Quem autorizou os pagamentos dos salários que o filho de Lula recebeu sem trabalhar no Corinthians ?

fevereiro 8, 2016

lula e lulinha

Ressurgiu, com força, após confirmação do ex-vice de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, em entrevista à FOLHA, a informação de que Luis Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente da República, recebeu do clube valores próximos de R$ 500 mil, sem trabalhar.

Ontem, os advogados de Lulinha, em desastrosa “Nota Oficial”, alegaram que o clube “nunca contestou os serviços”, dando ainda como exemplo de “trabalho” a inscrição de uma equipe de futebol americano alvinegra num torneio promovido pela Touchdown, empresa investigada pela “Operação Zelotes”, que tem o rebento de Lula como proprietário.

A explicação, em vez de defendê-lo, trata de comprometê-lo ainda mais.

E também aos dirigentes, responsáveis por sua contratação.

Do Corinthians, até o momento, nenhuma resposta sobre o episódio foi divulgada.

Pode-se questionar, como alguns estão fazendo, a demora de Rosenberg para esclarecer a questão (que já era conhecida no Parque São Jorge), mas não a veracidade de sua afirmação, chefe que seria de Lulinha se este, de fato, tivesse trabalhado no setor do qual o ex-dirigente alvinegro era o mais importante comandante.

Se Luis Claudio, de fato, nunca pisou no departamento para o qual teria sido contratado, são necessários esclarecimentos, a serem prestados, com urgência, pelo ex-vice-financeiro, Raul Corrêa da Silva:

– Saíram dos caixas do Corinthians os pagamentos de salários de Lulinha ?

– Se não, de onde saíram ? Quem pagou ?

– Se sim, como foram contabilizados ?

– Quem autorizou os pagamentos (se de fato foram pagos pelo clube) e quais comprovações foram apresentadas sobre os serviços prestados ?

Não convém, em tempos de “Lava-Jato”, ainda mais para quem já ocupou cargos importantes no clube, sob suspeita de conivência, silenciar sobre assunto de tamanha importância.

Federação Paulista de Futebol aumenta de 5% para 7% a taxa cobrada dos clubes nos campeonatos

fevereiro 8, 2016

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Em nova demonstração de submissão, os clubes de São Paulo aceitaram a introdução, pela Federação Paulista de Futebol, de uma nova taxa (que já está sendo descontada) sobre os valores arrecadados nos principais campeonatos do pais.

Agora, além dos 5% que já eram cobrados, os grandes (Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos) terão que descontar outros 2% disfarçados de “Fundo de Manutenção e Modernização de Estádios”.

Os pequenos pagarão 1%.

Para piorar, a referência é a renda bruta, não a líquida, o que torna a “mordida” ainda mais dolorida.

Enquanto os clubes não perceberem a inutilidade das Federações, e seus campeonatos cada vez menos relevantes, continuarão reféns, politica e financeiramente, de serviços que os próprios, com minimo de organização, seriam capazes de executar.

Até a própria CBF, não fosse a Casa Bandida que é, com boa vontade, poderia abrir escritórios de custo baixo em todos os Estados, suficientes para elaborar tabelas de jogos e regulamentos, principal tarefa, hoje, não apenas da FPF como doutras entidades regionais.

Em nome do Pai

fevereiro 8, 2016

andres e lulinha

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

Luís Cláudio Lula da Silva começou sua carreira como preparador físico ainda estudante de educação física, no São Paulo, em 2006, como estagiário por três meses no sub-15, para depois ser contratado e trabalhar nas categorias de base do clube.

Lula presidia o país, e Juvenal Juvêncio, admirador e eleitor de Lula, presidia o São Paulo.

Dois anos depois, o jovem foi para o Palmeiras, a convite de Vanderlei Luxemburgo.

O treinador sonhava em ser candidato ao Senado pelo PT de Lula, em 2010, por Tocantins, mas acabou mais uma vez encrencado porque o Tribunal Regional Eleitoral não só não permitiu como o condenou a um ano e meio de prisão, pena revertida em prestação de serviços à comunidade, por “transferência eleitoral fraudulenta”.

