosse uma espécie de “Vicente Matheus” canastrão, falando errado, com ar de folclórico, porém, sem, obviamente, as qualidades do imitado.

Enganou alguns por certo tempo, e outros, por conveniência (é assim o mundo do futebol), fingiram-se enganados.

Rico, poderoso (no esporte) e sem escrúpulos, o ex-presidente do Corinthians caiu na armadilha da soberba, e decidiu, de maneira equivocada, com ajuda do PT (que precisava de um puxador de votos) ingressar noutro mundo, que não admite amadores, o da política.

“Terei um milhão de votos”, disse Sanches ao lançar-se candidato a Deputado Federal.

E veio a primeira decepção: apesar de eleito, pouco mais de 100 mil pessoas votaram no corinthiano, que tratou de enxergar, pela primeira vez, a realidade.

Antes, porém, acreditando que a prestação de contas políticas (ainda mais em tempos de “Lava-Jato”) funcionaria como no Parque São Jorge (mundo do futebol), em que mandava o diretor financeiro, Raul Corrêa da Silva, mentir e maquiar os balanços, apresentava-os sem documentação comprobatória no Conselho, e, após dois ou três gritos com os que ousavam questioná-lo, conseguia a aprovação, em meio a aplausos da “turma dos ingressos grátis” e a covardia dos omissos, Andres Sanches meteu os pés pelas mãos, utilizou-se da costumeira fajutice, e, sem comprovar receitas e despesas, apresentou-as ao TRE-SP.

Em verdade, cavou a própria cova antes mesmo de saber que iria morrer.

E morreu.

O vexame da reprovação de contas, por unânimes sete a zero (maior que os sete a um da Alemanha no Brasil – que, no mundo do futebol podem ser recuperados), e, principalmente a fundamentação para tal, em acordão arrasador da desembargadora Diva Malerbi (que tratou Sanches, em palavras duras e documentadas, como bandido), colocou fim a uma carreira política, que, desde a posse, durava apenas cinco meses.

Haverão recursos e outras tentativas, óbvias (mas dentro da lei), não de reverter o resultado de condenação (os ilícitos são inquestionáveis), mas de, melancolicamente, estender um mandato moribundo, evitando o vexame da cassação, mas com a certeza da impossibilidade (no mínimo por oito anos) de nova ação política relevante.

O mundo real (em que a política está inserida) retirou Andres Sanches (PT) do pedestal (de papel) conseguido (com safadeza e esperteza) na irrealidade do futebol, um caminho que servirá de destino futuro para o quase ex-deputado tentar, novamente, se reerguer.

Porém, desta vez, não será nada fácil.

Sem ter as vantagens políticas como moeda de troca (o já combalido PT, ainda mais após a “gafe” de citar o nome da presidente com conhecido operador de propina, certamente, irá abandoná-lo), restará ao ex-presidente alvinegro inserir parte do patrimônio amealhado num jogo de interesses que, a cada dia, troca de comando e direção,

Em resumo: somente o Corinthians, se os conselheiros permitirem (e o sistema de encabrestamento por “Chapão” permanecer), podem dar sobrevida (no mundo do futebol) a quem já tem hora marcada para morrer, na vida política, e também na criminal, cercado que está de investigações graves (algumas desdobradas do TRE-SP), que envolvem corrupção, “laranjas”, propinas, imóveis e dinheiro sem origem, além doutras complicações.

Auditores do TJD-SP colocam nova melancia no pescoço no efeito suspensivo de Dudu

maio 23, 2015

melancia

Na ânsia de serem citados pela imprensa, a mediocridade reinante no TJD-SP partiu para a utilização da criatividade.

Em decisão inédita, concederam efeito suspensivo ao jogador Dudu (apenado, com justiça, em seis meses), mas sob condição inusitada.

O atacante palestrino terá que cumprir quinze dias de pena, antecipadamente, para depois poder jogar.

Uma atitude, por razões óbvias, sem explicação, justificável apenas pelo desejo de utilização do famoso “colar de melancia” dos auditores do Tribunal, mas suspeita, por deixar o atleta de fora justamente de partida contra o Corinthians, clube bem relacionado com o novo presidente das FPF.

