Deu calote na cantina, mas queria administrar o Corinthians

julho 4, 2015

fernando, paulo e andres

O empresário Paulo Garcia, dono da Kalunga, irmão de Fernando Garcia, que, ao lado do Deputado Federal Andres Sanches (PT), investigado por corrupção no STF, infelicita o departamento de futebol do Corinthians, queria ser presidente do Timão.

Porém, mesmo divulgando pesquisas (claramente inventadas), que o colocavam à frente da disputa eleitoral, teve que se render à realidade de sua enorme rejeição pessoal e abdicou da disputa, no último instante.

A reunião em que comunicou a desistência foi realizada na Cantina do Marinheiro, tradicional espaço gastronômico de São Paulo.

Garcia liberou a “boca-livre”, apesar de contrariado com a própria ineficiência.

Meses se passaram, e a conta do estabelecimento, cara, não foi paga.

Um calote que só pode ser explicado, para alguém com tanto dinheiro, pelo hábito de não honrar com a palavra.

O Noroeste que o diga.

O vexame só foi minimizado porque oposicionistas, solidários ao comerciante, se cotizaram e arcaram com o prejuízo.

Solidariedade a Maju

julho 4, 2015

somos todos maju

A jornalista Maria Julia Coutinho, a Maju, é o símbolo na renovação de linguagem do mais importante, e relevante, programa de televisão do país, o Jornal Nacional.

Não é pouca coisa.

O tempo tratará, no futuro, de consagrá-la ainda mais, quando livros, artigos e trabalhos acadêmicos eternizarem, com elogios, críticas e pesquisas científicas que, no ano de 2015, a Rede Globo decidiu adotar a linguagem coloquial num produto marcado, décadas a fio, pela formalidade.

É esta desbravadora de pele negra, extremamente talentosa, tanto na função de transmitir informação, quanto na sempre difícil tarefa de dividir espaço com um consagrado Willian Bonner, naqueles minutos em que a maior parte dos brasileiros está diante da telinha esperando a abordagem global das notícias diárias (por mais que se possa criticar e discordar da editoria) que vem sendo atacada, em pleno século 21, por palavras racistas oriundas de debiloides da internet.

Faz-se necessário, e deve ocorrer com alguma rapidez (devido ao potencial midiático da emissora), a identificação e prisão dos responsáveis pelo triste episódio, livrando a sociedade, pelo menos por algum tempo, de dividir espaço com pessoas, certamente, marcadas não apenas pela ignorância, intolerância e preconceito, mas também desesperados pela própria incapacidade de superar frustrações pessoais, que descarregam, em maldade, sempre em ataque aos bem sucedidos, no mundo do covarde anonimato.

Maju veio para ficar, permanecerá, e crescerá ainda mais, levando consigo a admiração dos que nela percebem a força e a capacidade de superar obstáculos bem mais relevantes do que dar bola a meia dúzia de mentecaptos.

Coluna do Fiori

julho 4, 2015

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

“A ausência da ética deixa um vácuo onde se propaga a onda da corrupção”

Antonio Gomes Lacerda

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9º Rodadas da Série A do Brasileirão – 2015

Domingo 28/06

Palmeiras 4 x 0 São Paulo

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-=RS)

Itens Técnico/Disciplinar

Os representantes das leis do jogo desenvolveram trabalho aceitável

Vasco 1 x 0 Flamengo

Árbitro: Heber Roberto Lopes (FIFA-SC)

Itens Técnico/Disciplinar

Sem problemas

Observação

Na condição de espectador televisivo senti pena do publico presente; ingresso super alto para execranda apresentação proporcionada integrantes das equipes litigantes

10ª Rodada da Serie A do Brasileirão – 2015

Quarta Feira 01/06

Sport 3 x 0 Internacional

Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (FIFA-RJ)

Assistente 01: Rodrigo F Henrique Correa (FIFA-RJ)

Assistente 02: Luiz Claudio Regazone (FIFA-RJ)

Itens Técnico/Disciplinar

Trabalho aceitável dos representantes das leis do jogo

5ª Feira 02/06

Corinthians 2 x 0 Ponte Preta

Árbitro: Thiago Duarte Peixoto (ASP-FIFA-SP)

Assistente 01: Alex Agi Ribeiro (SP)

Assistente 02: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP)

Itens Técnico/Disciplinar

Trabalho aceitável

Quartas de Final da Copa America -2015

Sábado 27/06

Tempo Normal

Brasil 1 x 1 Paraguai

Decisão por pênaltis

Brasil 3 x 4 Paraguai

Árbitro: Andrés Cunha (FIFA-URU)

Assistente 01: Mauricio Espinosa (FIFA-URU)

Assistente 02: Carlos Pastorino (FIFA-URU)

Item Técnico

Marcou corretamente a penalidade máxima que deu origem ao tento de empate da equipe paraguaia, cometida por Thiago Silva, assinalado por Gonzáles

Item Disciplinar

Sob controle

2ª Feira 29/06

Chile 2 x 1 Peru

Árbitro: José Argote (FIFA-VEN)

Assistente 01: Jorge Urrego (FIFA-VEN)

Assistente 02: Byron Romero (FIFA-ECU)

Item Técnico

Corroborou com o erro do assistente Byron Romero, que, em lance de sua responsabilidade, não sinalizou a posição de impedimento do atacante Eduardo Vargas, autor do primeiro gol da seleção chilena

Item Disciplinar

Meia boca

Terça Feira 30/06

Argentina 6 x 1 Paraguai

Árbitro: Sandro Meira Ricci (FIFA-BR-SC)

Assistente 01: Emerson de Carvalho (FIFA-BR-SP)

Assistente02: Fabio Pereira (FIFA-BR-TO)

Itens Técnico/Disciplinar

Nesta contenda, Sandro Meira Ricci não foi exigido; se fosse, com certeza, repetiria o trabalho desenvolvido na contenda Chile 1 x 0 Uruguai, disputado no dia 24/06, ocasião que tremeu pacas, foi peitado, aquém de se fazer de ofuscado nas vezes que seu assistente Emerson de Carvalho sofreu o diabo. Comportar que não me surpreende vez que, jamais, recebi qualquer noticia de que tenha transmitido solidariedade aos confrades de oficio de ofício, quando agredidos verbal ou fisicamente, por dirigentes ou torcedores    _____________________________

Política      

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Quem pagará o enterro e as flores?       

