“Querida companhia”

maio 27, 2015

pt petrobras

De O GLOBO

Por JOSÉ CASADO

“No feirão da Petrobras, privatizar é o epílogo de um projeto político que ainda era construção quando se tornou ruína”

Números falam, e nem sempre revelam coisas agradáveis. O caso da Petrobras sob o governo Dilma Rousseff é exemplar: a estatal perdeu 73% do valor das suas ações em dólares, entre janeiro de 2010 e dezembro passado.

Pela calculadora de gestoras de fundos, como a Canepa Assets, equivale a tocar fogo numa pilha de US$ 83 bilhões — mais de três vezes o valor estimado do controvertido “ajuste” nas contas governamentais.

É apenas um pedaço da conta. Menos visível é a dívida de US$ 130 bilhões acumulada nos 11 anos dos governos Lula e Dilma.

Nada menos que 80% desses débitos são em moeda estrangeira (dólar e euro). Nos próximos quatro anos vencem seis de cada dez dólares dessa monumental dívida externa.

O saldo devedor a ser liquidado no médio prazo soma-se à crescente necessidade financiamento de pesquisa, exploração e produção de petróleo nas reservas do pré-sal.

O valor de investimento não é consensual, mas as estimativas da empresa nunca são inferiores a US$ 20 bilhões anuais — ou US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos.

Apenas para desenvolver um único campo (Libra), segundo as próprias previsões, ela precisaria investir US$ 32 bilhões na próxima década, proporcionais à sua fatia de 40% no consórcio responsável pelo negócio.

A Petrobras agora encontra-se numa situação de asfixia financeira, com evidências de supressão da respiração (pela dívida) e reduzida circulação (pela escassez de caixa e de crédito).

Inverter o quadro é difícil, mas não impossível. Nem é tarefa exclusiva do grupo de executivos financeiros no comando da “nossa querida companhia, símbolo do orgulho nacional”, como tem repetido o presidente, Aldemir Bendine.

O problema central é político. Está na concepção do “papel estratégico” da Petrobras como alavanca para um projeto de poder estatal quase absoluto na condução da economia.

Com Lula e Dilma, essa fantasia já levou a “querida companhia” a perdas de US$ 5,8 milhões por dia, ou US$ 241 mil por hora.

Aconteceu num período de seis anos e sete meses seguidos (entre julho de 2005 e o início de 2012) quando o “símbolo do orgulho nacional” ficou 2.370 dias sob guarda do “companheiro” José Sérgio Gabrielli, expoente baiano do PT.

Com a complacência de Lula e Dilma, suas digitais espalharam-se por US$ 13 bilhões em iniciativas contabilizadas como danosas ao patrimônio da estatal. A conta não inclui o custo do repasse da corrupção aos contratos. Também não reflete a escalada no endividamento realizada na gestão temerária de Gabrielli. Mostra apenas uma face da incúria.

A degradação tende a crescer. De um lado, pelo aumento da pressão governamental pelo pagamento de dividendos elevados, como contribuição ao saneamento do déficit público cavado por Lula e Dilma. De outro, pela persistência do uso da Petrobras como alavanca de um projeto de poder estatal quase absoluto na economia. Isso, sem que se tenha resposta para uma questão crucial: com qual dinheiro a empresa, hoje asfixiada, vai sustentar sua hegemonia na exploração dos campos do pré-sal?

Um feirão de ativos parece ser a alternativa, debate-se no conselho de administração da estatal. Significa privatizar — epílogo de um projeto político que ainda era construção quando se tornou ruína.

Tentativa de aliciamento coloca fogo em clássico na Paraíba

maio 27, 2015

jurandir junior

Ontem, Jurandir Junior, diretor executivo do Botafogo/PB, foi flagrado pela direção do Campinense, em ligação telefônica, tentando aliciar atleta do clube, às vésperas do clássico local, que decide o quadrangular do Campeonato Paraibano.

Sem expor o nome do jogador (por precaução), dirigente ligado ao Campinense procurou o blog, e relatou:

“Ele disse que um clube da “Série A” havia pedido um jogador para ele e inventou que havia indicado o atleta…”

“Por que não indicou um jogador do clube que trabalha ? Não confia nos seus jogadores ? E na véspera de um clássico ? Isso é antiético!”

“O Jurandir é conhecido por ser dublê de diretor e empresário de jogadores, tem fama de comprar árbitros e de negociatas nos clubes que trabalha, contratando jogadores por salários maiores do que valem apenas para receber porcentagem dos salários deles.”