EM TEMPO: por falar no novo mandatário da FPF, vale a pena ler, logo abaixo, relato do Fiori, em sua coluna, sobre os hábitos de Reinaldo Carneiro Bastos e sua ligação com a arbitragem.

Matheus Cassini é pressionado a mentir para a torcida do Corinthians

maio 23, 2015

Paulo, Fernando e Andres

Por orientação de Andres Sanches, seu sócio, o empresário Fernando Garcia, irmão de Paulo Garcia, dono da Kalunga, ordenou ao atleta Matheus Cassini, que os ‘espertalhões” tentam empurrar à Europa, que minta para a torcida do Corinthians.

O jovem, de apenas 19 anos, ainda resiste.

Informações de bastidores dão conta que Garcia e Andres, muito mais do que receberem R$ 2 milhões, dos R$ 5 milhões acertados com o Palermo/ITA, já teriam a revenda definida para a Inglaterra, em conluio com o empresário Kia Joorabchian.

Ou seja, o Corinthians receberá, como ocorreu no “Caso Marquinhos”, uma ínfima parte do montante verdeiro, e que somente será demonstrado meses após a saída do atleta do Parque São Jorge.

Há, porém, a chance das coisas “melarem”, mas somente por decisão (nada fácil) de Cassini, que não quer sair, mas deve favores aos dirigentes.

O Governo da Mentira

maio 23, 2015

pinoquios

DA FOLHA

Por DEMÉTRIO MAGNOLI

“A manutenção do fantasma de Dilma no Planalto exige que a vida política do país se transforme numa farsa”

A Mentira Original contamina o governo de Dilma Rousseff, gangrenando suas bases políticas e ameaçando destruir o ajuste fiscal. Quarta-feira, seis senadores de partidos governistas, inclusive dois petistas, endossaram um manifesto assinado pela CUT, pelo MST e por diversas lideranças do PT contra as medidas provisórias 664 e 665. Tudo indica que, mais uma vez, o destino do ajuste depende do “patriotismo” de parlamentares da oposição. Previsivelmente, a crise do lulopetismo assume a forma de uma crise geral da gramática política brasileira.

Dilma reelegeu-se aplicando um golpe na democracia que foi apropriadamente batizado como estelionato eleitoral. Ela fraudou o pleito, prometendo aos eleitores que não seguiria o curso da austeridade fiscal. Mais: num paroxismo de desonestidade política, acusou Marina Silva e Aécio Neves de urdirem as “medidas amargas” que adotaria no dia seguinte à posse. O cisma na sua base é fruto direto da Mentira Original. Por que os defensores da desastrosa política econômica de Dilma 1 deveriam acompanhar o cavalo-de-pau de Dilma 2?

Os eleitores decifraram a fraude. As imensas manifestações populares de março, que refletiam a retração catastrófica dos índices de popularidade da presidente, indicaram um caminho. Dilma só governaria se acertasse as contas com a Mentira Original, renunciando à sua própria herança para começar de novo. A legitimidade de Dilma 2 dependia de uma ruptura com o lulopetismo, por meio da formação de um governo transitório de perfil técnico. No lugar disso, a presidente decidiu persistir na mentira. O custo inicial da opção expressou-se pela transferência das chaves do poder para Joaquim Levy, na economia, e para o triunvirato Temer/Renan/Cunha, na política. Mas o custo integral é maior: a manutenção do fantasma de Dilma no Planalto exige que toda a vida política do país se transforme numa farsa.

Farsa, parte um. O PT comporta-se como partido de oposição sem abdicar de seu lugar no núcleo do governo. As impressões digitais de Lula estão no manifesto dos governistas oposicionistas, assinado por inúmeras figuras que só operam com seu tácito consentimento. “Não estamos contra a presidente Dilma, mas contra a política econômica do governo”, esclareceu o senador Paulo Paim, um dos signatários da peça farsesca. Dilma não tem os meios para enquadrar o PT: a mentira converteu-se na jangada que a mantém à tona.