No momento em que escrevo, começo uma jornada pela Amazônia oriental. Entro numa área de pobre conexão, mas ao sair dela, creio, ainda estaremos no mesmo estado de crise.

O cerco contra o governo cada vez aperta mais. O esperado depoimento de Ricardo Pessoa, o homem da UTC, envolve diretamente tesoureiros e campanhas de Lula e Dilma. Em Minas, o governador Fernando Pimentel está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) com autorização do Superior Tribunal de Justiça.

Dentro da cadeia, o cerco se fecha também contra os empreiteiros. A força-tarefa de procuradores apurou apenas 25% dos casos de corrupção. A presença de grandes empresários na cadeia traz à cena alguns dos melhores escritórios de advocacia do País. Nesses casos – infelizmente, apenas nesses – o respeito aos direitos humanos é minuciosamente monitorado.

Só com os dados divulgados nem sempre é possível fazer uma análise precisa. O bilhete de Marcelo Odebrecht, por exemplo, foi tema de discussão. No bilhete, apreendido pela PF, ele manda destruir um e-mail. A defesa de Odebrecht diz que ele usou o termo destruir num sentido figurado. Queria dizer desconstruir, combater os argumentos associados a um negócio de sondas, com sobrepreço.

Só tenho meus recursos próprios para avaliar um caso desses. Pelo que conheço de cadeia, os presos, de fato, usam linguagem cifrada para evitar que a polícia descubra o conteúdo de seus bilhetes: Arnaldo, não se esqueça do remédio das crianças menores; Maria, pegue o meu guarda-chuva e empreste ao Adriano. Na cadeia, a linguagem figurada não é usada apenas para que a polícia não perceba o conteúdo, mas também para que a polícia não possa provar que você falou algo diferente do que está ali, no papel.

Prisioneiros usam metáforas para escapar do crivo policial. Marcelo Odebrecht usou para se incriminar. Inexperiência? De modo geral, um empresário como ele tentaria ser objetivo. Ele sabe que um simples bilhete de cadeia tem de ser preciso. Poderia ter escrito desconstruir, combater, no lugar de destruir.

Vamo-nos ater aos verbos construir e desconstruir. A desconstrução de um argumento, de modo geral, é um processo longo e diversificado. Neste caso, não haveria tanta urgência: era tema para tratar nas conversas regulares com os advogados. O verbo destruir implica uma certa pressa e cabe precisamente num bilhete, num comunicado que não possa esperar visitas legais e regulares de seus defensores. Os advogados de Odebrecht afirmam que não mandaria destruir o e-mail sobre compra de sondas porque já era conhecido da polícia. Argumento forte: de que adianta destruir algo que a polícia já conhece e utiliza? Mas não era só um e-mail, vários foram escritos pelo mesmo diretor. Agora a Braskem já entregou todos os e-mails e a operação foi auditada por uma firma independente.

Novas batalhas estão em curso. Uma delas é sobre o sentido da palavra sobrepreço. Nós a entendemos como superfaturamento. Eles dizem que é um termo comum no mercado, com sentido diferente.

A liberdade de Marcelo Odebrecht depende de uma profunda simpatia da Justiça por seus argumentos. Para conceder habeas corpus será preciso deixar de lado o que está escrito e acreditar só no que ele queria dizer.

Um jornalista que escreve que o governo afundou na corrupção, diante dos juízes não pode alegar que o governo apenas tropeçou ou resvalou na corrupção. Afundou mesmo.

Teremos um longo período de governo sitiado. As peripécias jurídico-policiais serão emocionantes, mas inibem um pouco a discussão sobre alternativas. Tanto a PF quanto o Ministério Público (MP) já devem ter ideia do extenso trabalho que têm pela frente. A usina de Belo Monte, por exemplo, não tinha entrado na história da corrupção. Agora já entrou. Os estádios construídos pelas empreiteiras para a Copa do Mundo também passam por dificuldades e a história de sua construção ainda não é de todo conhecida.

Os empreiteiros estão ressentidos com o governo porque não impediu a ação da PF e do MP. Mas como, se o governo está cercado e se comporta como num avião em queda: primeiro ajusta a máscara de oxigênio em si próprio, depois vai pensar em cuidar do outro.

Lula não poderá dizer que ignora o que se passou na Petrobrás ou não conhece nem trabalhou com a Odebrecht. Dilma, por sua vez, já se complicou com as pedaladas no Orçamento e dificilmente conseguirá explicar-se. Além disso, com as declarações de Pessoa, terá de explicar, juntamente com seu ministro Edinho Silva, onde foram parar os R$ 7,5 milhões da UTC injetados no caixa 2 de sua campanha. Tudo isso já era esperado. Ricardo Pessoa fez várias referências na cadeia, indicando o rumo de sua delação premiada. Com tantos escândalos, quase esquecemos dessa variável. No fim de semana, ela apareceu com toda a força.