À época de sua entrada no PT, Luxemburgo a justificou: “Antes o PT era muito radical. Agora ficou mais parecido comigo”.

Ao sair do Palmeiras para o Santos, em 2009, ele levou Luís Cláudio junto até que, no fim de 2009, o rapaz foi contratado pelo Corinthians, cujo presidente, Andrés Sanchez, do baixo claro petista, sempre alardeou intimidade com Lula.

Luís Cláudio trabalhou como auxiliar técnico ou de preparação física, entre 2006 e 2010, durante 16 meses no São Paulo, 18 meses no Palmeiras, sete meses no Santos e mais sete no Corinthians.

Já como marqueteiro do alvinegro, é voz corrente no Parque São Jorge que quase foi demitido quando Mário Gobbi assumiu a presidência, mas Sanchez, que comandava a operação do estádio corintiano, reagiu ao argumentar que se tratava de uma “indicação política”.

Quem acompanha esta coluna já leu que o melhor presidente da história corintiana foi Lula, por menos republicano que tenha sido.

Os corintianos dirão que seu filho trabalhou em todos os grandes paulistas e que só no Corinthians a relação é motivo de escândalo.

Ser filho de presidente da República não deve ser mesmo fácil porque qualquer emprego que tenha sempre será atribuído ao parentesco e se não trabalhar será chamado de playboy.

É natural que as investigações em curso, ao atingirem em cheio a Odebrecht, olhem também para o estádio em Itaquera, por ela erguido. Afinal, foi Sanchez quem disse que no dia em que a verdadeira história de sua construção fosse contada alguém ficaria em situação difícil.

À revista “Época”, em 30/11/2011, Sanchez disse: “Quem fez o estádio fui eu e o Lula. Garanto que vai custar mais de R$ 1 bilhão. Ponto. A parte financeira ninguém mexeu. Só eu, o Lula e o Emílio Odebrecht”.

“O dia em que essa história vier a público, vai ficar feio para quem?”, perguntou a revista.

“Não vai ficar feio pra ninguém. Vai ficar, talvez, não imoral, mas difícil para o Lula”.

“Por quê?”, insistiu a semanal.

“Porque vão falar: ‘Pô, como é que uma empreiteira se submete a fazer isso? Por que o presidente pediu?'”.

Lula nunca se notabilizou pelo que José Sarney chamava de “liturgia do cargo”. Sua informalidade muitas vezes se confunde com promiscuidade, e Luís Cláudio não se preocupou com o quesito.

Super Bowl 50: exemplo para novos gestores do futebol brasileiro

fevereiro 8, 2016

nfl

Novamente o Super Bowl, em sua edição de nº 50, encerrou a temporada da NFL com chave de ouro, num espetáculo impecável em todos os seus detalhes, dentro e fora do gramado.

O campeão, de maneira surpreendente, mas merecida, foi o Denver Broncos, que, em atuação notável de seu setor defensivo (capaz de ofuscar até o craque da equipe, o quarterback Peyton Manning), superou o favorito Carolina Panthers, por 24 a 10.

Árbitros que esclarecem, didaticamente, suas decisões a jogadores e torcedores; público que se mistura e comporta-se com paixão e civilidade, shows espetaculares, que não atrapalharam o tempo reservado ao esporte, etc.

Ações simples, mas efetuadas com absoluta competência, que, se adotadas no Brasil mudariam a cara e os costumes (para melhor) de todos os torneios.

 

Nivelar por cima é o caminho a ser seguido pelos novos gestores do futebol brasileiro, que precisam ter coragem de ousar, mudar e enfrentar o sistema dominante, que sobrevive do caos, da incompetência e dos discursos superados.

Evidentemente nada se espera de quem há anos está no poder (CBF, Federações e a grande maioria dos dirigentes de clubes  – com raras exceções) e nunca sequer tentou, mesmo dentro dos limites da própria mediocridade, percentual mínimo de evolução.