Farsa, parte dois. As dissidências na oposição transformam-se na aposta principal do governo para a aprovação de um arremedo do ajuste fiscal. Na Câmara, parte da bancada do DEM já ofereceu seus votos para a MP 665. Os supostos oposicionistas, em vias de fusão com o PTB, invocaram os “interesses da pátria” para camuflar sua trajetória de adesão a um governo que sobrevive às custas da repartição dos despojos da máquina pública.

A neblina da dupla farsa embaça os olhares. O colunista Hélio Schwartsman acusou o PSDB de “oportunismo” por não respaldar a “agenda de Joaquim Levy”, como se o esparadrapo que Dilma 2 tenta aplicar sobre a ferida hemorrágica de Dilma 1 equivalesse a um programa consistente de reformas econômicas. Na gramática da crise do lulopetismo, o mundo foi virado pelo avesso. Segundo a lógica pervertida da Mentira Original, o governo aprovaria suas medidas impopulares com os votos da oposição –e sob cerrado bombardeio do PT. Há meio melhor de chamar os eleitores de palhaços?

O pouco que resta do ajuste fiscal não salvará as contas públicas. Mas já dissolveu a linguagem política no caldo da ininteligibilidade. Ponto para Lula.

Coluna do Fiori

maio 23, 2015

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

Tenho orgulho de mim. Nunca precisei ferrar com a vida de ninguém pra me sentir melhor.

Mallu Moraes

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Teu passado te condena

Reinaldo Carneiro Bastos atual presidente da FPF estreou no imundo bastidor do futebol no inicio da década de 1980, assim que assumiu a diretoria de futebol do Esporte Clube Taubaté.

Pressão pra cima dos árbitros

Maioria das confusões ocorridas quando das partidas no Estádio Joaquim de Morais Filho, popular Joaquinzão – Reinaldo Carneiro Bastos, seguido por seu amigo e dirigente José Manuel Evaristo, conhecido em minha época Zé Manuel, participavam de maneira direta ou indireta, vez que, determinavam que terceiros fossem atacar a equipe da arbitragem, tendo como alvo central; o árbitro

Cheguei junto

Após tomar conhecimento de uma das muitas destas situações, em uma tarde de segunda ou sexta feira; colei no ouvido do Reinaldo dizendo: Cara, você é useiro em agredir ou mandar agredir árbitros; você sabe que sou classista; se tentar ir pra cima de algum árbitro em minha frente, vir ou mandar algum dos seus adestrados pra cima de mim quando for arbitrar em Taubaté; se ligue, não sei jogar dominó sozinho

Depoimento

Quando de minhas diversas idas e vindas nos diversos enfrentamentos com a administração Eduardo José Farah, intimado pelo Doutor Silvio Tinti, que apurava fatos da administração da FPF, compareci no antigo DEIC, situado na rua Brigadeiro Tobias; salvo engano, em uma sala do 10º andar, descendo do elevador, assim que me apresentei, observei que Reinaldo Carneiro Bastos, homem de confiança do Farah, prestava seu depoimento, sentado em uma cadeira de costas pra porta

Sala ao Lado

Solicitado por Doutor Tinti, aguardei na sala lateral, terminado o depoimento, Reinaldo Carneiro Bastos, de imediato, fui autorizado a entrar, como sempre, tinha eu por habito carregar lenço para enxugar o suor, ao entrar na sala, convidado a sentar, me liguei que Reinaldo esperava o elevador, de pronto, empunhei o lenço, iniciando movimento de limpeza na cadeira, perguntado sobre a razão respondi: Limpo para não ser atingido por vírus de corrupção deixada por ele

Comissão de Arbitragem

Na metade dos anos noventa, mesmo com currículo de agressividade aos árbitros Reinaldo Carneiro Bastos passou a ser o principal dirigente do setor de árbitros da FPF; pouco a frente, seu amigo Zé Manuel, outro agressor, fez parte do setor de árbitros