As complicações de Fernando Pimentel também eram pressentidas, desde 2014, quando o empresário Bené foi preso com dinheiro no avião. A sensação que tivemos no momento eleitoral foi de abafa. Mas também aí o fio foi sendo puxado. O caso implica a mulher de Pimentel. Jornalista, ela recebeu de outro jornalista, Mario Rosa, mais de R$ 2 milhões por seu trabalho. Deve ser extremamente talentosa. Um jornalista mediano rala dez anos para chegar a essa soma, e muitos não chegam lá.

Estamos assistindo a cenas finais dessa luta da Justiça contra o partido político que domina o País ao lado de seu parceiro, o PMDB. Não me parece tão produtivo falar mal de um governo e um partido cercados pela polícia.

Dilma faz saudações à mandioca, como se o ridículo fosse o mais leve fardo que pudesse carregar. Lula esbraveja contra o PT, como se fosse um observador de outro planeta. Vai chegar o momento de discutir o País e alternativas diante da crise. Está demorando. O minuto de silêncio pelo funeral do PT se estende além da conta. Já sabemos quem pagará o enterro e as flores. Arruinado, o Brasil precisa recomeçar.

Autoria do jornalista, escritor e político: Fernando Gabeira 

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Finalizando

“Num país onde os representantes do povo são corruptos, desviar os jovens do mau caminho é tarefa árdua”.

Sandra Regina Lamego

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Chega de Mentiras, de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-04/07/2015

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

Blog do Paulinho #15

julho 3, 2015

A tímida cobertura da Record nas investigações sobre corrupção dos direitos televisivos das competições esportivas

julho 3, 2015

Globo-x-Record

Seja nas investigações do FBI ou na recente incursão da Polícia Federal, não é confortável a posição da Rede Globo, e também da “parceira” Bandeirantes, nas investigações sobre as negociações dos direitos televisivos dos principais eventos esportivos do planeta.

Há indícios claros, de ambas, inclusive com sociedade formalizada em alguns empreendimentos, da estreitíssima ligação com o delator premiado J. Háwilla, responsável pela intermediação de quase todos os negócios (certamente, os mais relevantes).

A Globo, desde a prisão de José Maria Marin e as consequentes revelações do FBI, tem escondido o Diretor de Esportes da emissora, Marcelo Campos Pinto (que tratava com Háwilla, CBF e clubes), chegando até a especular (revelamos por aqui), sua demissão, como meio de empurrar ao executivo, (e, por consequencia, desvincular-se), a culpabilidade sobre eventuais comprovações de falcatruas.

Em passado recente, a Rede Record “acertou-se” com o então presidente do Corinthians, Andres Sanches, para que este viabilizasse, através de lobby favorável, a participação da empresa na concorrência dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.

Após ser traída pelo dirigente, claramente cooptado pela Globo e seus “parceiros” comerciais, em represália, a rede de Edir Macedo iniciou uma série de reportagens caprichada, detalhada, expondo ao público bastidores do submundo esportivo, desvendando a vida dos dirigentes (Andres, Teixeira, etc.), e também os problemas (jurídicos e políticos) da emissora carioca.

Ou seja, apesar da motivação pessoal, a Record demonstrou ter meios para a realização de jornalismo eficaz.

É nesse contexto que há grande estranhamento, de diversos setores, não apenas da mídia, da timidez com que a emissora vem tratando a cobertura das investigações sobre a prática de corrupção, delatada por J. Hávilla ao FBI, que claramente colocam em situação difícil suas adversárias não apenas pela audiência, mas, principalmente, pelos contratos.

Por muito menos, o procedimento adotado, anteriormente, foi diferente.

Hoje, quando toca no assunto, a Record o faz de maneira protocolar, jogando, quando muito, uma ou outra insinuação, sem profundidade, na pena de jornalistas menores da casa.

Dentre as discussões sobre o assunto, há quem diga que a Record, com informações privilegiadas sobre as investigações, contaria com a exposição negativa, natural, da Rede Globo, agindo, então, com cautela, temerosa em se indispor com um “sistema” (de negociações), do qual sonha em fazer parte.

A tática seria divulgar as informações oficiais, vazar as “oficiosas”, para, então, quando a tempestade se formar, partir para o ataque, contando com apoio popular e o medo das federações, clubes e dirigentes de, sob investigação, voltarem a ‘conspirar”.

Contrato “Hypermarcas”: Corinthians terá que pagar comissão a intermediário que foi ameaçado por Ronaldo “Fenômeno”

julho 3, 2015

ronaldo gaviões

“Afirma que chegou a entregar uma carta a RONALDO, aos 15/07/2009, relatando o ocorrido, e no dia seguinte recebeu ameaças de Fabiano Farah, tendo sido contatado ainda por André Schiliró, amigo pessoal de Ronaldo (fls. 43), o qual lhe disse que deveria desistir de receber qualquer valor.”

A sentença da decisão favorável ao processo movido pelo intermediário Paulo Sergio Perreira da Cruz Palomino, que deverá receber, em valores ainda a serem calculados pela Justiça, algo próximo de R$ 1 milhão (R$ 750 mil, acrescidos de juros e correções) pelo contrato de patrocínio do Corinthians com a Hypermarcas, revelou detalhes do negócio dignas de filmes “noir” da década de 30.

Mais precisamente, os de “Gangsters”.

Em resumo, Palomino foi autorizado por Ronaldo “Fenômeno”, através de seu procurador, Fabiano Farah, a negociar patrocínios para o Corinthians, sob promessa de remuneração de 10%, recebendo, ainda, aval da diretoria do clube (confirmado em troca de emails).

Vale lembrar que se tratava de um atleta, não dirigente.

Na sequencia, depois de apresentar a “Hypermarcas” ao clube, Palomino foi chutado do negócio.

Inconformado, procurou a todos os envolvidos cobrando sua parte na transação, mas descobriu que havia sido retirado da “partilha”.