Corrida de Taxi

fevereiro 8, 2016

Adilson Amadeu

Da FOLHA

Por JANIO DE FREITAS

Só na aparência a guerra opõe a insistência do Uber e a ferocidade dos taxistas. A guerra é outra. É entre o Uber e um dos poderes políticos mais efetivos e menos vistos pelo que são. Taxista, no Brasil, não é só um condutor de carro de aluguel. É também um integrante, talvez até inconsciente disso, de uma corporação profissional a que são concedidos privilégios materiais e permissão de abusos que nenhuma outra profissão tem.

A relação da Receita Federal e das Receitas locais com os taxistas donos do carro é de fazer inveja até aos especuladores financeiros com seu pequeno imposto de renda. Em vários Estados, os taxistas desfrutam de isenções plenas na compra do carro, e, nos demais, muito reduzidas. Os financiamentos, em geral, têm juros especiais. Na substituição periódica do carro por um novo, os privilégios se repetem. E, donos ou não, todos têm o mais invejado dos direitos: recebem e não precisam prestar contas à Receita, porque podem receber em transação sem registro, como no comércio clandestino.

Por que isso? Política.

Belo Horizonte iniciou o ataque físico aos motoristas do Uber, São Paulo capital aumentou-o, nessa violência o Rio está mais modesto, outras cidades seguem a palavra de ordem para a desordem covarde. Nenhuma providência respeitável de algum governador para impedir a progressão do vale-tudo. Nem mesmo de Geraldo Alckmin quando, em São Paulo, a ameaça já é de incêndio “a qualquer carro preto”. Estudantes que interromperam o trânsito engrossado pelos táxis, no entanto, apanharam da polícia de Alckmin.

Que outra categoria profissional poderia decretar na marra que não aceita concorrência, confirmar na prática violenta a sua determinação –e isso nada significar para quem deve prover a segurança geral e garantir o que não é proibido?

Por que isso? Política.

A agressividade dos taxistas não é repentina. Seria assunto para a sociologia a condição irascível comum aos taxistas em tantos países ocidentais. Em Paris, chegou a se tornar um problema que levou De Gaulle, então presidente, a impor dura campanha para domar os taxistas. Dobrou-os, até hoje. Em muitas cidades americanas, das quais Nova York, nesse tema não diferem muito, os taxistas são motivo de medo. Não sei onde o problema é mais acentuado no Brasil, mas as transgressões no trânsito atestam a elasticidade dos limites que os taxistas admitem. O que se deve, suponho, a dois fatores: são pouco multados, graças à tolerância dos guardas, também ela abusiva, e muitos taxistas são policiais com a costumeira onipotência da classe, razão também da agressividade fácil. Liberdades e proteção, portanto, de que só os taxistas desfrutam.

Táxis são um serviço muito caro no Brasil. Evidência que se agrava em razão dos benefícios, legais e ilegais, dados ao serviço. O alto preço explica parte da quantidade tão excessiva de táxis, por exemplo, no Rio, onde superaram os ônibus desregrados como fatores de agravamento do trânsito. Mas, em lugar algum, há sequer sinal de estudo e enfrentamento sério das várias faces problemáticas do serviço de táxis no Brasil. Agora necessitado de revisão também porque as empresas que sublocam carros e licenças (as “autonomias”) não se enquadram nem nos pretextos de vários benefícios dados aos taxistas donos do seu carro. Não se enquadram, mas desfrutam.

Por que isso? Política.

Entre os políticos, vigora há décadas a convicção de que os taxistas são cabos eleitorais de grande eficiência, com a (também) privilegiada condição de falar a um ouvinte sem escapatória. E ainda colar propaganda dentro e nos vidros do carro. É muito pouco para tudo o que daí decorre. Mas os taxistas são considerados uma força política sem semelhante no conjunto das atividades urbanas.