Inadmissível

Os atos de agressões aos árbitros praticados pela dupla Reinaldo/Zé Manuel eram e são do conhecimento de todos os árbitros, incluso os FIFA; tanto em meu tempo, quanto de lá pra cá, salvo raríssimas exceções, na qual, sem sombra de duvidas, me incluo, tomei conhecimento que algum dirigente do SAFESP, ou árbitros, incluso os contratados nos diversos meios de comunicação, tenha tido a decência de contestar qualquer dos dirigentes da CBF, FPF, ou, dos clubes

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Série A do Brasileirão – 2015

Sábado 16/05

Corinthians 1 x 0 Chapecoense

Árbitro: Marcelo Lima Henrique (CBF-PE)

Itens técnico/disciplinar

Os representantes das leis do jogo não foram exigidos

Domingo

Ponte Preta 1 x 0 São Paulo

Árbitro: Raphael Claus (FIFA-CBF- SP)

Item Técnico

Aceitável

Item Disciplinar

Deixou de dar cartão vermelho pro são-paulino Ganso quando de maldoso carrinho em um dos oponentes

Joinvile 0 x 0 Palmeiras

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-CBF-GO)

Itens técnico/disciplinar

Os representantes das leis do jogo não foram exigidos; contenda pra lá de ruim, sem presença do publico

Copa do Brasil 2015

Terça Feira 19/05

ABC – RN 1 x 2 Paissandu – PA

Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima (ASP-FIFA-SP)

Item Técnico

A vitória da equipe do Paissandu deve ser creditada a Guilherme Ceretta de Lima, por ter sinalizado penalidade máxima inexistente, no décimo sétimo minuto da segunda etapa, quando da disputa normal pela bola, ocorrida, no interior da área da equipe do ABC

EM TEMPO:

Aos que tiverem dúvida sobre minha avaliação, sugiro que veja o lance através do Google

Quarta Feira 21/05

Sport 2 x 1 Santos

Árbitro: Cláudio Francisco de Lima (SE-CBF-ESP-2)

Itens Técnico/Disciplinar

Sem problemas, pouco exigido

Política

2

Padim Lula, da unção à maldição

Ricardo Pessoa, ex-engenheiro da OAS e empreiteiro da UTC, foi escalado na seleção dos “campeões mundiais” ungidos com as bênçãos do padim Lula de Caetés. Egresso de uma carreira anônima de executivo da construtora baiana, cujo dono era genro de um figurão da República nos anos JK, na ditadura militar, na Nova República e no mandarinato tucano, Antônio Carlos Magalhães, o ACM – dependendo das circunstâncias, Toninho Malvadeza ou Ternura –, subiu na vida como um foguete. E caiu ao fundo do pré-sal acusado de chefiar um cartel que demoliu o patrimônio e a credibilidade da joia da coroa estatizada brasileira, no qual dava cartas para os ex-patrões da OAS e outros figurões carimbados da construção civil nacional: Camargo Corrêa e Odebrecht, entre eles. Subida ao céu e descida aos infernos sob a égide do padroeiro.

Os irmãos Joesley e Wesley Batista, filhos de José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, que em 1953 abriu a Casa de Carnes Mineira, um pequeno açougue em Anápolis (GO), adotaram as iniciais do nome do pai, JBS, para denominar um grupo que, no século 21, passou a ser o maior processador de proteína animal do mundo, com 152 mil empregados. Para recorrer a uma metáfora futebolística, tão ao gosto do padim, é como se a Anapolina, cuja torcida chama de xata (com x mesmo), decolasse da Série D do Campeonato Brasileiro de Futebol para ganhar o título mundial contra Barcelona ou Juventus de Turim, não importa.

Há, contudo, uma diferença capital entre os Batistas e Pessoa: enquanto este usa uma tornozeleira para não sair de casa, os goianos comemoram, ano após ano, lucros fabulosos. O máximo de incômodo pode ter sido a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de exigir que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) abra o sigilo, que tem mantido teimosamente, sobre as vultosas quantias a que a instituição pública se tem associado em suas conquistas no Brasil e alhures. O estouro da boiada, de Consuelo Dieguez, na Piauí, conta como.