Por insistir em seu pleito, Palomino chegou a ser ameaçado por Ronaldo (novamente através de procuradores), descobrindo, ainda, ter sido “trocado” por José Carlos Brunoro no negócio.

Em defesa, o “Fenômeno” disse que as “tratativas” entre a Hypermarcas e o Corinthians foram tocadas diretamente pelo então presidente do clube, Andres Sanches.

CONFIRA ABAIXO TRECHOS QUE SELECIONAMOS DA LONGA (E DETALHADA) SENTENÇA DO JUÍZ THÉO ASSUAR GRAGNANO

Processo 1002512-18.2014.8.26.0011 – Procedimento Ordinário – Comissão – PAULO SERGIO PEREIRA DA CRUZ PALOMINO – RONALDO LUIS NAZARIO DE LIMA – – Sport Club Corinthians Paulista.

PAULO SÉRGIO PEREIRA DA CRUZ PALOMINO ajuizou ação contra RONALDO LUÍS NAZÁRIO DE LIMA e SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA, almejando (i) a condenação dos réus a pagar 10% do valor recebido da Hypermarcas a título de patrocínio e (ii) a exibição dos documentos relacionados ao patrocínio.

(…) Afirma que travou contato com Fabiano Farah e tomou ciência de que já havia interessados em produzir filmes e documentários sobre o jogador. Narra que a conversa prosseguiu e Fabiano disse que RONALDO assinara contrato com o CORINTHIANS e precisava de patrocinadores para ser mantido na equipe, questionando ao autor sobre seu interesse em procurar patrocinadores no Japão, tendo ficado acertado, por fim, que buscaria patrocinadores tanto no Brasil quanto no Japão (fls. 40/42).

Articula que, aos 9/01/2009 (fls. 23), enviou correspondência eletrônica a Fabiano Farah, transmitindo seus dados, e manteve com ele contato telefônico por meio do qual solicitou detalhes do negócio, sendo informado de que em caso de êxito perceberia comissão de 10%.

Conta que através de Fabiano (na qualidade de representante de RONALDO) foi direcionado a Luis Paulo Rosenberg (que atuava em nome do presidente do CORINTHIANS) e Alex Watanabe (Departamento de Marketing do Corinthians), de modo que os dois réus aquiesceram, por intermédio de seus representantes, com o pagamento da comissão.

Assevera que tal comissão lhe seria devida pela simples aproximação das partes, desde que o contrato de patrocínio fosse concluído, abrangendo todos os contratos futuros. Prossegue narrando que, além da Hypermarcas, a quem propôs o patrocínio, procurou também a Fiat, CVC, Phebo e Granado, Banco do Brasil, Nossa Caixa, BV Financeira e Toyota, surpreendendo-se, em abril de 2009, ao ver RONALDO entrar em campo com uniforme ostentando a marca Bozzano (da Hypermarcas).

Narra que contatou então Fabiano Farah, aos 27/04/2009, e ele não reconheceu o contrato celebrado com o autor, mencionando condições inéditas (que o demandante deveria representar o patrocinador perante os réus) e afirmando posteriormente, em 4/05/2009, que nada havia sido estabelecido por escrito e que o representante da Hypermarcas (Júnior) não mencionara o nome do autor quando contatou Andrés Sanches do CORINTHIANS.

Alega que conversou com Luis Paulo Rosenberg e ele reconheceu a atuação do autor, mas disse que Júnior da Hypermarcas atuou de forma a eliminar intermediários e contratou o patrocínio diretamente com o jogador RONALDO (que detinha 80% do espaço negociado na camisa).

Afirma que chegou a entregar uma carta a RONALDO, aos 15/07/2009, relatando o ocorrido, e no dia seguinte recebeu ameaças de Fabiano Farah, tendo sido contatado ainda por André Schiliró, amigo pessoal de Ronaldo (fls. 43), o qual lhe disse que deveria desistir de receber qualquer valor.

“(RONALDO) Alega que foi André Schiriló quem entrou em contato com Júnior, presidente da Hypermarcas, dando início às tratativas, que se desenvolveram diretamente com André Sanches, presidente do Corinthians.

Afirma que tal fato é ratificado pela circunstância de a empresa Brunoro Sport Business ter procurado André Schiriló para auxiliar na intermediação das negociações, sabendo de sua amizade com Júnior.

Fundamento e decido:

(…) Passo, portanto, ao exame da pretensão do autor. Contrato de corretagem com Ronaldo. Nos emails trocados entre Edu Rezende, da BSB, e André Schirilo (pessoas que, segundo a contestação, teriam sido as reais responsáveis pela aproximação com o patrocinador), juntados aos autos com a contestação, além de ser referido como empresário de RONALDO, Fabiano, que utilizava o endereço eletrônico “@ronaldor9”, é consultado sobre os detalhes do negócio (que efetivamente se concretizou) e informado de que a comissão (devida à BSB) será de 10% (fls. 150/154).

Também as reportagens trazidas aos autos com a réplica (fls. 191/200) confirmam a alegação de que Fabiano Farah representava o réu RONALDO, com amplos poderes, inclusive no que dizia respeito à negociação com patrocinadores.

É possível concluir, desse modo, que Fabiano Farah detinha poderes para, no início do ano de 2009, representar RONALDO perante terceiros e, em nome e por conta dele, assumir obrigações.

Foi nessa condição (em nome e por conta de RONALDO) que Fabiano celebrou com o autor contrato de corretagem (art. 722 e ss. do Código Civil), por meio do qual o demandante se obrigou a empreender esforços voltados à obtenção de patrocínio, mediante o pagamento, em caso de sucesso, de comissão de 10%.