Nada posso dizer do Uber, nem mesmo o do Rio, que ainda não usei. Apesar disso, minha dúvida inicial sobre a legitimidade do empreendimento foi dissipada. Pelos taxistas. A prepotência e a ferocidade de sua reação já os faria merecedores de uma boa lição. Mas, ainda por cima, tanta prepotência e tanta ferocidade, e tão imediatas, são indicativas de que um serviço concorrente pode oferecer algo melhor à sociedade. E mesmo forçar o serviço convencional a aprimorar-se, já que o poder público não lhe exige o que deve.

Polícia Federal suspeita que Odebrecht utilizou-se do Corinthians para remunerar filho de Lula

fevereiro 7, 2016

andres, lula e alexandrino alencar

(Publicado, originalmente, em 14/12/2015)

No último dia 29 de novembro, revelamos que Luis Claudio da Silva, vulgo Lulinha, filho do ex-presidente, tratado como “barba” no período da ditadura, recebeu R$ 400 mil do Corinthians, sem que explicações críveis fossem fornecidas.

https://blogdopaulinho.wordpress.com/2015/11/29/lulinha-o-futebol-e-a-wikipedia/

R$ 120 mil (por dentro, dos caixas do Timão), como estagiário de Educação Física (certamente o melhor remunerado do Planeta), além doutros, suspeitos, R$ 280 mil (por fora), a título de diversos serviços discriminados: desde consultoria (de sua empresa, citada na operação “Zelotes”), até incríveis incursões, aparentemente secretas, como “olheiro” de jogadores.

Vale lembrar que o rebento de Lula foi contratado, e beneficiado, pelo Deputado petista Andres Sanches, que manda e desmanda no Parque São Jorge.

Porém, com as últimas incursões da Polícia Federal, que culminaram na quebra de sigilo não apenas de Lulinha, mas das empresas registradas em seu nome, são fortes os comentários, de bastidores, de que, em verdade, o dinheiro que o Corinthians repassou, por fora, ao então “estagiário’ teria origem no caixa da ODEBRECHT, que teve um de seus principais dirigentes, responsável por vários negócios ligados ao estádio em Itaquera, Alexandrino Alencar, preso por corrupção na operação “Lava-Jato”.

Lula, Andres Sanches e Alencar, não por acaso, estiveram no festivo evento de assinatura de contrato entre a construtora e o clube, conforme demonstramos na fotografia que ilustra a matéria.

Lulinha, o futebol e a wikipedia

fevereiro 7, 2016

lula e lulinha

(Publicado, originalmente, em 24/11/2015)

O relatório da Polícia Federal sobre a atuação de Luis Claudio da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula, sobre os suspeito acordo de consultoria, pelo qual recebeu R$ 2,5 milhões, é absolutamente esclarecedor.

Indica não apenas que tratava-se de uma “fachada”, espécie de golpe para beneficiar o rebento do líder petista (ou a alguém que o controlasse), como o próprio (Lulinha), na tentativa de ludibriar as investigações, apresentou aos agentes um material (que dizia ser o trabalho contratado) feita às pressas, baseado em “copia e cola” do site Wikipedia.

A grande dúvida é: fosse outro brasileiro qualquer, citado em relatório que indica corrupção e obstrução de justiça, estaria fora da cadeia ?

Mas a PF sabe ainda mais sobre Lulinha.

Não foi a toa que, recém formado em Educação Física, conseguiu, por razões óbvias e nada meritórias, estagiar num dos principais clubes do país, o Corinthians, e receber R$ 400 mil pelo serviço.

Detalhe: Lulinha “trabalhou” por apenas seis meses, período em que foram depositados R$ 120 mil em sua conta (certamente o estagiário mais bem pago do planeta), recebendo o restante, R$ 280 mil, sem pisar no Parque São Jorge.

O responsável por contratação e pagamentos foi o deputado Andres Sanches (PT), que há anos trata o caixa do Corinthians como se fosse a ORION Embalagens, uma de suas empresas comprovadamente, segundo a Receita Federal, de fachada.