Se o TCU não encontrar nada de errado nas relações entre empresa particular e banco estatal, a não ser generosidade de compadre, a esta altura do campeonato restará a constatação de que os filhos de Zé Mineiro serão privilegiados também pelo fato de o ouro do esperto alquimista de Caetés não ter virado cinzas. Mas o clã mineiro em Goiás nunca será acusado de esbanjar, pois tem multiplicado cada centavo da “viúva” injetado. Ao contrário de Eike Batista, filho de Eliezer, o badalado gestor da Vale estatal que operou o “milagre” da transformação de metal precioso em porcaria, reduzindo a pó todos os papagaios de notas de dólar que empinou e tornando uma herança de mandarim um festival de falências.

Já houve quem dissesse que o melhor negócio do mundo é um poço de petróleo bem administrado e o segundo melhor, um poço de petróleo mal administrado. Eike desafiou essa lei do mercado, mas não passou de um golden boy num ringue de pesos pesados. Se é verdadeiro o grave conteúdo das delações premiadas coletadas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF) do Paraná e que têm merecido atenção e aprovação do juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, a ex-maior empresa brasileira, a estatal Petrobrás, despencou do alto de desempenho e reputação invejáveis no mundo para o fundo dos próprios poços na profundeza dos mares, em caixa, patrimônio e credibilidade.

Um dos presos na investigação, antes condenado no escândalo do mensalão, o ex-deputado Pedro Corrêa disse à CPI da Petrobrás que o ex-presidente Luiz Inácio só não foi preso porque ninguém teve coragem de fazê-lo. No depoimento, ele delatou: “Lula achava que o Paulo deveria ser diretor de Abastecimento”. O delator recorreu ao testemunho de um morto, José Janene, mas não faltam vivos que se lembrem do carinho com que Lula tratava seu afilhado de “Paulinho”.

Essa talvez seja a única explicação razoável para o desabafo que o dono do dedo que ungiu os “campeões mundiais” andou fazendo em Brasília na semana passada. De acordo com relato dos colegas Andreza Matais e Ricardo Brito, da sucursal de Brasília, publicado neste jornal no sábado, o ex “admitiu” que “não atravessa uma boa fase”. Duvida quem, como o autor destas linhas, frequentou sua casa na vila operária do Jardim Assunção e sabe que hoje o padim mora em apartamento de luxo na mesma cidade de São Bernardo. E tem garantido conforto para veraneios no Guarujá em apartamento tríplex que, segundo seus acusadores, foi concluído pela OAS para a Bancoop, que não tem um histórico muito católico de entregar vivendas que vendeu. Será exagero concluir que ele cospe na própria sorte? Talvez.

Mas uma parábola futebolística é muito adequada se se juntar o que se publica nas páginas de política, polícia e esportes hoje em dia. O Corinthians não sabe, nem tem, como pagar dívida de R$ 1,15 bilhão pelo estádio ainda sem nome que o BNDES ajudou a Odebrecht a construir para o time do coração de Lula. E este e vários dos ungidos por ele enfrentam dificuldades mais amargas do que a eliminação do ex-campeão mundial da Libertadores.

O MPF leva adiante investigação sobre o poder de indicar executivos heterodoxos para gerir dinheiro público de uma amiga íntima de Lula, Rosemary Noronha, que, nomeada por ele, chefiou o escritório da Presidência da República em São Paulo. Em Portugal, o ex-premier José Sócrates, preso, responde por suspeita de protagonizar o escândalo dos sanguessugas. No processo, o colega brasileiro é citado, e não pelo feito de ser autor do prefácio de seu livro sobre tortura.

Relatam os repórteres que o preocupa mais a eventual delação premiada de Pessoa, cuja empresa tinha há sete meses R$ 10 bilhões em contratos ativos com a Petrobrás. Se este contar por que chefiava os maiores tocadores de obras de Pindorama, aí, quem sabe, a vaca tussa e a porca torça o rabo.

Opinião do jornalista e escritor José Nêumanne, publicado no Estadão

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Finalizando

Uma mentira,

Faz todas as verdades ficarem duvidosas.