Deveras, no email de fl. 25, enviado ao autor por Fabiano, estão contemplados os elementos essenciais do contrato de corretagem, tendo sido nele delimitado o negócio a ser obtido pelo corretor (patrocínio), o produto oferecido (espaços publicitários na manga e no calção do uniforme oficial do Corinthians pelo prazo de um ano) e o respectivo preço (sete milhões de reais pela manga e cinco pelo calção).

E novos emails foram trocados, nos quais Fabiano Farah chegou a solicitar ao autor informações sobre a sua atuação (fl. 35: “Oi, Paulo, alguma novidade?”), tendo obtido respostas (fl. 39). Está bem provado, portanto, que o autor e RONALDO firmaram contrato de corretagem. Não basta para descaracterizá-lo o fato de não ter sido objeto de instrumento, pois não há forma prescrita em lei e o art. 227 do Código Civil, invocado pelos réus, obstaria a pretensão do autor apenas se a prova fosse exclusivamente testemunhal, o que definitivamente não se verifica na espécie, ante a farta documentação que se vem de referir.

Contrato de corretagem com o Corinthians

Concluído o contrato de corretagem com RONALDO, o autor se dirigiu ao CORINTHIANS, por meio de Luis Paulo Rosemberg, então encarregado da área de marketing do clube (fl. 401).

Rosemberg confirmou esse contato, no depoimento prestado a este Juízo, mas disse que ele se deu com um seu subordinado e situou o autor como “um dos inúmeros autônomos que tentam contato com o Corinthians” para essa finalidade. Não negou, de toda sorte, que ao autor tinha sido conferida a possibilidade de prospectar clientes, embora tenha afirmando que ele “não obteve êxito” (fl.401).

Os emails trazidos aos autos – cuja autenticidade, repita-se, não foi impugnada pelas partes -, ademais, indicam contato mais significativo que o delineado por Rosemberg em seu depoimento. Com efeito, Rosemberg relatou a Fabiano Farah o contato feito pelo autor, acrescentando que havia tido boa impressão a respeito dele (fl.154: “ligou-me um Paulo Palomino do Japão, prospectando clientes e disse-me que está sintonizado com a R9 e tudo que faz passa por você. Goste do gajo, tudo certo?).

E o autor recebeu do CORINTHIANS, por e-mail de Alex Watanabe, do departamento de marketing, uma tabela do patrocínio comercializado (fl. 28). É fácil ver, portanto, que o autor celebrou contrato de corretagem também com o CORINTHIANS, tendo por objeto, assim como o negócio jurídico firmado com o RONALDO, espaços publicitários no uniforme oficial do clube.

Nessa conjuntura, a única alternativa é lançar mão dos elementos constantes dos autos, os quais autorizam a presunção de que a remuneração, em casos tais, é de 10% do valor auferido pelo patrocinado: assim se deu no contrato celebrado entre o autor e RONALDO e também foi nesse montante a remuneração sugerida pela BSB Brunoro Sport Business para o negócio (fl. 152).

Os documentos apresentados com a contestação de RONALDO indicam que Edu Rezende, da BSB (Brunoro Sport Business), enviou a Fabiano Farah e Luis Paulo Rosemberg, em 17.03.2009, um e-mail questionando aspectos do patrocínio e informando que a conversa com seu cliente estava bastante adiantada (fls. 150/151). A mídia apresentada pelo autor, por fim, contém conversas telefônicas por ele mantidas com Fabiano Farah, Odete Barbosa, Luis Paulos Rosemberg e André Schiliró, todas após ter sido publicamente divulgado o contrato firmado entre o Corinthians e a Hypermarcas. Fabiano diz que foi Eduardo, da Brunoro, quem trouxe o negócio e que Júnior não havia mencionado o nome do autor. Odete confirma ao autor que foi ele quem apresentou o negócio e diz que também foi tomada de surpresa com o patrocínio. Rosemberg relatou que Júnior disse que ninguém havia intermediado o negócio. E André afirmou que negociou diretamente com Andres e que Júnior não tratou com Farah ou com RONALDO.

Tal conjunto probatório revela, com clareza, que:

(i) o autor (depois de ter celebrado com os réus contrato de corretagem) contatou o presidente da Monte Cristalina, responsável também pela Hypermarcas, em fevereiro de 2009, apresentando a ele a proposta de patrocínio;

(ii) o presidente da companhia encaminhou o autor à diretora de mídia da Hypermarcas;

(iii) o mesmo presidente, por meio de sua secretária, orientou a diretora de mídia a receber o autor;

(iv) o autor manteve contato com a diretora de mídia da companhia, a ela apresentando a proposta e o contato do diretor de marketing do CORINTHIANS;

(v) em março de 2009, Edu Rezende, da BSB, tratou de aspecto do negócio com os réus e prestou contas de tudo a André Schiliro; e,

(v) em abril de 2009, foi divulgado o patrocínio da Bozzano, de propriedade da Hypermarcas, compreendendo anúncios no uniforme oficial do CORINTHIANS. É fácil ver que os réus e o patrocinador foram postos em contato por obra do autor; e “consiste a atividade do corretor em aproximar pessoas que desejam contratar, pondo-as em contato” (Orlando Gomes, 26ª edição, p. 471).

Foi por meio do autor, com efeito, que o presidente da Monte Cristalina tomou ciência dos termos do negócio. Foi o autor quem, ainda na fase de apresentação do negócio, transmitiu à diretora de mídia da Hypermarcas – depois de esclarecer os principais aspectos do negócio – o contato do diretor de marketing do CORINTHIANS. Por alguma razão aqui olvidada, o negócio prosseguiu sem a participação do autor.

E outro intermediário (Edu Rezende), ligado a pessoa (André Schiliro) que seria amiga (fl. 137, itens 6 e 7) do presidente da companhia, passou a intervir no negócio.