Em entrevista à Rádio Caturité/PB, no início da noite, o presidente do Campinense, William Simões, confirmou a acusação.

Blog do Paulinho #04

maio 27, 2015

Ação do SAFRA contra familiares de Andres Sanches cita “laranja” do caso Jucilei

maio 26, 2015

andresekia

Em ação movida pelo Banco SAFRA para cobrar R$ 5,4 milhões de familiares do ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches (ingresso no processo como “interessado”), oriundos de golpe financeiro praticado por empresa de “fachada” ligada ao grupo, passou despercebido, na lide, a indicação do nome de Washington Dias.

https://blogdopaulinho.wordpress.com/2015/05/20/em-acao-de-cobranca-banco-safra-trata-familia-de-andres-sanches-pt-como-organizacao-criminosa/

Trata-se de sócio do ex-dirigente alvinegro na empresa Polygrain Polimeros do Brasil.

Dias ficou “famoso” ao protagonizar, como “laranja”, ao lado de Beto Rappa, ex-dirigente do Paulista de Jundiaí, um negócio da China (ou da Russia), em que investidores (todos ligados a Sanches) fizeram fortuna na negociação do atleta Jucilei.

Em resumo, o Timão vendeu o jogador para o Anzhi por R$ 22,9 milhões, e, por possuir 50% dos direitos teria que receber R$ 11,4 milhões.

Mas não recebeu.

Andres Sanches alegou que Beto Rappa (com Washington Dias, sócio do então mandatário alvinegro) teria emprestado o montante ao Timão na aquisição de Jucilei, e que, diferentemente do que havia sido divulgado, o percentual do Corinthians era menor.

De R$ 11,4 milhões, o alvinegro levou apenas R$ 2,9 milhões.

Enquanto isso, os ‘parceiros’ de Andres, que gastaram (gastaram?) R$ 2 milhões, multiplicaram o montante para R$ 6,8 milhões.

Foi pago, também, da parte do Corinthians (ou seja, tudo), um milhão de Euros ao empresário Giuliano Bertolucci, que trabalha com Kia Joorabchian, também ligado ao agora Deputado Federal pelo PT.

À época, questionado, oficialmente, pelo conselheiro Marcos Ribeiro Caldeirinha, Andres saiu pela tangente, disse não ter nada a ver com Washington Dias, negando-se a apresentar as documentações, sob desculpa da famosa clausula de confidencialidade.

Agora, sem nada a ver com futebol, o processo do SAFRA demonstra que a ligação entre o “laranja” da família Sanches e o negócio realizado com a venda de Jucilei, altamente lesiva aos cofres do Corinthians, sempre foram mais do que meras coincidências.

EM TEMPO: à época, interpelado pelo jornalista Gilberto Nascimento (Rede Record), o presidente do Corinthians/PR (clube que negociou Jucilei ao Timão), J. Malucelli, disse, diferentemente do que afirmou Andres Sanches, que recebeu os R$ 2 milhões dos caixas alvinegros, não de Beto Rappa. 

Além disso, Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro no período, respondeu, interpelado pelo associado Ciborg, desconhecer a maneira que o negócio foi efetuado.

Soube-se, porém, que, em procedimento semelhante ao “Caso Jô” (também com envolvimento de Joorabchian), o dinheiro de Beto Rappa, para ‘branquear” a situação, somente circulou após efetivada a transação do jogador ao Exterior (não antes, como veículado).

Blog do Paulinho estará ao vivo no YouTube às 16 horas. Participe !

maio 26, 2015

paulinho

Logo mais, às 16 horas, o Blog do Paulinho estará, ao vivo, no YouTube.

Participe !

O leitor poderá enviar mensagens (texto e voz) pelo wathsapp (11) 98402-3121 (favor deixar nome ao final da mensagem) ou nos comentários desta postagem, que serão lidas e debatidas no programa.

Entre, também, pelo Skype: blogdopaulinho.

Na sequencia, o vídeo, para quem não puder assistir no horário marcado, ficará disponível no canal de YouTube do blog, no endereço https://www.youtube.com/user/paulinhonet (adicione) e também será postado na barra lateral deste espaço.

Assista, às 16h, logo abaixo:

“Oposicionista” sugere Nei Nujud e Andres Sanches para diretoria de futebol do Corinthians

maio 26, 2015

andre negão e fran

Em manifestação no facebook, o “oposicionista” (pelo menos apresentou-se desta maneira nas últimas eleições) Fran Papaiordanou, acendeu velas para todos os setores e vertentes políticas do Corinthians.