Mallu Moraes

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Chega de Mentiras, de Corruptos e Corruptores

Se Liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-23/05/2015

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

Blog do Paulinho #03

maio 23, 2015

Sem autoridade, diretor de futebol cai no Corinthians. Jogadores querem, também, demissão de Edu “Gaguinho”

maio 22, 2015

janikian

Três meses após assumir, de maneira surpreendente, a diretoria de futebol do Corinthians, Sergio Janikian não suportou a pressão e pediu afastamento do cargo.

Com seus “protetores”, Andres Sanches e André Negão, preocupados com os problemas de Brasília, o isolamento foi inevitável.

Sócio de Hanah Garib (da Máfia dos Fiscais) e indiciado em Santa Catarina, o dirigente, com extenso histórico criminal, não tinha mais o respeito de jogadores, dirigentes e torcedores.

Janikian meteu os pés pelas mãos no exercício da gestão no futebol, motivando adversários e entregando segredos de atletas à imprensa.

Outro que está com a corda no pescoço é Edu “Gaguinho”, adjunto, tratado pelos jogadores (que exigem sua cabeça) como fofoqueiro e traíra a serviço do ex-presidente Andres Sanches (PT).

Nos bastidores, a briga para substituir Janikian é intensa, e, desde já, promete ocasionar novas cisões políticas no Parque São Jorge.

Em desespero, Andres Sanches (PT) delata presidente Dilma Rousseff e escancara doação do petrolão

maio 22, 2015

andres e dilma

Após o julgamento do TRE-SP que reprovou, por unanimidade (sete a zero) suas contas de campanha, dando início, com apenas cinco meses de exercício, ao epílogo de sua carreira política, o Deputado Federal Andres Sanches entrou em desespero.

Passou horas sem atender amigos, imprensa e demais servidores.

No início da noite, porém, ao vir a público por intermédio de Nota Oficial, certamente escrita pelo advogado João de Oliveira, um porta de cadeia bancado pelo povo, com cargo em seu gabinete, Sanches (que assinou a manifestação) atirou no próprio pé, e também no coração (valente?) do PT.

O ex-presidente do Corinthians, em delação nada premiada, semelhante à de batedores de carteira pegos com a boca na botija, disse que a presidente Dilma Rousseff (PT), que tinha como tesoureiro de campanha o ministro Edinho Silva (PT), ajudou a mascarar doação da UTC Engenharia a seu comitê, em 01/10/2014, com cheque assinado pela direção do PT.

Vale lembrar que o dono da UTC, Ricardo Pessoa, é simplesmente o chefe do esquema de construtoras responsável pelo Petrolão, ou pagamento de propinas a diretores da Petrobrás e também aos políticos que dão sustentação ao Governo.

Pessoa declarou, recentemente, que as “doações” eleitorais de sua empresa eram disfarces para pagamentos de propina.

Nos dias 07 e 11 de novembro de 2014, o Blog do Paulinho revelou a doação de R$ 100 mil da UTC ao candidato Andres Sanches (PT):

https://blogdopaulinho.wordpress.com/2014/11/07/pagadores-de-propina-e-oposicionista-do-corinthians-complementam-doacoes-da-campanha-a-andres-sanches-pt/

https://blogdopaulinho.wordpress.com/2014/11/11/principais-doadores-de-campanha-do-deputado-andres-sanches-pt/

À ocasião, na prestação de contas de Sanches (1ª parcial), Sanches chegou a discriminar a referida entrada de recursos (R$ 100 mil) como da UTC Engenharia (origem da informação deste jornalista), mas, após a repercussão negativa, retificou o nome do doador para “Dilma Vana Rousseff” (pessoa física).

andres doação 5

andres doação 6

Agora, flagrado em delito pelo TRE-SP (não apenas este, mas outros diversos, que serão investigados pelo MPF), o parlamentar decidiu jogar a culpa no PT:

“(…) foi emitido o competente recibo eleitoral como determina a lei, sendo o mesmo, assinado pelo partido PT, momento em que o partido declarou como doadora originária a candidata Dilma Presidente.”