Comprovado que o autor apresentou as partes e que o negócio se concluiu entre elas cerca de dois meses depois desse contato, a presunção é de que isso se deu por efeito do trabalho do demandante.

Os réus devem pagar ao autor, portanto, a comissão pelo contrato de patrocínio celebrado com a Monte Cristalina e Hypermarcas no ano de 2009.

Base de cálculo da comissão. O autor foi encarregado pelos réus de um negócio jurídico determinado: o contrato de patrocínio relativo ao ano de 2009, tendo por objeto espaços publicitários no uniforme do CORINTHIANS. A comissão, portanto, deve incidir apenas sobre esse negócio, sendo descabida a pretensão para estendê-la para todos os negócios futuros realizados entre as partes.

Exibição de documentos. No que concerne aos documentos e instrumentos relativos ao contrato de patrocínio firmado entre os réus e a Hypermarcas, assentou o E. Tribunal de Justiça de São Paulo, com percuciência, que o desate da lide prescindia de sua exibição. E tanto prescindia que a causa foi julgada sem tais informações. A aferição da base de cálculo da comissão se dará em Juízo sucessivo, portanto, com observância das regras processuais pertinentes (475-B §§1º e 2º do Código de Processo Civil).

Conclusão. Ante o exposto, extinguindo a fase cognitiva do processo com resolução de mérito (ar. 269, I, CPC), JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTES os pedidos para condenar o SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA e RONALDO LUÍS NAZÁRIO DE LIMA a pagarem a PAULO SÉRGIO PEREIRA DA CRUZ PALOMINO o valor correspondente a 10% do total recebido da HYPERMARCAS, ou de empresa a ela coligadas, no ano de 2009 (pela veiculação de publicidade no uniforme do Corinthians), com correção monetária pela tabela prática do Tribunal de Justiça desde o ajuizamento da ação e juros de mora de 1% ao mês a partir da citação. Sucumbente em maior extensão, os réus pagarão aos advogados do autor honorários advocatícios em valor correspondente a 10% da condenação, nos termos do art. 20, §3º, do Código de Processo Civil. 

Blog do Paulinho estará ao vivo no Youtube às 16h. Participe !

julho 3, 2015

paulinho

Logo mais, às 16 horas, o Blog do Paulinho estará, ao vivo, no YouTube.

Participe !

O leitor poderá enviar mensagens (texto e voz) pelo wathsapp (11) 98402-3121 (favor deixar nome ao final da mensagem) ou nos comentários desta postagem, que serão lidas e debatidas no programa.

Entre, também, pelo Skype: blogdopaulinho.

Na sequencia, o vídeo, para quem não puder assistir no horário marcado, ficará disponível no canal de YouTube do blog, no endereço https://www.youtube.com/user/paulinhonet (adicione) e também será postado na barra lateral deste espaço.

Assista, às 16h, logo abaixo:

Vereador Adilson Amadeu diz estar sofrendo “sórdida” perseguição após ser flagrado defendendo José Maria Marin

julho 3, 2015

adilson amadeu

Publicamos, ontem, discurso efetuado na Câmara de São Paulo pelo vereador Adilson Amadeu (PTB) em defesa dos ilibados José Mareia Marin, ex-presidente da CBF e seu “lulu”, o deputado Campos Machado, presidente do partido.

https://blogdopaulinho.wordpress.com/2015/07/02/vereador-adilson-amadeu-ptb-envergonha-eleitores-ao-defender-jose-maria-marin/

Sob condição emocional não identificada (no bairro do Brás, seu reduto eleitoral, existem frequentes variações que nem sempre “cheiram” muito bem), o político leu, não gostou e respondeu:

“Não tenho dúvidas que agora vão fazer uma sórdida campanha contra mim. A liberdade de expressão tem limites para mim não para os outros.”.

Pois é…

O conhecido comportamento do vereador em assuntos importantes, como corrupção, tráfico de drogas e máfia dos despachantes, não corrobora com a tese de “limites”, nem para expressão, e, não fosse sua inexpressividade política, seriam, sem sordidez, pauta até para o Jornal Nacional.

Lusa tenta garantir despesa do futebol com venda de carnês

julho 3, 2015

lusa carnê

Com folha de pagamento na casa dos R$ 400 mil mensais, a Lusa tenta garantir recursos para quatro meses de despesas com a venda de carnês para as sete partidas da equipe como mandante na Série C.

R$ 150 reais será o valor do produto.

Os ingressos, em média, sairão por R$ 21,4.

A intenção é a de vender 10 mil unidades, que renderiam R$ 1,5 milhão.

Espera-se interessados diversos, desde os que frequentam as partidas, até os que, mesmo sem o hábito,  comprariam (facilitados pelo valor baixo – correspondente a um ingresso da Série A) apenas para ajudar.

Servidor relata caos e roubalheira na saúde pública de Paraipaba-CE

julho 3, 2015

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Por SERVIDOR PÚBLICO

Olá Paulinho, obrigado por, pelo menos apreciar essas fotos e meu texto.

Venho com muita tristeza mostrar a realidade da saúde Pública da Cidade de Paraipaba – CE, Litoral Oeste Cearense.

O paraíso ecológico onde estão as praias da Lagoinha e a Lagoa das Almécegas fica a 80 km de Fortaleza.

Bom, a estrutura da Saúde aqui se dá basicamente com 10 (dez) Postos de Saúde e um Hospital de Pequeno Porte – HPP (também sucateado).

As Unidades Básicas de Saúde possuem pontos de apoio nas localidades mais longínquas, onde os profissionais assistem a comunidades carentes, obedecendo aos princípios do SUS.

Realidade de um verdadeiro Estado de Calamidade Pública com todos os postos e pontos de apoio sucateados, clientes sem bancos para sentar, profissionais sem a mínima condição/estrutura/aparelhos para exercer suas funções é uma realidade no dia a dia.