Inclusive para os que nem lado possuem.

Em mensagem dirigida a presidente do clube, Roberto “Da Nova” Andrade, o conselheiro indicou diversos nomes que, na opinião dele, poderiam assumir a diretoria de futebol alvinegra.

Dentre os afagos referidos, duas das indicações surpreendem: Nei Nujud e Andres Sanches.

“(…) o Nei conhece o Corinthians e é pessoa de confiança do presidente”.

“(…) o próprio Andres (poderia ser indicado) desde que efetivamente à frente do futebol”

Levando-se em consideração os discursos oposicionistas, recentes, de Fran Papaiordanou (sempre desfavoráveis aos citados) e o evidente conhecimento do conselheiro, bem informado que é, da ficha corrida dos “indicados”, espera-se explicações convincentes para declaração tão infeliz.

Grêmio: conheça a empresa utilizada por Rui Costa para receber comissões em transações de jogadores

maio 26, 2015

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O advogado Rui Costa dos Santos (foto), diretor executivo de futebol do Grêmio, em parceria com o agente de jogadores Rogério Luiz Braun (com quem divide, também, trabalhos de advocacia), beneficiam-se, desde o final de 2012, dos mais diversos tipos de negócios dentro do clube.

Principalmente, transações de jogadores de futebol.

Enquanto Braun escancara (tem o nome, no mínimo, em duas agenciadoras: R. Braun Esportes e Base Soccer Agency Ltd.), Rui Costa tenta esconder.

Mas, apenas cinco meses após assumir cargo, remunerado, para gerir o futebol tricolor, em 30 de abril de 2013, o executivo abriu a empresa SANTI CONSULTORIA ESPORTIVA EIRELI, pela qual recebe, segundo informações, as transferências combinadas.

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A “consultoria” estaria sendo utilizada, também, pelo irmão de Rui Costa, empresário de atletas com atuação em toda a América Latina.

Explica-se, obviamente, as contratações de alguns estrangeiros (argentinos, uruguaios, etc.) no elenco gremista.

Os vetos de Luis Felipe Scolari a jogadores indicados pelo “grupo”, irritaram o dirigente, que, contrariado, deu início a uma sucessão de boatos, entre os quais o de que o treinador havia “perdido o vestiário”.

Com o trabalho “minado”, Felipão decidiu pedir demissão.

A estratégia foi a mesma utilizada para derrubar outros comandantes do clube, entre os quais Enderson Moreira e até Luxemburgo (este por conflito de interesses).

Para não perder negócios, Costa permitiu que o empresário Rogério Braun atuasse, também, nas categorias de base, local em que aliciou as principais promessas do Grêmio (muitos deles, depois, negociados em parceria com o irmão do dirigente).

rui costa - rogerio braun

Ontem, em entrevista à rádio GRENAL, Marcelo Vianna, agente do jovem Luis Felippe, de apenas 18 anos, escancarou boa parte do “esquema” de locupletação, citando, nominalmente, como beneficiários e facilitadores, o dirigente Rui Costa, seu “parceiro” Rogério Braun, além de Junior Chávare, ex-funcionário.

Segundo Vianna, o atacante recebeu ameaças para assinar com a citada Base Soccer (do esquema), e, por não aceitar, teria sido afastado.

O caso é grave, as evidências estão colocadas (inclusive com testemunhas) restando aos conselheiros do Grêmio minuciosa apuração a fim de evitar que o clube, mais uma vez, seja lesado por “espertalhões” do esporte.

Luxemburgo demitido. Diretoria do Flamengo, de tantos acertos, corrige seu erro mais grave

maio 26, 2015

Sócio de V(W)anderlei(y) Luxemburgo tenta subornar “Blog do Paulinho”

Reverenciada por uma gestão austera, que vem dando prioridade a acertar as contas do clube, além de dar exemplo ao lutar pela MP que pretende moralizar o futebol, a diretora do Flamengo equivocava-se, desde o princípio, na condução de seu departamento mais importante, o de futebol.

Era inadmissível para quem apresentava-se com discurso de seriedade, manter em cargo importante um treinador ultrapassado, como V(W)anderlei(y) Luxemburgo, adepto da malandragem, de negócios obscuros e condenado, recentemente, por falsidade ideológica, em Tocantins.