Sanches disse ainda:

“(…) por meio de declaração feita em papel timbrado do partido –PT, o Administrator Financeiro – Antônio dos Santos (tesoureiro do partido), retificou o doador originário de Dilma Presidente para a empresa UTC Engenharia”

O leitor, há tempos, vem sendo avisado das manobras realizadas pela campanha de Andres Sanches (PT) e o Ministro Edinho Silva (PT) (parceiro que o deputado tenta poupar na Nota Oficial), tesoureiro de campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), dificilmente sem consentimento, e conhecimento, da própria e também do partido.

Para livrar a própria pele, o ex-mandatário do Parque São Jorge jogou o PT, a presidente e demais nomes importantes do partido (como o presidente da legenda, Emidio Souza, que assina o cheque que tentou ocultar a UTC) na fogueira do Petrolão.

CARTA DO PT DIZENDO QUE A DOAÇÃO DE R$ 100 MIL NÃO ERA DE DILMA ROUSSEFF E SIM DA UTC ENGENHARIA

andrespinoquio

Junto com a Nota Oficial, divulgada ontem, o Deputado Federal Andres Sanches (PT) publicou carta do PT, supostamente datada de 05 de dezembro de 2014, dando conta de uma retificação:

“Onde lê-se doador originário “Dilma Presidente”, leia-se “UTC Engenharia”.

É estranho, porém, conforme comprovam as datas das matérias do Blog do Paulinho, um mês antes do documento assinado pelo administrador financeiro do PT, que Sanches já discriminava UTC Engenharia em sua prestação de contas, e, em sentido inverso ao que teria retificado o partido, trocou a construtora pela pessoa física “Dilma Vana Rousseff”, não pelo comitê “Dilma Presidente”, como diz ter feito no comunicado.

Fato é que, conforme demonstramos acima, e republicamos abaixo, é o nome da Presidente da República que consta como doadora de R$ 100 mil ao ex-presidente do Corinthians, ainda hoje, mais de cinco meses após a suposta ‘retificação” do partido.

andres doação 5

andres doação 6

andres doação 1

A ESTRANHA “VIA DO DOADOR” EM NOME DA PRESIDENTE DA REPÚBLICA COM RECIBO ASSINADO POR TADEO SANCHEZ OLLER, EX-PRESO POR NARCOTRÁFICO PARA OCULTAR DOAÇÃO DE OPERADORA DO “PETROLÃO”

tadeo sanchez oller lulaTadeo preso falsidade vadiagem

Andres Sanches (PT) publicou recibo de doação de R$ 100 mil em nome da Presidente da República, Dilma Rousseff (estranhamente a “via do doador”, não a do beneficiado), assinado por Tadeo Sanchez Oller, um de seus parentes, tratado em investigações do MPF como “golpista”, que foi preso, nos anos 80, pelo crime de narcotráfico, mas fugiu à Europa, onde permaneceu por duas décadas, bancado pelo PT e com visitas frequentes do ex-presidente Lula (foto).

O documento, se comprovados os fatos delatados pelo parlamentar, serve para comprovar a tentativa de ocultação da “doação” da UTC Engenharia.

andres doação 2

Abaixo, cópia de cheque do PT, assinado pelo presidente da legenda, Emidio Sousa, no valor de R$ 100 mil.

andres doação 4

ÍNTEGRA DA DECLARAÇÃO DE ANDRES SANCHES (PT) AO PÚBLICO E A IMPRENSA

andres bobo 2

Hoje o Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo em julgamento realizado desaprovou minhas contas de campanha, por entender ao nosso ver equivocadamente, de que eu teria recebido doação de origem não identificada na campanha eleitoral. A relatora do processo a Desembargadora Diva Malerbi, mencionou no Acórdão que não restou identificado o doador originário da doação que recebi.