O lixo hospitalar é simplesmente desprezado/ jogado no lixão (que não obedece as normas da ANVISA) a céu aberto.

Recentemente o Ministério Público entrou com uma ação e impediu que os gestores realizassem um leilão com os carros oficiais, “desgastados” por falta de reparos básicos. Tem veículos de 2010 entre outros. O Ministério Público chegou um pouco tarde, pois, motores e peças já haviam sido extraviados.

Há quem diga que a frota de veículos oficiais está sucateada devido o interesse do gestores em terceirizar a frota e receber vantagens indevidas, mas, isso o Ministério Público já está investigando.

A atual gestão não respeita sua população humilde e honesta que trabalha e paga seus impostos em dia para ter o mínimo de saúde pública de qualidade.

Enquanto os carros oficiais estão sucateados, contratos de locação milionários são fechados e a frota usada na Secretaria de Saúde hoje é quase toda terceirizada.

Os profissionais da saúde do Município que não recebem reajuste salarial há 10 anos, cansados de tentar dialogar, esperam até hoje 03/07/2015 para que o Prefeito vete ou sancione um Projeto de Lei aprovado na Câmara Municipal (do mesmo município) em que concedeu uma valorização salarial e aprovou o Plano de Cargos, Carreira e Salários dos profissionais de Carreira.

Anuênio? Nunca existiu aqui!

O veto implicará em GREVE GERAL (dentro dos trâmites Legais) a partir de Segunda Feira 06/07/2015.

Um perfil no facebook intitulado: A VERDADEIRA SAÚDE DE PARAIPABA foi criado (pelos profissionais) e ilustra muitas dessas fotos que posto aqui, mostrando uma realidade contraditória com a que o Prefeito diz num programa de rádio que ecoa nossa cidade semanalmente.

Obs: gostaria que meu nome fosse mantido em sigilo, conforme contato do watsapp.

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Pela ética e o jogo limpo no futebol

julho 2, 2015

zico copa

Por ZICO

Nos últimos dias acabei parando no centro da polêmica ao declarar que ficava incomodado com a hipótese de ver a Seleção Brasileira ser um balcão de negócios. Jogadores que atuam fora dos grandes centros, um time dependente de um jogador só e uma dificuldade exagerada para enfrentar rivais da América do Sul. Quero deixar claro que minha crítica não é aos jogadores que foram à Copa América e nem os culpo pela eliminação. Até acho a postura de ‘pop star’ atual dos jogadores de futebol em geral um aspecto que me incomoda, mas esse é um fenômeno mundial. Há qualidade em muitos que foram ao Chile, sem dúvida, e a questão é mais profunda.

O técnico da Seleção insiste, diante de qualquer crítica, em atacar a geração que disputou a Copa de 82. Eu nunca entendi a razão. O que sei é que nas minhas andanças pelo mundo sou sempre recebido com carinho e lembrado exatamente por 82. Tenho orgulho da carreira que construí e nenhum problema em comentar os erros que cometi. Falo sobre qualquer tema sem desviar o foco. E minha carreira está aberta.

O ponto é que o futebol brasileiro hoje vive uma lacuna de comando e se desvia o foco com muita facilidade. Após a eliminação trágica na Copa do Mundo no ano passado, a CBF se apressou em dar uma resposta. Vale lembrar que o presidente da entidade na ocasião está preso na Suíça atualmente. E a estruturação começou por um coordenador de seleções que era empresário até o dia anterior.

Já fiquei incomodado ali.

Sempre tive boa relação com o Gilmar, mas lembrei imediatamente do papo que tive com ele na passagem pelo Flamengo como supervisor, quando ele me disse num jantar que o escritório de intermediação de jogadores estava fechado para ele se tornar dirigente. Ele foi firme na declaração, mas ao deixar o Flamengo levou como clientes três importantes titulares: Adriano, Juan e Reinaldo. Eu não esqueci o aquele papo e foi natural imaginar que faria a mesma pergunta a ele no ano passado, caso tivesse a chance: você ainda é empresário?

A primeira questão que passa pela minha cabeça é a ética. O termo “balcão de negócios” é uma preocupação natural, principalmente ao ver que o coordenador de seleções tem acesso a todo o desenvolvimento das divisões de base do país, além das convocações e análises de desempenho. Não é difícil perceber como a seleção atual sofre há anos com a falta de continuidade nas seleções de base. Jogadores passam por lá historicamente e depois somem. As razões podem ser muitas, mas será que estou falando alguma novidade?

A CBF vem sendo envolvida em denuncias e acusações muito mais serias do que o dilema ético que me preocupa. Jornalistas, ex-jogadores e personalidades do esporte colocam constantemente os dedos em feridas bem mais profundas, que realmente não sou capaz de me pronunciar. Não tenho provas. O que tenho é o incomodo com a presença de um ex-empresário no comando das seleções e a percepção de que a nossa equipe principal entra em campo com jogadores jovens que se valorizam rapidamente e nem sempre atuam em campeonatos competitivos. E um treinador obcecado com a geração de 82…

Eu quero o mesmo que todos os torcedores. O melhor para o futebol brasileiro. Espero que mais uma derrota, essa nova eliminação, e toda a crise institucional na CBF ajudem a colocar o futebol brasileiro em vias de uma mudança legítima, que leve democracia e transparência à entidade. Queremos as vitórias, mas o jogo precisa ser limpo dentro e fora de campo. Pelo menos foi assim que eu aprendi a jogar e foi assim que conduzi a minha história até aqui.

zico autógrafo

Redução da maioridade penal é necessária, mas poderia ser melhor

julho 2, 2015

pixote

Rejeitada e combatida por quem se nega a enxergar a realidade da criminalidade brasileira, a redução da maioridade penal, que começa, enfim, a engatinhar no congresso, é um grande avanço, apesar de ainda limitado, na intimidação à prática do delito no país.