Mais ainda porque em passagem anterior, comprovou-se que Luxa e seu “laranja”, Marcio da Kelm, locupletaram-se em esquema dentro do clube, em que surrupiaram atletas da base, obrigando, ainda, parte dos profissionais a dividirem, consigo, comissionamentos, luvas e até salários.

O Flamengo, agora, se não cometer a insanidade de trazer outro mercenário do esporte (Mano Menezes, por exemplo), limpa a sua área mais nobre, e, com responsabilidade financeira, tem tudo para, em pouco tempo, ser um dos clubes dominantes do futebol nacional.

Árbitros acertam ao punir jogadores que exageram nas reclamações

maio 26, 2015

Cartao-Vermelho

Está em vigor desde o ano passado, mas foi adotada no Brasil apenas no início do Brasileirão, determinação da FIFA para que os árbitros punam com mais rigor os jogadores que exageram nas reclamações.

Por consequencia, aumentou a média de cartões amarelos distribuídos nas partidas.

A decisão é acertada, a princípio, mais ainda amena, perto do que deveria ser adotado.

Em primeiro lugar, árbitros com personalidade deveriam punir os “esquentadinhos” desde sempre, não apenas porque a pedido da FIFA.

E com cartão vermelho, não amarelo.

Há no Brasil a sempre abominável cultura da “malandragem”, em que a maioria dos atletas, mesmo sabedores de que a reclamação não mudará a decisão do árbitro, o fazem apenas para jogá-los contra a torcida e a opinião da imprensa.

O correto seria, como ocorre até em torneios amadores, que apenas os “capitães” das equipes pudessem se dirigir à arbitragem (desde que de maneira respeitosa), nunca, em hipótese alguma (a não ser em casos extraordinários – como contusões), outros membros da equipe.

Em desrespeitando a norma, aplicaria-se, diretamente, o cartão vermelho.

As partidas teriam mais tempo de bola corrida, menos polêmicas e a condução do jogo pelos árbitros, sem a indevida interferência, talvez até melhorasse.

Quem vai multar o infrator da CET ?

maio 26, 2015

cet infração

O veículo placa DST-2713, da CET, responsável por fiscalizar e multar infratores de trânsito, foi flagrado por leitor do blog, na cidade de São Paulo, estacionado em local proibido.

Mais precisamente, impedindo a locomoção dos portadores de necessidade especial.

Quem vai multá-lo ?

É a questão que a CET (já avisada pelo blog) tem obrigação de responder.

O salto imortal de André Catimba

maio 26, 2015

andre catimba

Por JOSE RENATO SÁTIRO SANTIAGO

Carlos André Avelino de Lima nasceu na cidade de Salvador em 30 de outubro de 1946.

Um atacante brigador e oportunista que ganhou notoriedade como André Catimba.

A inclusão do “catimba” ao seu nome se deveu ao fato dele ser conhecido por provocar seus marcadores e, por conta disso, causar muitas expulsões.

O início de carreira, com 19 anos, foi no Ypiranga da Bahia, em 1966, equipe que tinha um torcedor ilustre, Jorge Amado.

Ficou por lá até 1968, quando foi contratado por outra equipe baiana, o Galícia.

A conquista do estadual pelo Bahia em 1970, ano em que o Vitória sequer chegou as finais da competição, fez com que o clube rubro negro resolvesse investir em talentos nativos da região. Foi esta receita que fez com que André fosse contratado pelo Vitória em 1971. Não demorou muito para que ele se transformasse no homem gol da equipe.

No ano seguinte, em 1972, foi um dos grandes líderes do time que conquistou o titulo estadual de forma incontestável, com um dos maiores ataques da história do futebol baiano com os geniais Osni e Mário Sérgio. Por conta disso, em 1973, chegou a ser convocado para a seleção brasileira para enfrentar um combinado estrangeiro.

Ficou no Vitória até 1975, quando foi contratado pelo Guarani de Campinas. Confirmou sua fama de goleador e acabou sendo levado, em 1977, para o Grêmio, comandado pelo técnico Telê Santana. O desafio no futebol gaúcho era gigantesco, interromper a incrível sequência de oito títulos consecutivos do atual bicampeão brasileiro, o Internacional. Muitos gremistas não acreditavam que isso seria possível.