Sobre isso, temos a esclarecer que:

a) Tratou-se de uma doação realizada pelo Comitê Financeiro Estadual do PT, feita por meio de cheque nominal a minha campanha eleitoral, no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), disponibilizo nesse momento a cópia do cheque para conhecimento público;

b) Referido cheque, foi depositado em minha conta de campanha eleitoral, disponibilizo também o depósito para conhecimento;

c) Quando da doação realizada pelo Comitê Financeiro Estadual do PT a minha campanha eleitoral na data de 01/10/14, foi emitido o competente recibo eleitoral como determina a lei, sendo o mesmo, assinado pelo partido PT, momento em que o partido declarou como doadora originária a candidata Dilma Presidente, documento que disponibilizo também para conhecimento;

d) Posteriormente na data de 05/12/14 por meio de declaração feita em papel timbrado do partido –PT, o Administrator Financeiro – Antônio dos Santos (tesoureiro do partido), retificou o doador originário de Dilma Presidente para a empresa UTC Engenharia (que não está dentre àquelas empresas vedadas pela legislação eleitoral a fazer doação), conforme declaração que ora disponibilizo para conhecimento;

Referidos documentos são de natureza pública e estão disponíveis para verificação nos autos do processo sob nº 5738.49.2014.6.26.0000, às fls., 771, 772 e 773.

Comunico que vamos recorrer no próprio Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo da decisão proferida, por meio de Embargos de Declaração, pois a relatora do processo diz que não há no processo prova do origem da doação realizada a minha campanha, coisa que discordo, diante da farta documentação apresentada o que caracteriza contradição no julgado do Acórdão, confiando na reversão do julgado para aprovação das contas de campanha, porém, se isso não for o suficiente para tal, vamos recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral em Brasília.

Andrés Sanchez.

Ainda há Juízes em Berlim

maio 22, 2015

diva malerbi

“Ainda há juízes em Berlim” é um termo imortalizado em conto (há quem diga, verdadeiro), de quando o Rei da Prússia, Frederico II, “o Grande”, nos anos 1700, teve decisão desfavorável em disputa judicial contra um humilde moleiro.

Este jornalista, tão crítico de magistrados que envergonham a profissão, entre os quais o Juíz José Zoega Coelho, do JECRIM-SP (de atitude constrangedora em frente a meliantes cercados de fama) e alguns desembargadores ligados a clubes de futebol, exemplo do Dr. Ademir Benedito, (que dividem jantares com bicheiros, assassinos, falsários e demais criminosos), sente-se na obrigação de homenagear os sete juristas, na pessoa da valorosa Desembargadora Diva Malerbi (foto), que, em meio a pressões indescritíveis, por unanimidade, reprovaram as contas do Deputado Federal Andres Sanches (PT).

Aliás, não só firmaram a conhecida decisão como motivaram, também, o MPF a investigar outras irregularidades mais do ex-presidente do Corinthians, denunciado, em desdobramento do referido julgamento, por crimes eleitorais que remetem a lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão de divisas, etc.

Em acordão corajoso, diria até, arrasador (assim que disponibilizado será publicado), a Dra. Malerbi fundamentou a condenação de Andres Sanches (PT), expondo ainda, até com alguma indignação, os diversos “mistérios” que cercam suas condutas públicas e pessoais.

“Ainda há juízes”, não apenas em Berlim, mas também no Brasil, que sobrevivem, honestamente, honrando a toga, em meio ao comercio de sentenças (por dinheiro ou ação política) que enoja população e judiciário nacional.

Blog do Paulinho estará ao vivo no YouTube às 16 horas. Participe !

maio 22, 2015

paulinho

Logo mais, às 16 horas, o Blog do Paulinho estará, ao vivo, no YouTube.

Participe !

O leitor poderá enviar mensagens (texto e voz) pelo wathsapp (11) 98402-3121 (favor deixar nome ao final da mensagem) ou nos comentários desta postagem, que serão lidas e debatidas no programa.

Poderá, também, entrar no ar pelo Skype: blogdopaulinho.

Na sequencia, o vídeo, para quem não puder assistir no horário marcado, ficará disponível no canal de YouTube do blog, no endereço https://www.youtube.com/user/paulinhonet (adicione) e também será postado na barra lateral deste espaço.

Assista, às 16h, logo abaixo:


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