A proximidade era tanta que em meio ao período de trabalho o então presidente alvinegro pegava Lulinha pela mão e saia para curtir a balada, conforme publicamos em matéria que pode ser conferida no link abaixo.

https://blogdopaulinho.wordpress.com/2015/07/02/andres-sanches-e-o-filho-de-lula-na-farra-da-administracao-de-futebol-do-corinthians/

Em breve a PF deverá também esmiuçar a empresa Touchdown Promoção de Eventos Esportivos Ltda, que, sigilosamente, tem negociado tornar-se a responsável por gerir o estádio do Pacaembu (que seria transformado numa praça para disputa de futebol americano).

O projeto de reforma, inclusive, já está nas mãos da Prefeitura, que é do PT, e, segundo informações, custaria algo em torno de R$ 400 milhões, sem porém, até o momento, comprovação, nem indicação, de origem dos recursos.

 

Andres Sanches e o filho de Lula na “farra” da administração de futebol do Corinthians

fevereiro 7, 2016

andres e lulinha

(Publicado, originalmente, em 02/07/2015)

Em 04 de abril de 2010, o Corinthians, ocupando a 4ª colocação do Campeonato Paulista, precisava vencer o Ituano, em partida disputada na cidade de Rio Preto, para que pudesse manter as chances de classificação no torneio.

O então presidente, Andres Sanches, parecia não estar preocupado.

Na madrugada do dia 03, véspera da partida, o dirigente retirou um funcionário do clube do hotel, o preparador físico Lulinha (filho do presidente Lula), e, por razões óbvias, contrariando o restante dos que estavam obrigados a permanecer concentrados, partiu para a “micareta”.

Encontramos entrevistas de ambos, durante o “Rio Preto Fest Folia”, com Andres visivelmente “alterado” dizendo ser “chicleteiro”, e Lulinha afirmando “estar focado na partida”.

Claro, não estava.

É nesse clima de “zorra total” que o Corinthians foi administrado nos últimos anos, com dirigentes mais preocupados em “farras” pessoais (em todos os sentidos da palavra), enquanto o marketing, sempre mentindo, esforçava-se para ocultar a falta de profissionalismo.

Vereador Adilson Amadeu (PTB) e a promiscuidade com taxistas

fevereiro 7, 2016

adilson amadeu brás

Em mais um capítulo de promiscuidade explicita com os taxistas, o vereador Adilson Amadeu enviou aos motoristas, por WathsApp, constrangedor vídeo em que se coloca, inclusive, à disposição para pagar advogado contra o UBER.

Sua aparência, cansada, com olheiras, nariz inchado, logo após a sexta-feira de carnaval, deixa dúvidas, ou, para alguns, certezas.

Há trechos que, inclusive, reforçam a tese de que estaria advogando em causa própria (há quem diga, no bairro do Brás, que o político seria beneficiário do esquema de aluguéis de alvarás).

Temeroso, talvez por ter prometido aos taxistas o que não tem força política para cumprir, Amadeu esforça-se, também, na bajulação aos sindicatos.

“(…) me coloquei a disposição, se precisasse, em também contribuir com os advogados”;

“(…) a minha preocupação é a mesma de vocês: o pão nosso de cada dia no bolso das nossas famílias, profissionais taxistas”.

ABAIXO A ÍNTEGRA DA MANIFESTAÇÃO DE ADILSON AMADEU (PTB)

Carnaval: mulheres são humilhadas no Bar Quitandinha, na Vila Madalena

fevereiro 7, 2016

quitandinha

Por JULIA VELO

Ontem à noite, eu e meus amigos tivemos a infelicidade de ir parar no Bar Quitandinha, na Vila Madalena. Sentamos em um mesão com nossos amigos homens e só eu e a Isabella de mulher. Bebemos algumas durante umas horas, até que todos os homens resolveram se levantar para ir fumar ao mesmo tempo. Absolutamente normal. Eu e ela continuamos sentadas, batendo papo.

E, no intervalo de 5 minutos sem a escolta masculina, um absurdo aconteceu.