Em 25 de setembro de 1977, coube justamente a André, aos 42 minutos do primeiro tempo, marcar o gol do título sobre o rival, na vitória por 1 a 0. Mas o mais curioso ainda estava por vir, a vibração foi tanta que André tentou dar um salto mortal durante a comemoração. Não conseguiu… levou uma queda. Enquanto era ovacionado pela torcida, André se contorcia em dor. Não teve condições de continuar na partida, precisando ser substituído por Alcindo.

A grotesca cena de seu malfadado salto estampou as capas de todos os jornais do Rio Grande do Sul que destacavam o título gaúcho gremista. Até hoje, muitos chegam até mesmo a lembrar do salto, mas esquecem da importância daquele gol e até mesmo de seu autor.

André voltaria a ser campeão estadual pelo Imortal Tricolor em 1979. Ainda naquele ano foi contratado pelo rival do Vitória, o Bahia, para disputar o campeonato brasileiro. Em 1980, acabou sendo levado ao Argentino Juniors, onde chegou a atuar, simplesmente, com Diego Maradona.

A partir daí passou a ser um cigano da bola. Andou pelo extinto Pinheiros, do Paraná, em 1981, Comercial de Ribeirão Preto e Náutico do Recife, em 1982, até voltar, em 1983 onde tudo começou, o Ypiranga da Bahia.

Decidido a encerrar a carreira por lá, ainda assim voltou a bater uma bola na equipe amazonense do Fast Club em 1984.

André foi um grande goleador e um daqueles jogadores que acabaram marcados para a história do futebol por sua irreverência, e principalmente por conta de uma comemoração inusitada.

Corinthians: a Piovesan o que é de Piovesan

maio 25, 2015

piovesan

Em recente coluna no Estadão, o ótimo jornalista, Antero Greco, destacou o acerto da diretoria do Corinthians ao não aceitar pagar os R$ 18 milhões de luvas por Guerrero, encerrando qualquer possibilidade de permanência do atacante.

Não pelo fato do peruano desmerecer a quantia (merece), mas porque o clube, quebrado financeiramente, não pode pagar.

Mas há a necessidade, porém, de destacar quem, de fato, a contragosto do presidente Roberto “da Nova” Andrade, bateu o pé e ordenou a não renovação.

Trata-se do diretor financeiro Emerson Piovesan, que, no mesmo dia do anuncio que o clube não gastaria mais do que poderia pagar, de maneira sincera, deixou claro que as contas herdadas das gestões Andres Sanches e Mario Gobbi são muito piores (em volume e condição de pagar) do que as deixadas por Alberto Dualib.

Vale lembrar que tanto o atual presidente do Corinthians, como seus antecessores, em 2007, subscreveram manifesto demonizando a dívida da gestão Dualib (que, sem contar o estádio, era dez vezes menor do que a atual – produzida em apenas sete anos), tratando-a como “impagável”.

Voltando ao assunto “Guerrero”, Roberto Andrade, em ato irresponsável, prometeu ao jogador (e também a torcedores e associados do clube) que a renovação era garantida, embasado em hábitos de rolamento de dívidas, que Piovesan, de maneira correta, assim que assumiu a direção financeira, tratou de cortar.

Se estivesse “solto” na gestão, e menos amedrontado (a situação política e criminal do mentor Andres Sanches tem criado insegurança), o atual presidente alvinegro repetiria as atitudes que iniciaram seu mandato, onerando o clube em R$ 24 milhões anuais apenas para o pagamento de três jogadores que pouco acrescentam (Vagner Love, Cristian e Edu Dracena), sem contar o legado que já havia deixado enquanto ocupou, desastrosamente, a pasta do futebol, em que atletas como Rodriguinho e Pato (este um escândalo, por absurdos R$ 40 milhões – sem contar os vencimentos mensais) ajudaram a enterrar ainda mais as finanças alvinegras.

Desta vez, porém, diferentemente do permissivo (e agora “arrependido” de ocasião) responsável anterior pelo Caixa alvinegro, Raul Corrêa da Silva, com quem cometeu, ao lado de Andres Sanches e André Negão, crime fiscal imperdoável (elevando a dívida ainda mais), Roberto “da Nova” encontrou um freio, que obedece mais por desespero do que desejo de fazer as coisas de maneira diferente.

A dívida do Corinthians, quase R$ 400 milhões (sem contar a condenação no CARF, que elevará o montante a quase R$ 800 milhões), além de R$ 1,2 bilhão do estádio, que nas condições acertadas por Andres Sanches (R$ 5 milhões mensais em 2015, e, a partir de 2016. R$ 10 milhões), inviável de ser sanada, somente não está ainda pior pela ação profissional de Emerson Piovesan.