Todos os jovens na faixa dos 16 anos são homens feitos, bem informados, senhores absolutos de seus atos, sejam os de maldade ou até de bondade.

Porém, a medida (de redução) é ainda branda perto do que se faz necessário para a proteção da sociedade.

Deveria ser adotado, em vez da redução pura e simples, punição pelo ato em si (englobando todas a idades), levando-se em consideração a primariedade e a proporcionalidade da maturidade dos infratores.

Para pequenas contravenções ou atos de menor periculosidade, penas alternativas, que, na primeira oportunidade, teriam a opção dos país cumprirem pelos filhos (aumentando a responsabilidade), acentuando-se as punições, depois, se as infrações forem repetidas continuamente.

Crime de morte, por exemplo, deveria ser tratado com rigor em todas as idades, de acordo com os agravantes e atenuantes apresentadas.

Tráfico de drogas ?

Punição exemplar, sempre, em qualquer faixa etária, com prisão perpétua para os maiores de 16 anos, e penas alternativas aos “iniciados”.

Os contrários à redução penal acertam quando dizem que pela educação inicia-se o combate a criminalidade, porém mesmo nas principais escolas do país, o aluno que infringe regulamentos é passível de punição, por vezes dura, chegando até a expulsão.

Até os mais decentes, seja em que idade for, passam pela tentação da transgressão, que somente é contida quando não pelos princípios éticos e morais, inerentes a cada ser humano, pelo medo da punição.

Prender jovens de 16 anos não resolverá todos os índices de criminalidade, mas, se um, dois, dez, vinte, cem, mil, milhões, que sejam, por temor à cadeia, resolverem mudar de opção, já terá valido a pena a iniciativa.

Andres Sanches e o filho de Lula na “farra” da administração de futebol do Corinthians

julho 2, 2015

andres e lulinha

Em 04 de abril de 2010, o Corinthians, ocupando a 4ª colocação do Campeonato Paulista, precisava vencer o Ituano, em partida disputada na cidade de Rio Preto, para que pudesse manter as chances de classificação no torneio.

O então presidente, Andres Sanches, parecia não estar preocupado.

Na madrugada do dia 03, véspera da partida, o dirigente retirou um funcionário do clube do hotel, o preparador físico Lulinha (filho do presidente Lula), e, por razões óbvias, contrariando o restante dos que estavam obrigados a permanecer concentrados, partiu para a “micareta”.

Encontramos entrevistas de ambos, durante o “Rio Preto Fest Folia”, com Andres visivelmente “alterado” dizendo ser “chicleteiro”, e Lulinha afirmando “estar focado na partida”.

Claro, não estava.

É nesse clima de “zorra total” que o Corinthians foi administrado nos últimos anos, com dirigentes mais preocupados em “farras” pessoais (em todos os sentidos da palavra), enquanto o marketing, sempre mentindo, esforçava-se para ocultar a falta de profissionalismo.

Não cheira bem a negociação de Rodrigo Caio para o Atlético de Madrid

julho 2, 2015

Carlos Leite faz a festa no Rio de Janeiro

Utilizando-se de parceiros da imprensa, o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, espalhou que havia o interesse do Atlético de Madrid em comprar os direitos de Rodrigo Caio, supostamente por 12 milhões de Euros.

Ontem, o clube espanhol informou à federação tratar-se de uma negociação por empréstimo, sem custo.

Vamos à verdade: Aidar tenta empurrar o jogador para o empresário Jorge Mendes (descumprindo legislação da FIFA) que acertaria os 12 milhões de Euros de seu bolso ao clube, recebendo, como “retorno”, 1,2 milhões de Euros, tratados como comissionamento do negócio, estes a serem divididos, segundo informações, com intermediários do presidente Tricolor.

Mendes utilizaria-se, então, do Atlético de Madrid para esquentar o jogador, que já estaria acertado com outra equipe europeia (das diversas que trabalham a serviço do empresário – principalmente portuguesas e inglesas), por valores bem maiores do que os que entrarão no caixa Tricolor.

A “trapaça” já foi utilizada pelo mesmo ‘grupo” de Mendes, através do empresário Carlos Leite (sócio do agente na GESTIFUTE BRASIL), em desfavor de Corinthians e Vasco da Gama, recentemente.

Roberto Dinamite e Andres Sanches, enriqueceram no período, enquanto seus clubes contam centavos (quando os tem) para pagar até as pequenas despesas.

O cenográfico “Conselho da CBF”

julho 2, 2015

gallo rinaldi

Em meio a graves denuncias de corrupção, não apenas de dirigentes da entidade (que sequer habilitam-se a sair do país com medo de possíveis prisões), mas também na gestão do futebol (principalmente no “critério” de convocações), a CBF anunciou uma midiática cortina de fumaça: a criação do Conselho de Desenvolvimento Estratégico.

Trata-se, obviamente, de um embuste.

Gilmar Rinaldi (o), um dos acusados (nas suspeitas de convocações) alega que o “Conselho”, formado, a princípio, por ex-treinadores da Seleção, teria como objetivo: “diagnosticar o quadro do futebol brasileiro e criar um plano de ação”.

Enquanto isso, no mundo da realidade, em ações subterrâneas, a CBF age para minar a MP do Futebol, a Lei que a obrigaria, por exemplo, de maneira prática, a alterar o sistema vigente, que assola o esporte brasileiro.

O objetivo da Casa Bandida, claro, é o de “ficar de bem com o público”, para dizer: “nós tentamos mudar”, quando, na verdade, a adequação necessária, ou seja, a estrutural, que impede todas as outras mudanças, permanecerá como está.


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