Dois caras se sentaram na nossa mesa de forma extremamente desrespeitosa. Puxaram a cadeira e se acomodaram, sem nenhum tipo de convite ou abertura. Tentaram puxar papo insistentemente, enquanto nós desconversávamos, bastante incomodadas. Um deles achou conveniente se servir da nossa cerveja. Obviamente indignadas com a situação, pedimos para que ele não fizesse isso e deixasse a mesa. Ele ignorou e seguiu fazendo o que bem entendesse. Chamamos o garçom e pedimos para ele afastar os caras, que, a esse ponto, já estavam perdendo a linha. Nada – nada – foi feito.

Enquanto eu e a minha amiga tentávamos ignorar os dois trogloditas, eles resolveram partir para o contato físico, já que uma conversinha amigável não estava adiantando. Um deles puxou meu braço. Pedi para ele não tocar em mim. E aí, meu amigo, imagina um cara que ficou puto. Como assim eu não posso tocar numa mulher que tá sentada sozinha? Eles se levantaram da mesa e começaram a nos xingar dos piores nomes da face da terra. “Puta e “lixo” foram dos mais leves. Disseram que não queriam nos tocar mesmo, já que somos feias, gordas e escrotas. Que eles tinham tanto dinheiro (?) que poderiam até nos comprar, se eles quisessem. É. Esse tipo de babaca.

O garçom chegou com o gerente no meio da discussão. Ah! Esses daí vão ajudar a gente, pensamos. Até parece. Eles deram um cumprimento caloroso nos dois assediadores – clientes da casa há 10 anos, reforçaram inúmeras vezes, para tirar a nossa credibilidade. E, ao invés de retirar os caras, o segurança nos retirou, de forma bruta. Sim. As duas meninas que estavam sentadas na mesa tomando conta das nossas próprias vidas. Nesse ponto, nossos amigos homens já tinham voltado e estavam tentando convencer a equipe do bar de que a culpa não era nossa, também em vão, também indignados com tudo.

Saímos e o gerente veio conversar conosco. Aliás, conversar não, dar mais um dose de humilhação. Enquanto minha amiga tentava explicar o absurdo que tinha acontecido, o tal gerente não a olhou nos olhos nenhuma vez e bufava com desprezo. Quando resolveu falar, disse que, se não houve agressão física (que aliás, mais tarde, descobri roxos e cortes nos meus braços, adquiridos no momento em que o lindo me segurou para me xingar), não poderia fazer nada. Que os dois indivíduos que nos assediaram eram clientes e não iriam lidar com as nossas acusações.

Enquanto tudo isso acontecia, a dupla ficou lá dentro, tranquila, sendo servida como príncipes. Olhavam para trás entre um gole e outro para rir mais um pouquinho da nossa cara e nos mostrar o dedo do meio.

A polícia chegou. Ufa, quem sabe agora vai nos escutar? Pff. Não dá pra fazer nada não, moça. Se você quiser, vai ter que ir até a putaqueopariu fazer um BO junto com os seus agressores. Tudo o que você precisa ouvir em um momento traumático e sem nenhum suporte.

Um dos agressores finalmente saiu do bar para falar com a polícia. E a cena foi a seguinte: ele e o policial se cumprimentaram com um toque íntimo de mão e algumas risadas. Apontaram para nós, nos chamaram de histéricas, e retornou para sentar dentro do bar com seu amigo. Tranquilo. Suave.

Tudo isso aconteceu diante dos nossos olhos ardendo de chorar de impotência e raiva. Nenhum grito foi suficiente para ser ouvida: nem pelos dois caras, nem pela equipe do bar, nem pela polícia. Ninguém saiu perdendo, só nós: as mulheres, vítimas daquela merda toda.

‪#‎vamosfazerumescândalo‬

EDIT: Essa é a página do bar. Sintam-se à vontade para dizer para eles o que vocês pensam. https://www.facebook.com/Quitandinha-Bar-339947812719370/

Negócio Robinho no Galo teria rolo de empresário para quitar dívida com Kalil

fevereiro 6, 2016

robinhotriste

O Atlético/MG está fechando acordo com Robinho, segundo informações, por R$ 350 mil mensais de salário (fixo), acrescidos de premiações e participações em marketing, que elevariam o montante para R$ 800 mil.