Walter Feldman (ex-PCdoB, ex-PMDB, ex-PSDB, ex-DEM, ex-REDE, quase ex-PT, ex-FPF, atual secretário da CBF) “sangra” na FOLHA

maio 25, 2015

feldman londres

“(Juca Kfouri) Não lhe cansa o papel de Torquemada da pelota, do Dom Quixote sem alma, de moralizador crítico de pouco conteúdo e muitos adjetivos pessoais?

A CBF com Marco Polo será a base de transformação do novo futebol brasileiro, “apesar de você”, como diria Chico.”

(trecho da resposta (a enésima) do esquerdista, direitista, centrista e dinheirista Walter Feldman, secretário e servidor de cafezinhos da CBF, ao artigo “O Secretário Menor” – que pode ser conferido no link abaixo – assinado por JUCA KFOURI)

https://blogdopaulinho.wordpress.com/2015/05/24/o-secretario-menor/

O buraco do Corinthians

maio 25, 2015

Palmeiras e a política da areia movediça

(Trecho da Coluna de PVC, na FOLHA)

“A crise financeira explica por que não haverá a renovação e é bom explicar por que o Corinthians passou a conviver com a falta de dinheiro.

A maior explicação deste ano foi a contratação de três reservas cujos salários, com encargos, tiram R$ 2 milhões dos cofres todo mês: Cristian, Vagner Love e Edu Dracena. Eles representam R$ 24 milhões por ano.

A dívida alcançou R$ 313 milhões, sem contar o estádio, que terá prestações mensais de R$ 5 milhões entre julho e novembro de 2016. Nesse período, serão R$ 70 milhões a pagar, exatamente o valor arrecadado com a bilheteria em Itaquera desde a inauguração.

Se este valor estivesse na conta do futebol, a situação econômica talvez não inviabilizasse a permanência do centroavante.

Mas é bom lembrar que o peruano pede dinheiro demais, com ou sem os R$ 70 milhões da bilheteria em caixa. Algumas coisas mudaram nos últimos três anos, desde o período em que o Corinthians se orgulhava de ter as contas em dia e trazia no avião a taça de campeão mundial.

Uma delas é a situação do país, que dificulta empresas de todos os setores –é natural que os clubes também sofram. Outra foi gastar demais com jogadores médios. Rodriguinho, Ibson, Pato e Maldonado são exemplos.

Perder Guerrero e Émerson não seria tão grave se houvesse reposição nas divisões de base. Falta pouco para ter o projeto do centro de treinamento da base funcionando lado a lado com os profissionais, com o departamento de futebol totalmente integrado.

Como isso demorou mais do que se previu em 2012, não há um centroavante jovem preparado nos últimos meses para vestir a camisa 9.

Nem Vagner Love parece ser esse cara. Desde sua chegada, não fez nenhuma boa partida, o que tem a ver com sua atual condição física, mas também com a característica, que não se adapta ao sistema tático de Tite, como atacante isolado.”

O tempo e o Diretor de Futebol do Palmeiras

maio 25, 2015

mattos

Enquanto diretor de futebol do Cruzeiro, Alexandre Mattos contratou mais de 50 jogadores, em dois anos, a maioria deles representados por empresários que costumam se dar bem ao cerca-lo.

A operação, de origem equivocada, acabou, com a ajuda da sorte, se transformando em exitosa, porque entre os profissionais estava o treinador Marcelo Oliveira, que salvou a desorganização das contratações sem critério num time bem treinado, conquistando, inesperadamente, mas de maneira merecida, os últimos Campeonatos Brasileiros.

Porém, nem sempre, mesmo com bons profissionais (como Oswaldo de Oliveira) é possível reverter todas as bobagens.

Em meio à disputa do sempre “enganador” Campeonato Paulista, o esperto Alexandre Mattos era figura fácil em programas de televisão e até em reclames comerciais (vejam só!).

O dirigente sabia que não seria cobrado: apesar da fragilidade do torneio, se o time estivesse mal, jogaria-se a culpa na reformulação, se tudo acontecesse a contento, a campanha seria (como foi) superdimensionada.

Contratar dezenas de jogadores para “jogar para a galera”, sem compartilhar as motivações técnicas com o treinador, gastando dinheiro que o clube se esforça para multiplicar, invariavelmente costuma ter o final que o início de Brasileirão do Verdão, desde já, está sugerindo.


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