Há, porém, grande nebulosidade na intermediação do negócio.

O agente Ângelo Pimentel, responsável pela transação, foi colocado no negócio por indicação de Alexandre Kalil, ex-presidente do clube, e Hissa Elias Moyses, homem de confiança do BMG – o banco do Mensalão, do qual Ricardo Guimarães, também ligado ao Galo, é proprietário.

Ângelo Pimentel entra no Fórum de Goiânia

Ângelo Pimentel entra no Fórum de Goiânia

A grande questão é que existe uma dívida, milionária, de comissionamentos, entre Pimentel e Kalil (o agente deve para o dirigente), que deverá começar a ser quitada quando da conclusão deste acordo.

O repasse já teria sido combinado com a advogada do jogador, Marisa Alija, que é gestora da carreira do atleta há sete anos.

Ou seja, valores que poderiam ser menores para o clube serão inflacionados para que pendências particulares sejam sanadas.

Não será, segundo informações, o único negócio envolvendo Pimentel no Galo, sempre com a mesma finalidade.

Fontes garantem que o atual presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno, não estaria envolvido no esquema, mas, ainda assim, é responsável por permiti-lo, seja por inocência ou até mesmo incompetência.

Muitos são os rolos judiciais dos envolvidos na chegada de Robinho ao Galo.

Em 2013, o MP-MG solicitou quebra de sigilo bancário e fiscal de Kalil, Guimarães, Hissa e outros dirigentes do BMG por empréstimos suspeitos realizados ao Galo, assim como o MP-SP investigou, também, os citados do banco pelo mesmo procedimento efetuado no Corinthians.

Ministério Público/MG investiga esquema entre BMG e Atlético, que também funciona no Corinthians

Pimentel, que, por anos, fez negócios com V(W)anderlei(y) Luxemburgo, possui diversos problemas na Justiça.

Em 2012, sofreu ação de despejo por calote em aluguel de imóvel:

Sócio de V(W)anderlei(y) Luxemburgo dá calote e é despejado de imóvel

No mesmo ano publicamos áudio do jogador Rodrigo Tabata, que, por ação dessa gente (Hissa é citado), foi obrigado a repassar parte de seus vencimentos a Luxemburgo:

Sócio de V(W)anderlei(y) Luxemburgo se apavora e começa a fazer ameaças

Ainda em 2012, Pimentel teve que fazer acordo na Justiça para não ser preso, após fazer ameaças ao empresário do atleta Maikon Leite:

Sócio de V(W)anderlei(y) Luxemburgo faz acordo para não ser preso em Goiás

O Comitê de Litígios da CBF chegou a pedir, por cinco votos a zero, a eliminação de Pimentel do futebol:

Auditores da CBF pedem eliminação de empresário, sócio de V(W)anderlei(y) Luxemburgo.

Pouco tempo depois, Maikon Leite conseguiu se livrar de Pimentel, na Justiça:

Maikon Leite vence ação na Justiça contra sócio de V(W)anderlei(y) Luxemburgo

ATUALIZAÇÃO: a advogada de Robinho, Dra. Marisa Alija, em contato com o blog, nega veementemente fazer parte de qualquer negociação exposta nesta matéria.

Diretor do Corinthians atacou o São Paulo a pedido de Andres Sanches, que temia perder comissão

fevereiro 6, 2016

edu gaguinho

“O São Paulo não é tão grande como o Corinthians”

A frase acima jamais sairia da boca do diretor-adjunto de futebol, Eduardo “Gaguinho” Ferreira, não tivesse sido soprada e autorizada pelo deputado federal Andres Sanches, presidente “informal” do Corinthians.

E assim aconteceu.

“Gaguinho”, que em passado recente se apresentava como Edu “dos Gaviões” (ocupou o cargo de assessor de imprensa da organizada) é mero funcionário de Sanches no departamento, limitando-se a fazer cumprir suas determinações, sem força nem coragem para contrariá-lo.

A inexpressividade torna-se ainda mais nítida quando o próprio clube, mesmo sem ter um nome ocupando a diretoria de futebol, muito menos a Superintendência (que Sanches teve que abdicar a pedido da CAIXA), não eleva o status do dirigente, que ainda assina como “adjunto”, talvez para tirar-lhe das costas responsabilidades pelas quais, nitidamente, não possui habilidades para cumprir.

Retornando ao assunto da frase de ataque ao Tricolor, diferentemente do que costuma ocorrer nas “discussões” entre Roque Citadini e Marco Aurélio Cunha, por exemplo, em que as motivações são, quando não promover as partidas, meramente no contexto da rivalidade futebolística, no caso específico de “Gaguinho”, tinha por objetivo expressar o descontentamento de Sanches, raiva, até, por quase ter perdido (para o São Paulo) uma comissão acertada pela transação do jogador Balbuena.

R$ 580 mil, dos R$ 5,8 milhões que o Corinthians irá pagar.

Vale lembrar que parte das obras do CT da Ayrton Senna, algumas dentro do Parque São Jorge e as que estão por vir (se vierem) no CT da base, foram e serão tocadas pela “empresa” BUDAUGALO, que tem parceiro de Gaguinho como proprietário no papel, mas Sanches na efetiva gestão ‘financeira” do negócio.

Blog do Paulinho #28

fevereiro 6, 2016

EM TEMPO: algumas pessoas, por falha do Youtube, não conseguiram participar ao vivo do programa. Peço desculpas. Até sexta-feira e bom carnaval.

Quem vai apagar a luz ?

fevereiro 6, 2016

ratos cbf

DA FOLHA

Por MARILIZ PEREIRA JORGE

Não sei você, mas eu estou aplaudindo em pé a debandada dos patrocinadores da CBF. Dessa vez foi a Michelin quem resolveu, sabiamente, romper com a entidade. Mesmo para uma fabricante de pneu ter seu nome vinculado à lama em que a entidade afunda deve ser escorregadio.

A CBF trata tudo como se fossem decisões comerciais rotineiras. “A Michelin focou e manterá sua linha de comunicação em torno de temas-chave como mobilidade, segurança no trânsito, inovação, serviço ao cliente e sustentabilidade”.

Mentira. Ou meia verdade.

E uma debandada a passos de tartaruga, mas uma debandada. Em exatos dois meses é a quarta empresa que pega a sua bola, um naco volumoso de dinheiro e acaba com a brincadeira. Primeiro foi a Gillette, depois a Unimed Seguros. Na semana passada foi a vez da Sadia.

Sinto uma simpatia enorme por todas essas marcas que mandam uma mensagem clara aos figurões do futebol: não vamos compactuar com sem-vergonhice.

No começo de outubro e novamente em dezembro, essa coluna questionou a omissão das empresas que apoiam a CBF. Outros jornalistas fizeram o mesmo. A sociedade está cobrando.

Parece que as cabeças pensantes por trás dessas marcas finalmente entenderam que a parceria, nesse momento, não é uma boa ideia. O que estão esperando os outros? Mais escândalos, mais cartolas presos –porque eles hão de ser– e menos clientes?

Meu celular é Vivo, minha conta bancária é Itaú, tenho produtos Nike, bebo cervejas produzidas pela AmBev. Não deveríamos, todos nós, boicotar essas empresas para que elas entendam, pelo bolso, que têm muito a perder ao se associar a uma entidade bandida?

Posso apostar que no rastro de Gillette, Unimed, Sadia e Michelin vêm outras, mas qual delas vai se prestar a apagar a luz desse período negro da história do futebol brasileiro?

Conhece ou não conhece ?

fevereiro 6, 2016

daniel perrone

EM TEMPO: Daniel Perrone, no twitter, respondeu que na primeira postagem confundiu o nome do atleta Caraglio (especulado pelo São Paulo) com o de Carelli. Ambos estavam sendo sondados pelo SPFC.


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